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ESTOU CANSADO DE SUSTENTAR VAGABUNDO
Ezequiel Theodoro da Silva

Nem é caso de generalizar, mas o fato é que a nossa classe política vem dando, neste momento histórico, péssimos exemplos ao restante da sociedade brasileira. De cima para baixo, do Congresso Nacional às Câmaras Municipais, vemos reproduzidas as práticas antiéticas da avacalhação, picaretagem, tráfico de influência, oportunismo e, o pior, roubo explícito dos cofres públicos.

O larápio que, direta ou indiretamente, rouba dinheiro público no Brasil comete o pior dos crimes possíveis. Isto porque esse sujeito perde de vista a própria paisagem social onde ele está situado, ou seja, um país em que, para a maior faixa da população, existe fome, miséria, desemprego, violência, etc. Quer dizer, ao meter a mão no dinheiro do povo, beneficiando-se através do cargo que ocupa, esse arremedo de político tira a possibilidade de uma transformação, para melhor, dos serviços públicos nacionais, estaduais e municipais.

Convém retomar o tipo mais intenso de “trabalho” que tem sido realizado pelos políticos nestes tempos. Salvo melhor juízo - e acho que aqui as revelações não permitem outro juízo -, a verificação de denúncias pelos pares ou pela mídia é, de longe, a ocupação maior dos chamados representantes do povo. Ao invés de recolher idéias das comunidades, estudá-las à luz da Constituição, produzir leis que melhorem a convivência social, grande parte dos senadores, deputados e vereadores se transforma em Sherlock Holmes para coibir a picaretagem.

Do Mensalão aos cartões corporativos, o que se constata é a mesma prática de usurpação, avacalhação, picaretagem e, sob um certo sentido, de crime contra aqueles que trabalham e que pagam os seus impostos no sentido de que eles não apenas sustentem a máquina pública, mas que, por lei e pela moral, vejam esses impostos retornarem na forma de melhores serviços para todos. Ocorre que a vagabundagem da pior espécie está presente nas nossas casas executivas, legislativas e judiciárias, transformando-as em ratoeiras onde o malandro deseja comer a isca sem ser molestado na sua festança particular.

Antonio Gramsci, filósofo socialista italiano, cunhou a expressão “transformismo” para rotular os políticos que, uma vez no poder, se esquecem ou são levados a se esquecer das suas origens, dos seus compromissos com a sua classe social e dos ideais defendidos pelo seu partido, conforme divulgados pela sua própria boca ou pela mídia no período de eleições. Quando leio sobre os recorrentes escândalos gerados pela sacanagem dos políticos brasileiros, não posso deixar de sentir verdadeiro nojo dessa triste paisagem e desses tristes personagens.

E como o parasita se acostumou ao salário que lhe cai mensalmente para pouco ou nada produzir que se some à melhoria da vida em comunidade; e como o parasita necessita renovar incessante e vorazmente o dinheiro fácil que lhe entra por vias diretas ou indiretas, não me causa estranheza que deseje mais impostos e taxas – como o recente reajuste do IOF – para ele ter mesa farta onde se locupletar a todo instante.

Sim, amigos, estou muito cansado de sustentar vagabundo e sem vergonha. Como professor que sou e sempre fui, e por carregar comigo a virtude da esperança, antevejo o dia em que essa corja de picaretas não vai apenas devolver cabisbaixo a grana que usou para seus fins particulares, mas vai ver e sentir o que significa concretamente o espaço fedido de uma penitenciária brasileira. Penitenciária que o político-ladrão teme, mas que, com as suas ações criminosas, ajuda a vicejar em solo brasileiro.

REDE DE COMENTÁRIOS (n=45)

Tânia Maria Augusto Pereira, taniauepb@yahoo.com.br , 1/3/2008
Caro Prof. Ezequiel - Parabéns por suas lúcidas palavras sobre o político brasileiro. O seu texto representa um desabafo feito em nome de todos que se sentem indignados pelo "trabalho" realizado pelos ditos "representantes do povo". Como cidadã e professora, também sonho com o dia em o político-ladrão receba o que realmente merece. Sua mensagem deve ser lida e refletida por várias pessoas, assim vou enviá-la a vários amigos.
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Benedita de Almeida, beneditaalmeida@yahoo.com.br , 1/3/2008
Professor Ezequiel e demais leitores - É extraordinário que ainda existam pessoas com esperança de ver alterada essa abominável realidade, mesmo vendo-a se fortalecer cada vez mais, e cada vez de modo mais aviltante. Quiçá nossa capacidade de indignação pudesse criar mecanismos para reverter esse quadro de “transformismo” (como o professor bem refere) na política brasileira! Compactuo com suas palavras e manifesto minha repulsa por todo político que age na contramão da melhoria das condições de existência dos cidadão, roubando-os.
