SESSÃO - LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 1
TÍTULO: POR UMA CONSTRUÇÃO DE SENTIDO NA TRADUÇÃO À LUZ DA LEITURA E DA TEORIA DOS BLOCOS SEMÂNTICOS: UM OLHAR SEMÂNTICO LINGUÍSTICO
AUTOR(ES): ALESSANDRA DA SILVEIRA BEZ
RESUMO: O presente trabalho propõe um estudo sobre a tradução a partir da polifonia, da Teoria dos Blocos Semânticos, construída pelos linguistas franceses Oswald Ducrot e Marion Carel. Sabe-se que para a compreensão de um texto em língua estrangeira, o tradutor precisa antes de realizar o seu ofício, ser um leitor perspicaz e atento. Após, o tradutor torna-se um autor que, irá recuperar o sentido do texto e destiná-lo ao público alvo. Para compor esse estudo, buscaram-se o texto fonte, em língua francesa, e as clássicas traduções, em língua portuguesa, de obras do próprio Ducrot. Algumas de suas obras clássicas são Les mots du discours (As palavras do discurso), Le dire et le dit (O dizer e o dito). Com uma breve análise dos enunciados, procura-se mostrar que o sentido de um texto está inscrito no linguístico, mas alguns tradutores não conseguem recuperá-lo, reproduzindo sentidos literais impróprios, ou seja, sentidos pré-existentes ao uso e fechados que uma palavra tem sem considerar o contexto linguístico. O resultado da não verificação do caráter polifônico, ou seja, da superposição de vários discursos, é a mudança e o desvio de sentido. O tradutor, assim como o linguista, é um estudioso do texto e da língua. Cabe a ele compreender como esse texto e essa língua conjuntamente formam sentido para obter uma tradução adequada.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, TRADUÇÃO, POLIFONIA

TÍTULO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE INGLÊS: PERSPECTIVAS E PRÁTICAS
AUTOR(ES): ALEXANDRE COLLI DAL PRÁ
RESUMO: Está pesquisa em desenvolvimento tem como objetivo analisar os fatores intra e extra escolares observando as noções que o aluno tem sobre a língua inglesa e a importância que se dá à língua estrangeira dentro e fora da sala de aula. Nesse sentido, objetiva-se ressaltar o ambiente em que se dá a formação desses professores de inglês, assim como o apoio por parte dos gestores (Diretores) em cada escola onde se efetuará a pesquisa para observar quais são os amparos que eles disponibilizam para o ensino-aprendizagem dessa língua. A metodologia utilizada é a de cunho qualitativo com elementos etnográficos, pois a proposta é descrever densamente a realidade observada a respeito da aprendizagem dos discentes e formação dos docentes. Este estudo procurará, portanto, descrever o trabalho desenvolvido com alunos do Ensino Médio de escolas públicas e privadas do município de Rondonópolis – MT, a fim de verificar qual é a qualificação e como se dá o estudo do inglês nos diversos âmbitos escolares, visto que a proposta é observar a escola como um todo. Portanto, se analisará como os diretores, professores e alunos se vêem e agem nesse processo de aprimoramento das línguas estrangeiras, pois a LDB destina as disciplinas de inglês ou espanhol como obrigatórias no ensino fundamental e médio, já que tais disciplinas são bases para o engajamento no processo de globalização.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES , APRENDIZAGEM, ETNOGRAFIA
TÍTULO: LEITURA E ESCRITA EM LIBRAS COMO LÍNGUA “ESTRANGEIRA“
AUTOR(ES): ALEXANDRE DO AMARAL RIBEIRO, ROBSON BARBOSA CAVALCANTI
RESUMO: O reconhecimento da língua brasileira de sinais como meio legítimo de comunicação nas comunidades de surdos no Brasil redimensionou, entre outras, a questão dos meios e estratégias para a difusão da LIBRAS (língua brasileira de sinais) em todas as camadas da sociedade. Os cursos de línguas de sinais, nesse contexto, podem ser tomados como canal através do qual se efetiva a difusão da LIBRAS no país contribuindo para a inclusão do surdo sinalizante na sociedade. A modalidade viso-espacial própria da LIBRAS constitui-se, no entanto, em um desafio para a aquisição da língua de sinais por ouvintes o que motiva a proposição de reflexões acerca do ensino-aprendizagem da LIBRAS. Torna-se cada vez mais clara a necessidade de se rever estratégias de ensino dessa língua, especialmente para alunos ouvintes, de modo a facilitar-lhes uma reestruturação nas formas de ler o mundo. Isso porque a leitura e o entendimento do que venha a ser leitura precisa ser repensando nas relações professor surdo e aluno ouvinte, uma vez que hábitos e habilidades de leitura obedecem a estratégias cognitivas diferenciadas daquelas utilizadas comumente entre os ouvintes. Há que se desenvolver a capacidade de ler o corpo e o seu movimento no espaço, conseguindo-se estabelecer relações sintáticas, semânticas e pragmáticas necessárias à construção e compreensão do discurso. Este trabalho apresenta dados parciais sobre estratégias de reorganização didática de aulas de LIBRAS com vistas ao desenvolvimento da habilidade de leitura em língua de sinais o que pressupõe a leitura de espaço e do corpo em relação a esse. Dentre as estratégias investigadas, inclui-se a das possibilidades de aplicação do “sistema signwriting” de escrita de sinais (Sutton, 1980) como facilitador da leitura e da compreensão do discurso produzido em LIBRAS e a da aprendizagem dessa língua com base em princípios do ensino de língua estrangeira.
PALAVRAS-CHAVE: LIBRAS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA, LEITURA E ESCRITA, SISTEMA SIGNWRITING

TÍTULO: UM GÊNERO AO QUADRADO: O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA POR MEIO DO GÊNERO HISTÓRIA EM QUADRINHOS
AUTOR(ES): ALINE STARLING GONÇALVES
RESUMO: Por muito tempo afastadas das salas de aula, as histórias em quadrinhos começam a surgir no contexto didático após a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997), que mencionam esses textos como possíveis ferramentas de ensino. Leitura predileta dos estudantes (MENDONÇA, 2003), os quadrinhos são analisados nesta pesquisa com o objetivo de demonstrá-los como gênero do discurso, utilizando-se, para isso, os pressupostos teóricos da perspectiva bakhtiniana da linguagem e a linha genebriana de análise do discurso. O gênero História em Quadrinhos deixa entrever aspectos lúdicos que parecem tornar a aprendizagem mais leve e divertida, viabilizando a abordagem de diversos assuntos e contribuindo para a aquisição linguística dos aprendizes. Estudadas sob diversos ângulos, as histórias em quadrinhos possibilitam a exploração da leitura crítica, o reconhecimento de aspectos léxico-gramaticais e organizacionais e a reprodução do gênero de acordo com suas características típicas. O uso de desenhos para a comunicação - associados ou não à linguagem verbal - é antigo e foi utilizado por várias civilizações durante milênios. A análise das HQ mostrou ser esse um gênero secundário, e, embora Schneuwly e Dolz (2004) ao proporem um agrupamento de gêneros não mencionem os quadrinhos em nenhum grupo, pode-se constatar que as HQ têm características semelhantes aos gêneros do grupo de narrar, pois ao descreverem histórias, posicionam-se no domínio da cultura ficcional literária. Diante dos benefícios que a “arte sequencial” pode oferecer ao processo ensino-aprendizagem, este trabalho apresenta uma proposta de sequência didática para o ensino de língua inglesa baseada no interacionismo sócio-discursivo e que tem por objetivo incentivar a leitura e a produção do gênero História em Quadrinhos por alunos da sexta série (sétimo ano) do Ensino Fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNEROS DISCURSIVOS, LÍNGUA ESTRANGEIRA, HISTÓRIA EM QUADRINHOS

