“Bibliotecas: Desafios e práticas”

SESSÃO - BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 15

TÍTULO: A CASA QUE CANTA E ENCANTA COM HISTÓRIAS
AUTOR(ES): ADELFE SANTINA DA SILVA TANGERINA

RESUMO:
O Farol do Saber Bosque Alemão, vinculado à Rede Municipal de Bibliotecas Escolares da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba, foi inaugurado em 29/03/1996 e localiza-se no Bosque do mesmo nome. Uma das suas atrações é O Caminho dos Contos de Grimm, uma trilha onde se encontram os versos da história de João e Maria, gravados em azulejos, um dos mais populares contos da literatura infantil. Ela conduz os visitantes até a Casa Encantada, mais conhecida como a Casa da Bruxa, local onde os visitantes ouvem histórias, muitas delas presentes no acervo da biblioteca. O material pode ser utilizado como consulta ou para empréstimos. Neste local são realizadas as contações de histórias, que ocorrem de 3ª as 6ª feiras, previamente agendadas, atendendo um público de no máximo 120 pessoas. Aos finais de semana ocorrem em 03 horários pré-determinados. As histórias são contadas por mais de 20 bruxas, que atuam com caracterizações, figurinos e vocabulários próprios e diferenciados. Suas atuações ocorrem de forma lúdica,despertando a fantasia e imaginação,além de favorecer o resgate cultural de histórias e a valorização da narração oral. A Casa Encantada é visitada por usuários de programas de assistência social, grupos da terceira idade, alunos e professores de escolas municipais, estaduais e particulares e usuários particulares.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIAS, CONTAÇÃO, FANTASIA

 

TÍTULO: BIBLIOTECA ESCOLAR: ESPAÇO DE CIRCULAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO SABER ESPECIALIZADO
AUTOR(ES): ANA CLARA BORTOLETO NERY
RESUMO:
A biblioteca da Escola Normal de Piracicaba, constituída entre 1911 e 1970, é a fonte desta comunicação. Preocupada em compreender o processo de formação do acervo, busca-se elementos que contribuíram com este processo como as políticas públicas, as formas de aquisição dos impressos, as relações com o público-leitor interno e externo e as políticas internas de manutenção. O acervo, denominado Biblioteca Histórica, reúne cerca de 30 mil volumes, não organizados. Este estudo se apóia nos documentos sobre a biblioteca, nos documentos oficiais que regulamentam as bibliotecas escolares no período e em pesquisas sobre o livro escolar. As bibliotecas de escolas de formação profissional podem ser tomadas como estratégias específicas de produção e circulação de impressos de formação. No caso das Bibliotecas das Escolas Normais, além de obras específicas para a formação do professor deve ser considerado o fato dessa formação se preocupar ainda com o profissional que vai formar novos leitores e aí se encontra sua especificidade. Dessa forma, a biblioteca em foco, além das obras que compõem os saberes específicos da formação, é composta também por uma considerável quantidade de livros de leitura e de literatura infantil e infanto-juvenil. Por conta da várias formas de organização pelas quais as Escolas Normais paulistas passaram ao longo do período, várias bibliotecas são formadas e unificadas nos anos de 1980. Assim, esta biblioteca é fruto das transformações sofridas ao longo dos anos o que a caracteriza como produto destas transformações. Tomando por referencial Chartier, Certeau, Carvalho e Jacob a comunicação se apóia em Munakata, Bittencourt e Toledo. Como principal ponto decorrente da análise, esta biblioteca é constituída principalmente a partir das políticas públicas para o setor, tendo os anos iniciais - 1913-1920 - e os anos de 1960-1970 como perídos de maior entrada no acervo de títulos.
PALAVRAS-CHAVE:
BIBLIOTECA ESCOLAR, SABERES PEDAGÓGICOS, CULTURA PEDAGÓGICA

TÍTULO: MEDIAÇÃO DE LEITURA: RESISTÊNCIA, CONQUISTAS E NOVOS DESAFIOS
AUTOR(ES): ANA MARIA CABRAL DA GAMA
RESUMO:
Este artigo propõe relatar as experiências realizadas num bairro periférico de Belém, Estado do Pará, denominado Bengui, no qual se constata a ausência da ação do Estado e também as tensões e conflitos danosas à população, advindos desta omissão. Nesse município foi implantada uma biblioteca comunitária nomeada pelas crianças de Biblioteca Vaga Lume “Amigos da Leitura”. Nesta iniciativa, novas perspectivas de leitura aconteceram e acontecem nessa persistente atuação pela garantia do acesso à leitura. Este projeto viabiliza o acesso ao livro, à boa literatura, à leitura prazerosa a muitas crianças adolescentes e adultos e, além disso, vem construindo novas crenças e valores sobre a importância e a necessidade da leitura para a elaboração de um olhar crítico sobre a realidade e a construção de significados pela criança. Destaco ainda como resultado deste trabalho a formação de Mediadores de Leitura, a ampliação do acervo com livros novos, além da participação em encontros e congressos nacionais e internacionais, como o 3º Congresso Vaga Lume, em que estiveram presentes mediadores de leitura de todas as bibliotecas Vaga Lumes, representando todos os Estados da Amazônia legal brasileira e além do Estado de Minas Gerais, Fortaleza entre outros. Tal congresso possibilitou a participação da autora deste texto, na qualidade de expositora de 2º Encontro Internacional de Literatura e Ação Cultural realizado em São Paulo em julho de 2008, na mesa temática “Literatura em Espaços de Crise“. Destaco também a conquista de um ponto de Leitura do Minc e a permanente sensibilização da comunidade para organizar-se e reivindicar o acesso aos bens culturais, como o Direito à Cultura enquanto uma política pública necessária e urgente ao processo de transformação da realidade.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CULTURA, DIREITO

 

TÍTULO: BIBLIOTECAS ESCOLARES E A LEITURA NA ESCOLA PÚBLICA
AUTOR(ES): ANA MARIA DA COSTA SANTOS MENIN, RENATA JUNQUEIRA DE SOUZA
RESUMO:
Apresentaremos, neste evento, parte de uma pesquisa maior que visa estudar a contribuição que pode oferecer a literatura infantil e juvenil para a efetiva formação do leitor. Optamos por fazer um recorte da primeira fase da pesquisa que coletou dados quantitativos por meio de uma pesquisa etnográfica. Trabalhamos com 901 docentes e 110 bibliotecários das cidades de Assis, Presidente Prudente e Marília, do Estado de São Paulo-Brasil, com o objetivo de verificar entre outros aspectos qual o perfil cultural deste professor: o que lê, quais livros compra, quais filmes assiste, como assiste e, consequentemente, como o acesso e apreciação das diversas manifestações culturais podem interferir na escolha e na circulação de livros de literatura infantil e juvenil em sua prática docente; e dos responsáveis pelas bibliotecas no espaço escolar na constituição das práticas de leitura escolares. São diversos os dados utilizados para análise, mas destacam-se os contrastes havidos entre os discursos de professores, alunos e responsáveis por bibliotecas e suas práticas cotidianas em sala de aula. A ênfase está na avaliação das práticas de leitura e da circulação da literatura na escola. Trataremos, principalmente, dos dados referentes à leitura em ambiente de biblioteca, das relações entre o professor e a biblioteca e das relações entre o responsável pela biblioteca e a leitura, entre outros aspectos. Os resultados revelam que a questão da avaliação da leitura e das práticas didáticas são ainda recorrentes. Especificamente quanto à leitura, um dos problemas mais sérios é não compreender que não há um sentido único, uma interpretação “correta”, uma direção “certa”, a ser atingida quando se lê uma obra. Neste sentido, a pesquisa aponta para mudanças: a necessidade de que haja uma intenção clara de auxiliar os estudantes no processo de mediação de leitura também no espaço da biblioteca escolar.
PALAVRAS-CHAVE:
BIBLIOTECAS ESCOLARES, LEITURA, ESCOLA PÚBLICA

 

TÍTULO: FORMANDO JOVENS E DINAMIZANDO BIBLIOTECAS
AUTOR(ES): ANA MARIA SÁ DE CARVALHO, DÉBORA ADRIANO SAMPAIO
RESUMO:
Trata-se de uma experiência realizada por duas professoras, com oficinas de formação de mediadores de leitura e de dinamização de uma biblioteca, numa comunidade com um histórico de violência acentuado. As referidas professoras tinham como missão preparar jovens adolescentes para o desenvolvimento de habilidades mediadoras de leitura no bairro e capacitá-los, não só para compreender a biblioteca como espaço de criação e inovação da leitura e da escrita, mas como um espaço de interação social, além de habilitá-los para organizar e dinamizar a biblioteca da comunidade. As ações pedagógicas basearam-se num referencial que priorizava a interação dos atores e a recepção de cada indivíduo participante do treinamento. A oficina foi dividida em três partes: a) formação do mediador da leitura; b) habilitação para organização e dinamização da biblioteca; c) aquisição do acervo. Relata as dificuldades de acesso ao local da biblioteca e da oficina, bem como o processo de formação de mediadores de leitura que, sendo adolescentes, careciam de uma formação mais desejável do ponto de vista ético. Refere-se também, à euforia dos participantes nas livrarias, quando da seleção dos livros que deveriam compor o acervo da biblioteca. A conclusão apontou, sobretudo, a transformação ocorrida em relação à visão de mundo do grupo, agora mais ético e com a percepção da biblioteca como instância de ações transformadoras por meio da informação e do conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE:
BIBLIOTECA, EDUCAÇÃO, MEDIAÇÃO DE LEITURA

 

 

SESSÃO - BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS 2
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 15

TÍTULO: “DE MALA E CUIA“ - UM ACERVO ITINERANTE
AUTOR(ES): ANAMARIA AZIZ CRETTON
RESUMO:
Essa pesquisa objetiva examinar e analisar uma das ações educativas desenvolvidas pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). Segundo documentos do programa educativo desta instituição, suas ações objetivam aproximar o público escolar do universo do folclore e da cultura popular, sob uma perspectiva antropológica contemporânea, através de empréstimos de pequenas coleções de seu acervo. O foco desta pesquisa concentra-se no projeto itinerante “De mala e cuia” cujo acervo reúne livros (infantis ou não), folhetos de cordel, xilogravuras, catálogos, fotos, CDs e artigos de jornais. O projeto foi concebido como resposta possível a uma demanda do público escolar que busca a Biblioteca Amadeu Amaral, especializada em folclore e cultura popular, para pesquisas sobre esses temas. Para esta investigação, de abordagem qualitativa, realizamos um estudo de caso, de natureza etnográfica, a fim de observar como se operacionalizou o empréstimo do projeto “De mala e cuia” na Escola Municipal Coralina (nome fictício), situada em um bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Procuramos observar em que medida essas ações reiteram e perpetuam discursos/memórias cristalizados (POLLAK, 1992) a respeito do folclore (ABREU, 2003) e da cultura popular (BURKE, 1989) e/ou modificam e atualizam a abordagem desses temas, problematizando a pluralidade cultural brasileira no âmbito escolar. Interessa-nos examinar que discursos estão sendo construídos nessas práticas comunicativas institucionais (DREW; HERITAGE, 1992) a partir de alguns conceitos da análise do discurso em uma perspectiva sócio-interacional (GOFFMAN, 1981 e TANNEN, 1986). A análise dos dados sugere oscilações entre a reiteração dos conceitos de folclore e cultura popular, conforme eram tratados antes da reaproximação desse campo de estudos com o olhar antropológico, e também indica alguns processos de mudança e de ampliação conceitual. Foi observada a importância do mediador entre o acervo e os usuários do projeto, enquanto dinamizador de leitura e interlocutor entre os representantes institucionais.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS COMUNICATIVAS INSTITUCIONAIS, DINAMIZAÇÃO DE LEITURA, PESQUISA ESCOLAR

 

