| 01 - Alfabetização ou letramento: como trabalhar na sala de aula? Onaide Schwartz Mendonça Faculdade de Ciências e Tecnologia/ UNESP/ Presidente Prudente. |
| Nossa pesquisa verificou o conflito entre as concepções de alfabetização e letramento: enquanto Soares (2003) entende alfabetização como domínio de um código e das habilidades de utilizá-lo para ler e escrever e, letramento como o exercício efetivo e competente da leitura e da escrita, Ferreiro (2003) compreende ambas concepções como um só processo ao negar a decodificação prévia da escrita. Demonstramos que, alfabetização e letramento são dois processos diferentes, porém indissociáveis, e que é possível alfabetizar e letrar ao mesmo tempo através do Método Sociolingüístico/ Paulo Freire, de Mendonça, 2007 (Cortez Editora). Palavras-chaves: alfabetização, decodificação, letramento. |
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| 02- Concepções de argumentação das professoras de alfabetização. Renata Alves de Souza. Margareth Brainer de Queiroz Lima, Ana Carolina Perrusi Brandão , Telma Ferraz Leal (UFPE) |
| Há evidências da baixa freqüência de práticas de ensino de língua portuguesa voltadas para o desenvolvimento de habilidades argumentativas (Leal e Morais, 2006). Contudo pesquisas vêm mostrando a importância do ensino sistemático voltados para a produção e compreensão de diferentes gêneros textuais na escola (Schneuwly e Dolz, 2004). Este estudo buscou investigar os conhecimentos que docentes de turmas de alfabetização de escolas públicas do Rio de Janeiro têm sobre argumentação e a importância que atribuem ao ensino da produção e compreensão de textos orais e escritos da ordem do argumentar nesta série (Marcuschi, 2002). Os resultados obtidos, a partir da realização de entrevistas, indicam que as professoras associam argumentação à colocação opinião sobre um assunto debatido, e conferem importância ao ensino dando maior ênfase na oralidade. Palavras-chave: Argumentação, ensino e alfabetização. |
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| 03 – Para além da interpretação: leitura, atividade discursiva. Lídia Maria Ferreira de Oliveira, Colégio Estadual David Capistrano, Niterói-RJ. |
| Este trabalho aborda questões que nascem da seguinte pergunta: que relação pode haver entre concepção (ou concepções) de compreensão e prática docente? Uma vez que o objetivo principal da leitura é a compreensão, buscamos, junto a um grupo de professores de disciplinas diversas do ensino médio, os sentidos que estes atribuem à compreensão, e de que modo esses sentidos se relacionam com suas práticas e as dificuldades que encontram para o desenvolvimento de suas aulas no que diz respeito à leitura de seus alunos. Para tanto, tomamos como base a teoria da enunciação bakhtiniana, e partimos do princípio de que compreender não é uma mera recuperação de significados, mas sim uma atividade discursiva, implicando, portanto, uma relação tensa entre interlocutores. Palavras-chave: leitura, compreensão, enunciação, prática docente. |
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| 04 – Texto coletivo, possibilidades e prática. Ester Cardoso Silveira, EMEF “Profa. Anália Ferraz da Costa Couto” Campinas-SP. |
| Esta comunicação tem como objetivo relatar uma experiência com o uso do texto coletivo com alunos de uma 2ª série do ensino fundamental em 2006. Alunos que chegaram a esta série com sua alfabetização ainda não consolidada , apresentando uma escrita fragmentada e não segmentada. A construção de sentido(s) foi dando-se de uma maneira crescente, na medida em que foram percebendo-se como autores e sujeitos de seus textos, pois o espaço para a exposição de seu pensamento e a escrita da palavra na lousa eram possibilitados por uma prática sistemática dentro do processo de alfabetização/letramento onde estavam inseridos. Necessário é ressaltar a força motriz do coletivo nesta construção de sentidos pois o “outro” não era mais uma “cabeça na frente”, mas tornou-se um importante ator e autor coadjuvante trazendo o elemento ainda não sabido. Saliento os resultados positivos que em pouco tempo foram alcançados com esta turma, devidamente registrados e podem ser disponibilizados. Palavras-chaves: texto coletivo, sentido, prática, alfabetização e letramento. |
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| 05 – Há aspectos positivos na escola? Reflexões para além da negatividade. Claudiceia Linhares de Almeida Bezerra, Mestranda do PPE - Universidade Estadual de Maringá -UEM. |
| Esta comunicação tem por objetivo enfatizar os elementos positivos no interior da instituição escolar, em especial nos Centros de Educação Infantil. No intuito de atender tais objetivos essa pesquisa de natureza bibliográfica amparou-se teórica e metodologicamente, na seleção e na identificação de autores que tratam do assunto, como: Leontiev (2000), Saviani (2000), Freire (2005), dentre outros. É importante evidenciar a educação infantil, pois é nesse período que a criança deve ser desafiada e incentivada a conhecer o novo, pois está mais propensa a um conhecimento diferente, sendo a infância o período da vida, em que a criança descobre aos poucos o mundo ao seu redor, por esta razão, as atividades propostas pelo educador devem, primordialmente, potencializar a aprendizagem do aluno ao invés de limitá-la. A meu ver essa é uma das práticas, que deixam evidentes subsídios de positividade no interior da escola. Palavras Chaves: Educação Infantil, Práticas Educacionais, Ensino, Escola. |