TÍTULO: POR UM MODELO DE ANÁLISE DO PROCESSAMENTO DE REDES INFERENCIAIS NA LEITURA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
AUTOR(ES): ANA CLÁUDIA JUNQUEIRA CHIARETTO
RESUMO: A construção de inferências na leitura tem sido alvo de diversas pesquisas e tem envolvido esforços de muitos pesquisadores na busca de um modelo de análise desses processos, por serem considerados fundamentais para a compreensão. Este trabalho apresenta uma proposta de investigação dos processos inferenciais na leitura em língua estrangeira, dando sequência ao estudo iniciado no doutorado, quando da investigação de tais processos na leitura em língua materna. Investigamos, naquela ocasião, a possibilidade da experiência ter um papel fundamental no processamento de inferências na leitura, com base no quadro teórico composto pela Abordagem Conexionista (Elman et al., 1996), pela Teoria da Relevância (Sperber e Wilson, 1986/1995) e pela Teoria de Mesclagem (Fauconnier & Turner, 2002). De acordo com a abordagem conexionista, é o treinamento (ou experiência) que leva à aprendizagem (conhecimento). Assumimos, para o presente estudo, que a relação entre experiência/treinamento e conhecimento/aprendizagem pode ser devidamente representada pelas noções de competência comunicativa geral e competência comunicativa específica, em conformidade com a proposta de Gonçalves (2001), por abarcarem aspectos relacionados às noções de letramentos, ambientes cognitivos, domínios cognitivos, conhecimentos e aprendizagens – no plural – sem entrar em choque com nenhuma das teorias adotadas, e acrescentando a cada uma delas informações comuns a todas essas noções apontadas. Desse modo, os sujeitos munidos de competência comunicativa mais específica estão propensos a processar as informações lingüísticas e contextuais apresentadas pelo texto de forma mais complexa que sujeitos desprovidos desse tipo de competência. Acreditamos que o conhecimento de domínio tem um papel fundamental no processamento das redes inferenciais na leitura, tanto em língua materna quanto em língua estrangeira. Os resultados deste estudo podem elucidar se a natureza dialética dos processos que envolvem expertize e desempenho experto se reflete na construção das redes inferenciais na leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA, INFERÊNCIAS , CONEXIONISMO, RELEVÂNCIA E MESCLAGEM
SESSÃO - LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA 2
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 3
TÍTULO: O USO DO GÊNERO “BIOGRAFIAS“ COMO FERRAMENTA EM ATIVIDADES DE LEITURA E PRODUÇÃO ESCRITA.
AUTOR(ES): ANA VALERIA BISETTO BORK
RESUMO: Os alunos que estudam uma língua estrangeira se sentem muito mais envolvidos e motivados quando as atividades de sala de aula baseadas em textos são trabalhadas de forma interessante e criativa. O uso do gênero biografias em aulas de língua estrangeira pode ser trabalhado de várias maneiras e pode ser usado desde o início do aprendizado, ou seja, do nível mais elementar ao mais avançado. Uma das principais vantagens é que ajudam os estudantes a melhorar e aumentar o vocabulário. Além disso, eles também têm a oportunidade de praticar e rever estruturas linguisticas anteriormente trabalhadas. O gênero biografias apresenta tópicos e fatos de maneira lógica, organizada e sequencial de forma que o aprendiz pode ter uma idéia mais geral do conteúdo. Outra característica importante é que o aluno tem a chance de aprender aspectos históricos, culturais, políticos, geográficos, sociais da língua alvo trazendo algo novo em termos de conhecimento geral. Nesta comunicação pretendo apresentar algumas atividades desenvolvidas com os alunos de graduação (nível pré-intermediário) do curso de licenciatura em Letras Português/Inglês da UTFPR. Também serão relatadas algumas de suas opiniões acerca das atividades realizadas e, por fim, farei uma apresentação do trabalho de produção escrita dos alunos envolvidos no processo.
PALAVRAS-CHAVE: BIOGRAFIAS, LEITURA E ESCRITA, INGLÊS COMO SEGUNDA LÍNGUA
TÍTULO: O TEXTO LITERÁRIO NA AULA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
AUTOR(ES): ANDRÉA CORREA PARAISO MÜLLER
RESUMO: Nas abordagens contemporâneas da língua estrangeira, o texto literário não ocupa a posição privilegiada que ocupou no passado: ele participa do processo de ensino/aprendizagem ao lado de textos de outra natureza, como a notícia de jornal, a propaganda, a receita culinária, o manual de instruções, a bula de remédios etc. Essa diversidade é, sem dúvida alguma, positiva e enriquecedora. No entanto, observa-se, em muitos casos, um completo desaparecimento do texto literário da sala de aula de língua estrangeira: a pretexto de diversidade, acaba-se por eliminar a própria diversidade e centra-se o trabalho unicamente nos panfletos e receitas, por exemplo. Embora não defendamos a preponderância da literatura nos cursos de línguas como se percebia nas abordagens em voga nos anos 1950 e 1960, acreditamos que a presença do texto literário na aula de LE pode favorecer a aprendizagem. Trabalhado de forma lúdica, o texto literário em língua estrangeira pode contribuir não apenas para a aprendizagem do idioma, mas também para a formação de leitores de literatura, à medida que possibilita ao aluno familiarizar-se, ao mesmo tempo, com a língua estrangeira e com o discurso literário. Todavia é preciso que o professor evite incorrer em dois equívocos: desconsiderar as especificidades do texto literário e transformar as aulas de LE em curso de literatura. Levando em conta essas considerações, o objetivo desta comunicação é refletir sobre as possibilidades e maneiras de inserir o texto literário na aula de língua estrangeira e sobre os resultados possíveis dessa prática.
PALAVRAS-CHAVE: TEXTO LITERÁRIO , LEITURA, LÍNGUA ESTRANGEIRA (LE)
TÍTULO: O USO DA LITERATURA NAS AULAS DE LÍNGUA INGLESA: UMA FERRAMENTA DE CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTO PARA OS ALUNOS.
AUTOR(ES): CAMILA TURELLA
RESUMO: Pesquisadores tem realizado trabalhos sobre o ensino da literatura e seus possíveis usos nas aulas de Língua Inglesa. É importante dar aos alunos ferramentas a fim de que construam novas formas de conhecimento, e o texto literário é muito vantajoso no que diz respeito a isso. É por meio do conhecimento de novos costumes e valores de outras culturas estrangeiras que nos tornamos mais interessados pela nossa própria cultura. Este trabalho se justifica pela necessidade de criar inovações na melhora no nível de ensino de inglês no que diz respeito à literatura, visto que esta pode contribuir significativamente, proporcionando ao professor novos meios para que o processo de aprendizagem do aluno inclua não somente questões gramaticais ou estruturais, mas também questões culturais. O objetivo do trabalho é promover a elaboração de materiais didáticos com conteúdos de literatura com base nos livros Literature and Language Teaching – A guide for teachers and trainers, de Gillian Lazar e Literature in the Language Classroom, de Joanne Collie e Stephen Slater para para um nível de conhecimento intermediário de inglês, propondo aos alunos a leitura e a produção de contos literários em inglês a fim de que desenvolvam um interesse maior nas aulas de Língua Inglesa, visto que obras literárias trazem conflitos inerentes aos seres humanos.
PALAVRAS-CHAVE: LÍNGUA INGLESA, TEXTO LITERÁRIO, MATERIAL DIDÁTICO
TÍTULO: CONCEPÇÕES DE LEITURA: ANÁLISE DE ATIVIDADES DE LEITURA EM LÍNGUA INGLESA
AUTOR(ES): CARLA MARIA DOS SANTOS FERRAZ ORRÚ
RESUMO: O objetivo deste trabalho é analisar propostas de exercícios de leitura em língua inglesa de uma coleção de livros didáticos, verificando a que concepção de leitura esses exercícios estão filiados. Considerando diferentes concepções de leitura, mais especificamente, a concepção estruturalista, a concepção interacionista e a concepção discursiva de leitura e com base nos pressupostos teóricos da Análise do Discurso de linha francesa (ADF), foram analisadas nove propostas de atividades de leitura, a saber, três do nível básico, três do nível intermediário e três do nível avançado. As análises demonstraram que a concepção de leitura contemplada pelo material didático em questão é, principalmente, de cunho interacionista. Verificou-se o predomínio de atividades que buscavam perceber as intenções do autor e a utilização de estratégias cognitivas de leitura que levassem os alunos a percorrerem as marcas deixadas pelo autor no texto. Algumas das estratégias propostas foram “skimming“, “scanning“, “contextual guessing“, entre outras. A interpretação do texto possível era aquela autorizada pelo texto e pelo autor, não levando em consideração o papel ativo do leitor como sujeito produtor de sentido inserido em seu contexto sócio-histórico. Na perspectiva de leitura como processo discursivo, os sentidos não são controlados e previsíveis, o leitor lê a partir de suas formações discursivas, de seu momento sócio-histórico. O mesmo texto pode ser lido de forma diferente em momentos diferentes, ou em um mesmo momento (o da situação de aula, por exemplo) por sujeitos diferentes. Com base na visão de leitura como processo discursivo, propõem-se algumas reflexões sobre o trabalho com leitura em língua estrangeira (inglês) na sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LIVRO DIDÁTICO, CONCEPÇÕES DE LEITURA