TÍTULO: BIBLIOTECA: MOVIMENTOS LITERÁRIOS COM VISTAS À FORMAÇÃO DO LEITOR
AUTOR(ES): ANDRÉIA MARIA CLERICI KLOCK
RESUMO:
Este trabalho trata da constituição da biblioteca no Centro de Educação Infantil Emília Piske ( 0 a 6 anos) na Rede Pública Municipal da cidade de Blumenau. Discute ainda a importância do funcionamento de bibliotecas na infância com vistas à formação do leitor. Uma história construída, vivida, ampliada, mantida dia-a-dia. Um trabalho de muitas mentes propiciando a leitura em qualquer lugar, tempo, espaço e momento. Um espaço de infância e múltiplas possibilidades, o desejo e o desafio de construir um acervo literário de qualidade. Como construir uma biblioteca sem acervo, sem espaço apropriado? Como conseguir ajuda do poder público e conquistar parcerias? Muitos desafios... Algumas obras literárias e um carrinho de supermercado deram início a biblioteca itinerante. Pouco a pouco o acervo foi se constituindo e um espaço maior e específico para a biblioteca foi conquistado, atualmente há um acervo diversificado, com diversos gêneros literários e teóricos, CDs e DVDs. Este trabalho descreve este processo que constitui a biblioteca Cândido Portinari, bem como os movimentos literários provenientes dela. Descreve os desafios encontrados tendo em vista a necessidade de formação dos profissionais que atuam nesta instituição, bem como a falta de um profissional qualificado atuando dentro da biblioteca. Diante destes desafios foram encontrados alguns caminhos que resultaram em empréstimos de livros e em diversos movimentos literários dentro e fora da instituição.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA, FORMAÇÃO DO LEITOR, MOVIMENTOS LITERÁRIOS

 

TÍTULO: UMA ANÁLISE DO PERFIL DO LEITOR E DOS SEUS MEDIADORES DE LEITURA NA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO .
AUTOR(ES): ANTONIO BELOTO SOBRINHO
RESUMO:
A pesquisa traz reflexões acerca da leitura, tendo como lugar da sua prática a biblioteca. A escolha da Biblioteca Central da UFMT teve sua razão fundamental, por ser a maior biblioteca do estado, atendendo não só a comunidade mato-grossense, mas também a outros estados vizinhos. Para a definição do perfil dos leitores e mediadores de leitura a análise do tema implica em responder alguns questionamentos relativos aos objetivos dos usuários, às condições físicas da Biblioteca Central/UFMT, aos programas de implementação de seu acervo, à presteza no atendimento, dentre outros. Espera-se que a pesquisa possa responder se a BC/UFMT cumpre seu papel de instância mediadora entre a leitura e os seus leitores, tendo-se em conta que o ato de ler não é apenas um ato racional, mas visa, sobretudo, à compreensão e à critica como única forma do sujeito construir seu próprio texto. O ato de ler não é a simples decodificação de sinais – o acesso à leitura permite o exercício de uma cidadania plena. A Biblioteca, no dizer de P. Freire, deve ser entendida: “como centro cultural e não como um depósito silencioso de livros”. A metodologia utilizada é a observação que consideramos um instrumento importante como fonte de informação de pesquisa e, também, a entrevista gravada. Como resultados preliminares constatamos que esta biblioteca apresenta um acervo bastante rico, mas pouco explorado. A observação já mostra, também, a formação incipiente de seus recursos humanos que apenas realizam um trabalho mecânico de atendimento ao público leitor. A par das condições ambientais favoráveis de leitura, a BC/UFMT, ainda se mostra carente nas definições de estratégias administrativas visando a uma interação com a comunidade que serve. Espera-se com isso, conhecer o que pensam os usuários e os mediadores da leitura na BC/UFMT à luz das teorias modernas que discorrem sobre essa prática.
PALAVRAS-CHAVE: LEITUA/LETRAMENTO, BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA, DESENVOLVIMENTO DO LEITOR

 

TÍTULO: PEDAGOGOS DOCENTES E A FORMAÇÃO DE LEITORES NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: ESTUDO DE CASO DE UMA EXPERIÊNCIA EXITOSA.
AUTOR(ES): CARLA CAROLINE PEREIRA RODRIGUES
RESUMO:
Este trabalho socializa os resultados iniciais de pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Filosofia, Historia e Educação (GEPEHFE) junto à linha Historia da Formação e do Desenvolvimento Profissional do Pedagogo. Estamos investigando se, em suas práticas, os pedagogos docentes se utilizam da pedagogia de projetos para a formação de leitores nos anos iniciais do ensino fundamental .Analisamos um projeto didático chamado “Bibliotecando o saber” que se realiza desde 1998, em uma escola do município de Andradina - SP e possibilita às crianças visitas semanais à biblioteca para escolherem livros e levarem para casa para o posterior desenvolvimento de atividades literárias. Considerando que na formação inicial do pedagogo a questão da leitura e do letramento vem sendo abordada como afirmação da docência como identidade principal na formação deste profissional, pautamo-nos em investigar se tal projeto didático vem garantindo efetivamente a formação de leitores, analisando a importância do papel do pedagogo docente neste processo. Neste cenário a presença de um projeto didático parece sinalizar para um tipo de trabalho diferenciado se considerarmos a forte presença do tecnicismo nas práticas pedagógicas nos anos iniciais e, isto posto, intencionamos desenvolver um estudo de caso, de cunho qualitativo em uma abordagem etnográfica. Os dados serão coligidos por meio de análise documental (Projetos Didáticos “Bibliotecando o Saber“ desenvolvidos até a presente dada), entrevistas reflexivas que serão realizadas com os pedagogos docentes que iniciaram e também os que atualmente continuam desenvolvendo o referido projeto, além de observações participantes junto ao desenvolvimento do projeto na biblioteca da referida escolado projeto e com os professores que participaram do mesmo. As entrevistas procurarão identificar de que forma a pedagogia de projetos possibilita esta inserção no mundo letrado e, em que medida os pedagogos docentes contribuem para o alcance deste objetivo no recorte dos anos iniciais.
PALAVRAS-CHAVE:
FORMAÇÃO DO PEDAGOGO, FORMAÇÃO DE LEITORES, PROJETOS

 

TÍTULO: BIBLIOTECAS GERIDAS COMO ORGANIZAÇÕES: OS BENEFÍCIOS PARA A SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO
AUTOR(ES): CAROLINE DA ROSA FERREIRA BECKER
RESUMO:
O artigo apresenta algumas considerações sobre a importância das bibliotecas serem geridas como organizações, diante dos novos desafios surgidos com o advento da chamada “sociedade da informação”. Informa que em virtude da atual explosão da informação e das evoluções tecnológicas, a sociedade passa por uma reconfiguração de ordem econômica, social, política, cultural, educacional e tecnológica, sendo todas essas mudanças características de uma sociedade que alguns autores definem como “sociedade da informação”. Realiza um levantamento bibliográfico sobre sociedade da informação, sobre os conceitos de organizações e sobre a administração e organização de bibliotecas. Aborda que, com a multiplicação de seus acervos, produtos, serviços, usuários, além dos diversos formatos de materiais existentes, em especial o formato digital, as bibliotecas precisam ser geridas como organizações atendendo a demanda de informação de seus usuários e contribuindo para o desenvolvimento da comunidade onde está inserida. Enfatiza que no contexto atual, onde as novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC’s) colaboram com o desenvolvimento das bibliotecas, é necessário utilizar essas ferramentas para atender cada vez mais as necessidades dos usuários. Conclui que para atender as necessidades da sociedade da informação, é necessário haver uma mudança, um re-pensar e uma reorganização nas bibliotecas, ou seja, é necessário que as bibliotecas sejam geridas como organizações.
PALAVRAS-CHAVE: ADMINISTRAÇÃO DE BIBLIOTECA, ORGANIZAÇÃO DE BIBLIOTECA, SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

 

 

SESSÃO - BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS 3
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 16

TÍTULO: A INCLUSÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR NO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA
AUTOR(ES): CLARICE VANDERLEI FERRAZ
RESUMO:
Segundo o MANIFESTO IFLA/UNESCO/BIBLIOTECA ESCOLAR(2002) a missão da biblioteca escolar é promover serviços que apóiem o ensino e aprendizado da comunidade escolar,oferecendo-lhes a possibilidade de se tornarem usuários críticos da informação em todos formatos e meios.Enquanto isso,a difusão da leitura depende de uma política de leitura desenvolvida no país, de preferência na escola,onde se determinam as diretrizes de ensino , os currículos e necessidades das bibliotecas escolares (ZILBERMANN,1983). Sendo assim ,os objetivos que nortearam a pesquisa foram: identificar os diferentes meios de leitura utilizada pelos alunos da 7º e 8º séries do Ensino Fundamental, mapear atividades didáticas que incentivam o uso da leitura no processo de ensino-aprendizagem e verificar serviços que a biblioteca escolar disponibiliza para desenvolver atividades de leitura na escola.Através dos resultados obtidos, ampliam-se possibilidades de continuidade da temática “Biblioteca escolar e leitura“ a ser inserida com efetividade nos cursos de Biblioteconomia, pois o profissional bibliotecário tem importante papel como educador no Ensino Básico, atuando nas Bibliotecas Escolares(BE) como profissional da informação, especialmente, a partir dos resultados do IDEB, indicador que afere a situação da educação nos municípios brasileiro e serve de parâmetro para o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).Os resultados apontaram que 61% dos alunos(as) pesquisados não freqüentam com assiduidade a BE,embora 95% deles informem que a BE é muito importante para sua aprendizagem, além disso apenas 13% indicaram que lêem jornais e revistas semanais. Com relação ao item sobre o responsável pela BE que promove atividades de leitura- 23% afirmaram sim, enquanto 54% e 23% indicaram como não e às vezes respectivamente(77%). Portanto, é fundamental que a BE disponibilize um acervo que atenda aos interesses e necessidades dos docentes e discentes e que os serviços da biblioteca escolar estejam integrados ao Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola para sua efetividade no processo educacional.
PALAVRAS-CHAVE:
BIBLIOTECA ESCOLAR, BIBLIOTECONOMIA, EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: A BIBLIOTECA COMO ESPAÇO DE PROMOÇÃO CULTURAL NA ESCOLA E SEU LUGAR NAS DIRETRIZES CURRICULARES DO ESTADO DO PARANÁ
AUTOR(ES): CLAUDIO JOSE DE ALMEIDA MELLO, DENISE APARECIDA SAMPIETRO, LUCAS SANTOS MACEDO
RESUMO:
Mediante a verificação do baixo índice de utilização das bibliotecas escolares e sua pragmatização como espaço destinado à conservação de acervo e de realização de pesquisas e trabalhos socialmente descontextualizados, este trabalho apresenta estudos relacionados ao papel histórico e atual da biblioteca, entendida hoje, por estudiosos da área, como um espaço fundamental para a promoção da leitura literária e da cultura em geral, a partir do ambiente escolar. Os objetivos são demonstrar em que medida as práticas estabelecidas dentro das escolas podem contribuir para a transformação da biblioteca em instrumento de leitura utilizado pelo professor de língua portuguesa e literatura e, portanto, em meio fértil para instigar a formação de leitores competentes. Também é objetivo verificar, na biblioteca escolar de uma instituição específica, o impacto das Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa para a Educação Básica do Estado do Paraná, as quais recomendam o ensino de literatura como prática social. A metodologia utilizada para o desenvolvimento desse trabalho abrange leituras teóricas acerca do papel da biblioteca: seu histórico no Brasil e no exterior, sua participação na formação do leitor, além das diversas concepções acerca de sua função e também análises de documentos, quais sejam, a LDB e as Diretrizes Curriculares da Língua Portuguesa para a Educação Básica do Estado do Paraná.
PALAVRAS-CHAVE: DIRETRIZES CURRICULARES, LETRAMENTO LITERÁRIO, PROMOÇÃO DA LEITURA LITERÁRIA