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Taísa, taisaferreira@yahoo.com.br , 2/3/2008
Para que a política se desenvolva de maneira eficaz, os políticos não deveriam ganhar pelo que fazem.. Como já dizia Max Weber em um de seus estudos institucionais...
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Nonata Carvalho, professoranonata@yahoo .com.br, 2/3/2008
Se não vivermos de esperança, vamos viver de quê? Também quero manifestar minha indignação por essa realidade absurda e acredito que há uma saída.
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Ivonete Veraldo Gasparello, ivgasparello@hotmail.com , 2/3/2008
Olá, senhores, Prof. Ezequiel, - Concordo com os dizeres do Prof. Ezequiel e com os comentários. Acredito que o problema todo está baseado em um comportamento que já vem estruturado na família: tirar vantagem de tudo, tirar o corpo fora dos problemas, procurar sempre o que é mais fácil e o modo mais fácil de fazer, entre outros comportamentos e idéias preconizadas no ambiente familiar que, pensemos, não é mais o mesmo. Família desestruturada = sociedade desestruturada. Família sem educação (inclusive, aquela da escola) = sociedade sem educação em todos os âmbitos. Família individualizada = sociedade individualizada (eu por eu mesma). A mídia ajuda nisso. Acostumados a essa individualidade, como vamos participar da coletividade para alcançar objetivos mais amplos, como a transformação de nossos políticos? Mas tenho esperança. Precisamos fazer o que nos cabe para melhorar esse mundo, um dia, a corrente do bem vence.
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Arlete Oliveira, profarleteoliveira@hotmail.com , 8/3/2008
Olá!!! Quero me solidarizar com o prof. Ezequiel e externar meu protesto. A indignação é geral! Não se pode mais aceitar tanto desmando, todos os dias noticiados nos meios de comunicação e, mesmo assim ficar quieto. Parece que nos tornamos coniventes com tudo isso!!! Precisamos agir, com o nosso voto, com a discussão de tais fatos em sala de aula, com a família, em casa,... antes que tudo isso vire banalidade!
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claudia murta, claudiaalmeida@unicerp.edu.br , 10/3/2008
Prof. Ezequiel, o senhor expressou o sentimento de milhares de brasileiros lúcidos e éticos, ávidos por um Brasil mais limpo. Enquanto imperar no país a cultura da esperteza e do menor esforço impetrada pelos nossos políticos, não haverá transformação e sim "transformismo" da nossa história, pois essa cultura perniciosa contamina a todos, principalmente os mais jovens, que se espelham nessa classe e acabam perpetuando esse modelo deformado de sociedade.
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Maria Aurora, maria.aurora@ueg.br , 12/3/2008
Professor, penso que todas as pessoas decentes e que de verdade trabalham estão como você: indignadas, cansadas, não desanimadas ou descrentes, como muitos brasileiros dizem estar. Acho que já é tempo da gente acabar com essa tal de representatividade e nós mesmos nos representarmos. Nada de vozes falando "por nós" - falemos nós mesmos, porque nesses anos todos de representatividade, o que temos vivido? Que representação é esta que permite e colabora com a situação que está ai? Parabéns pelo texto é por causa de pessoas assim que a gente ainda vai pra sala de aula acreditando naquilo que fazemos e que existem pessoas capazes de manifestar sua indignação diante deste cenário desolador que está à nossa frente.
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Janilce Negreiros, janilce.negreiros@bol.com.br , 14/3/2008
O texto "Estou cansado de sustentar vagabundo" expressa de maneira concreta e solidária a indignação que nós diante do panorama de impunidade que vivenciamos hoje no sistema público no Brasil.
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Beatriz Amazonas, cardosobia@uol.com.br , 15/3/2008
Prof. Ezequiel, concordo com tudo o que você diz, mas me pergunto: até quando vamos ficar nos queixando uns para os outros, sem que aqueles que têm o poder de mudar não - acho - sabem nem ler? Os secretários e assessores são as máscaras de ferro que protegem e seguram o tranco dado por nós - os esperançosos - que ficamos à espera de um milagre. Nas próximas eleições, será que teremos oportunidade de mudar alguma coisa? Sou Professora também, 34 anos de experiência, e vejo no aluno a grande solução. Só que as máquinas governamentais emperram o andamento do sucesso e o público estudantil brasileiro está - tanto quanto nós - à mercê das políticas sujas e irresponsáveis que conhecemos. Mesmo assim, prazer em conhecê-lo.