TÍTULO: LIVROS DIDÁTICOS DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: DESLOCAMENTO OU ESTABILIZAÇÃO DE IMAGINÁRIOS ?
AUTOR(ES): CÁSSIA CRISTINA FURLAN
RESUMO: Este trabalho expõe os resultados obtidos em nossa dissertação de mestrado realizada na área de ensino-aprendizagem de português como língua estrangeira (PLE). Em nossa pesquisa analisamos 4 livros didáticos (LDs) amplamente utilizados em cursos de português para falantes de outras línguas e, a partir do escopo teórico da Análise de Discurso de perspectiva materialista, focalizamos os efeitos de sentido produzidos no que se refere aos diferentes povos que participam da história do Brasil. Apuramos, neste trabalho, o modo como índios, negros, japoneses e outros grupos são apresentados e os sentidos produzidos a respeito dos mesmos. Com base nas análises realizadas é possível afirmar que as falas que definem os negros e os índios, por exemplo, exercem um trabalho de apagamento e, ao mesmo tempo, de fixação de determinados sentidos que acabam constituindo um imaginário discursivo que funciona ao longo da história. A relevância de reflexões e pesquisas nesta área e, especificamente, sobre os livros didáticos utilizados no ensino de PLE, advém da evidenciada necessidade de apreender esses materiais em sua complexidade, compreendendo o funcionamento discursivo no qual estão pautados a fim de identificarmos o comprometimento ideológico dos LDs com uma versão da história que causa, necessariamente, o apagamento de muitas outras.
PALAVRAS-CHAVE: ANÁLISE DE DISCURSO, LÍNGUA ESTRANGEIRA, PORTUGUÊS
SESSÃO - LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA 3
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 1
TÍTULO: INFLUÊNCIA DA LÍNGUA MATERNA NO APRENDIZADO DE UMA LE
AUTOR(ES): CLAUDIA ALMEIDA FERREIRA
RESUMO: FERREIRA, Claudia Almeida – UERJ Bolsista IC CNPq- UERJ Este trabalho tem por objetivo discutir a influência da Língua Materna no aprendizado de uma Língua Estrangeira. Será abordada a constituição do sujeito em uma língua estrangeira e a importância da interlíngua, como ela pode se colocar de forma positiva ou negativa nesse aprendizado. Dessa forma, analiso a influência da Língua Portuguesa, língua materna, no aprendizado de Língua Italiana, ou seja, a tentativa de aproximação da estrutura das duas línguas, de modo a facilitar a aquisição ou o aprendizado da língua estrangeira, entendendo sempre que a diferença entre aquisição e aprendizado é que a aquisição ocorre no nível subconsciente, ao passo que o aprendizado ocorre no nível consciente, ou seja, significa saber as regras e ter consciência delas. Utilizo, como base metodológica, entrevistas feitas com alunas que estão cursando Letras – Língua Portuguesa e Língua Italiana – na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a fim de entender suas maiores dificuldades no aprendizado da língua estrangeira e de que modo concebem que a língua materna as ajudou no aprendizado da Língua Italiana, na escrita e na leitura e também na oralidade. Meu embasamento teórico está fundamentado, principalmente, em autoras como REVUZ, C. e ORTÍZ, Alvarez Maria Luisa. Concomitantemente, utilizo visões de outros autores no que se refere à aquisição de língua estrangeira, influência, transferência, interlíngua e fossilização, a fim de tentar entender de maneira satisfatória esses fatores. Desenvolvo como principal argumento o entendimento de que embora a interlíngua possa acarretar consequências negativas ao aprendizado da língua estrangeira, como a fossilização e desvios, por vezes, permanentes nesse aprendizado, deve-se compreender também as suas características positivas como a busca da inteligibilidade e a ajuda no aprendizado.
PALAVRAS-CHAVE: INTERLÍNGUA., INFLUÊNCIA, TRANSFERÊNCIA
TÍTULO: LEITURA QUADRO A QUADRO: UMA PROPOSTA DE TRABALHO PARA AS AULAS DE INGLÊS NO ENSINO MÉDIO
AUTOR(ES): CLÁUDIA LETÍCIA DE CASTRO DO AMARAL
RESUMO: Este artigo constitui-se em uma parte da pesquisa que realizei durante o curso de especialização em Metodologia do Ensino de Língua Inglesa, que resultou em minha monografia, critério para obtenção de título de especialista. Mendonça (2005) destaca que, há tempos, a preferência de leitura de pessoas de diferentes faixas etárias recai sobre o gênero História em Quadrinhos - HQs. Porém, supôs-se inicialmente que as HQs não apareciam ou não recebiam o devido destaque no repertório de gêneros trabalhados na escola. A intenção de comprovar tal suposição e de salientar a pertinência deste gênero para as aulas de leitura em Inglês como Língua Estrangeira (ILE) no Ensino Médio (EM) motivou a realização desta pesquisa. A fim de se obter um panorama geral do ensino-aprendizagem naquele contexto educativo, consultaram-se dois importantes documentos oficiais que regulamentam o ensino de ILE: a LDB e os PCNs. Além disso, foram entrevistadas três professoras do EM, atuantes na rede federal, estadual e particular, e analisados dois livros didáticos do EM, para também entender o trabalho com o gênero HQs especificamente. A análise dos dados obtidos fundamentou-se em uma concepção sociointeracionista de linguagem, apoiada em Bakhtin (1992) e veiculada pelos PCNs. Da análise dos objetos deste estudo, concluiu-se que: a) a seleção de textos para as aulas de ILE no EM leva em consideração, preferencialmente, critérios temáticos e b) o gênero HQs configura entre aqueles, mas não é trabalhado de forma significativa seja pelos professores seja pelos livros didáticos.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE INGLÊS NO EM, LEITURA , GÊNERO HISTÓRIA EM QUADRINHOS
TÍTULO: LEITURA DE LINHAS DE CONCORDÂNCIA: NOVAS ESTRATÉGIAS.
AUTOR(ES): CRISTIANE MAGALHÃES BISSACO
RESUMO: Desde o advento do Mercosul vivemos um crescimento da demanda de cursos de espanhol no país, o que vem afetando diretamente a produção de materiais didáticos. O material didático disponível no mercado ainda não traz ao aprendiz dados autênticos da língua a ser aprendida, levantados em corpora, necessidade que vem sendo destacada pela Lingüística de Corpus como peça chave para que se tenha acesso à língua da maneira como ela se comporta no cotidiano. Embora haja muitos estudos que usam concordâncias em sala de aula para ensino de língua, pouco se sabe a respeito de como se dá a interação entre o aluno e a concordância, tampouco como acontece a interação em sala de aula quando o professor dá aula com concordâncias. A proposta desta pesquisa é observar essas interações, a fim de discutir que estratégias são utilizadas pelos alunos ao atribuir significado a um novo item lexical. Defendemos aqui a importância de se utilizar linhas de concordância no ensino instrumental de língua estrangeira - espanhol. Acreditamos também na existência de uma interação entre o leitor e o texto escrito, pois o texto não está constituído apenas por aspectos formais em sua estrutura, mas também por seu caráter implícito percebido pelo leitor por meio de seu conhecimento prévio e das próprias redes de conhecimento. Assim, o objetivo da pesquisa é identificar as estratégias que os alunos usam para entender e aprender com as concordâncias, quando trabalham individualmente ou em grupos, bem como mapear os padrões de interação que acontecem em aulas de espanhol como língua estrangeira quando são usados materiais baseados em corpus. Vale destacar que os resultados revelam uma diversidade de estratégias de leitura e de modos de interação na sala de aula entre os participantes, bem como um levantamento específico de estratégias utilizadas na leitura de linhas de concordância.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUÍSTICA DE CORPUS, PROCESSOS INTERATIVOS DE LEITURA, ENSINO DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA
TÍTULO: ASPECTOS DISCURSIVOS DA FORMAÇÃO SUBJETIVA EM LÍNGUAS ESTRANGEIRA: A MÍDIA EM QUESTÃO
AUTOR(ES): DEISE CRISITNA DE LIMA PICANÇO
RESUMO: Este trabalho faz parte das reflexões suscitadas durante o desenvolvimento de nosso projeto de pesquisa sobre os discursos e representações acerca da língua estrangeira e a seu ensino na mídia impressa (Revista Veja, jornais Folha de São Paulo e Gazeta do Povo - de 1985 a 2005) e na publicidade de rua (campanhas publicitárias de cursos e escolas de idiomas de 2006 a 2009). Partimos do pressuposto de que o processo de subjetivação em língua estrangeira, e os problemas que ele possa apresentar são condicionados não só pela sala de aula e pelas atividades de interlocução necessárias fora dela, mas também pela forma como “dizemos a língua”. As várias vozes sociais que ressoam em nossa cultura, condicionam o modo de aproximação ou rejeição a metodologias de ensino, o que impede, muitas vezes, que a língua estrangeira tenha um papel formativo mais amplo. Nossa pesquisa, em fase conclusiva, tem mostrado que, apesar dos debates acadêmicos mais recentes apontarem que os processos de intersubjetivação são fundamentais na aprendizagem de línguas e na relação intercultural, o que circula na mídia segue arraigado ao aspecto formal da aprendizagem. Isso explicaria, em parte, porque muitos alunos rejeitem propostas metodológicas que colocam a interlocução como o eixo central do trabalho na sala de aula. Desta forma, nosso projeto de pesquisa busca questionar a vontade de verdade – no sentido foucaultiano - desses discursos, restituindo-lhes seu caráter de acontecimento e de objetos de cultura, buscando dar visibilidade aos embates discursivos em torno da língua e seu ensino.
PALAVRAS-CHAVE: MIDIA , ENSINO DE LÍNGUAS, DISCURSO

TÍTULO: A LEITURA NA DISCIPLINA DE LÍNGUA INGLESA EM UMA ESCOLA PÚBLICA PAULISTA
AUTOR(ES): ELIAS RIBEIRO DA SILVA
RESUMO: Nos últimos anos, particularmente a partir da publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Estrangeira (PCNs de LE), um número cada vez maior de pesquisadores têm apontado o potencial formativo da leitura na sala de aula de língua estrangeira (LE). O trabalho com o texto na disciplina de LE facilita a abordagem, por exemplo, dos Temas Transversais, o que possibilita a discussão de questões importantes para a formação do aluno. Por meio de textos em LE, o estudante brasileiro pode entrar em contato com percepções diferentes desses temas. Contudo, os PCNs de LE alertam para a necessidade de se atentar para as especificidades dos contextos de produção e consumo textual, tendo em vista que os textos constituem-se como amostras do discurso da comunidade linguística que os produziu, veiculando, portanto, a visão de mundo, a ideologia dessa comunidade. Partindo dessas considerações, objetivou-se, neste trabalho, analisar as aulas de leitura de uma professora de Língua Inglesa de uma escola pública do interior do estado de São Paulo. A partir da análise dos dados coletados ao longo de um semestre de observações, pode-se afirmar que a professora participante da pesquisa aborda o texto somente quanto ao seu conteúdo informativo (o nível do enredo), negligenciado os níveis mais profundos de significação. Não se verificou nenhum tipo de preocupação acerca das especificidades dos contextos de produção e consumo textual, como proposto pelo PCNs de LE. Pode-se afirmar que a professora participante simplesmente reproduz o conteúdo dos textos, sem propor qualquer problematização das questões neles abordadas, o que implica uma exposição acrítica dos alunos aos discursos transmitidos por esses textos.
PALAVRAS-CHAVE: PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA, LEITURA EM LÍNGUA INGLESA, ESCOLA PÚBLICA

SESSÃO - LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA 4
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 1
TÍTULO: ESTUDO DAS ESPECIFICIDADES DA LINGUAGEM VISUAL E DO DESIGN APLICADOS NA CRIAÇÃO DE UM JOGO PARA O ENSINO DE LÍNGUA FRANCESA
AUTOR(ES): EVANDRO DE MELO CATELÃO
RESUMO: A expressão visual abarca inúmeros significados dos quais temos uma compreensão ainda muito limitada. Para atingir um entendimento mais profundo de tais conhecimentos, faz-se necessário um exame dos elementos visuais básicos, as estratégias e opções das técnicas visuais, as implicações psicológicas e fisiológicas da composição criativa, bem como a gama de meios e formatos que podem ser classificados sob a designação de artes e ofícios visuais. A complexidade das composições visuais se reflete na natureza, percepção e comportamentos dos indivíduos. Acredita-se que tais mecanismos podem contribuir na compreensão de métodos capazes de instruir as pessoas, ou contribuir de alguma forma em seu aprendizado nos âmbitos de linguagem (língua falada e escrita). Observou-se com base em aulas ministradas no curso superior em Design que o entendimento dessa linguagem é importante e deveria fazer parte dos conhecimentos escolares dos indivíduos. A linguagem visual em termos de cores e formas são absorvidas e memorizadas pelos sujeitos muito mais rápido do que qualquer outra, podendo ser empregada como auxiliar no processo de aquisição de linguagem verbal. Com base nesses pressupostos, propor-se a confecção de um jogo com objetivo de contribuir no aprendizado de língua francesa. Para tanto, foi elaborado um mock-up que serviu de modelo aos autores e em que se verificou facilidade na compreensão e memorização da conjugação de alguns tempos verbais do francês, tema que os aprendizes apresentam grande dificuldade de memorização. Para verificação de eficácia do material produzido houve uma pré-testagem com entrevistas individuais com alunos em fase inicial de aprendizagem de língua francesa no meio acadêmico. Resultados preliminares mostraram que o material se tornou uma importante ferramenta no processo de aprendizagem dos indivíduos e também uma atividade didática útil aos professores.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM VISUAL, APRENDIZAGEM, LÍNGUA FRANCESA