 

TÍTULO: LER E APRENDER: ESTUDO DE CASO DA BIBLIOTECA DA UNISUL
AUTOR(ES): CRISTIANE SALVAN MACHADO, MAISA DE AMORIM BLEYER, SIBELE MENEGHEL BITTENCOURT
RESUMO:
Este artigo apresenta a proposição de um trabalho a ser desenvolvido na Biblioteca Universitária da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) e que visa incentivar a leitura e a prática da leitura na comunidade acadêmica interna. A atividade de leitura (e afins) é uma das ferramentas fundamentais ao cumprimento do objetivo da Biblioteca Universitária,cujo papel dentro da universidade é de apoio ao ensino, pesquisa e extensão. O incremento proposto no fazer da biblioteca tornará possível avançar níveis além da operacionalização básica de armazenamento, seleção, organização e disseminação da informação, novas contribuições que visarão uma maior democratização, atendendo a inclusão social e a educação permanente de seus usuários. A biblioteca disponibiliza infra-estrutura física e tecnológica, ambiência, acervos e parte dos recursos humanos propícios para o desenvolvimento de atividades de leitura, porém percebe-se que seu potencial está além do uso efetivo, refletindo a condição atual dos acadêmicos quanto à falta do hábito de leitura. Um dos indicadores da falta de hábito de leitura indica que esta condição vem como herança das fases anteriores de ensino pelas quais os membros da comunidade universitária percorreram. A atuação da biblioteca servirá de auxílio para que este processo não se perpetue, uma vez que, no ensino superior, há uma nova fase de desafios ao acadêmico com a exigência do desenvolvimento de pesquisas, aumentando a necessidade de leitura e interpretação, onde o indivíduo deixará de realizar apenas uma decodificação de signos e terá condições à compreensão dos textos.
PALAVRAS-CHAVE:
LEITURA (ENSINO SUPERIOR), BIBLIOTECA, INTERESSES NA LEITURA

TÍTULO: ESTÍMULO POR PARES: UMA ALTERNATIVA PARA PROMOÇÃO DA LEITURA EM BIBLIOTECAS ESCOLARES
AUTOR(ES): DEISE PARULA MUNHOZ, ANDREIA PARULA MUNHOZ, CLERISTON RIBEIRO RAMOS
RESUMO:
A biblioteca escolar, entendida como extensão pedagógica dos conhecimentos didáticos, mostra-se como unidade de primordial importância no incentivo e mantenutenção das práticas de leitura, com isso justifica-se o foco da pesquisa. Foi realizada, primeiramente, entrevista com a responsável da biblioteca de uma escola de ensino fundamental, onde foi informada que as séries iniciais frequentavam mais a biblioteca do que as turmas das series finais e que esse desinteresse iria se agravando à medida que os alunos iam avançando as séries. Em seguida, foram construídos questionários pautando sobre o fator de distanciamento do aluno com a biblioteca, aplicado nas quatro turmas de 8ª série com intuito de identificar a turma com mais hábitos e práticas de leitura e a turma com menor média dessas práticas. Como resultados tivemos, tanto nos hábitos quanto nas práticas de leitura, a turma 81 com média maior e a turma 84 com a menor média dentre os questionários válidos. Utilizamos como conceito os valores de 0 a 5 - baixo e de 6 a 10 - nível satisfatório de leitura. Na etapa seguinte, foi realizada ação com objetivo de incentivar a leitura, pedindo para que seis alunos voluntários da turma 81 relatassem a importância da leitura para os alunos da turma 84. Para avaliar o impacto da ação foi construída outra ferramenta com as questões, a saber: “A atividade foi importante para me incentivar a ler mais” e “Depois da atividade, consigo dar mais importância a leitura”. As respostas foram positivas, apresentando a maioria delas os valores máximos. Tendo como estrato os alunos de 8º série, foi possível identificar alguns fatores de distanciamento dos alunos em relação à biblioteca e o “estímulo por pares” se mostrou uma alternativa eficaz para aproximar o aluno da leitura e, por conseqüência, da biblioteca da escola.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÍMULO POR PARES, BIBLIOTECA ESCOLAR, PRÁTICAS DE LEITURA

 

TÍTULO: O QUE EU FAÇO NA BIBLIOTECA? RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO DE LEITORES
AUTOR(ES): DEISILY DE QUADROS, NYLCÉA THEREZA DE SIQUEIRA PEDRA
RESUMO:
As bibliotecas escolares da Rede Municipal de Curitiba fazem parte de um projeto da Prefeitura que visa facilitar o acesso dos alunos aos livros e incentivar a leitura. Este projeto teve início com os Faróis do Saber, que começaram a ser instalados em praças ao lado de prédios escolares ou nos próprios pátios das escolas, em 1994. Atualmente, a Rede Municipal de Curitiba conta com 101 bibliotecas escolares e 45 Faróis do Saber. O trabalho de incentivo à leitura que realizamos foi desenvolvido junto à Biblioteca Escolar Professora Maria Marli Piovezan, inaugurada em uma das salas de aula da escola em 2006, com o intuito de atender as crianças da Educação Infantil (4 anos) até o 5º ano (10 anos), além da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e a comunidade. Deste então, a biblioteca recebe todas as turmas da escola segundo um horário previamente elaborado pela direção. Observando o comportamento dos alunos na biblioteca, verificamos que as crianças não sabem o que fazer com os livros. Muitas não ousam sequer manuseá-los, detendo-se apenas nos gibis. Outras retiram inúmeros livros das estantes, mas não sabem abri-los, explorá-los. Constatou-se, também, que são poucos os professores que conseguem despertar o interesse nos seus alunos com ações planejadas e efetivas. Percebemos, então, a necessidade de criar situações que despertassem um maior interesse pelos livros. Assim, criamos uma parceria com os graduandos de Letras da UNIBRASIL que, após a observação da rotina da biblioteca e o comportamento dos educandos, fizeram um plano de ação objetivando instigar os alunos a adentrar o mundo da leitura. Desta forma, criamos a oportunidade dos graduandos vivenciarem a práxis, questionar-se sobre o seu papel de leitor na formação de novos leitores e comprovamos que não basta ter um espaço de leitura, o maior desafio é ensinar a criança a ler.
PALAVRAS-CHAVE:
LEITURA, LITERATURA, FORMAÇÃO DE LEITORES

 

 

SESSÃO - BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS 4
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 15

TÍTULO: PROJETO FANZINES NAS ZONAS DE SAMPA - OFICINAS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
AUTOR(ES): DOROTY ROJAS
RESUMO:
“FanZines nas Zonas de Sampa” é um projeto da Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas iniciado em 2006, que consiste na realização de oficinas onde são ensinadas as técnicas utilizadas para se fazer Histórias em Quadrinhos. O Projeto tem como objetivo levar ao público uma linguagem que desenvolve e estimula a criatividade para o desenho, para a escrita e para a leitura. As oficinas acontecem em duas etapas: na primeira, conhecimento das técnicas de criação e desenvolvimento de personagem, história e roteiro, e na segunda, orientação na elaboração e produção de um Fanzine abordando temáticas diversas - música, teatro, cinema, literatura, cultura popular, cidadania (ECA e Direitos Humanos). Em 2009, além das oficinas que anualmente oferecemos para iniciantes, abrimos, especialmente para aqueles que já possuem conhecimento na área, o curso avançado. Nossa expectativa é proporcionar a continuidade aos que participaram das oficinas básicas nos anos anteriores e atender nova demanda. A realização do projeto “FanZines nas Zonas de Sampa” se dá graças à participação conjunta de Quadrinistas / professores, dos representantes das bibliotecas, que integrados oferecem aos alunos um ambiente favorável de participação no processo, cujo fruto pode ser observado no momento mais relevante do projeto, que é o evento realizado para finalizar as oficinas e promover o encontro entre todos os parceiros, revelando desta forma o trabalho desenvolvido em cada unidade e por cada turma. Para este momento, alguns trabalhos são selecionados para a exposição que leva o nome do projeto e circula por quinze dias em cada unidade participante; são convidados profissionais reconhecidos para apreciação dos trabalhos e conversa com os participantes. Desta forma, criamos um espaço diferenciado que integra os atores, que trocam informações e experiências que se iniciam nas oficinas e acompanham todos até o momento do encontro.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIA EM QUADRINHO, FANZINES, BIBLIOTECAS

 

TÍTULO: BIBLIOTECA COMO ESPAÇO DE PRODUÇÕES
AUTOR(ES): ELENILDA NOVAIS DE SOUZA
RESUMO:
O trabalho apresenta o resultado de uma prática de leitura no espaço de uma Biblioteca Escolar tendo como foco a Literatura de Cordel. Um projeto que envolveu alunos dos 6º, 7º e 8º anos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Mal. Henrique Teixeira Lott, situada na cidade de Aracaju/SE, estimulando a leitura e produção de cordeis. Através da leitura de textos de vários cordelistas foi mostrado aos alunos a importância da arte literária popular e a sua riqueza, identificando-a como uma literatura autêntica e legítima, uma vez que reflete a ideologia de um povo. Foi observado, também, a linguagem espontânea, a expressão do pensamento do autor, e de que maneira as informações chegam até as camadas populares, sem desvincular o lúdico, mantendo porém, a essência, na transmissão do conhecimento, objetivando manter a tradição de uma cultura. Como é poesia popular, formada de estórias contadas, cantadas e vendidas em folhetos nas ruas, os alunos que se interessaram pela proposta exercitaram a leitura em voz alta com desenvoltura, e a produção de seus textos. O trabalho foi desenvolvido no segundo semestre de 2008. No final os alunos envolvidos criaram, elaboraram e divulgaram suas criações, relatando fatos referentes a histórias do cotidiano como romance, valentia, projeção social tudo isso unindo o rea, a arte e a poesia.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CORDEL, PRODUÇÃO

 

TÍTULO: MEDIAÇÃO E FORMAÇÃO DE LEITORES
AUTOR(ES): ELISON ANTONIO PAIM, VALDIR PRIGOL
RESUMO:
A preocupação em torno da leitura e, no caso do Brasil, a constatação que dura décadas em relação a não erradicação do analfabetismo, tem aparecido em muitos lugares, seja em torno de ações governamentais, especialmente na direção dos livros didáticos e programas de curto alcance até ações de universidades, escolas e ONGs. A disseminação de pesquisas e ações na área da leitura nas duas últimas décadas ainda giram em torno de um objeto que falta: a leitura. Um aspecto pouco estudado é o da mediação entre textos a serem lidos e sujeitos que possam construir-se como leitores. Um dos mediadores estudados, mas talvez sem a continuidade necessária, é o professor. Além dessa mediação temos um campo vasto e quase intocado de mediadores que precisam ser analisados: a crítica, os livros didáticos, as revistas, as associações, as feiras de livros, as bibliotecas, as associações, os encontros acadêmicos, as antologias, a família, os livros didáticos, as editoras e os projetos editoriais, a contação de histórias e as próprias obras literárias entre outros. Nesta direção, para identificar os mediadores, o papel desempenhado e as estratégias utilizadas, trabalhamos neste momento com o que Michele Petit chama de “bons leitores”, que freqüentam assiduamente bibliotecas para a leitura de livros. Estudamos atualmente três bibliotecas de Chapecó: a Biblioteca da Escola Estadual Lourdes Lago, a Biblioteca Pública Municipal e a Biblioteca da Unochapecó. As entrevistas com os leitores tem abordado suas trajetórias de leitores, os mediadores que foram importantes nas suas vidas e as estratégias de mediação utilizadas. Depois dessa etapa, iniciaremos as pesquisas com os mediadores. Nesta comunicação, daremos ênfase ao surgimento da figura do mediador na formação de leitores como uma perspectiva para ir além das pesquisas que tem se concentrado na ausência e na falta em relação à leitura no Brasil.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, MEDIAÇÃO, FAZER-SE LEITOR