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| 06 – No processo de apropriação do sistema de notação alfabética (sna): qual o sentido das atividades escritas na educação infantil? Maria Jaqueline Paes de Carvalho ; Dilian da Rocha Cordeiro – CEEL/UFPE. |
| Este trabalho se constitui em uma análise envolvendo tarefas de Língua Portuguesa, realizadas nos grupos IV e V da Educação infantil, de uma escola particular do Recife. Nosso intuito foi verificar o quanto esses instrumentos contribuem para a reflexão sobre o sistema de escrita. Nos resultados colhidos observamos que no G-IV ocorria uma predominância de atividades de reconhecimento de letras e palavras estáveis. Já no G-V, a predominância ocorreu em atividades ligadas a correspondência grafofônica. Parece-nos que as atividades escolares, ainda se apresentam como um instrumento desafiador para o professor, à medida que não há uma variedade necessária para que os alunos se apropriem dos princípios do SNA. Além disso, nossas análises apontam a preocupação dos docentes em adequá-las as hipóteses dos alunos. Palavras chave: Educação Infantil, Proposta de atividades, Apropriação do Sistema Escrita. |
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| 07 – Vivendo o letramento: práticas cotidianas na educação infantil. Aurora dos Santos Ferreira; Cleide Gomes Ferreira; Inês Lopes Secco Assunção; Laís de Ramos Rechineli. - EMEI “Casinha Feliz”, Campinas – SP e Secretaria Municipal de Educação de Campinas, SP. |
| Esta comunicação tem por objetivo mostrar de que maneira acontece o letramento na Educação Infantil, uma vez que a Proposta Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Campinas não objetive a alfabetização em si. Ressaltamos que não entendemos o letramento como um período prévio de decodificação, àquele em que a criança passa a perceber a função social do texto. Concordamos que exista sim um processo de aprendizagem único no qual ocorre a compreensão do sistema e também, sua possibilidade de uso. Ao formarmos produtores de textos, potencializamos a escrita através do uso da correspondência, jornal escolar, textos livres (história, poemas) contribuindo para que se tornem cidadãos capazes, livres, críticos e criativos dentro do contexto social em que vivem. Palavras-chaves: decodificação, letramento, aprendizagem, alfabetização |
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| 08 – Práticas de letramento do professor. Maria Ignez de Lima Pedroso, Secretaria Municipal da Saúde e da Educação de Votuporanga (SP). |
| Esta comunicação visa a compartilhar minha experiência profissional com docentes, durante o ano de 2005, em um curso de formação lingüística realizado com grupos de professores do ensino público fundamental do município de Votuporanga. A meta, que considero atingida, foi oferecer a, esse público, oportunidades de leitura e discussão crítica de livros e de textos do campo da Lingüística relacionados ao ensino/aprendizagem da leitura e escrita, sobre as teorias do letramento e as abordagens lingüístico-discursivas de fatos da linguagem priorizando os estudos ligados à relação oral/escrito (Corrêa, 2004; Kleiman, 1995, 1998, 2002; Street, 1994 e Tfouni, 1994); à propriedade dialógica da linguagem (Bakhtin, 2000) e aos estudos relacionados à Sociolingüística (Bagno, 1999, 2000, 2001, 2002 e Soares, 2001, 2002). Palavras-chaves: Linguagem, Letramento, Ensino, Aprendizagem |
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| 09 – “O que a gente fala passa, mas o que escreve permanece para sempre” - práticas de escrita de professoras: entre usos e mitos. Ana Lucia Espíndola – Professora Adjunta da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Kelly Cristina Costa Martins– Professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. |
| O objetivo do presente trabalho é apresentar os resultados de uma pesquisa concluída que investigou as práticas de escrita de professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Utilizou-se como fonte para coleta de dados: a)entrevistas semi-estruturadas com 12 professoras de três cidades do interior do Estado de Mato Grosso do Sul e que eram, ao mesmo tempo, alunas de um curso de Pedagogia a Distância oferecido pela UFMS; b) análise de material escrito produzido pelas mesmas professoras. A análise dos dados obtidos no leva a apontar que há entre as professoras usos diversos da língua escrita tanto no trabalho como em sua vida pessoal. Por outro lado as práticas de escrita são marcadas por uma visão grafocêntrica onde prevalecem alguns mitos sobre a superioridade da língua escrita sobre a oralidade. Palavras-chaves: escrita, professoras, Ensino Fundamental |
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