| 01 - OS GÊNEROS PRESENTES NAS PROPOSTAS DE PRODUÇÃO ESCRITA DOS LIVROS DIDÁTICOS DO ENSINO MÉDIO DE LÍNGUA PORTUGUESA. Dalva Aparecida do Carmo Constantino, UFMT, Faculdades Integradas de Rondonópolis, FAIR/UNIR. |
| Este trabalho refere-se à parte de uma dissertação de mestrado em que se analisa as propostas de produção escrita de dois livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Médio, utilizados por escolas públicas de Mato Grosso. A presente pesquisa buscou, quantitativamente, verificar quais os gêneros solicitados para produção escrita nos livros selecionados e os tipos de atividades, categorizando-as.A nossa análise foi conduzida pela teoria enunciativo-discursiva, de ordem bakhtiniana, bem como pelos estudos de pesquisadores de Didática de Língua Materna da Faculdade de Psicologia da Universidade de Genebra, Dolz & Schneuwly. (Palavras-chave: gêneros discursivos, produção escrita, livro didático) |
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| 02 - RODRIGO S. M.: DOS BASTIDORES DA ESCRITA À REVELAÇÃO DE UM SUJEITO-ESCRITOR. Paola Scheifer, Colégio Estadual Padre Carlos Zelesny, E. F. M. Ponta Grossa |
| Esta comunicação tem por objetivo apresentar uma análise realizada sobre a prática de escrita de Rodrigo S. M., narrador / autor de A hora da estrela, de Clarice Lispector, bem como sua relação com a linguagem, a qual, inevitavelmente, pode ser apreendida através dos rastros deixados por este autor no corpo de sua escritura. Baseando-se na própria escritora de A hora da estrela, Clarice Lispector, e, buscando importante contribuição de autores como Barthes (1953), Calvino (2006), Nunes (1989), entre outros, procurou-se verificar um sujeito-escritor que, ao fazer do ato de escrever uma reflexão sobre este mesmo ato, no mesmo momento em que o pratica, inscreve-se na narrativa, revelando, ora o desejo de escrever, ora o desejo de tornar-se outro pela possibilidade da escrita, situando esta narrativa, pelas características aqui apontadas, nas balizas da modernidade. (Palavras-chave: processo de escrita, escritura, linguagem, sujeito-escritor) |
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| 03 - GÊNEROS TEXTUAIS/DISCURSIVOS E ENSINO/APRENDIZAGEM DE PRODUÇÃO DE TEXTOS: A ABORDAGEM DO LIVRO DIDÁTICO. Sílvio Ribeiro da Silva, Universidade Estadual de Campinas/Instituto de Estudos da Linguagem (PG), Universidade Federal de Goiás/Campus Jataí. |
| Neste trabalho, mostro resultados parciais de um estudo no qual analiso as propostas de produção escrita do livro didático Português – Linguagens (Willian Cereja & Thereza Magalhães), 3º e 4º ciclos do Ensino Fundamental. Com o estudo, analiso se as propostas de redação orientam os alunos para a apropriação e uso dos três elementos que caracterizam o gênero na perspectiva de Bakhtin (1952-53/1979): conteúdo temático, estilo e construção composicional, observando de que forma o livro em análise orienta os alunos quanto ao entendimento das questões ligadas à apreciação valorativa do locutor e à situação de produção do enunciado (Bakhtin/Volochínov, 1929/1981). Com os resultados finais, pretendo gerar uma discussão a respeito da forma como o livro didático encara a noção de gênero do discurso a partir da caracterização deste. (Palavras-chave: Gêneros textuais/discursivos, Ensino/ aprendizagem de língua materna, Livro didático de Português) |
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| 04 - O LIVRO DIDÁTICO COMO MEDIADOR DO DISCURSO CRÍTICO-HISTORIOGRÁFICO - Ana Cláudia e Silva Fidelis, Doutorado em Lingüística Aplicada, Instituto de Estudos da Linguagem, Unicamp-SP. |
| Este trabalho pretende refletir, a partir da análise de alguns livros didáticos, como o discurso crítico-literário passa por um processo de didatização ao ser incorporado ao livro didático. Esse discurso revela-se, nesse suporte, mais palatável ao leitor do ensino médio, adequando-se, portanto, ao ambiente escolar através de simplificações, reduções e refigurações de critérios e apreciações críticas de historiadores e críticos literários. Reconfigura-se, assim, o discurso literário, mantendo suas matrizes, mas fundando uma nova possibilidade de interpretação para o literário. (Palavras-chave: letramento, ensino de literatura, historiografia) |
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| 05 - PARADIDÁTICO: PRAGA DA LEITURA? UMA PROPOSTA PARA A NONA SÉRIE. Gláuci Helena Mora Dias, Uirapuru Superior e Pós-graduação – FEUSP. |
| Esta comunicação traz uma proposta de ensino de leitura e de escrita como atividade lingüística real de significação, que foi desenvolvida na nona série do Colégio Uirapuru em Sorocaba, que está longe do objetivo de cobrar a leitura do “paradidático” em provas artificiais e conteudistas e de treinar o aluno nas técnicas de escritura. A partir dos gêneros discursivos primários e secundários (Bakhtin) e a mediação eficaz, responsiva do professor, foi permitido ao aluno sair de seu estado de estagnação e ser capturado pelos fios dialógicos que tecem um processo permanente de aprender a aprender e de conhecer o conhecimento. (Geraldi) Com essa metodologia, leitura e escrita se tornam ações culturais, articuladas a valores e saberes socialmente dados, como ato de posicionamento político diante do mundo. Assim, a leitura do livro “paradidático” - e por que não do livro literário de boa qualidade, já que assumimos essa metodologia e acabamos com a praga da leitura (Possenti)? - e o trabalho com intertextos e interdiscursos verbais e não-verbais apareceram nas produções textuais dos alunos, que mostraram autoria, dialogia e engajamento. (Palavras-chave: paradidático, leitura, produção escrita, gêneros primários, gêneros secundários, intertextos, interdiscursos, autoria, engajamento) |