 

TÍTULO: ACERVO DO PNBE 2008 EM CAXIAS DO SUL: ESTUDO DE CASO
AUTOR(ES): FLÁVIA BROCCHETTO RAMOS, MORGANA KICH
RESUMO:
O que ocorre com os livros do PNBE quando chegam nas escolas públicas? Esta comunicação tem por objetivo promover uma reflexão sobre o recebimento e a circulação dos acervos de literatura infantil recebidos pelo PNBE/2008 (Programa Nacional Biblioteca da Escola) nas escolas municipais de Caxias do Sul/RS e sobre as estratégias de divulgação, em especial, na Escola Municipal Bento Gonçalves da Silva. Considerando a importância e a qualidade dos acervos distribuídos, é fundamental que se promova a sua efetiva utilização. Dessa forma, não basta somente o livro chegar na escola, é necessário que se realize um trabalho de mediação de leitura do docente, auxiliando no desempenho da formação do leitor. Os dados coletados são discutidos a partir de informações oriundas da base de dados do CEALE, no site do Programa e de apontamentos teóricos de Regina Zilberman, Magda Soares, Jorge Larossa e Carol Kuhlthau, os quais discorrem sobre a leitura, literatura e mediação da leitura para o desenvolvimento humano. Para a análise do estudo, foram realizadas visitas à biblioteca da escola em questão. Durante as observações realizadas in loco, atentou-se para o acervo do PNBE/2008, no que se refere a vários aspectos, em especial, o como foi integrado ao acervo já existente, estratégias empregadas para a divulgação, a busca dos estudantes e docentes pelas obras desse acervo.
PALAVRAS-CHAVE: PROGRAMA NACIONAL BIBLIOTECA DA ESCOLA (PNBE), BIBLIOTECA ESCOLAR, MEDIAÇÃO DE LEITURA

 

TÍTULO: A VOZ DE PROFESSORES READAPTADOS EM BIBLIOTECAS ESCOLARES: NA REDE DE SENTIDOS
AUTOR(ES): GABRIELA GIMENEZ FAUSTINO
RESUMO:
Desejamos, com nosso trabalho, refletir à luz da Análise do Discurso de matriz francesa juntamente com as noções de biblioteca escolar advindas da Ciência da Informação, sobre o modo como se estrutura o dizer dos sujeitos professores readaptados, profissionais que, em muitas escolas, ocupam o lugar dos bibliotecários dentro das bibliotecas dessas instituições. Destacamos que são poucos os trabalhos científicos sobre a escuta desses sujeitos que, na maioria das vezes, é deslocado para a biblioteca escolar por problemas de saúde, também por isso, procuramos aqui ouví-los e analisar as maneiras pelas quais esses sujeitos denominados readaptados discursivizam a leitura, o bibliotecário e a biblioteca escolar. Destacamos a presença de duas formações discursivas distintas, sendo que, uma apresenta-se a concepção da biblioteca como um lugar difícil de se trabalhar e atuar, um verdadeiro calvário no qual são obrigados a enfrentar até obterem a tão sonhada aposentadoria, livrando-se do martírio; já a outra formação discursiva trabalha com os efeitos de sentidos de um profissional que enxerga a biblioteca como um lugar mágico e com inúmeras possibilidades de recomeço. Aqui temos, algumas vezes, um profissional assumindo o papel de salvador da biblioteca escolar, apresentando no seu dizer marcas de um verdadeiro herói que se coloca como o ‘reconstrutor’ daquele lugar. Nosso corpus de trabalho é constituído por uma seleção de recortes de dizeres desses sujeitos readaptados e foram coletados por questionários que enviavamos via e-mail para os mesmos, selecionados numa comunidade de relacionamentos da Internet nomeada como “Professores readaptados”.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA ESCOLAR, PROFESSOR READAPTADO, ANÁLISE DO DISCURSO

 

SESSÃO - BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS 5
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 16

TÍTULO: GINCANA DE LEITURA: UM ESTÍMULO PARA A LITERATURA
AUTOR(ES): GILVANA TONIÉLO
RESUMO:
A presente pesquisa originou-se a partir da observação de que vários alunos, leitores motivados e interessados na literatura universal e brasileira, perdem o interesse por esse tipo de leitura ao atingirem a faixa etária dos catorze-quinze anos. A partir dessa faixa etária, muitos leitores substituem a literatura por obras do tipo best-sellers ou então, diminuem consideravelmente a retirada de livros na biblioteca. Intrigada por essas mudanças, utilizei na pesquisa um questionário com questões de múltipla escolha para investigar: (a) quais os possíveis fatores geradores dessa ‘ruptura’ com relação à leitura de obras literárias e (b) qual é o perfil do leitor adolescente. O instrumento foi aplicado em 151 alunos, oriundos da oitava série e do ensino médio de um colégio de ensino particular do estado de Santa Catarina. Os resultados estão em fase de análise. Com base nas respostas dos alunos-leitores e com a colaboração das professoras de língua portuguesa e literatura do colégio, será proposta uma Gincana da Leitura, com o objetivo de promover e estimular a leitura das diferentes obras literárias. que se encontram disponíveis na biblioteca do colégio. Baseada nas informações propostas por Holl (2009), na Conferência da Associação Internacional de Leitura, a gincana será realizada através do ambiente Orkut, como estratégia motivadora para o envolvimento das equipes nas diversas etapas e tarefas da gincana e que poderá, dessa forma, estipular tarefas de leitura a serem cumpridas no final de semana.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LITERATURA, IMPORTÂNCIA

TÍTULO: DO IMPRESSO AO DIGITAL: AS NOVAS PRÁTICAS DE LEITURA E O ACESSO AS BIBLIOTECAS
AUTOR(ES): GIOVANA CAIRES MOTTA
RESUMO:
A transposição do texto impresso para o meio digital coloca em pauta algumas questões relevantes a serem pensadas. As bibliotecas eletrônicas entram em cena e uma nova maneira de reunir e arquivar as produções se estabelece. Não podemos nos esquecer que a recepção do conhecimento também opera de modo diferenciado. A internet possibilitou o acesso e o contato com diversas obras. Agora, podemos ler obras completas na tela do computador, além de termos acesso aos audiobooks - gravação do conteúdo do livro. A linearidade textual perde o seu espaço e o hipertexto se faz presente. O conhecimento deixou de se restringir às bibliotecas e aos arquivos impressos. Com isso, surgem alguns questionamentos: esse novo contexto que se estrutura representa uma ameaça ao livro escrito? O livro deixará de existir? Os acervos impressos das bibliotecas tendem a desaparecer? A história, por vários exemplos, já nos provou que um fato não substitui o outro. A fotografia não substituiu a pintura, assim como a televisão não fez desaparecer o rádio. O que devemos pensar é em uma ressignificação de cada meio de produção. Assim, diante dessa mudança de suporte, os livros continuarão a existir e uma nova maneira de escrever, de ler e de interagir com as bibliotecas se configura.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO, INTERNET, LEITURA

 

TÍTULO: A PROMOÇÃO DA JUSTIÇA E ÊXITO NA ESCOLA: UMA REFLEXÃO ACERCA DA BIBLIOTECA ESCOLAR.
AUTOR(ES): GISELA EGGERT STEINDEL, CAIO FARIA FONSECA
RESUMO:
Este trabalho se inscreve nos estudos acerca da formação de professores do ensino fundamental em Santa Catarina, ancorado no projeto de pesquisa “JUSTIÇA, ÊXITO E FRACASSO NA ESCOLA: O impacto sobre os processos de socialização e de construção das identidades profissionais dos professores catarinenses (1950-2005)“. O presente estudo constituiu uma pesquisa documental e bibliográfica. Teve por foco a biblioteca escolar como equipamento de informação, saber e conhecimento, com recorte temporal compreendido entre os anos de 50 e 90 do século XX. O recorte teve por justificativa a identificação e o acesso de documentos com foco no objeto em questão, a biblioteca escolar. A pergunta norteadora foi: qual seria a relação da biblioteca escolar, como espaço social, na construção da justiça, do êxito ou do fracasso na escola? Buscou-se, assim, refletir como a questão da justiça aparece ou poderia estar representada nos processos de socialização da biblioteca escolar, especificamente nas questões de êxito e fracasso da escola primária catarinense. Para tanto, analisou-se o modo pelo qual a biblioteca escolar foi incluída nos projetos de democratização da escola; analisaram-se, também as representações sobre justiça creditadas à biblioteca escolar, esteio dos projetos de democratização do acesso ao sistema de ensino; finalmente, intentou-se uma reflexão acerca da problemática do conceito de justiça escolar e social como questão inerente à biblioteca escolar. Dentro dos seus limites estruturais, pode-se conferir a esse tipo de biblioteca a configuração de uma instituição mediadora do ideário de justiça e êxito escolar.
PALAVRAS-CHAVE: 1. BIBLIOTECA ESCOLAR – JUSTIÇA ESCOLAR , BIBLIOTECA ESCOLAR - ÊXITO ESCOLAR, HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO – BIBLIOTECA ESCOLAR

 

TÍTULO: A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR
AUTOR(ES): GLEICE PEREIRA
RESUMO:
Com o objetivo de apresentar considerações sobre a formação do bibliotecário escolar, esta pesquisa analisa o perfil dos alunos do Curso de Especialização em Biblioteca Escolar de uma instituição privada de ensino superior no Estado do Espírito Santo. Para atender às indagações propostas neste estudo, a metodologia usada foi uma pesquisa qualitativa, tendo como fundamentação teórica Castells (2000), Sancho (2001) e Chartier (2002). Para a coleta de dados, utilizou-se a análise documental, entrevistas e questionários. O trabalho apresenta algumas considerações relativas aos impactos produzidos pelo eixo condutor da grade curricular do Curso de Pós-Graduação em Biblioteca Escolar. Concomitantemente, busca analisar as práticas desenvolvidas nos diversos espaços educacionais que foram significantes para o bibliotecário. Neste contexto, a preocupação volta-se para a formação do profissional inserido na área da educação em consonância como os seguintes aspectos: o bibliotecário como mediador no processo ensino-aprendizagem e o ambiente institucional com organização curricular adequada à proposta pedagógica que correlacione teoria de leitura com o cotidiano escolar. Evidencia que a formação sequencial à graduação conduz o bibliotecário a ser um agente de transformação no processo de repensar a construção da identidade profissional a partir das novas relações com o saber que estão gestadas na contemporaneidade. Igualmente aborda alguns obstáculos que surgem para a ação do bibliotecário no contexto de um sistema educativo.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR, FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO, BIBLIOTECONOMIA E EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: LITERATURA POPULAR: OS FOLHETOS DE CORDEL DA BC/UEL: PESQUISA, PRESERVAÇÃO E DIVULGAÇÃO.
AUTOR(ES): ISADORA VIDAL PINOTTI AFFONSO, LAÍS DENISE DOS SANTOS SANTAN
RESUMO:
A Universidade Estadual de Londrina possui na Biblioteca Central um acervo de Literatura de Cordel com aproximadamente 3500 folhetos. Trabalhando neste acervo e tendo os folhetos como principal material de pesquisa, está o grupo de pesquisa “Literatura Popular: Os Folhetos de Cordel da BC/UEL: Pesquisa, preservação e divulgação”, coordenado pela Profª Drª Raimunda de Brito Batista. O grupo conta com colaboradores (docentes e bibliotecários) e alunos da universidade e focaliza as três vertentes descritas pelo título do projeto: a pesquisa, a preservação e a divulgação. Os trabalhos de iniciação científica realizados pelos alunos com o material do acervo são o principal objetivo do projeto e como resultado temos diversas pesquisas sobre o universo literário do cordel: seus temas, suas capas e xilogravuras, os possíveis diálogos do cordel com outras linguagens, entre outros. Além destas pesquisas é realizado o trabalho de preservação e constantes aperfeiçoamentos no acondicionamento dos folhetos. O grupo já disponibilizou um catálogo eletrônico das obras do acervo e agora trabalha na digitalização completa dos folhetos. Quanto à divulgação o grupo já realizou diversos eventos, trabalha no projeto de um programa de rádio sobre Literatura de Cordel e mantêm um blog com informações sobre o trabalho. Este trabalho busca relatar alguns aspectos do trabalho do grupo de pesquisa, como a produção do catálogo eletrônico das obras, a construção do blog, as ações de divulgação do acervo já realizadas, compartilhar a experiência da organização e digitalização do acervo com outros pesquisadores e divulgar alguns dos trabalhos de iniciação científica realizados pelos alunos.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA DE CORDEL, BIBLIOTECA, GRUPO DE PESQUISA