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Anna Maria Marques Cintra, marquescintra@uol.com.br , 15/3/2008
Ezequiel, Compartilho com você. Fico muito apreensiva com o futuro desse país, não na economia, mas na moral, na ética. De vez em quando me lembro do Heidegger, quando disse que o problema da humanidade não seria a técnica, mas a ética. A VEJA de hoje traz uma entrevista com o Marcílio Marques Moreira. Ao mesmo tempo em que gostei, porque ali vi a manifestação de uma das reservas morais do país, fiquei desanimada ao perceber que não há muito o que fazer, no centro e na periferia do poder. A meu ver o país perdeu o eixo e parece pouco provável que venha a encontrá-lo em breve. Daqui até a nova eleição vamos ouvir muito o "Nunca antes..." e, enquanto isso nossas escolas continuarão precárias, nossos professores despreparados etc. Espero que sejamos salvos pela utopia que nos alimenta!
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Simone de Oliveira Almeida, simonepro.oliveira@gmail.com , 15/3/2008
E tente alertar ao povo quanto a isso, ou aos capitalistas de plantão! Leva-se o nome de intelectualóide (como já levei na Internet ao publicar texto semelhante ao seu). Uns capitalistas de plantão me chamaram de intelectualóide, e ainda acrescentaram que: "professor é tudo igual, pensa, pensa e não faz nada pra mudar, mas gasta e consome do mesmo jeito"!. Sim, caro Ezequiel (que conheci no 16º COLE), é difícil mudar as concepções acerca do que é atuar em sociedade, mas como você, tenho esperança de que num futuro próximo, a ética, a dignidade e o espírito de alteridade ao próximo realmente brote no nosso Brasil! E que os tais que sustentamos com nossos impostos pagos "religiosamente" um dia devolvam o que é de direito do trabalhador! Abraços.
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Fátima, fcampessan@hotmail.com , 16/3/2008
Prezado Professor, Concordo com suas palavras, mas faço uma ressalva: há políticos honestos sim. Todavia, não conseguem fazer nada porque são em minoria e, portanto, seus projetos não passam nas câmaras. Está na hora dos brasileiros fazerem a sua parte também: conhecer os antecedentes dos candidatos o máximo possível, votar certo e, o mais importante, acompanhar seu candidato nas câmaras para que sejam apoiados ao apresentarem seus projetos. Não basta somente votar certo, é preciso que o apoio e a cobrança continue após a eleição. É preciso participar. É preciso estar presente nas câmaras para que TODOS os eleitos vejam que o povo está de olho! Só assim teremos uma chance de acabar com essa bandalheira.
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Rosana Lima, rosanafatili@uol.com.br , 16/3/2008
Caro Prof. Ezequiel, Ao ler o seu texto, veio-me à mente o quanto um país "EDUCADO" (com uma EDUCAÇÃO permeando todos os patamares da sociedade: família, escola, mídia, classe política etc.) se faz imprescindível. Apesar de tudo o que vemos e estamos vivendo nesse "caos histórico" de corrupções, impunidades; tenho esperanças de um futuro promissor (mais justo e digno) para o nosso país. Solidarizo-me e muito com os seus dizeres, parabéns!
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Rosângela, rogois@uol.com.br , 16/3/2008
Ezequiel, Mesmo diante desta metástase que se alastra entre aqueles que se julgam diferentes e, por isto mesmo, possuem leis diferentes para determinar seus salários,julgar seus atos e determinar suas condenações, você consegue manter o fio da esperança aceso. Sei que precisamos da esperança para continuar a viver com dignidade, mas confesso que já não saberia opinar sobre a educação de netos que ainda virão. Afinal,como falar de "palavra", "honra", "justiça", "igualdade de direitos" diante da lama de corrupções que se alastra pelo País? Acertou em cada palavra escolhida na organização de seu texto, resta-nos saber se os leitores que gostaríamos de ter conseguirão atribuir sentido ao seu dito ou, como sempre, não sabem de nada, não compreendem nada, nem ouviram nada...
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Mariza L. Silva, marizals@itelefonica.com.br , 16/3/2008
Prezado professor Ezequiel, suas palavras representam exatamente a indignação da maioria dos brasileiros. Sou professora e acredito que a mudança só virá através da educação, porém sinto-me impotente diante dos discursos da sociedade e da mídia em relação à educação. Não quero dizer com isso que a educação no Brasil seja boa, mas que há muito profissional bom, bem como, muitas escolas boas, inclusive entre as públicas. Nós, professores de escolas públicas, Muitas vezes nos sentimos comparados a esses picaretas, como se apenas recebêssemos nossos salários e não fizéssemos nada pela formação do cidadão. É necessário que sociedade e mídia observem que acima da educação básica há uma hierarquia e um sistema. Enfim, acredito que essa mudança política vertical só acontecerá com uma base forte formada pela integração entre sociedade, mídia e educação.