TÍTULO: OS TEXTOS COLOQUIAIS NA AULA DE ESPANHOL/LÍNGUA ESTRANGEIRA
AUTOR(ES): FABIO BARBOSA DE LIMA
RESUMO: Dentre as contribuições do ensino-aprendizagem de língua estrangeira na escola regular está o desenvolvimento do senso de cidadania. Assim, o ensino nesta disciplina deve ultrapassar a fronteira do estudo voltado para o aspecto linguístico do idioma meta, proporcionando ao aluno a compreensão sobre seu papel na sociedade complexa em que vive. Tomando em consideração estes pontos e levando-os ao universo do ensino de Espanhol/Língua Estrangeira, doravante E/LE, é mister ressaltar que hoje não se pode mais objetivar a aprendizagem de um espanhol standard, mas sim, traçar objetivos nos quais a heterogeneidade do espanhol seja contemplada, rompendo com estereótipos de um “espanhol puro” ou “mais correto”. Desta forma, a leitura de textos coloquiais na aula de E/LE contribui não só com a pluralidade, mas também com a redução de preconceitos, e, tão importante quanto esta contribuição deve ser o tratamento dado a estes textos, encarados não como “curiosidade” ou, ainda, como algo “exótico”, mas sim com a possibilidade de (re)conhecer um novo espectro de realidades culturais, possibilitando o contato com os distintos registros possíveis nas realizações linguísticas em língua espanhola. Cartas familiares, e-mails, alguns textos jornalísticos e anúncios inserem-se em uma gama de textos escritos coloquiais que fazem parte do universo dos alunos, ou seja, textos que circulam socialmente e que, mesmo atendendo às características próprias da escrita como a possibilidade de planejamento em sua realização e a aproximação da norma culta, possibilitam a análise de traços de oralidade coloquial; traços sócio-culturais, como idade e sexo dos interlocutores; a intencionalidade, ou não, de seus autores, e, ainda, as situações de (des)cortesia. Sendo assim, tais textos devem ser vistos como uma ferramenta útil na construção diversificada de uma heterogeneidade linguístico-discursiva na aula de E/LE, proporcionando ao aluno experiências bem sucedidas nas mais variadas situações comunicativas.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, TEXTOS COLOQUIAIS, ESPANHOL/LÍNGUA ESTRANGEIRA
TÍTULO: LOS GUIONES ADAPTADOS DE OBRAS LITERARIAS Y LAS CLASES DE ESPANOL – COMO AGUA PARA CHOCOLATE (LAURA ESQUIVEL).
AUTOR(ES): GENI CONCEIÇÃO FIGUEIREDO
RESUMO: Una aplicación lingüística específica hace de los textos literarios o ficcionales es un material idóneo para la enseñanza del español en las clases destinadas, principalmente, a adolescentes. Parece ser que resultan más atractivos para los estudiantes que textos no ficcionales ya que presentan la realidad desde una perspectiva personal y subjetiva despertando el interés de lectura. El cine, por su vez, en la clase de español es una excelente forma de profundizar en el conocimiento de la cultura y la historia de un país hablante de la lengua que se desea estudiar. Una película transmite una gran información sobre la cultura y la historia del tiempo en que están realizadas o – como en nuestro caso - recrea parte la historia de la Revolución Mejicana, una época lejana en el tiempo. Así este proyecto didáctico que involucra tanto la obra literaria como la obra cinematográfica Como agua para chocolate requiere la práctica de las cuatro destrezas del aprendizaje de lenguas. Para tal proponemos que el aprendiz, a través de actividades creativas, pueda comprender el lenguaje fílmico de la película, es decir, interpretar las imágenes, la música, los escenarios, los colores, los planos de la cámara, o sea, una intención comunicativa se transforma en un producto sui generis de comunicación.
PALAVRAS-CHAVE: TEXTOS LITERARIOS, ENSEÑANZA DEL ESPAÑOL, PELÍCULA
TÍTULO: CRENÇAS DOS PROFESSORES DE ESPANHOL DO NÚCLEO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS DA UECE SOBRE O PAPEL DA LEITURA NAS AULAS DE E/LE
AUTOR(ES): GIRLENE MOREIRA DA SILVA
RESUMO: O Núcleo de Línguas Estrangeiras é um projeto de extensão da Universidade Estadual do Ceará (UECE), no qual professores, ainda em formação no Curso de Letras, têm a oportunidade de iniciarem sua carreira docente. Conscientes da importância da leitura no processo de ensino/aprendizagem de línguas, resolvemos investigar as principais crenças que norteiam a prática dos professores de Espanhol como língua estrangeira (E/LE) dessa Instituição, sobre o papel da leitura nas suas aulas de E/LE e como se dá esse ensino. Segundo ALVAREZ (2007), a noção de crença é relevante na hora de interpretar e analisar as ações do professor, pois eles interpretam uma situação de ensino a partir das suas crenças sobre o que seja a aprendizagem e ensino de LE. Acreditamos que muitos professores continuam com concepções errôneas sobre o ensino de leitura, como por exemplo, que o indivíduo dever ser proficiente na língua-meta antes de aprender a ler, ou que leitura é apenas um processo de decodificação e que não pode ser ensinada. A relevância desta pesquisa está na reflexão que os professores podem fazer sobre suas atitudes e crenças sobre o ensino de leitura e como elas interferem nas suas aulas. A pesquisa foi realizada através de questionários, respondidos por todos os professores-bolsistas de Espanhol que atuam nos níveis básico, intermediário e avançado. Ao final, serão apresentados os resultados dos questionários, mostrando que o pensamento do professor é influenciado não só por suas crenças, mas também pelo conhecimento que ele possui sobre a matéria e o ensino, no caso em específico, de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: CRENÇAS, ENSINO DE LEITURA, ENSINO DE E/LE

TÍTULO: AS REPRESENTAÇÕES SOBRE AS IDENTIDADES DO PROFESSOR DE INGLÊS: UMA ANÁLISE CRÍTICA DA PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA INGLESA DO ESTADO DE SÃO PAULO
AUTOR(ES): INÊS CONFUORTO
RESUMO: O objetivo da presente comunicação é apresentar uma análise discursiva, com destaque para as representações sobre o professor de inglês, da Proposta Curricular de Língua Estrangeira Moderna – Inglês (Ensino Fundamental – ciclo II e ensino médio) do Estado de São Paulo (2008) e dos Cadernos do Professor, publicados pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Utiliza-se o arcabouço teórico-metodológico da Análise de Discurso de Linha Francesa (Pêcheaux, 1975/ 1997; Orlandi, 1999, 2001; Brandão, 1997, entre outros) e dos fundamentos filosóficos de saber-poder (Foucault, 1979/ 2000). Tal análise justifica-se pela necessidade de investigar o discurso de um documento oficial, orientador da política para o ensino de inglês na rede pública estadual, e verificar como esse discurso cria representações sobre as identidades do professor de inglês. Buscou-se, na análise da materialidade linguística, a) refletir sobre as formações discursivas que permeiam o discurso do referido documento; b) verificar como essas formações discursivas podem produzir efeitos de sentido que revelam identidades estereotipadas e cristalizadas do professor de inglês, criando posições-sujeito homogêneas e naturalizadas, que concorrem para a reprodução de práticas pedagógicas; c) contribuir para o aprofundamento de um debate que não pretende esgotar o tema, mas abrir caminho para uma maior reflexão sobre o discurso na formação de identidades de professores.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, PROPOSTA CURRICULAR, PROFESSOR DE INGLÊS
SESSÃO - LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA 5
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Ensino de Línguas - CEL - SALA: CEL 13
TÍTULO: A PUBLICIDADE NA APRENDIZAGEM DE ESPANHOL POR BRASILEIROS: UMA TENTATIVA DE APROXIMAÇÃO.
AUTOR(ES): JOZIANE FERRAZ DE ASSIS
RESUMO: Esta comunicação pretende mostrar os resultados finais de pesquisa acadêmica desenvolvida no Mestrado em Lingüística Aplicada ao Ensino de Língua Estrangeira – Espanhol, da Universidade Federal Fluminense, cujos resultados iniciais foram apresentados no 16º COLE. A pesquisa buscou descobrir se alunos da 1ª série do Ensino Médio, submetidos à compreensão de publicidades interculturais, apresentavam uma aceitação para o diálogo cultural (Canclini, 1996; Hall, 2003). Para tal, foram utilizadas como instrumento publicidades dos universos hispânico e brasileiro, analisadas com o aporte da Teoria de Gêneros Discursivos e da Semiótica (Marcuschi, 2005; Fiorin, 2006; Barros, 2005; Discini, 2005). Para alcançar nossos objetivos com este trabalho, aplicamos um questionário com o intuito de realizar um diagnóstico dos conhecimentos culturais que possuía o grupo pesquisado sobre os países envolvidos; posteriormente, tivemos o momento de compreensão de publicidades de ambos universos culturais e, finalmente, aplicamos o segundo questionário. Neste contexto, portanto, as peças publicitárias serviram de portadores das marcas culturais enquanto o questionário constituiu o corpus do estudo. Para a análise do corpus, valemo-nos dos estudos de Cuche (2002), sobre a cultura, e de Mendes (2004), sobre o interculturalismo. No grupo investigado, vimos que houve percepção da aproximação cultural entre os países hispânicos e o Brasil e constatamos que há abertura para o diálogo intercultural por diversas razões, entre elas, a proximidade geográfica e o enriquecimento cultural.
PALAVRAS-CHAVE: E/LE, INTERCULTURALISMO, PUBLICIDADE