 

 

SESSÃO - BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS 6
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 16

TÍTULO: A BIBLIOTECA ESCOLAR E O PNBE NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE LEITORES COMPETENTES
AUTOR(ES): JANAÍNA GUIMARÃES
RESUMO:
A educação e os rumos que deve tomar, no sentido de formar indivíduos autônomos e críticos, têm sido freqüentemente e fortemente discutidos. No entanto, a biblioteca escolar, enquanto parte da instituição escola e espaço essencial do processo de aprendizagem, tem sido pouco valorizada. A biblioteca escolar é de extrema importância no sistema educacional, por ser um espaço de grande potencial para o desenvolvimento de atividades relacionadas à leitura, o que, segundo Silva (2003) contribui para despertar a criatividade e o senso crítico do aluno, sendo, portanto, fundamental no processo de aprendizagem. No entanto, para que a biblioteca escolar possa cumprir seu papel educacional e cultural, é preciso que haja vontade política da escola e dos órgãos públicos em mantê-las funcionando, com espaço adequado, acervo atualizado e diversificado e,além disso, pessoal capacitado para atender às necessidades dos usuários. A presente pesquisa tem como objetivo principal investigar os motivos da desvalorização da biblioteca escolar durante o processo de aprendizagem e como as políticas públicas de incentivo à leitura podem contribuir para que nossas bibliotecas deixem de ser apenas “depósito de livros”. Com o objetivo de delimitar a pesquisa escolhemos enquanto política pública de incentivo à leitura o PNBE e qual sua contribuição no processo de formação de leitores. Faremos também um levantamento geral da atual situação das bibliotecas escolares do município de Presidente Prudente/SP, em aspectos como estrutura, acervo, funcionamento e acessibilidade. Usando a metodologia do estudo de caso, aprofundaremos o estudo de duas delas. A pesquisa, em andamento, aponta os seguintes resultados: bibliotecas escolares em péssimas condições, ausência de profissionais com formação específica; bibliotecas trancadas, falta de atividades que favoreça a formação de leitores competentes.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA ESCOLAR, LEITURA, PNBE

 

TÍTULO: CÍRCULOS DE LEITURA: INFLUÊNCIAS NA FORMAÇÃO DO LEITOR PROFICIENTE
AUTOR(ES): JEANE DA SILVA PASSOS, CINTHIA DOS SANTOS SACRAMENTO
RESUMO:
Essa comunicação resulta da realização de Círculos de Leitura com alunos do Programa Universidade Para Todos-UPT, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Estadual de Feira de Santana. Essa atividade é fruto da participação das autoras como bolsistas do Programa de Iniciação Científica e Extensão, junto à pesquisa “Leitores da Escola Pública: Um estudo de caso no Colégio Estadual de Feira de Santana“, desenvolvida pelo Núcleo de Leitura Multimeios. Nos encontros, foram lidos diferentes textos literários, propiciando uma discussão produtiva, despertando os alunos para novas leituras. Historicamente, o conceito de leitura sofreu modificações, deixando de representar a mera decodificação do impresso, para a constituição da relação de sentido atribuída pelo leitor. A leitura do texto literário não tem sido privilegiada na preferência da população, visto que o momento de encontro com o livro nem sempre tem sido prazeroso. Diante disso, surge a proposta de Círculos de Leitura como instrumento que objetiva conquistar novos leitores, experiência que consiste na leitura oral de textos literários no qual um leitor lê em voz alta, enquanto os ouvintes, também leitores, acompanham a leitura. No final, estabelece-se um diálogo interpretativo do texto, que pode proporcionar prazer, além de ampliar os horizontes de expectativas dos leitores e sua bagagem cultural. Esta prática parte do pressuposto de que é o leitor que dá significação ao texto, a partir de suas vivências. Assim, o texto literário é eleito por seu caráter polissêmico, permitindo que os participantes expressem suas diferentes interpretações. Os Círculos de Leitura possibilitam relação íntima do leitor com o texto através da oralização do mediador, que, de forma expressiva contagia o ouvinte para interagir com as idéias da narrativa.
PALAVRAS-CHAVE: CÍRCULOS DE LEITURA, LEITOR, LITERATURA

 

TÍTULO: SALA DE LEITURA EM QUESTÃO: O RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA SOBRE OS LIMITES E ALCANCES DESSE AMBIENTE
AUTOR(ES): JOSILANE SILVA DE LISBOA TEIXEIRA
RESUMO:
O presente trabalho tem como objetivo compartilhar a experiência sobre estratégias de utilização do espaço/tempo da sala de leitura de uma escola pública municipal do Rio de Janeiro por um grupo de alunos que estão vivenciando leitura e escrita de modo intenso na sala de aula. Trata-se de um trabalho que conta com a parceria da professora da sala de leitura e professora regente no fomento à leitura de livros literários, iniciado em 2008 (em desenvolvimento até o presente momento), quando se constatou que 92% dos 25 alunos da turma de Período Intermediário (1º Ciclo de Ensino Fundamental) não tinham acesso a esse tipo de texto em suas residências. Nessa ocasião, as práticas da sala de leitura (um espaço com potencial para minimizar os impactos desse fato na formação de leitores) limitavam-se às funções técnicas como empréstimos de livros para professores e manutenção do acervo. Entendendo que o incentivo à leitura e à escrita deve transpor o ambiente da sala de leitura e os muros da escola, foi desenvolvido o projeto “LER”, incluindo o empréstimo de livros para que os alunos pudessem levá-los para suas residências, além de incentivar o envolvimento de seus familiares na prática da leitura. Junto a essa “nova estratégia”, chamou a atenção a dificuldade de alguns profissionais para “abraçar” o projeto. Percebeu-se, então, a necessidade de sensibilizá-los para que pudessem romper com a “idéia” sobre esse espaço e compreender as “estratégias” adotadas. A análise parcial tem apontado para resultados consideráveis. Os impactos dessas ações na formação de leitores são animadores. A participação da família tem extrapolado os objetivos iniciais, levando-nos a traçar novas estratégias de participação junto à escola. Em seus depoimentos os alunos demonstram o prazer por essa descoberta. Com essa socialização, espera-se contribuir para aprofundar e qualificar o debate sobre as funções da sala de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE LEITORES, SALA DE LEITURA, PARTICIPAÇÃO FAMILIAR

TÍTULO: BIBLIOTECA ESCOLAR: PRÁTICAS DE MEDIAÇÃO DE LEITURA
AUTOR(ES): KATIANE CRESCENTE LOURENÇO
RESUMO:
O presente artigo tem como finalidade apresentar a criação de uma proposta para a formação de um mediador de leitura literária nas bibliotecas escolares da rede municipal de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. O projeto fundamenta-se nos resultados de uma experiência empírica de pesquisa, por meio de um Curso de Formação, tendo como público-alvo as professoras responsáveis pelas bibliotecas escolares. O Curso de Formação - “Biblioteca escolar: da mediação à prática de leitura“ - apresentou diversas temáticas, por meio de oficinas, palestras, debates e grupos de estudos, com o intuito de sensibilizar as professoras responsáveis pelas bibliotecas escolares a repensarem a sua prática. Como material de pesquisa, adotaram-se as produções realizadas durante o Curso, que permitiram identificar os seguintes itens em relação ao mediador: perfil de entrada, qualificação e perfil de saída. Diante da experiência, espera-se que o Curso contribua para que o mediador realize um trabalho significativo na biblioteca escolar, conscientizando-se do papel fundamental que exerce na formação de leitores. Destaca-se a importância do professor responsável pela biblioteca escolar ser um leitor e oportunizar às crianças contato com obras literárias de qualidade, e, assim, incentivar a leitura na escola. Os resultados finais serão apresentados como Dissertação de Mestrado, a ser defendida na PUCRS, sob a orientação da Dr. Vera Teixeira de Aguiar.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA ESCOLAR, MEDIAÇÃO DE LEITURA, FORMAÇÃO DO PROFESSOR

 

TÍTULO: ESPAÇOS FORMAIS DE LEITURA: HISTÓRIAS DE BIBLIOTECAS
AUTOR(ES): KEILA MATIDA DE MELO COSTA
RESUMO:
Este trabalho apresenta como proposta para a constituição de uma pesquisa de doutorado vinculada à Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, o resgate das construções de sentido dos espaços formais de leitura, como as bibliotecas, na cidade de Anápolis, Goiás. Os anos de 1950 marcaram a criação de duas bibliotecas do município, a Biblioteca Municipal Zeca Batista e a Biblioteca José de Alencar (conhecida como Biblioteca do Sesc). Ambos são espaços de leitura resgatados pelos protagonistas de um estudo anterior, a dissertação de mestrado intitulada “Literatura em Minha Casa: entre representações e práticas de leitura”. Uma grande efervescência cultural caracterizou a década de 1950, manifestada em jornais, documentos e depoimentos diversos. A constituição dos sentidos desses espaços de leitura criada naquele momento: suas funções em um contexto histórico determinado, as práticas e as representações dali decorrentes, os alcances e os desdobramentos sociais que eles foram atingindo no decorrer dos tempos, a relação desses espaços com seus leitores, tudo isso pretende ser resgatado não apenas por estudos bibliográficos, mas também pelas memórias. A História Cultural dará sustentação a esta trajetória. Trajetória que pretende evidenciar histórias de bibliotecas a fim de apontar encaminhamentos no sentido de contribuir para a constituição de políticas públicas comprometidas com a formação do leitor e para que leitores críticos tornem-se também cidadãos críticos conscientes de seus direitos e deveres.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA, REPRESENTAÇÕES, PRÁTICAS DE LEITURA

 

 

SESSÃO - BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS 7
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 15

TÍTULO: LEITURA NO ENSINO SUPERIOR: O USO DA BIBLIOTECA SOB A PERSPECTIVA DOS DISCENTES
AUTOR(ES): MARCIA REGINA PAIVA, SANDRA REGINA CASSOL CARBELLO
RESUMO:
O presente trabalho teve como objetivo identificar as práticas de leitura realizadas pelos universitários, a partir do ingresso na academia e sua relação com a biblioteca. Os estudos de Ezequiel Theodoro da Silva (1988; 1998; 1999); Soares, Zilberman e Abreu (1995); Martins (1994) entre outros autores subsidiaram nossas discussões. A metodologia utilizada foi a pesquisa descritiva e o estudo exploratório. Participaram do estudo, 58 universitários, matriculados no 2º e 3º ano do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Maringá, Campus Regional de Cianorte. Foi aplicado questionário sobre leitura, suas práticas na universidade e o uso da biblioteca. Os resultados, ainda parciais, indicam que, para a maioria dos sujeitos participantes da pesquisa, a leitura é percebida como elemento fundamental em seu processo de formação, evidencia-se o entendimento de que a leitura de um texto leva-os a melhor compreensão de outros. No entanto, em suas práticas de leitura na universidade, grande parte dos respondentes identificaram os textos como muito complexos/elaborados e para o melhor entendimento/acompanhamento das disciplinas precisam dedicar-se mais a leitura. Para outros, uma minoria, a leitura é vista como uma obrigação ou algo relacionado a uma dificuldade a ser superada. Foi também possível levantar as relações significativas entre os discentes e as questões acerca do acervo bibliográfico, do espaço físico e do atendimento.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE LEITURA, BIBLIOTECA, ENSINO SUPERIOR