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Erika, erikafiorelli@hotmail.com , 16/3/2008
Prezado Ezequiel: Ao ler o texto senti arrepios! Esses arrepios são de inúmeras vezes tentar, tentar e tentar, mas infelizmente sempre há alguém que é amigo de outro alguém e toma nosso lugar. Nunca chega a vez das pessoas honestas, ou se muitas vezes chega elas se vislumbram e são corrompidas pelos "esquemas". Só nos resta orar!
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Sandra Mortoza, samortoza@msn.com , 16/3/2008
Caro Ezequiel. Seu texto representa o nosso sentimento e pensamento. Pena que somos a minoria. Mas é diante desta realidade que tiro forças para trabalhar com a Educação. Precisamos reverter esse número.
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Olinda de Cássia Garcia Sando, olindag@uol.com.br , 16/3/2008
Caro Prof. Ezequiel, ao ler seu texto, pude reconhecer nele as minhas angústias diárias.Entretanto como professora, tenho que acreditar e colaborar para que outros se unam a nós e com isso deixemos de ser minoria nesta luta contra a acomodação, o conformismo diante de uma situação insustentável.Um abraço.
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Aracy Miranda, ambmiranda@bol.com.br , 16/3/2008
Prezado Professor. É muito reconfortante saber que pessoas com a sua competência ainda têm esperanças sobre o futuro do nosso país. Sou professora e, nas oportunidades que tenho durante as aulas do curso de pós-graduação, manifesto aos colegas a força que temos, através da educação, para promovermos mudanças.
Precisamos de pessoas como você, que acredita e expõe seus sentimentos.
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Adriane Elisa Glasser, elisaglasser@yahoo.com.br , 16/3/2008
Prof. Ezequiel, ao ler seu texto, senti como se eu estivesse gritando para desabafar. É incrível como sentimos vontade de fazer algo e não conseguimos. Às vezes sinto que sou incapaz de tomar uma atitude contra os absurdos da grande maioria dos políticos deste país, porém, ao ler seu texto, percebi que se cada um fizer sua parte, manifestar-se, podemos sonhar, e, um povo que "ainda" sonha, é um povo que pode lutar e, acima de tudo, concretizar seus sonhos. Compartilho de sua esperança, e um dia teremos nosso país sendo manchete no mundo todo, não pelos políticos ladrões, mas sim pelo fantástico povo que aqui vive.
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Rosane Mota, rosanemaria@hotmail.com.br , 17/3/2008
A opinião do professor Teodoro reflete o pensamento de uma boa parte dos brasileiros, digo boa, porque a classe a qual se refere o professor, certamente não concorda com ele. Sou professora da rede pública de ensino em uma região em que esse tipo de situação ocorre com muita freqüência e a impunidade impera, não é diferente de outras regiões do país, porém há aqui um diferencial relevante, enquanto em locais mais desenvolvidos as pessoas manifestam seu repúdio movendo-se para todos os lados de modo a se fazerem ouvidas, aqui parece-me que todos acham a situação normal ou não conseguiram ainda perceber o fato ou já desistiram da luta contra a corrupção. É por isso que sempre procuro alertar e conscientizar os alunos da escola onde leciono sobre esse mal terrível. Faço isso procurando apresentar a eles opiniões como a do professor para que percebam a necessidade de manifestarem também a própria opinião sobre esse o qualquer outro tema e que desse modo todos tornam-se cidadãos participativos e conscientes de sua realidade e que a partir da contribuição deles será possível realizar o desejo de todos, acabar com esses valores avessos que regem nossa sociedade política.
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Eliana Sampaio Romão, elianaromao@uol.com.br , 17/3/2008
Ezequiel. Penso que sua manifestação não está no singular. Não é de hoje que o grito de socorro que assola o solo brasileiro vem sendo ouvido. Pena que não chega até o palácio, seja no centro do Brasil - seja na periferia, onde esses corruptos transitam, mantém, montam e oficializam seus privilégios, nos envergonham. Concordo com vc. Em certos países, esses bandidos se suicidam em outros são condenados a forca e aqui no Brasil? É preciso que se indague o que nos falta para corrigir um mal tão grave que assola o solo brasileiro não somente "nesse momento histórico."?