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| 06 - A FORMAÇÃO DE LEITORES MEDIANTE ESTRATÉGIAS DOCENTES E DO LIVRO DIDÁTICO DO ENSINO MÉDIO. Virgínia de Souza Ávila Oliveira, Aluna do curso de Letras da Faculdade de Letras da UFMG e Mércia Marques de Araújo – Aluna do curso de Letras da Faculdade de letras da UFMG e Bolsista de Iniciação Científica, CNPq – PIBIC, Aracy Alves Martins, Professora da Faculdade de Educação da UFMG; pesquisadora do Ceale, Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da FaE/UFMG. |
| O trabalho que ora se apresenta originou-se do projeto intitulado “Formação de leitores pela mediação do livro didático e dos professores no ensino médio” e vem sendo desenvolvido em três etapas. A primeira teve por objetivo analisar os livros didáticos do Ensino Médio mais utilizados por professores de Português em Belo Horizonte. A segunda, desenvolvida em Portugal, baseou-se na discussão sobre Manuais Escolares portugueses. A terceira, em andamento, prevê a coleta e análise de dados no que diz respeito ao uso efetivo do livro didático do Ensino Médio e à forma de interação professor-alunos em sala de aula, tendo como grupo focal docentes e educandos de escolas públicas de Belo Horizonte. Assim, têm sido analisadas à concepção de leitura dos educadores e o ensino e aprendizagem da disciplina Língua Portuguesa, a partir do uso de um livro didático selecionado pelo PNLEM. |
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| 07 - O TRABALHO COM OS PARADIDÁTICOS EM SALA DE AULA: Estratégias didáticas e história pessoal, um grande conflito vivido por professores da escola pública - Djenane Sichieri Wagner Cunha, Faculdade de Educação São Luís, Jaboticabal - SP e Universidade Interativa COC, Ribeirão Preto-SP. |
| Durante três anos ministramos aulas para professores em um curso, oferecido em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, intitulado “Ler para Aprender”, parte do Projeto de formação continuada de professores “Teia do Saber”. Um de nossos grandes questionamentos durante o curso sempre foi o trabalho que os professores de ensino fundamental e ensino médio fazem com seus alunos em relação à leitura de livros paradidáticos e como esse trabalho é desenvolvido. Muito do que os professores relatavam entravam em conflito com suas histórias pessoais como leitores. Nesta comunicação intencionamos apresentar, socializar e discutir essa experiência, principalmente no que se refere à maneira de se trabalhar com os paradidáticos em sala de aula. (Palavras-chaves: estratégias didáticas, paradidáticos, Teia do Saber, Ler para Aprender) |
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| 08 - O Livro Didático nas aulas de Língua Portuguesa: usos e des(usos). Ana Márcia B. dos Santos, DEHEA- UFS, E.M.E.F “Olga Benário”, Aracaju-SE e Carmen Regina de Carvalho Pimentel, GEHE- UFS, Rede Estadual de Ensino-SE. |
| O presente trabalho tem como objetivo discutir o processo de escolarização da leitura literária e a sua relação com os livros didáticos, incluindo-se nessa discussão, a articulação que tais livros promovem ou não entre fragmentos de textos, obras integrais de literatura e paradidáticos.Buscaremos referencial teórico em Brandão & Micheletti (org.) (2001),Chartier (2001), Lajolo (2001), Soares (1999), Zilberman (1993). Serão analisadas as possibilidades de utilização adequada do texto literário, na qual se propicie aos leitores iniciantes uma vivência efetiva com a literatura, considerando sobretudo, sua característica distintiva enquanto gênero textual. (Palavras-Chave: Leitura, práticas de leitura literária, livros didáticos,ensino de literatura.) |
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| 09 - O CONTEXTO PERSUASIVO NO DISCURSO DAS OPERADORAS DE CELULAR EM TEXTOS PUBLICITÁRIOS. Fabíola Silva de Oliveira, Colégio Estadual Eraldo Tinoco de Melo, Feira de Santana, BA e UNEB |
| Quando se defende um ensino de língua portuguesa pautado numa abordagem textual e enunciativa, pressupõe-se uma atividade docente que congregue práticas de linguagem sob o prisma do uso/reflexão/uso da língua (Travaglia, 1996), de maneira que o aluno se torne um protagonista na produção e recepção de textos e esteja ciente do contexto de produção, do conteúdo ideológico bem como de aspectos lingüístico-discursivos inerentes a um determinado gênero textual. Com este pensamento e apoiando-se em alguns conceitos teóricos da Análise de Discurso (linha francesa), o presente trabalho objetiva mostrar uma experiência didática feita com alunos dos ensinos fundamental(8ª) e médio (2ª), a fim de fazê-los perceber o uso de elementos lingüísticos, discursivos e ideológicos como estratégias utilizadas pelas empresas de telefonia celular para persuadir seu interlocutor. Práticas de leitura e análise de textos publicitários veiculados em suportes variados e de produção escrita constituíram-se como estratégias metodológicas deste trabalho cujos propósitos maiores são: a) formar leitores e consumidores críticos; b) comprovar que todo texto publicitário se encaixa num dispositivo argumentativo. (Palavras-chaves: texto, discurso, publicidade, argumentação /persuasão) |
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