 

TÍTULO: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA TEMÁTICA DE CONTOS DE FADAS E DO CENTRO DE FORMAÇÃO PARA CONTADORES DE HISTÓRIAS
AUTOR(ES): MARISABEL LESSI DE MELLO, ALICE AURORA BANDINI TAVARES DE CAMPOS
RESUMO:
Em novembro de 2007 a Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas da Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo inaugurou a Biblioteca Temática de Contos de Fadas Hans Christian Andersen, dentro do projeto de requalificação de algumas bibliotecas da rede que se transformaram em bibliotecas temáticas. Esta biblioteca, fundada em 1952(?), ao longo de sua existência foi se firmando na vocação de trabalhar com o público infantil promovendo a literatura de Andersen e dos Contos de Fadas e tornou-se temática dentro deste contexto. O conceito de temática pressupõe que a Biblioteca, além do acervo comum a todas, receba um acervo específico relacionado ao tema, passe por uma intervenção no ambiente que caracterize a temática e também desenvolva uma programação cultural. A Hans Christian Andersen recebeu uma ambientação que remete ao universo mágico dos Contos de Fadas, bem como um acervo de literatura infantil com 17.077 livros incluindo contos de fadas e 78 unidades de DVDs de filmes infantis disponibilizados para as crianças, além do acervo oferecido aos pesquisadores na Sala Nelly Novaes Coelho. Optamos por trabalhar a programação cultural em dois eixos: programação infantil e formação para contadores de histórias. Assim surgiu o Centro de Formação para Contadores de Histórias. A criação dessa estrutura pelo Sistema Municipal de Bibliotecas em caráter gratuito, contínuo e permanente é inédita na cidade de São Paulo e é uma iniciativa que demonstra o reconhecimento do contador de histórias como gerador de cultura, promotor e mediador de leitura. Os resultados obtidos pelo trabalho do Centro de Formação estão sendo surpreendentes, exigindo a ampliação do número de oficinas e cursos para atender a demanda, já tendo, inclusive, alguns contadores inseridos no mercado de trabalho.
PALAVRAS-CHAVE: CONTOS DE FADAS, TEMÁTICA, FORMAÇÃO

 

TÍTULO: SALA DE LEITURA:ESPAÇO DE CULTURA
AUTOR(ES): MIRIAN MENEZES DE OLIVEIRA
RESUMO:
O principal objetivo da Sala de Leitura é despertar o prazer de ler, condição primordial para a formação do indivíduo. Pretende-se que o leitor seja capaz de extrapolar sua esfera de participação na sociedade, realizando múltiplas leituras e ampliando sua “visão de mundo”. Nesse espaço, o aluno é seduzido, através de histórias dinâmicas, debates, dramatizações e outras atividades capazes de induzir o prazer da leitura. A dinâmica da Sala de Leitura, através de suas diversas atividades, propõe-se a desenvolver o pleno uso das potencialidades do aluno, a competência leitora e propiciar elementos que o conduzam à uma postura reflexiva. Deve ser um ambiente atrativo e representativo por si mesmo (um centro cultural). O principal procedimento didático da Sala de Leitura é o desenvolvimento da Hora do conto ou Hora da Poesia. Momento mágico, em que o aluno é levado a penetrar no fantástico universo das histórias, libertando sentimentos e relacionando a realidade com o mundo da fantasia. O objetivo deste momento é “ler por prazer”. Várias ações podem ser desenvolvidas no trabalho cotidiano: entrevistas simuladas, cadeira do autor, entrevistas com personagens de histórias, Mostra de Artes, teatro de fantoches, filmes (vídeos), programa de rádio (elaborado por alunos), dramatizações, agendamento (professores de todos os componentes curriculares - trabalho interdisciplinar) e atividades lúdicas em geral. O professor de Sala de Leitura (intermediário entre o livro e o leitor) possui várias atribuições. Para isso deve tornar a Sala de Leitura atraente e representativa, além de dinâmica, atendendo com eficiência às necessidades dos alunos e dos professores. Elaborar o seu horário de modo a atender todos os turnos de escola. Os profissionais selecionados, além de contarem com formação cultural compatível, devem atender a um perfil previamente exigido. São avaliados, semestralmente, apresentando nova proposta de trabalho a cada período de dois anos.
PALAVRAS-CHAVE: SALA, LEITURA, CULTURA

 

TÍTULO: “UM GRANDE ARTESÃO DOS TECIDOS DA HISTÓRIA”: A BIBLIOTECA COMO PARCEIRA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA CONSTRUÇÃO DO SUJEITO ANÔNIMO.
AUTOR(ES): MONICA DE AVILA TODARO, MARIA APARECIDA FERREIRA DE LIMA
RESUMO:
Despertar a paixão pela leitura, criar uma biblioteca itinerante e envolver os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em práticas ligadas ao acesso à biblioteca são desafios para contribuir para a construção de um sujeito anônimo, enquanto um “grande artesão dos tecidos da história”. Sabe-se que a EJA representa um direito daqueles que não tiveram acesso à escola e que são a força de trabalho empregada na constituição de riquezas e na elevação de obras na sociedade. Sendo leitura e escrita bens culturais relevantes, de valor prático e simbólico, o não acesso a graus elevados de letramento é particularmente danoso para a conquista de uma cidadania plena. Desse modo, a função reparadora da EJA significa não só a entrada no circuito dos direitos civis, mas principalmente numa escola de qualidade. Nesta perspectiva, a Secretaria de Educação, em parceria com a Biblioteca do município de Itatiba, apresenta três projetos que podem efetivar um caminho de desenvolvimento de pessoas de todas as idades como uma das possibilidades para uma educação participativa e transformadora. O projeto “Baú de Leitura” promove o acesso a obras literárias para os alunos da EJA de uma escola da rede municipal e tem a intenção de incentivar e fortalecer o gosto pela leitura, aproximando a Biblioteca desses alunos. “A Biblioteca é Nossa” é um projeto que tem como objetivo trazer os alunos à Biblioteca Municipal. “Circularidade” é um projeto voltado aos coordenadores da EJA em que são disponibilizados livros técnicos em um baú itinerante, a fim de viabilizar, em caráter permanente, a formação continuada através da leitura. Para avaliar o andamento dos projetos, há cadernos de apreciação das obras que são preenchidos pelos leitores quando da devolução dos livros. Como produto final, os alunos serão convidados a se tornar escritores de suas próprias memórias escolares.
PALAVRAS-CHAVE: ACESSO À BIBLIOTECA, LEITURA NA EJA, EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA

 

TÍTULO: DA CONVIVÊNCIA COM LIVROS À NECESSIDADE DE LEITURA: CONTRIBUIÇÕES DE UMA OFICINA DE LEITURA PARA A FORMAÇÃO DO LEITOR
AUTOR(ES): RAQUEL MARIA NELLI NÓBREGA
RESUMO:
O presente estudo a ser relatado diz respeito a uma Oficina de Leitura realizada numa instituição privada, sem fins lucrativos, denominada Fundação Futuro - Projeto Legião Mirim, localizada na cidade de Assis – SP. O projeto atende cerca de 600 adolescentes com idades entre quatorze e dezoito anos, cujo objetivo maior é o de preparação e encaminhamento para o mercado de trabalho por meio de atividades sócio-educativas, dentre as quais se destaca a oficina de leitura. Tal oficina teve início em 2008 e possui espaço físico próprio, notadamente a Biblioteca da Instituição, construída e organizada pelos jovens que dela participam. O objetivo das atividades não se restringe ao simples contato do público com os livros, mas, sim, de criar mecanismos de incentivo à leitura. Tal intento expressa-se, por exemplo, em atividades de ensino de organização e catalogação dos títulos, de técnicas de restauração do acervo, de prática de redação e compreensão textual, de leitura dramática, de grupo de contadores de histórias, bem como de visitas às bibliotecas públicas, livrarias comerciais e universidades do município. Desse modo, tem se notado apropriação e relevante interesse pela leitura, não somente de títulos livremente escolhidos pelos sujeitos, que em sua maioria não circulam pelo ambiente escolar, mas, também, dos escolares, dos ditos clássicos da literatura, antes vistos de forma distante e irrelevante. Nesse processo, percebe-se a importância dos laços afetivos feitos a partir da vivência no espaço da biblioteca, como desencadeadores da necessidade de leitura, o que torna mais coerente, significativa e profícua para os participantes. Portanto, do modo como foi encaminhado, o ato de ler propicia ao adolescente descobrir-se co-autor das atividades e da própria biblioteca, fornecendo-lhe além de novos conhecimentos, estima e incentivo a novos arranjos no seu cotidiano.
PALAVRAS-CHAVE:
LEITURA, ADOESCÊNCIA , PROJETO SOCIAL

 

SESSÃO - BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS 8
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 15

TÍTULO: A LEITURA DE LIVROS DA BIBLIOTECA DA ESCOLA E A SOCIALIZAÇÃO DOS SEUS CONHECIMENTOS E SENTIMENTOS.
AUTOR(ES): REGINA APARECIDA BUENO ANDRADE CARON GOMES
RESUMO:
Esta comunicação apresenta os nossos objetivos com o trabalho realizado a partir da leitura de livros de literatura da biblioteca da escola. No âmbito de nossas práticas a leitura é uma atividade bastante incentivada desde as séries iniciais. Configuram-se atividades realizadas pelos alunos na classe e em casa. Temos por objetivo despertar a leitura com criticidade e análise de aspectos construídos e determinados com os alunos, bem como que os mesmos manejem independentemente os livros de uso da biblioteca. Na socialização das produções, o aluno tem a oportunidade de produzir, individual e coletivamente, conhecimentos a respeito das leituras feitas pelos demais alunos(as) e conhecer uma diversidade de temas, autores e ilustradores. Outro encaminhamento empregado se refere à análise das narrativas das alunas a respeito das lembranças ocorridas durante a leitura, buscando compreender como a leitura possibilita “viajarmos” no tempo do autor e em nossas lembranças, de forma significativa, bem como auxiliar na configuração de um possível reconto. A partir de tais práticas foi possível constatar o maior interesse pela escrita, tanto no que se refere à leitura propriamente dita, quanto ao registro das atividades propostas e ao manuseio do livro. Durante todo o percurso ocorre a participação da professora, dos alunos(as) da turma, da bibliotecária e, eventualmente de familiares, num processo de ação-reflexão-ação, na promoção de práticas de leituras e escrita de textos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, BIBLIOTECA, SOCIALIZAÇÃO

TÍTULO: BIBLIOTECA ESCOLAR DE PORTAS ABERTAS: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA
AUTOR(ES): RENATA DA SILVA FERREIRA ASBAHR
RESUMO:
Nas escolas públicas brasileiras a ausência de bibliotecas costuma ser regra. Entretanto, na E.E. Profº Silvio Xavier Antunes (SP) a situação é outra: a biblioteca está em pleno funcionamento. A proposta da comunicação é relatar as diversas ações que desenvolvo nesta biblioteca e que têm contribuído na formação do aluno leitor. Até 2006, a biblioteca era um espaço que permanecia com as portas fechadas, tanto para alunos quanto para professores. Mas este lugar interditado possuía um rico acervo de livros de várias áreas, especialmente de literatura. Como professora de português comprometida com o desenvolvimento da competência leitora dos alunos, ficava incomodada com esta situação. Resolvi, então, apresentar a biblioteca aos alunos e comecei a realizar empréstimos. Quase todos os dias, após o término das aulas, colocava-me à disposição para abrir as portas aos interessados e os orientava nas buscas. A procura foi aumentando e sugeri à diretora que uma professora readaptada ficasse responsável pelo funcionamento diário da biblioteca. Foi o que ocorreu. Mantenho um intenso contato com essa professora e passei a cuidar da organização e catalogação do acervo, dividindo os livros em categorias que facilitem a busca. Com o tempo, fui realizando novas ações como a reorganização do espaço, a ampliação do acervo e a formação de alunos monitores.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA ESCOLAR, LEITURA , FORMAÇÃO DO LEITOR