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Giselda Brasil Aronovich, ginovich@bn.br , 17/3/2008
Prof. Ezequiel, a maior parte da sociedade brasileira engrossa o coro e berra em alto e bom som:"ESTOU CANSADO DE SUSTENTAR VAGABUNDO" e se pergunta o que fazer? A pilantragem está institucionalizada. Trata-se de uma máfia no poder, ou nos poderes ... Berrar é bom e seu texto funciona como um refrão que anda "entalado" na garganta de todos nós. Após ler seu texto, tento buscar dentro de mim um pouco da esperança. Aquela que me fazia cantar os slogans do PT e acreditar em mudança. O espaço fedido das penitenciárias brasileiras infelizmente está reservado aos "pretos e pobres" e modificar esta realidade demanda muita mudança em todas as esferas da sociedade. Para não acabar em tom muito desesperançado. Quem sabe "dias destes" a gente muda e aprende que o bom cabrito berra e na hora certa.
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Alessandra, ac.formagio@yahoo.com.br , 18/3/2008
Parabéns pelas palavras professor Ezequiel , quem sabe um dia isso muda ...ainda temos que ter esperança de ver esses safados na cadeia.
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Mônica Padilha, monicapadi@gmail.com , 19/3/2008
É triste saber que os anos se passam e o caos que a política do Brasil é inerente torna-se cada vez maior....Realmente(e infelizmente)Professor Ezequiel, você tem razão... Mas não podemos desistir em fazer a diferença! QUE SEJA UTOPIA, porém se não sonharmos com um BRASIL melhor, qual a razão do nosso legado como professores? Certamente estamos no caminho certo, afinal já enxergamos os fatos, agora é continuar agindo...
Parabéns por tamanha competência de transformar um assunto tão "óbvio" nos dias atuais, em algo para reflexão coletiva.
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Magno Oliveira, mmagno08@yahoo.com.br , 20/3/2008
O texto do Prof. Ezequiel mostra o inconformismo e a indignação de muitos brasileiros. Não podemos nos esquecer que a mídia de massa brasileira é toda privada, e o pouco de estatal é gerenciada pela podre e apodrecida oligarquia de nosso país. Se nós tivéssemos, pelo menos, uma TV aberta estatal de controle e gerenciamento popular, a população seria mobilizada para fazer valer os seus direitos e acabar de vez com o nosso sujo modelo representativo: do Congresso Nacional às Câmaras de Vereadores. Só temos que parabenizar mais uma vez o prof. Ezequiel pela gestão na ALB e pela dinâmica que todo o grupo está levando, apesar de todas as adversidades. Um sincero abraço a todos.
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Maria Dovaneide de Souza, dovaneide@hotmail.com , 28/3/2008
Interessante os seu texto! Como também os comentários de todos. Fico contente quando leio coisas que nos chama atenção e leva a refletir sobre o voto. Mas fique sossegado que em alguns lugares bem distantes como aqui em Três Lagoas... alguns prefeitos andam sendo presos mesmo ja passado dez anos da administração. O cara foi julgado e condenado a dois anos de prisão em regime fechado.Acredito que só assim conseguiremos parar de sustentar vagabundos!
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Neuza Inácio, neuza.inacio@ibest.com.br , 29/3/2008
Olá Professor Ezequiel. Seu texto retrata a indignação dos brasileiros, quando vemos na mídia o retrato do Brasil, a miséria e as doenças, e o que os políticos têm feito para melhorar a educação e a saúde que são prioridades a população, não fazem quase nada ou nada. Os dirigentes políticos só pensam em benefício próprio. E infelizmente o roubo dessa classe é grande e tudo termina em "PIZZA".
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Rita Brêda, rbredalima@yahoo.com.br , 31/3/2008
Professor Ezequiel, Parabenizo pela sua coragem em externar nesse espaço, o que, muitos de nós, temos sentido diariamente vontade de fazer. Denunciar em todos os cantos e recantos, os maus-usos do dinheiro público - tão suado -, as sacanagens que circundam os espaços políticos tão desacreditados por práticas tão desonrosas. Enfim, poder partilhar com professores/intelectuais que diariamente respaldam teoricamente as nossas práticas, é sempre um alento e uma possibilidade de continuar acreditando que ainda é possível mudar, transformar e ressignificar o cotidiano.