TÍTULO: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE LEITURA DE PROFESSORES DE LÍNGUA ESPANHOLA
AUTOR(ES): JULIO ANIBAL ORREGO ZAVALA
RESUMO: Este trabalho tem como tema as concepções e práticas de leitura de professores de língua espanhola que atuam no Ensino Médio, buscando verificar os encontros e desencontros entre o pensar e o fazer dos professores. Partimos da idéia de que o texto e a leitura são promotores de situações de interação nas práticas sociais. Assim passa-se a considerar importante o desenvolvimento da compreensão leitora como propósito de levar a reflexão efetiva sobre o texto lido: mais além da decodificação dos signos linguísticos, o propósito é atingir a compreensão profunda e interagir com os textos, com o autor e com o conteúdo, lembrando que o sentido de um texto nunca está dado, mas é preciso construí-lo a partir de experiências pessoais de conhecimento prévio das inter-relações que o leitor estabelece com ele. A metodologia para o desenvolvimento da pesquisa é numa perspectiva qualitativa com análise interpretativa. Os sujeitos são professores de Letras de Língua Espanhola, de duas escolas da rede pública estadual do Estado de Mato Grosso: uma que tenha implantado a oferta de ensino de espanhol antes de 2005, data da lei de oferta obrigatória (Lei Federal n. 11.161) e outra após implantação da lei. Os dados estão em fase de coleta por meio de questionários; entrevistas com os professores e observações de aulas, planos de aula dos professores, análise do material didático adotado e análise da P.P.P( Plano Político Pedagógico) De acordo com dados já coletados, existe uma contradição entre a concepção de leitura e sua prática. Na primeira situação se aproxima da corrente sociointeracionista e na prática continuam com a concepção tradicional de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA , LÍNGUA ESPANHOLA, CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE LEITURA
TÍTULO: COMPREENSÃO E APREENSÃO DA PALAVRA DE OUTREM E DISCURSO INTERIOR
AUTOR(ES): KARIN QUAST
RESUMO: No campo de ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras o processo de compreensão e apreensão da palavra do outro, em especial da palavra escrita, é ainda muitas vezes visto em termos de processamentos cognitivos. Nas últimas décadas temos visto, contudo, a centralidade que a interação (nas mais variadas formas como é concebida) vem assumindo nas pesquisas e no trabalho em sala de aula. Porém, se refletirmos sobre a afirmação de Bakhtin de que tanto a compreensão como a apreensão passam pelo discurso interior, implicam um diálogo entre nossas palavras e as palavras do outro, bem como em resposta e tomada de posição avaliativo-valorativa, existe uma ‘face’ da interação que é geralmente negligenciada – justamente a que ocorre no âmbito do discurso interior e da qual por vezes temos apenas pequenas pistas, indícios. Tais pistas, a nosso ver, podem ser depreendidas a partir da fala egocêntrica ou privada sob a perspectiva histórico-cultural. Tal fenômeno, que é por nós concebido como dialogal, dialógico e argumentativo, desloca questões referentes à compreensão de uma perspectiva centrada em processos cognitivos para a relação do sujeito com a língua e o discurso. Os dados de MacKereth (2004), por exemplo, que estuda esse fenômeno em contexto de aprendizagem de língua estrangeira mediada por computador enfocando a leitura, ricamente evidenciam esse aspecto (embora o pesquisador não use o dialogismo bakhtiniano em suas análises). O sujeito volta-se para si mesmo, dialoga ‘consigo mesmo’; volta-se sobre seu trabalho, avalia sua produção, se interroga, verifica, ‘negocia significados’, explicita regras, busca estratégias de resolução de problemas, compara com seu conhecimento prévio (ou outros enunciados), concorda ou discorda, fornece ‘feedback’, refaz etc., realizando consigo mesmo o trabalho que efetuamos com um parceiro. Nossos dados, ainda que centrados na comunicação oral, permitem igualmente refletir sobre o trabalho do sujeito/linguagem que ocorre nessa ‘dimensão’ menos visível.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO INTERIOR, COMPREENSÃO DA PALAVRA DO OUTRO, DIALOGISMO
TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DE LEITURA EM EAD: UM ESTUDO DE CASO
AUTOR(ES): KEYLA MARIA FROTA LEMOS
RESUMO: Neste trabalho são analisados o material hipertextual utilizado e as atividades propostas em uma disciplina que objetiva o desenvolvimento da compreensão leitora dos alunos de um curso de Letras à distância. Este estudo se fundamenta nos princípios teóricos para o ensino de leitura em língua estrangeira (AEBERSOLD & FIELD, 1997; BROWN, 2001; CELCE-MURCIA, 2007; GRABE & STOLLER, 2002, entre outros) e na pesquisa recente em leitura de hipertextos (ARAÚJO, 2008; MARCUSCHI, 2005; WALSH, ASHA & SPRAINGER, 2007, entre outros). São investigadas questões tais como: Que materiais são utilizados? Os alunos lêem hipertextos autênticos ou apenas textos eletrônicos produzidos pelo professor que elabora a disciplina? Que tipo de atividades de compreensão são propostas? Há ênfase no ensino de estratégias de leitura? As estratégias trabalhadas para a leitura de hipertextos são as mesmas utilizadas para a leitura dos textos eletrônicos? As respostas a essas perguntas serão fornecidas através de uma análise descritiva e crítica do material, utilizando questionário no qual serão registradas informações sobre os textos utilizados, tais como: autor, título, autenticidade e forma como são utilizados, se integral ou parcialmente. Nesse mesmo questionário serão registradas as estratégias cognitivas e metacognitivas de leitura enfocadas na resolução das tarefas. O registro das estratégias trabalhadas nas atividades propostas permitirão, por sua vez, a identificação dos tipos de estratégias utilizadas na leitura de hipertextos. O objetivo maior do trabalho é entender como os materiais e atividades propostas em um ambiente virtual de aprendizagem trabalham as estratégias de compreensão do hipertexto e de textos eletrônicos, a fim de que essa nova tecnologia possa ser utilizada de modo eficiente na área de ensino de inglês.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, HIPERTEXTO, ESTRATÉGIAS DE LEITURA

TÍTULO: CONSTRUINDO UM MATERIAL DE LEITURA EM ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: REFLEXÕES SOBRE PRÁTICAS DE ENSINO.
AUTOR(ES): LARISSA FOSTINONE LOCOSELLI, BRUNA MACEDO DE OLIVEIRA
RESUMO: Em nosso trabalho realizaremos uma reflexão em torno à elaboração de material didático de nossa autoria, destinado a aulas de leitura em espanhol como língua estrangeira, ministradas no curso Instrumental, oferecido pelo Centro de Línguas da FFLCH/USP, ao qual nos vinculamos enquanto monitoras-bolsistas. Tal reflexão partirá, por um lado, de uma determinada noção do processo de leitura e, por outro, da relação que – a nosso ver – o leitor brasileiro estabeleceria, em tal processo, com a língua espanhola. Entendemos a leitura como um processo de construção de sentidos e, no que tange à leitura em espanhol, acreditamos que a presupossição de transparência em relação a sua língua materna leva o brasileiro a considerar-se capaz de construir espontânea e adequadamente os sentidos de um texto nessa língua estrangeira. Essas concepções permearam a elaboração de nosso material, o que explica a centralidade dada ali à conscientização, por parte do leitor brasileiro, de seu papel no processo de leitura em língua espanhola, tanto no que diz respeito à postura que pode assumir diante de um texto, como naquilo que se vincula ao conhecimento de seus aspectos linguísticos e discursivos. Nesta comunicação, pretendemos descrever, em linhas gerais, o funcionamento de nosso material, além de analisar algumas das atividades nele propostas, com o objetivo de refletir acerca de como se concretizam, na sala de aula, nossas concepções a respeito da leitura em espanhol.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM, LEITURA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA, ESPANHOL/LÍNGUA ESTRANGEIRA

SESSÃO - LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA 6
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 3
TÍTULO: QUESTÕES DO LETRAMENTO RELACIONADAS ÀS PRÁTICAS DE LÍNGUA INGLESA NA CONTEMPORANEIDADE
AUTOR(ES): LUCIANA MARIA SALDANHA KUENERZ
RESUMO: Este trabalho é parte da minha dissertação de mestrado da Universidade Federal Fluminense, a qual versa sobre as expectativas dos alunos do Ensino Médio Estadual em relação ao estudo da língua inglesa como instrumento de inserção social. Dada a importância do aprendizado do idioma e as demandas atuais do inglês para a inserção na cultura cada vez mais globalizada, pretendo pesquisar as expectativas dos jovens das classes populares em relação ao que a escola oferece e a seus projetos de futuro ou mesmo de presente, sejam eles voltados para o trabalho ou para o acesso a novas tecnologias. Dialogo com autores que tratam do tema a partir de abordagens diferenciadas. Considerando a representação que os alunos têm da língua inglesa na atualidade, não poderia deixar de buscar elementos que ajudassem a compreender a relação entre o idioma inglês e a globalização. Não há como pensar o mundo de hoje sem pensar a globalização e por isso a escola é um espaço privilegiado para que se trabalhe com a heterogeneidade, já que há tão poucos espaços para tal. Além disso, não poderia tratar desta temática sem considerar uma das perspectivas ligadas ao campo da Linguística Aplicada. Alguns autores avaliam a questão a partir da “construção do Ocidente“, outros a partir do “hibridismo“ das culturas e raças, colocando em xeque a própria noção de raça, e outros ainda, a partir do “pós-colonialismo“. Se para uns a globalização é uma invasão destrutiva que, além de desastres ambientais causa desigualdades econômicas e culturais, para outros ela pode causar um impacto bastante significativo nas relações interpessoais e, nesse sentido, as comunidades locais podem se fortalecer com as demandas globais, as quais podem levar os indivíduos à reflexão, à tomada de consciência e à ação.
PALAVRAS-CHAVE: LÍNGUA INGLESA, LETRAMENTO, GLOBALIZAÇÃO
TÍTULO: O GÊNERO ANÚNCIO PUBLICITÁRIO NO ENSINO DE E/LE
AUTOR(ES): LUCILA CARNEIRO GUADELUPE
RESUMO: Propomos com este estudo uma análise de anúncios publicitários em língua espanhola, e a relação destes com a identidade feminina no século XXI, tendo como base as representações sociais e culturais. Investigaremos as crenças e estereótipos apresentados nestes anúncios, como a mulher está sendo representada, e a possível contribuição deste gênero discursivo na aprendizagem de línguas, buscando motivar novas perspectivas para o trabalho com o espanhol como língua estrangeira (E/LE). As publicidades trazem enunciados que refletem a vida diária e levam em consideração as circunstâncias em que as pessoas produzem e usam tais textos. A partir deste trabalho é possível promover a interação no ambiente educativo, tão necessário para o sucesso no processo ensino-aprendizagem. E assim, baseados na proposta dos PCNs, focalizaremos a utilização do gênero discursivo nas aulas de E/LE como instrumento de motivação para os alunos, possibilitando o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita de uma forma dinâmica e atraente para os aprendizes. Ao propor uma análise de anúncios publicitários, quero abordá-la dentro da sua dimensão de gênero, levando em conta os fundamentos sociais e os valores que compõem a vida em sociedade. Para tanto é necessária a compreensão das práticas discursivas, fundamentada em uma concepção de linguagem como prática social.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNERO DISCURSIVO, ANÚNCIO PUBLICITÁRIO, IDENTIDADE