TÍTULO: BIBLIOTECA: UM ELO PERDIDO NA ESCOLA
AUTOR(ES): RITA DE CÁSSIA SILVA KAULING
RESUMO:
Esse trabalho objetiva relatar a vivência de uma professora, no espaço de dez anos, em uma escola de Educação Fundamental da rede pública estadual, em Florianópolis/SC. A narrativa aborda as práticas administrativas que subestimam a biblioteca como um espaço dinâmico, interativo e lúdico na relação livro-leitor. A biblioteca é um espaço destinado a complementar a construção escola. Não raro, porém, é mantida a portas fechadas. Mesmo a mais modesta biblioteca demanda um profissional, senão especializado, no mínimo um professor que goste de ler. O bibliotecário, lastimavelmente, na estrutura organizacional da escola, é visto como um luxo dispensável. Em diversas escolas é enviada à biblioteca a professora afastada da sala de aula por questões de saúde. Quase sempre pouco afeita ao ato de ler, fecha-se em si, perfila os volumes com rigor nas prateleiras e impede que os alunos tenham acesso e muito menos diálogo com os livros. Em outras tantas escolas os livros ficam encarcerados no armário da direção a fim de não serem danificados ou atulhados em lugares inadequados e até inacessíveis. Diante de tantos obstáculos o aluno dificilmente verá sentido na leitura e na existência de uma biblioteca. É imperativo, pois, afastar a mentalidade retrógada. À porta de cada biblioteca deveria ser fixado um cartaz: Estação para Embarque, onde o passageiro-aluno pudesse sem nenhum dinheiro adquirir seu bilhete e viajar para qualquer parte do mundo e até ao céu como fizeram os moradores do Sítio do Picapau Amarelo.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA, ALUNO-LEITOR, LIVROS ENCLAUSURADOS

TÍTULO: CURITIBA: REDE DE BIBLIOTECAS FORMANDO LEITORES
AUTOR(ES): ROMULO DANIEL BARRETO DE FARIA, ANGELA CRISTINA CAVICHIOLO BUSSMANN, MIRIAM CRISTINA SIMAS BRASIL
RESUMO:
A Rede de Bibliotecas da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba, instituída pelo Decreto nº. 376 de 18/04/2007, é composta por 115 bibliotecas escolares integradas aos 45 faróis do saber, interligados por um sistema informatizado e com acervo de seiscentos mil livros. Os Faróis do saber são bibliotecas criadas a partir de 1994, que se situam em escolas ou logradouros públicos, inspiradas em dois marcos da Antiguidade: a Biblioteca e o Farol de Alexandria. As bibliotecas e os faróis representam pontos de referência cultural e de lazer da comunidade, ofertando serviços de consulta local, empréstimos de livros e acesso gratuito à internet. A Gerência de Bibliotecas desenvolve os seguintes projetos : I. Encontro da Rede Municipal de Bibliotecas de Curitiba: evento com duração de uma semana, dirigido aos agentes de leitura e aos demais profissionais da Secretaria Municipal da Educação. Oferece 8 horas diárias de atividades com palestras, cantorias, filmes, feiras, oficinas, proporcionando dinâmicas diferenciadas nas quais o educador envolve-se integralmente. II. Papo-Cabeça: encontro anual com estagiários da Rede, oportunizando aprimoramento de conhecimentos culturais e técnicos. III. Inauguração de Bibliotecas Escolares: mobilização da comunidade escolar para a inauguração de biblioteca com mostra de cultura e arte, da qual participam escritores, músicos e contadores de histórias. IV. Conversa com Verso e Prosa: encontros nos faróis do saber, para os quais um artista é convidado. Em uma conversa, proporciona fruição e reflexão, visando a construção do saber alicerçado na cultura. V. Batalhão das Letras: promove a integração entre os vários setores da escola e das bibliotecas. Inspirado na obra homônima de Mario Quintana, desenvolve atividades de poesia, música e artes visuais. VI. Semana Cultural Étnica: homenageia, divulga e preserva manifestações culturais através de eventos que celebram a cultura de cada etnia.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PROJETOS, BIBLIOTECA

 

TÍTULO: BIBLIOTECA TUTORADA: UM ESPAÇO DE INTERAÇÕES E DE APRENDIZAGENS
AUTOR(ES): ROSENAIDE PEREIRA DOS REIS RAMOS, ADRIANA FERNANDES COIMBRA MARIGO, FRANCISCA DE LIMA CONSTANTINO
RESUMO:
Este trabalho apresenta a experiência vivida por voluntárias, no ano de 2008, no espaço da biblioteca de uma escola pública da rede municipal da cidade de São Carlos. A Escola desenvolve a Proposta Comunidades de Aprendizagem, realizada em parceria com a Secretaria de Educação do município e compõe uma das ações do Núcleo de Investigação e Ação Social e Educativa (NIASE) da Universidade Federal de São Carlos. As atividades desenvolvidas no espaço da biblioteca recebem, na Proposta, a denominação de Biblioteca Tutorada. Realizada em encontros semanais e praticada por pessoas voluntárias, a Biblioteca Tutorada desenvolve-se a partir do acolhimento, da valorização e do respeito aos seus participantes, representados por crianças da escola e do entorno desta. O objetivo da Biblioteca Tutorada é constituir-se, dentro do ambiente da escola, em um espaço de ampliação de aprendizagem formal e não formal, potencializando, de modo interativo, o alcance da aprendizagem escolar com a qualidade máxima possível As atividades propostas se concretizam a partir do diálogo igualitário e estão diretamente relacionadas com a leitura, a escrita e a interpretação de textos. A orientação teórico-metodológica das atividades desenvolvidas fundamenta-se na concepção e nos princípios da aprendizagem dialógica proposta por Flecha (1997). Os resultados da experiência indicam que a Biblioteca Tutorada, além de ser um espaço de intervenção no processo de ensino e da aprendizagem escolar, revela-se como um espaço de interações, de convivência respeitosa e de domínio de conhecimentos necessários ao ser, estar e conviver consigo, com o outro e com o mundo.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA TUTORADA, INTERAÇÃO, APRENDIZAGEM

 

 

SESSÃO - BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS 9
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 16

TÍTULO: BIBLIOTECA INFANTIL: UM ESPAÇO ATRAENTE AOS PEQUENOS LEITORES
AUTOR(ES): ROSIMAR PIRES ALVES
RESUMO:
Este artigo tem o intuito de resgatar a importância da Biblioteca Infantil como elo indispensável à promoção e o incentivo da leitura e, consequentemente, na formação inicial do leitor, enfatizando a leitura disseminada a partir de um espaço adequado, atraente, aconchegante, dinâmico e pensado para crianças, além de atividades propícias para estimular o gosto e o prazer pela leitura. Porém, nem sempre o espaço de deleite, recreação e prazer estão presentes nas bibliotecas públicas e escolares, afinal ainda existem em nosso país muitas “bibliotecas carentes”. Desse modo, para que a biblioteca infantil possa se tornar um bem cultural vivo, ela deve ser apresentada como um espaço atraente aos pequenos leitores, tornando-se também um recurso didático indispensável a ação docente, pois no espaço da biblioteca infantil os professores podem criar e recriar os sonhos da infância, realizar leituras diversas com as crianças, dramatizando, inventando e reinventando a arte de contar histórias, o que culminará num processo refinado na formação dos futuros leitores. Criar um espaço nas bibliotecas aos pequenos leitores com atividades direcionadas é estar desde cedo estimulando o gosto e o prazer pela leitura, é, também, oferecer às crianças a proximidade com as histórias e outros textos culturais, de modo que encantem e se tornem seduzidas pela leitura.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA INFANTIL, LEITURA, PRAZER

TÍTULO: BIBLIOTECA VIVA: DA TEORIA AOS ESPAÇOS SOCIAIS DE LEITURA
AUTOR(ES): SIMONE CRISTINA MENDONÇA DE SOUZA, ELISA CRISTINA LOPES
RESUMO:
Este trabalho tem como finalidade relatar uma experiência de um projeto extensão, desenvolvido na Universidade Federal de Viçosa, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, cujo objetivo visa a revitalização da Biblioteca Pública Municipal. Tal experiência colocou-nos frente a uma realidade, cuja transformação se fazia necessária e imediata para afirmar a crença de que a leitura, entendida como uma questão de grande potencial mobilizador da sociedade, permite o embricamento entre o lúdico e o conhecimento sistematizado sobre a realidade, subsidiando a construção de sujeitos plenos, conscientes e críticos. Contendo um acervo de aproximadamente 8.000 livros e frequentada em média por 60 usuários por dia, a biblioteca apresentava uma série de problemas que comprometiam a qualidade do serviço público prestado: a desorganização do acervo, a inexistência do cargo de bibliotecária no quadro de funcionários municipal, a falta de sinalização e inacessibilidade ao local, a obsolescência de equipamentos, o uso inadequado de seu entorno físico e o descuido com a limpeza. Este cenário suscitou um questionamento que permeia a articulação entre teoria e prática, qual seja: como refletir teoricamente sobre o campo literário se a experiência da leitura estética ainda não é uma prática do cidadão? Como propiciar a experiência da leitura estética ao cidadão se os espaços de leitura ainda não são funcionais, prazerosos e acolhedores? Tais questionamentos se converteram em eixo condutor para nortear um trabalho prático, envolvendo estudantes e professores de Letras, bem como funcionários da Secretaria Municipal de Educação, órgão responsável pela Biblioteca. Além disso, embasou reflexões acadêmicas na linha de pesquisa sobre a relação entre literatura e formação do leitor.
PALAVRAS-CHAVE: INCENTIVO À LEITURA, FORMAÇÃO DO LEITOR, ESPAÇOS SOCIAIS DE LEITURA

TÍTULO: CAMINHOS DE FORMAÇÃO DA BIBLIOTECA CESAR BIERRENBACH DO CENTRO DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES DE CAMPINAS.
AUTOR(ES): SONIA MIDORI TAKAMATSU
RESUMO:
Esta comunicação faz parte do projeto de pesquisa desenvolvido no Programa de pós-graduação da Faculdade de Educação da Unicamp e visa investigar o percurso de formação da BIBLIOTECA CESAR BIERRENBACH. A BIBLIOTECA CESAR BIERRENBACH pertence ao CENTRO DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES de Campinas, instituição fundada em1901 e constituiu-se como um espaço de debate sobre temas ligados às ciências e às artes de intelectuais da cidade.O CENTRO DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES de Campinas desde a sua fundação foi um espaço que centralizou importantes eventos culturais realizados na cidade, contando com presenças de personalidades do meio cultural e científico de todo o país. O acervo da biblioteca formou-se principalmente de doações de sócios e admiradores da instituição desde a sua fundação. Existem coleções e obras em sua maioria datada do final do século XIX, além de obras raras do século XVII e XVIII o que, sem dúvida, compõem um rico patrimônio histórico e cultural da cidade de Campinas. A investigação dos caminhos de formação da biblioteca visa traçar um panorama das práticas de leitura e da presença do livro na sociedade de Campinas no início do século XX. Compor esse panorama supõe reconstituir um momento histórico de Campinas, momento esse de grandes transformações e mudanças da cidade proporcionando condições favoráveis para o desenvolvimento de um espaço cultural.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA, ACERVO, CAMPINAS