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Urgêncio, u.b@hotmail.com , 31/3/2008
Caro colega Ezequiel, Primeiro gostaria de dizer que concordo em grande parte de sua argumentação. Entretanto, gostaria de chamar atenção para uns "detalhes" que me parecem pertinentes: 1) "Nem é caso de generalizar, mas o fato é que a nossa classe política vem dando, neste momento histórico, péssimos exemplos ao restante da sociedade brasileira". Será que a corrupção política no Brasil é algo novo; algo que acontece "neste momento histórico" apenas? Ou será que é uma velha conhecida? Só este momento em que vivemos é histórico? E os outros? São a-históricos? 2)"Convém retomar o tipo mais intenso de “trabalho” que tem sido realizado pelos políticos nestes tempos". Volto a questão da temporalidade. Você acredita mesmo que é algo deste momento? Será que não é algo que, diferente dos tempos passados, está sendo mais investigado e mais divulgado na grande mídia? 3) "Antonio Gramsci, filósofo socialista italiano, cunhou a expressão “transformismo” para rotular os políticos que, uma vez no poder, se esquecem ou são levados a se esquecer das suas origens, dos seus compromissos com a sua classe social e dos ideais defendidos pelo seu partido, conforme divulgados pela sua própria boca ou pela mídia no período de eleições. Quando leio sobre os recorrentes escândalos gerados pela sacanagem dos políticos brasileiros, não posso deixar de sentir verdadeiro nojo dessa triste paisagem e desses tristes personagens". Aqui você se refere ao Lula? Será que você não sabe, ou finge não saber, o que Serra faz em São Paulo? (Sem querer justificar as "cagadas" do PT, das quais também me sinto indignado!). Bom, termino mais uma vez parabenizando sua coragem e sua determinação, e principalmente sua força, que eu sei só um bom professor tem. Muita saúde pra você companheiro!
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EZEQUIEL THEODORO DA SILVA, emarthi@terra.com.br , 1/4/2008
PARA O AMIGO URGÊNCIO,com carinho e muita amizade: O meu tratamento do "político" não envolve o "partidário" mesmo porque, em função da degradação da classe dos políticos brasileiros, nenhum partido, independente de sigla ou ideologia, foi capaz de fundar uma nova ética no Brasil - todos eles, sem exceção, deram (na história) e estão escancaradamente dando um péssimo exemplo de condução do país neste momento histórico. Na questão dos cartões corporativos, por exemplo, todos os políticos que você menciona são farinha do mesmo saco porque metem a mão no dinheiro público para benesses pessoais, irresponsáveis, isto porque não existe controle popular dos gastos públicos, o que torna o Congresso Nacional, todo ele bichado e cruzando os seus rabos-presos, em instrumento de caça aos pares ou cinicamente se voltando a si mesmos para práticas de mentiras. O meu cansaço em relação ao sustento de vagabundos vem de há muito tempo e deve ser colocado na linha da evolução histórica do país, com a corrupção encravada nos órgãos públicos e servindo para o enriquecimento ilícito dos safardanas que se esquecem das suas obrigações de representação e da produção de leis que sirvam para coibir as suas próprias avacalhações e, em sentido contrário, que beneficiem o povo brasileiro mais necessitado. Ocorre que a picaretagem cresceu assustadoramente nestes últimos anos, tal qual uma cascata que parece não ter um fim ou um basta! Por favor, não tente encontrar cor partidária dentro do meu texto: desde há muito venho denunciando as safadezas dos políticos brasileiros no intuito de abrir os olhos dos educadores para que não sejamos coniventes e saibamos, sempre, dizer não às barbaridades (dinheiro na cueca, pagamento de amante/Renan, mensalão, ponte construída no deserto maranhense, cartões corporativo e outras coisas que uma memória mais lúcida não é capaz de apagar) - um não de raiva e, ao mesmo tempo, um não de esperança - esperança de que a corrupção, o corruptor e o corrompido sejam definitivamente banidos do nosso meio, a menos que a gente se acostume, por força das filiações e opções partidárias, a sustentar vagabundos.
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Adriana Paula, anfagui@ig.com.br , 2/4/2008
Caros colegas, Parece-me que continuamos com a mesma fala histórica, que vem desde muito tempo. O problema é que criamos falas profissionais, ditas pedagogicamente corretas, em que se pretendem formar cidadãos "críticos, reflexivos, autônomos..." e não os somos em prática. Estas indignações perpassam por todos, na área da Educação, porém, as atitudes de nossos professores, em seu cotidiano, é de conformismo. Se agirmos assim, e discursamos assim no cotidiano, o que nossos alunos aprendem? Permitam-me uma resposta: "A chorar depois do leite derramado". O que me parece óbvio e confortável.