TÍTULO: O LIVRO DIDÁTICO PÚBLICO DE INGLÊS: UMA ABORDAGEM INTERCULTURAL DAS PROPOSTAS DE LEITURA
AUTOR(ES): MARCELE GARBIN DAGIOS, CAROLINE TORTATO
RESUMO: O presente trabalho analisa o livro didático público de língua estrangeira do Estado do Paraná, procurando associar a concepção sócio-interacionista de linguagem (Círculo de Bakhtin) e os textos presentes no livro didático, relacionando-os com os aspectos interculturais no ensino de inglês. Os objetivos de ensino trazidos pelas Diretrizes Curriculares de Língua Estrangeira do Estado do Paraná (2009) explicitam que a língua estrangeira proporciona um espaço de construção de conhecimento e interpretações da realidade através do discurso e do contexto, e não através da decodificação de um sistema linguístico. O livro didático de inglês do Estado do Paraná procura abordar de maneira diferenciada o ensino de língua inglesa através do uso de textos, tentando seguir uma proposta de trabalho baseada na perspectiva sócio-interacionista de linguagem. A partir da escolha de uma unidade temática, o trabalho analisa os textos e as atividades elaboradas a fim de verificar se as mesmas refletem a proposta inicial dos autores do livro de ensinar a língua inglesa através da perspectiva intercultural. Segundo Voloshinov (2004), a forma utilizada para se ensinar língua estrangeira em muitos métodos faz com que a palavra passe a ser percebida apenas como um sinal. Em língua estrangeira, o contexto social e cultural são fundamentais para que aquela palavra seja absorvida, em sua totalidade, como um signo e não um sinal. Os falantes nativos não veem as palavras como itens de dicionários, mas sim como parte integrante de enunciados. Como resultado do trabalho, o livro didático analisado corresponde em muitos aspectos à proposta sócio-interacionista de linguagem, trazendo relações interculturais relevantes para a discussão em sala de aula, considerando o contexto histórico dos alunos. Pensando nisso, este manual atenderia em boa parte a proposta na qual foi concebido.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO DIDÁTICO, LEITURA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA, INTERCULTURALIDADE
TÍTULO: REPENSANDO O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NA ESCOLA PÚBLICA: DA TEORIA À PRÁTICA
AUTOR(ES): MARIA ANDRÉIA SILVA LELES
RESUMO: As variadas metodologias do ensino-aprendizagem da língua estrangeira utilizadas nas escolas públicas vêm provocando inquietações dos pesquisadores da área de educação, preocupados em verificar a eficácia do ensino-aprendizagem da língua estrangeira no que se refere à leitura e à escrita. Esta comunicação propõe reflexões, tendo como referencial a experiência pessoal de magistério em uma escola pública estadual de ensino fundamental na cidade de Coronel Fabriciano, MG. Ao substituir uma professora de inglês do 9º ano do ensino fundamental, no qual os alunos eram desinteressados e apáticos, foram utilizados textos de diversos gêneros na língua inglesa, com um vocabulário do cotidiano, trabalhando as fases da leitura e as estratégias. Desenvolveu-se a aprendizagem num processo sócio-interacional relevando os interesses e a afetividade do aprendiz, possibilitando uma comunicação nas interações sociais do dia-a-dia. No sentido de identificar e avaliar a atual prática do ensino-aprendizagem da língua estrangeira, enfocando-se aqui a língua inglesa por seu caráter de universalidade. Considera-se que a aprendizagem da língua estrangeira e da língua materna é um direito de todo cidadão, expresso na Lei de Diretrizes e Bases. Daí a necessidade de se repensar as atuais práticas de ensino, visando a uma nova proposta que possa desenvolver a competência comunicativa, tanto na modalidade oral, quanto na escrita. Importa, ainda, utilizar-se com propriedade os variados recursos oferecidos pelas Tecnologias de Informação e Comunicação. A escrita e a leitura em língua estrangeira devem fazer parte de um processo dinâmico, com textos de diversos gêneros, em que o leitor compreende, critica e interage ativamente: de que o texto fala? para quem?, quando? onde?... considerando como base os três tipos de conhecimento: de mundo, textual e léxico-sistêmico, fundamentais para o desenvolvimento das quatro habilidades necessárias (ler, escrever, ouvir e falar) em uma aprendizagem significativa.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO-APRENDIZAGEM, LÍNGUA INGLESA, PRÁTICA