TÍTULO: O LEITOR-NARRADOR, O LEITOR-OUVINTE E O BIBLIOTECÁRIO NA FLORESTA LITERÁRIA
AUTOR(ES): SUELI BORTOLIN
RESUMO:
Esse trabalho utilizando uma linguagem ora científica, ora literária, discute a relação entre dois personagens, o leitor-narrador e o leitor-ouvinte. Aborda desde a ancestralidade da oralidade até o que se denomina nos dias atuais de “nova oralidade”. Destaca que a fala ainda é uma modalidade comunicativa muito presente em diferentes países, sendo muito intensa no Brasil, característica essa que contribui para a existência de incontáveis contadores de histórias em todas as regiões do país. Entre eles, infelizmente, há um número muito restrito de bibliotecários, possivelmente por esse profissional não perceber a sua importância na formação e manutenção de leitores. O trabalho defende a necessidade de ampliação de espaços de mediação de leitura por meio da narrativa, cultural e literária, em todos os gêneros de bibliotecas, incluindo aquelas que, tradicionalmente, não a realizam, por exemplo: universitária, empresarial, jurídica, médica etc. Com base nos estudos de Paul Zumthor, desmistifica a crença da necessidade de expedientes sofisticados para a narrativa de histórias e aponta a voz e corpo como os principais recursos para a performance dos contadores. Conclui que ser leitor-narrador e leitor-ouvinte é um processo dinâmico tornando-nos ora mediadores, ora mediandos, numa troca de papéis mais do que enriquecedora - salutar, principalmente em um país que, apesar dos avanços no número de leitores, ainda não está satisfeito e quer mais.
PALAVRAS-CHAVE: MEDIAÇÃO LITERÁRIA, BIBLIOTECÁRIO-CONTADOR DE HISTÓRIAS, ORALIDADE

TÍTULO: ARTE COMO INSPIRAÇÃO PARA A LEITURA
AUTOR(ES): SUELY BARROS BERNARDINO DA SILVA
RESUMO:
Essa comunicação pretende expor o projeto ARTE COMO INSPIRAÇÃO PARA A LEITURA, cuja preocupação foi desenvolver um trabalho de conscientização e sensibilização do professor sobre a importância da prática de leitura por alunos do Ensino Fundamental da Escola Estadual Roxana Pereira Bonessi, como forma de aquisição de conhecimento, utilizando o acervo da biblioteca da escola, além de visita às livrarias e outras bibliotecas, bem como a espaços culturais. Foi desenvolvido de forma a proporcionar a interação da escola com o meio externo, envolvendo os pais e a comunidade. A diversidade de gêneros textuais possibilita aos indivíduos o desenvolvimento de habilidades em leitura, além de ampliar o seu conhecimento de mundo através da informação e desenvolvimento de competências a partir da interação nas vivências artísticas. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacional (1997), após muitos debates e manifestações de educadores, a atual legislação educacional brasileira reconhece a importância da arte na formação e desenvolvimento de crianças e jovens, incluindo-a como um componente obrigatório da educação básica. No ensino fundamental a Arte passa a vigorar com ares de conhecimento e trabalho com as várias linguagens e visa a formação artística e estética dos alunos. A área de arte, assim constituída, refere-se às linguagens artísticas como Artes visuais, Música, teatro e Dança. Após a aplicação do projeto, foi observado que os alunos sentiram-se mais atraídos para a leitura e os pais passaram a ter um maior envolvimentos nas atividades propostas pela escola, além da motivação pela leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ARTE, BIBLIOTECA

TÍTULO: COLCHA DE RETALHOS: A IMPORTÂNCIA DO BILBIOTECÁRIO ESCOLAR COMO INTERMEDIADOR DA LEITURA PRINCIPALMENTE QUANDO SE REFERE O ATO QUE PRECEDE O TRABALHO DE PESQUISA
EIXO TEMÁTICO: BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS
AUTOR(ES): SUSY DOS SANTOS PEREIRA
RESUMO:
A boa formação dos alunos da rede pública de ensino deve levá-los a pensar de modo crítico. Se a leitura exploratória for uma prática comum na escola, por intermédio da biblioteca, esse pensamento crítico será mais estimulado, por meio de textos e autores diversos que podem ser comparados. Pois a leitura de textos informativos, como pressuposto para o trabalho de pesquisa, vai além do processo mecânico de decodificação de uma mensagem escrita; ela proporciona ao leitor sua própria interpretação do lido, além da possibilidade de ele se posicionar diante dos fatos: refletir, criticar e a participar do mundo que o cerca, indo além da pura e mera recepção. Nessa perspectiva, analisou-se como os responsáveis pelas bibliotecas escolares orientam os trabalhos de pesquisa dos alunos de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental, na rede pública de ensino da cidade de Marília - SP. Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário constituído por uma série ordenada de 11 perguntas; apenas 8 escolas o responderam, 4 não tiveram como responder por falta de biblioteca e 6 delas, devido à falta de encarregados das bibliotecas. Observou-se que os encarregados não têm o conhecimento suficiente para orientar os alunos na pesquisa bibliográfica, eles apenas disponibilizam os materiais, mas, quando chega a hora dos alunos pesquisarem, não sabem orientar os estudantes a estruturar os novos conhecimentos. Nesse sentido, cabe ilustrar que ensinar a ler é função primordial da escola, porém disponibilizar e incentivar as atividades indispensáveis ao ato de ler, cabe à biblioteca. Por isso, se faz necessário estar presente nas escolas, o bibliotecário, pois ele certamente amenizaria os problemas de pesquisa bibliográfica dos alunos e dos demais usuários da biblioteca escolar.
PALAVRAS-CHAVE: PESQUISA ESCOLAR, BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR, BIBLIOTECA ESCOLAR

TÍTULO: PETROBRAS PROGRAMA DE LEITURA SERGIPE: 26 MUNICÍPIOS/76 ESCOLAS CONVENIADAS
EIXO TEMÁTICO: BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS
AUTOR(ES): TELMA SANTOS DA SILVA
RESUMO:
A comunicação tem como objetivo apresentar o programa PETROBRAS PROGRAMA DE LEITURA SERGIPE, nos seguintes aspectos: sua estrutura de funcionamento, público participante (dificuldades e avanços) e o programa de formação do professor/leitor. Apresenta também as atividades de apoio ao professor para o trabalho de leitura em sala de aula como parte da sua formação continuada: encontros com autores, atividades de sensibilização, oficinas de diversas leituras, distribuição gratuita dos cadernos de Leituras Compartilhadas. A relação do programa com a realidade encontrada na educação de Sergipe; as dificuldades superadas e os progressos adquiridos gradativamente entre professores a alunos. Um programa de promoção da leitura por meio do acesso, da socialização e da circulação dos livros de literatura pelas escolas e da formação do professor leitor identificado com as práticas pedagógicas inovadoras e prazerosas com a leitura e com os livros. Consiste em uma biblioteca volante - montada em caminhão baú adaptado para facilitar a visibilidade e o manuseio dos seus acervos - que visita as escolas a cada bimestre, disponibilizando livros e outros bens culturais para alunos, professores e comunidade local, através do empréstimo. Desde 2006, o caminhão percorre 26 municípios de Sergipe, pré-seleciondos atendendo a 76 escolas. Propõe-se que, durante a sua visita, na escola o dia seja diferente - o Dia da Leitura - com atividades de práticas leitoras prazerosas e a participação de todos. Vem acoplado à biblioteca volante, um programa de apoio pedagógico ao professor. Além do empréstimo de livros bimestral, o programa oferece um empréstimo de outros livros para serem lidos e dinamizados pelos professores somente nesse dia.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, FORMAÇÃO DE LEITORES, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

TÍTULO: BIBLIOTECA ZAIRA BUENO DA E.E. PRESIDENTE KENNEDY – D.R.E. SUL 1 – RELATO DE UMA PARCERIA DE SUCESSO.
EIXO TEMÁTICO: BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS
AUTOR(ES): VALENTINA APARECIDA DAVID MANFREDI, GÍSSELA QUEIROZ
RESUMO:
O presente trabalho tem como finalidade relatar os serviços e ações realizadas na biblioteca Zaira Bueno da E.E. Presidente Kennedy. A readequação do espaço e a contratação da bibliotecária promoveu condições de uso do espaço e a valorização do acervo adquirido por doação da SEE e MEC, estas doações fazem parte de programas de apoio à educação e leitura, proporcionando a realização de projetos interdisciplinares da Unidade Escolar tais como: • Mostra Cultural: Promove um trabalho de pesquisa sobre um tema pré-determinado, seguido de etapas de discussão coletiva e culminando na produção de uma apresentação em formato de mídia, assim como a composição de uma música com base no referido tema. • Mural: A partir de um tema pré-determinado, os alunos produzem um painel, essencialmente visual, que contenha dados importantes sobre o assunto em questão. Para tanto, se faz necessária profunda pesquisa de dados, cujo trabalho é facilitado pela existência da biblioteca. • O Cinema (localizdao na EE Presidente Kennedy): Projeto elaborado com base no material fornecido pela FDE (Projeto “O Cinema Vai à Escola“), desenvolvido interdisciplinarmente, tendo como etapa inicial a pesquisa sobre países cujo idioma é o Português com levantamento de conceitos de etnocentrismo e lusofonia, de dados geográficos, históricos e socioculturais , posteriormente apresentados pelos alunos de formas variadas como produções de mídia, cartazes, projeções, representações e seminários. Na sequência ocorre a apresentação do documentário “Língua vidas em português”, como complemento das informações adquiridas através das pesquisas. Os alunos produziram uma resenha e realizaram avaliação considerando os aspectos positivos e negativos além de sugestões referentes ao desempenho individual, da equipe, classe como um todo e dos profissionais envolvidos, culminando em uma exposição de todas as produções. Todo o material produzido no decorrer do projeto foi doado à biblioteca e processado tecnicamente, passando a fazer parte do acervo, concretizando uma parceria de sucesso.
PALAVRAS-CHAVE: BIBLIOTECA ESCOLAR, PROJETOS INTERDISCIPLINARES, CONHECIMENTO

TÍTULO: CONSIDERAÇÕES SOBRE A CONSTITUIÇÃO DO ACERVO DO GRÊMIO LITERÁRIO PORTUGUÊS DE BELÉM DO PARÁ.
EIXO TEMÁTICO: BIBLIOTECAS: DESAFIOS E PRÁTICAS
AUTOR(ES): VALÉRIA AUGUSTI
RESUMO:
Em 1867, fundava-se o “Gremio Litterario Portuguez”, na Província do Pará. Entidade de “caráter cultural”, pretendia instruir os associados nas línguas nacional e estrangeiras, bem como proporcionar-lhes distração por meio de uma biblioteca escolhida. Para constituí-la, a diretoria desse gabinete de leitura enviou um correspondente à Lisboa, com vistas a encontrar um livreiro que pudesse fornecer as obras destinadas a compor o acervo da instituição. O livreiro escolhido foi Antonio Maria Pereira, que duas décadas antes fundou em Lisboa, um estabelecimento comercial para venda e encadernação de livros. O ex-aprendiz de livreiro-encadernador, ofício que aprendeu na “Casa dos vinte e quatro”,deu início, assim, a um empreendimento editorial que, envolvendo sucessivas gerações de uma mesma família, seria responsável pela publicação de um número significativo de autores portugueses, entre eles Camilo Castelo Branco e Fernando Pessoa. Da parceria estabelecida entre a diretoria do Grêmio Literário Português e o livreiro Antonio Maria Pereira resultaria, por sua vez, a constituição de boa parcela das obras que vieram a constituir o acervo do Gabinete de Leitura em questão. A presente comunicação discutirá aspectos relativos a essa parceira comercial, bem como a composição do acervo dessa importante biblioteca da Província do Pará.
PALAVRAS-CHAVE: GABINETES DE LEITURA, ACERVO DE BIBLIOTECAS, LIVRARIA