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Silvana de Sousa Lourinho, lourinho@ufpa.br  2/4/2008
De fato devemos ficar indignados com estes pseudo-políticos porque na minha visão de educadora isso não é ser político. No Brasil não existem políticos de verdade, na essência o que existe são canastrões da pior espécie. Até mesmo a cadeia será pouco para lavar nossas almas de tanta sujeira desses porcos vestidos de paletó e gravata que se intitulam de representantes do povo quando na verdade representam eles mesmos e seus bolsos. Dou todo o meu apóio a sua crítica aberta e velada a esses fanfarrões que só corroem a cada dia a nossa esperança de dia melhores para o País. Um abraço fraterno e vamos continuar indignados!
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Tatiana B. de Castro, tatocastro2001@yahoo.com.br , 2/4/2008
Caro Professor Ezequiel, por ser professora e ainda ter esperanças, optei por anular os meus votos seja para que eleição for. Pois ao entender que os políticos devem nos representar, até agora aos 34 anos não encontrei nenhum. Esta é a minha anônima e singela forma de protesto, e que revelo aos meus alunos sempre que estes escândalos vem a tona durante as minhas aulas de estrutura e legislação na educação básica.
Muitos alunos questionam a LDBN nº9394/96, pois esta não é seguida a risca muitas vezes por falta de verba pública, e aí corrijo: falta não! Desvio sim.
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Giullia Gonçalves, giullia@hotmail.com , 10/4/2008
Indignados, todos estamos. Cansados, todos estamos. Mas o que estamos fazendo para mudar isso, além de reclamar?
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SERGIO MARQUES, sergiowalmar@gmail.com , 11/4/2008
Prezado Professor, Tudo já foi dito. Suas maravilhosas palavras somadas aos comentários. Sou de um tempo em que a escola visava a formação cidadã dentro de normas e estímulos de profundo civismo. O fio de bigode era mais que um documento, mais do que a palavra, existia o HOMEM! Hoje a palavra já não tem mais valor e o homem de palavra, este já morreu. O que interessa é o ganho particular é ascensão do indivíduo, por cima de tudo e de todos. Magníficas suas expressões, concordo com tudo e parabenizo por tal.
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Fernando, fenanfer@uol.com.br , 12/4/2008
Avalie se há exagero ou não.
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Eunice Brandão da Silva, eunicebs@terra.com.br , 13/4/2008
Prezado Professor Ezequiel. Suas palavras são perfeitas. Lembrei-me do texto: O rei que não sabia de nada - Ruth Rocha. Professor tenho conversado com meus alunos da EJA,e está difícil conscientizá-los que precisam estudar para facilitar os caminhos que querem alcançar. Pois perguntam para quê? Se o PRESIDENTE não precisou estudar e é o que é?! Mas não desisto, e procuro demonstrar algumas situações em sala de aula como exemplo.
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Marcio Aronovich, marcio.aronovich@gmail.com , 17/4/2008
Enquanto tivermos POLITICAGEM em vez de POLÍTICOS , continuaremos a "Sustentar Esses VAGABUNDOS " que deram no ano passado um aumento em causa própria de 28.5 % : Presidente R$ 8.885,00 para R$ 11.420,00 ; Vice e Ministros R$ 8.362,00 para R$ 10.478,00;Deputados e Senadores R$ 12.847,00 para R$ 16.512,00 ; Deputados Estaduais 75 % do salário do Deputados Federais ; Vereadores 75 % do salário dos Deputados Estaduais. Pergunto eu quando iremos acabar com isso ?? Aonde está o " nosso Povo " que não protesta e não têm o mínimo interesse em NADA E SEQUER LÊ 1 ( UM ), EU ESCREVI 1 ( UM )LIVRO POR ANO??? QUE NÃO tEM ACESSO A INTERNET??? ( POVÃO NÃO TÊM !!!) QUE SÓ PENSA EM RECEBER O " BOLSA FAMÍLIA " DE R$ 120,00 REAIS??? ( para comprar cachaça, rapadura ...) QUE NÃO TÊM O BÁSICO : SAÚDE , EDUCAÇÃO , MORADIA , TRANSPORTE , ETC...??? VAMOS " PREGAR O VOTO NULO" porque aí talvez tenhamos uma boa chance de NÃO SUSTENTARMOS NUNCA MAIS OS FAMOSOS VAGABUNDOS NESSE ARTIGO TÃO BEM ESCRITO
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Sandra Perlato, sandra.perlato@yahoo.com.br , 17/4/2008
Sabe professor Ezequiel - eu concordo com em número, Gênero e grau... mas acho que é realmente a cultura das pessoas que precisa mudar e aí temos a educação pra colaborar com construção de uma política onde as pessoas pensem na coletividade e menos nos próprios bolsos. Tem muita gente que critica os políticos, mas não devolve o troco nos caixas, leva pra casa material do escritório, entre outras coisas...não estou defendendo os políticos, mas o buraco é mais embaixo, pra mim - é uma questão de formação moral.