TÍTULO: ENSINO DE LEITURA EM INGLÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA: PERGUNTAS OU TAREFAS, EIS A QUESTÃO.
AUTOR(ES): MARIA CECILIA DOS SANTOS FRAGA
RESUMO: A concepção e preparação de cursos de leitura em inglês como língua estrangeira resultam, com freqüência, em tarefas e atividades propostas sob a forma de questões/ perguntas. Portanto, grande parte da interação entre professores, alunos e texto nas aulas de leitura de inglês LE se desenrola a partir de questões formuladas com o intuito de promover a aprendizagem. A interação estabelecida a partir de questões está particularmente presente nas aulas de inglês instrumental em contexto universitário, que é o enfoque deste trabalho. Serão examinadas atividades de leitura concebidas para o ensino de inglês instrumental em contexto universitário. Serão avaliados os diferentes tipos de tarefas e perguntas de compreensão de leitura; as abordagens de ensino de leitura e respectivas noções sobre língua que subjazem tais tarefas e perguntas; os diferentes tipos de questões que podem compor atividades de leitura concebidas para alguns dos gêneros textuais mais comuns nos programas de inglês instrumental; os diferentes perfis de leitor que poderão resultar dos programas de ensino baseados nas tarefas e perguntas examinadas. As considerações finais incluirão observações sobre os possíveis graus de coerência entre os vários tipos de abordagens de ensino de leitura e as tarefas e questões a serem desenvolvidas em sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, TAREFAS, ABORDAGEM
SESSÃO - LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA 7
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 1
TÍTULO: LEGENDA E APRENDIZAGEM: CONHECIMENTO E LAZER
AUTOR(ES): MARIANA VOLPI BONFIM
RESUMO: Neste trabalho será abordado o estudo sobre o favorecimento do uso de filmes legendados na aula de língua estrangeira, mostrando ser essa uma estratégia avançada de nível plausível, uma vez que proporciona ao aluno o contato direto entre associações de sons, imagens e palavras escritas. O aluno aproxima-se da língua em sua mais real versão, podendo escolher autores nativos do país de sua língua alvo, e sente-se mais atraído por ser uma tecnologia, um método novo, deixando estratégias arcaicas, como o uso de frases sem valores semânticos, apenas estruturais. Porém com estudos ainda restritos nessa área, a crítica avalia se o aluno prender-se-ia mais à legenda do que à fala, não associando a fala e nem a cultura do seu país alvo, criando uma dependência ao texto escrito. E ainda poderia retardar a aprendizagem, uma vez que ocuparia o tempo de estudos básicos, como gramática. Consequente do capitalismo que exige níveis cada dia mais avançados para entrada no mercado de trabalho e das inter-relações mundiais, aumentou-se o interesse pelo aprendizado de línguas estrangeiras. Os pedagógicos da área tentam inovar suas estratégias de ensino e atraídos pela tecnologia descobriram o uso de filmes legendados para a proficiência da língua inglesa. Baseado em pesquisas de autoria diversas, esse trabalho verifica os benefícios das legendas interlínguas e intralínguais, aprovando essa estratégia inovadora e atrativa.
PALAVRAS-CHAVE: FILMES LEGENDADOS, ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM, LINGUAGEM COMUNICATIVA
TÍTULO: COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL E O ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA
AUTOR(ES): MARISTELA PUGSLEY WENRER
RESUMO: Este trabalho tem por objetivo abordar temas referentes à comunicação intercultural, especialmente os estereótipos. Na comunicação intercultural é vital distinguir entre o que é parte do “background“ cultural da pessoa e o que é parte da sua personalidade. Em uma cultura há uma grande variedade de atitudes, crenças, valores e comportamentos sobre os quais é possível generalizar, mas deve-se ter cuidado ao aplicar estas generalizações aos indivíduos. Quando nós conhecemos um indivíduo não podemos afirmar categoricamente onde ele se encontra dentro dessa gama cultural. No ensino de uma língua estrangeira deve-se ter em mente muito mais do que a transmissão de conhecimento gramatical, vocabular e estrutural da língua; nem tampouco pode-se estar limitado ao treinamento das chamadas quatro habilidades: ouvir, falar, ler e escrever. O profissional que se propõe a ensinar um idioma diferente do idioma materno dos alunos deve ter também conhecimento dos aspectos culturais que atravessam os espaços linguísticos. Apesar de não ser necessário explicitar o tempo todo para o aprendiz sobre as relaçoes interculturais que existem entre as línguas, o professor precisa ter conhecimento crítico dos aspectos culturais que envolvem o ensino e o aprendizado de idiomas estrangeiros. Por isso é importante estudarmos a questão dos estereótipos culturais e suas implicações no aprendizado de uma língua estrangeira.
PALAVRAS-CHAVE: COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL, LÍNGUA ESTRANGEIRA, ESTEREÓTIPOS CULTURAIS
TÍTULO: O LEITOR DE LITERATURA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
AUTOR(ES): MELISSA ANDRES FREITAS
RESUMO: Em pesquisas anteriores, a constatação de que os acadêmicos dos cursos de Licenciatura em Letras não vêem a leitura como uma de suas prioridades, levou-nos a uma constante busca pela compreensão de tal fato. Verificamos que a leitura de Literatura é a mais protelada das leituras, ficando ainda, para último plano, a leitura de Literatura em Língua Estrangeira. A falta de motivação e a dificuldade na decodificação da língua estrangeira são motivos que levam ao afastamento da prática desse tipo de leitura. O estímulo para a leitura deve ser uma constante na educação desde a infância e deve partir tanto da educação familiar como da educação formal. Direcionamos nossa pesquisa à formação de professores engajados com a leitura, mais especificamente à leitura de literatura em língua estrangeira e a proposta de trabalho busca observar a relação dos acadêmicos do curso de Licenciatura em Letras com habilitação em língua estrangeira de uma universidade estadual com a leitura de literatura na língua estrangeira alvo. O intuito é delinear quais são suas concepções de ensino de leitura e literatura, de ensino de línguas estrangeiras e de leitura e ainda observar a própria prática de leitura destes acadêmicos, pois acreditamos que as concepções do acadêmico podem interferir na sua futura prática docente e que a maneira como ele conduz sua própria leitura refletirá na maneira como ele conduzirá seu trabalho profissional. Assim, pretendemos observar como o leitor-acadêmico se posiciona diante do texto literário em língua estrangeira, quais são as dificuldades apontadas e as constatadas para a execução da leitura e qual o grau de importância que o acadêmico dá a essa prática. Este trabalho visa contribuir para o ensino de língua estrangeira partindo da formação do professor desta língua, observando suas concepções, suas práticas enquanto acadêmico e também aprendiz.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA, LÍNGUA ESTRANGEIRA, FORMAÇÃO DOCENTE
TÍTULO: A LEITURA CRÍTICA NA AULA DE LÍNGUA INGLESA
AUTOR(ES): NATÁLIA MORALES FERREIRA
RESUMO: Esta comunicação visa compartilhar o trabalho desenvolvido pelos alunos do terceiro ano do curso de Letras Estrangeiras da Universidade Estadual de Londrina dentro do Projeto Parceria Universidade-Escola do NAP – UEL. O projeto enfoca a formação inicial de professores e a formação contínua dos profissionais já em exercício, também tem por objetivo a preparação dos futuros professores, o desenvolvimento profissional dos educadores e a melhora na aprendizagem dos alunos (Cristovão 2005). Em 2008 foram oficialmente publicadas as Diretrizes Curriculares da Educação Básica do Estado do Paraná que deixam a cargo do professor criar as condições para que o aluno não seja um leitor ingênuo, mas que reaja criticamente aos textos com os quais se depara (DCE 2008, p.66). O documento prevê que as aulas de língua estrangeira também devam contribuir para formar alunos críticos e transformadores através do estudo de textos que permitam explorar as práticas da leitura, da escrita e da oralidade, além de incentivar a pesquisa e a reflexão. (DCE 2008, p. 56). Levando em conta as DCE 2008, os alunos-professores junto com os professores-colaboradores do projeto, desenvolveram atividades que visavam a formação crítica dos alunos dentro da aula de Língua Inglesa desfazendo o mito de que “o professor de inglês, de forma deliberada ou não, tende a imobilizar o pensamento cultural crítico do aluno” (Siqueira 2005). O propósito deste trabalho é apresentar uma análise da intervenção realizada no material didático empregado em aulas de inglês do ensino médio a fim de torná-lo adequado ao desenvolvimento da leitura crítica.
PALAVRAS-CHAVE: DIRETRIZES CURRICULARES DA EDUCAÇÃO BÁSICA, LEITURA CRÍTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: O AMBIENTE WIKI COMO POTENCIALIZADOR DE ESCRITA COLABORATIVA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
AUTOR(ES): RAQUEL SILVA BARROS
RESUMO: Este projeto tem como objetivo investigar as contribuições que o ambiente Wiki pode proporcionar a partir de sua utilização como potencializador do processo de produção textual coletiva no aprendizado de uma língua estrangeira, como por exemplo o inglês. Após vivenciar dois anos como professora de curso de inglês na cidade do Rio de Janeiro, pode-se verificar a dificuldade que os alunos demonstravam ao redigirem na língua proposta quando solicitados em atividades pedagógicas de redação. Este trabalho está sendo elaborado com a intenção de verificar as possibilidades de se trabalhar a produção textual com os alunos de forma colaborativa. O ambiente será on-line e compartilhado por todos os sujeitos da pesquisa, ou seja, professor e alunos para que possa auxiliar o processo de construção e desenvolvimento da autoria de forma eficaz. Alguns autores como Bakthin, Becker e Lemos dentre outros, foram citados como suporte teórico. Os procedimentos metodológicos que estão sendo utilizados são de caráter qualitativos utilizando técnicas de coleta de dados como: entrevistas semi-estrurada, análise dos corpus da produção escrita e diário de campo. Acredita-se que as considerações finais da investigação (resultados do estudo) poderão realmente contribuir para a revisão de aspectos das práticas de ensino e do trabalho que se realiza com a produção textual na escola, aumentando o cabedal de conhecimentos sobre a utilização da ferramenta Wiki como potencializador em atividades pedagógicas.
PALAVRAS-CHAVE: AMBIENTE WIKI , AUTORIA COLETIVA , ESCRITA COLABORATIVA

SESSÃO - LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA 8
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Centro de Convenções - AUDITÓRIO: 1
TÍTULO: “É ASSIM, QUANTO MAIS TU LÊ, MAIS TU VAI ADQUIRINDO CONHECIMENTO...”: OS SENTIDOS DAS PRÁTICAS SOCIAIS DE LEITURA EM LÍNGUA INGLESA PARA SUJEITOS DO ENSINO MÉDIO
AUTOR(ES): SANDRA POTTMEIER
RESUMO: Este artigo é recorte de uma pesquisa que está em andamento, bem como é resultado de estudos e discussões realizadas durante as disciplinas “Teoria e Prática da Pesquisa II” e “Seminário de Pesquisa II”, inseridas no Programa de Pós-Graduação em Educação do Mestrado em Educação da Universidade Regional de Blumenau (FURB). A pesquisa é de cunho qualitativo-interpretativo e tem por objetivo compreender as práticas sociais de leitura em Língua Inglesa dos sujeitos do Ensino Médio de escola pública através dos dizeres dos sujeitos, em que, buscam-se elementos que caracterizam as marcas ideológicas, o lugar de onde os sujeitos falam e de como essas marcas contribuem para identificar as condições de produção que podem interferir significativamente na formação discursiva do sujeito, pois a Análise do Discurso problematiza a língua como não transparente, ela pode trazer muitos sentidos por ser polissêmica. O estudo sobre os sentidos das práticas sociais de leitura em LI (Língua Inglesa), justifica-se deste modo, pois muitos sujeitos inseridos nas aulas de Língua Inglesa do Ensino Médio, além do livro didático, fazem uso de materiais como letras de música, manual de informática, manual de jogos. Optou-se, assim, por coletar materiais que os alunos costumam ler em Inglês, bem como estes foram entrevistados individualmente, justificando porque trouxeram determinado material. Para a análise dos dizeres desses sujeitos, tem-se como aporte a Análise do Discurso.
PALAVRAS-CHAVE: COMPREENSÃO, LEITURA, LÍNGUA INGLESA