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Emily Custódio, emilycustodio@gmail.com , 29/4/2008
Olá professor Ezequiel. É demasiado triste a constatação diária da corrupção no nosso País. Governantes que chegaram ao “poder” para nos representar, usurpam o nosso dinheiro com tanta facilidade e, sem nenhuma punição. É caro professor! Não existe crime mais hediondo do que o discutido aqui. O sujeito, político, em um único rombo aos nossos cofres – digo nossos, pois são públicos – torna-se responsável por dezenas de mortes em filas de hospitais e por fome – miséria. Na China, a estes criminosos cabe a pena de morte. Não defendo o comunismo, nem uma punição tão severa. Mas é complicado viver nessa selvageria capital. Acredito que os culpados somos nós, povo brasileiro. Que mesmo na “Era da Informação”, somos deixados levar por propostas eleitorais escolástica.
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Simone M. Silvestre, sisisilvestre@yahoo.com  30/4/2008
Olá, professor, tudo bem? Infelizmente, as pessoas que gerenciaram ou gerenciam, politicamente e economicamente, o Brasil só pensam em acumular, acumular e acumular. Para isso, colocam encargos cada vez maiores para uma parcela da população, a nossa infelizmente, que tem condições de suportar através do trabalho duro e da perseverança, até quando não sei, o pagamento de altíssimos impostos. O que nos move é acreditar que tudo isso pode ser mudado, que poderemos ser comandados por alguém capaz de organizar a casa e de cobrar impostos mais justos, ou que estes, realmente, sejam bem gerenciados para o funcionamento da educação, da saúde e do bem-estar da população brasileira. Estamos lutando para esse dia acontecer! Acredito que estamos aperfeiçoando a nossa atenção para isso, pois roubalheiras sempre aconteceram, mas não ficávamos sabendo. Agora temos como saber e exigir providências. Por isso, não devemos esmorecer. O que podemos fazer, de efetivo, é ficar de olho em nossos representantes, divulgar o que eles estão fazendo, cobrar deles e alertar a população mais simples para que não sejamos, ainda, vítimas de enganadores. É isso!
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Evilon Luiz de Souza, evilon.luiz@gmail.com  1/5/2008
Ola professor Ezequiel. Sou universitário, segundo semestre de Engenharia de Alimentos, e queria lhe parabenizar, pois foi muito feliz em escolher tais palavras para caracterizar o estado de "inércia" em que se encontra a política brasileira. Acredito que tudo que vemos e ouvimos todos os dias nos noticiários mudará cedo ou tarde, pois grande parte da juventude está realmente preocupada com a situação do nosso pais. É nitidamente certo que com textos como este, que nos faz refletir sobre nosso papel perante a sociedade, irá ajudar ainda mais a formar realmente cidadãos críticos que buscam a verdade. Confesso-lhe que a política a algum tempo atrás me chateava, pois não gostava de falar sobre o assunto, hoje vejo que é de estrema importância se manter versado sobre o assunto, pois grande parte da população não da a menina e são exatamente esses que se deixam manipular, iludir por propostas "fajutas". Não sou conhecedor dos meios que a "máquina publica" dispõe para roubar ou coisa do tipo, mas sei que existe algo de errado, e isso só se esclarecerá com o tempo, com a busca e seu texto ajudou a entender muitas coisas. E Talvez em um futuro bem próximo mudar algo, mesmo que seja ao meu redor.
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Maria Dovaneide de Souza, dovaneide@hotmail.com , 2/5/2008
Olá Professor Ezequiel! Voltei comentar seu texto, por sentir necessidade de esclarecer que o mesmo realmente fomenta o interesse pela leitura e escrita. Meus filhos: Emily Souza Custódio - Jornalista na cidade de São José do Rio Preto, São Paulo - e Evilon Luiz de Souza - Universitário do 2º Semestre Engenharia de Alimentos da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourado) - Mato Grosso do Sul, se dispuseram a fazer comentários do presente texto também. Sou professora universitária, e sabendo que os alunos estão longe de chegar a ser críticos e leitores, lancei seu texto em sala de aula levando-os ao interesse pela leitura e escrita crítica. Foi um sucesso! Parabéns mesmo! Espero que continue enviando esse apoio para que nós professores e povo brasileiro, possamos fazer a diferença.

 

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