TÍTULO: ESTRATÉGIAS DE LEITURA COMO INSTRUMENTO DE MOTIVAÇÃO E FORMAÇÃO CRÍTICA PARA O APRENDIZADO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA NO ENSINO REGULAR
AUTOR(ES): SILVIA KARLA AZEVEDO VIEIRA ANDRADE
RESUMO: Este trabalho é direcionado aos profissionais de língua inglesa para o alcance da importância do desenvolvimento do aspecto motivacional em suas práticas e para que sejam movidos pelas estratégias de leitura disponíveis como importante instrumento no processo de ensino/aprendizagem visando, sobretudo, a comunicação, o desenvolvimento da opinião crítica e a interação social do falante da língua inglesa. Neste contexto, a abordagem dialógica, a motivação intrínseca e extrínseca e as estratégias de leitura, aplicadas em sala de aula, situam a leitura em língua estrangeira em seu enfoque globalizado, como recurso de aprendizagem eficaz não apenas no processo de formação da competência da comunicação, mas sobretudo, no desenvolvimento do aluno como agente de transformação social. No desenvolvimento do trabalho serão apresentadas as estratégias de leitura disponíveis, sua aplicação no aspecto motivacional e na formação da opinião crítica do aluno. O processo de aprendizagem da língua estrangeira no ensino regular tem sido pautado, em sua maioria, nas técnicas de leitura como principal ferramenta no processo de aprendizagem. O presente artigo objetiva apresentar as estratégias de leitura em língua estrangeira como fator motivacional e de construção da opinião crítica do leitor em seu papel social. Direciona-se ao profissional de línguas como ferramenta de reflexão acerca de sua prática, na busca por tornar o processo de ensino-aprendizagem da língua estrangeira um instrumento de interação social ao aprendiz promovendo a comunicação, não como um fim em si mesma. Apresenta uma abordagem diferenciada com grande potencial motivacional e na formação da opinião crítica do falante. Observa-se que há vantagens significativas na construção do aprendizado através da formação crítica do aluno, impactando positivamente em sua formação e tornando-o competente não apenas no âmbito da comunicação específica da língua estrangeira, mas na formação da opinião crítica, resultando na capacidade de atuar como protagonista de mudança em seu meio social.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, MOTIVAÇÃO, DIALOGIA
TÍTULO: LEITURA DO BRASIL E DO MUNDO NA SALA DE AULA DE LÍNGUA INGLESA
AUTOR(ES): SÍLVIA COSTA KURTZ DOS SANTOS
RESUMO: Este trabalho tem como objetivo apresentar os princípios norteadores das atividades de leitura que vêm sendo realizadas em contextos de estágio supervisionado de professores em formação no Curso de Licenciatura em Letras Português-Inglês e Respectivas Literaturas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). No estágio de atuação em ensino fundamental, a habilidade de recepção do discurso escrito (reading) tem sido desenvolvida de forma integrada às demais habilidades de recepção e de produção do discurso oral (listening e speaking), bem como de produção do discurso escrito (writing). No estágio de atuação em ensino médio dos professores de língua inglesa em formação, vimos orientando e supervisionando um trabalho exclusivamente com foco em leitura, tendo em vista ser a habilidade requerida no processo seletivo para ingresso na UFPel, além de ser a de maior demanda durante a formação acadêmica. Em ambos os contextos de estágio, os alunos são orientados para a seleção de textos autênticos, por vezes adaptados, bem como para a elaboração de tarefas que promovam o desenvolvimento de estratégias de leitura em inglês como língua estrangeira, com ênfase em elementos e recursos lingüísticos intertextuais que contribuam para a compreensão de tipos diversos de textos como unidades de sentido. Alguns dos princípios discursivos subjacentes à elaboração de atividades concebidas para alunos de ensino fundamental e médio (Widdowson, 1978/2005; McCarthy, 1991; Nunan, 1995; Moita Lopes, 2000) serão apresentados de forma articulada com tarefas de sala de aula que visam à leitura do Brasil e do mundo em língua inglesa.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, INGLÊS COMO LE, ENSINO MÉDIO
TÍTULO: INVESTIGANDO O PROCESSO DE LEITURA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA: FOCO NAS ESTRATÉGIAS METACOGNITIVAS.
AUTOR(ES): TANIA SOARES DE SIQUEIRA
RESUMO: As estratégias metacognitivas tem muito contribuído para compreensão de leitura em LE (língua estrangeira) porque são elas que controlam e selecionam aspectos da atividade cognitiva. A proposta deste estudo é descrever uma investigação qualitativa sobre estratégias metacognitivas na compreensão de leitura em inglês como LE. Os estudos sobre estratégias metacognitivas apontam que o sucesso da compreensão de leitura depende não apenas da conscientização e utilização de estratégias de leitura, como também sua habilidade de planejar, monitorar e avaliar o uso dessas estratégias. Os alunos precisam aprender como orquestrar o uso de estratégias de leitura para alcançar o resultado desejado. Não é suficiente saber sobre estratégias: o leitor deve ser capaz de usá-las estrategicamente. É a metacognição que vai ajudar o leitor a melhor orquestrar o uso dessas estratégias. Este trabalho enfoca a leitura no contexto de inglês geral, tomando por base estudos no contexto de inglês instrumental. A leitura é compreendida como um processo interativo de construção de sentido. Sendo assim, o leitor planeja, decide, coordena estratégias e habilidades. Traz para o texto crenças, formula idéias e confirma hipóteses. Dessa forma, a pesquisa insere-se na concepção interacional de leitura. Tivemos com objetivo discutir também questões de aprendizagem relacionadas à leitura, dentro do quadro de interacionismo social como o discutido por Vygotsky (1930, 1934). Os sujeitos da pesquisa foram alunos do curso de Letras de uma faculdade particular. Os dados revelam que o uso de estratégias de leitura mostraram-se eficientes quando usadas metacognitivamente. Observamos também que os alunos interagem e colaboram entre si. O leitor mais desenvolvido, ao explicar o caminho percorrido na compreensão do texto, estava ao mesmo tempo criando uma possibilidade do leitor menos desenvolvido repensar e reorganizar-se na leitura. Os alunos se apropriavam do conhecimento partilhado.
PALAVRAS-CHAVE: ESTRATÉGIAS METACOGNITIVAS , MODELO INTERACIONAL DE LEITURA, INTERACIONISMO SOCIAL
TÍTULO: LITERATURA NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
AUTOR(ES): TATIANA FANTINATTI
RESUMO: No aprendizado de uma língua estrangeira, a leitura de textos literários escritos na língua em questão constitui um dos instrumentos de maior contato com a cultura, as tradições e o pensamento de seu povo, além de promover a aproximação entre aprendiz da língua e falante nativo, que lerão o “mesmo” texto, fator motivante para o primeiro. Através dessa leitura descobrem-se pontos de estranhamento e posterior apreensão dos elementos culturais, considerando sempre nesse processo o auxílio do professor como mediador intercultural. O corpus principal deste estudo é a antologia Amor di Roma, que recolhe textos de autores italianos do século XX com exercícios de gramática e interpretação para estudantes estrangeiros de nível intermediário-avançado. A cidade de Roma é o cenário de todos os textos reunidos, e a possibilidade de ler os grandes autores da literatura italiana, como Fellini, Pasolini e Pirandello, no original, descrevendo o alvo mais anelado da Itália, é fator de interesse para qualquer estudante de Língua Italiana. Trabalhando a interpretação dos textos e a análise dos diferentes estilos de escrita dos mesmos, põe-se em prática a própria língua, com induzido uso do vocabulário estudado. Assim também mostraremos como tal exemplo é aplicado no aprendizado de qualquer língua estrangeira documentada literariamente.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA E ENSINO, MÉTODO DE LÍNGUAS, LEITURA
TÍTULO: CONCEPÇÕES DE TEXTO NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE E/LE: UM ESTUDO DE CASO
EIXO TEMÁTICO: LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
AUTOR(ES): VALESCA BRASIL IRALA
RESUMO: O curso de formação de professores na modalidade licenciatura em Letras tem contemplado, desde os primeiros semestres, a discussão em torno das diferentes concepções de língua, linguagem, texto, discurso etc., hoje em voga nos estudos linguísticos e na linguística aplicada, não sem contraposição explícita a concepções ditas ultrapassadas ou “fora de moda”. Nesse espaço de formação, tenta-se hoje se desfazer a separação clássica entre tais discussões teóricas e a preocupação com a prática docente futura dos alunos em formação. Em função disso, o presente trabalho tem como objetivo mapear interpretativamente que concepções de texto apresentam futuros professores de língua espanhola (estudantes de quinto semestre, divididos em seis grupos), ao proporem e executarem uma atividade didática na educação básica. Os resultados revelam uma variabilidade elástica a respeito da relação entre as concepções teóricas estudadas e a atividade didática elaborada. Enquanto alguns persistem em perceber o texto como pretexto para ensinar gramática, outros o compreendem como produto a ser decodificado ou simplesmente traduzido, embora também sejam encontradas propostas que contemplam a noção de texto implicada na noção de prática social. A evidência das diferentes concepções revela que, conforme afirmei em Irala (2008, p. 415), “há um já-dito anterior ao tempo-espaço da formação universitária, e esse já-dito não se desliga impunemente das práticas e dos imaginários desses alunos”. Assim, conclui-se que o curso de licenciatura em questão, mais do que um espaço onde estratégias de formação são teoricamente bem articuladas, é uma arena de disputa entre o discurso da “ciência” lingüística atual e o “senso-comum” instituidor de práticas intuitivas a respeito do fazer docente.
PALAVRAS-CHAVE: TEXTO, LÍNGUA ESPANHOLA, FORMAÇÃO INICIAL
TÍTULO: A DIFICULDADE DE USO DO TEXTO LITERÁRIO PARA A COMPREENSÃO LEITORA, NAS AULAS DE ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA, NO ENSINO FUNDAMENTAL II.
EIXO TEMÁTICO: LEITURA E ESCRITA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
AUTOR(ES): VERONICA LIMA BEZERRA RODRIGUES
RESUMO: A quantidade crescente de pesquisas nos campos da linguística e da literatura, bem como seus resultados, tem revelado uma realidade na qual são percebidas tentativas de provocar mudanças nas práticas pedagógicas fazendo, para tal, uso dos mais variados recursos. Nesse contexto, ainda que aos poucos, vai-se conferindo ao texto literário o valor devido quando se tem ponderado a possibilidade de expor os estudantes da língua espanhola a mais essa mostra autêntica da língua, destacando-se, nesse entorno, sua presença nas aulas de leitura. No entanto ainda percebe-se que alguns fatores tornam-se verdadeiros entraves quando da inserção do discurso literário no ensino desse idioma. Objetivando, portanto, investigar e apontar algumas das possíveis causas para a dificuldade de introdução do texto literário nas aulas de língua espanhola em turmas do ensino fundamental II, serão analisados alguns pressupostos teóricos que norteiam o tema, citados por Mendoza (2004). O autor, em sua obra, pontua algumas crenças e práticas que culminam na dificuldade de inserção do texto literário na sala de aula, dentre elas o fato de os alunos acreditarem que são textos além de suas capacidades e interesses. A fim de se conhecer melhor o que estudante pensa a respeito do uso do discurso literário nas aulas de leitura de espanhol como língua estrangeira, e como suas crenças e experiências quanto a esse gênero textual interferem em sua introdução e utilização em sala de aula, também serão coletados dados por meio de questionário, tendo como informantes alunos pertencentes a turmas de 6° a 9° do Colégio Kerigma, no Ceará. Espera-se que, com isso, propostas possam ser elaboradas e adotadas para que esses obstáculos possam ser transpostos a fim de que o texto literário possa vir a enriquecer ainda mais as aulas de espanhol como língua estrangeira.
PALAVRAS-CHAVE: TEXTO LITERÁRIO, COMPREENSÃO LEITORA, ENSINO FUNDAMENTAL II

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