V Seminário “Letramento e Alfabetização”

SESSÃO I
Coordenação: Paula Baracat De Grande
Dia: 11/07/07 – 9:00 às 12:00 horas

01 – OS PROJETOS DE LEITURA E TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA EM UM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA. Autores: Paula Baracat De Grande, Orientadora: Ângela B. Kleiman. Instituto de Estudos da Linguagem, Unicamp, Campinas – SP.
A comunicação tem por objetivo apresentar análises de projetos de leitura (ou projetos de Letramento, Kleiman, 1999, 2000), produzidos por professores em curso de formação continuada. Esse corpus faz parte de minha pesquisa de Iniciação Científica que visa a investigar a aprendizagem de conceitos lingüísticos e sua mobilização na prática profissional. Os projetos são um instrumento importante para analisar o impacto de cursos de formação continuada na prática dos professores e em sua formação como profissionais, pois é através deles que os professores-alunos podem redimensionar o objeto de conhecimento, o que envolve, entre outros aspectos, sua “transposição” (cf. Chevallard, 1991) de uma prática discursiva – a de professor-aluno em formação continuada - para outra – a de professor em sala de aula. Palavras-chave: formação continuada de professores, professor reflexivo, transposição didática, projetos de leitura.
02 – As narrativas (auto)biográficas como espaço/tempo de formação do professor alfabetizador. Jussara Cassiano Nascimento. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/ UNIRIO.
Esta comunicação visa apresentar questões teóricas e metodológicas relacionadas as abordagens autobiográficas (Nóvoa,1992). Faz parte de uma pesquisa de Mestrado que está em andamento cujo foco da investigação é a Formação de Professores Alfabetizadores, onde as narrativas autobiográficas serão utilizadas como instrumento de investigação (Benjamin,1994). A partir dos anos oitenta assistimos a uma diversidade de teorias e práticas pedagógicas que caracterizam uma mudança de eixo, que supera uma racionalidade técnica como modelo único de formação para uma diversidade de concepções que valorizam a experiência vivida (Josso, 2002). Os docentes vão sendo reconhecidos como portadores de saberes plurais, críticos e interativos que se fundam numa práxis. Palavras chaves: formação de professores alfabetizadores - autobiografias - experiências
03 - Concepção de alfabetização: superando o senso comum. Silvana Alves da Silva Bispo, Professora REME - Três Lagoas/MS e CPTL/UFMS.
Este trabalho é fruto de uma pesquisa desenvolvida no período de 2003 a 2006, na REME de Três Lagoas/MS tendo como enfoque a implementação do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (PROFA). A fim de obter a concepção de alfabetização e letramento abstraída nos estudos promovidos pelo programa de formação, bem como as práticas adquiridas e aplicadas na ação com efeito transformador, utilizamo-nos de questionário, entrevista semi-estruturada e dados documentais do programa. Noventa e dois profissionais: professores, supervisores/diretoras, uma formadora e a representante do PROFA à nível nacional foram sujeitos da pesquisa. Dados apontam que houve reconceptualização do conceito de alfabetização, no sentido do uso no cotidiano de práticas de letramento, assim como apontam a necessidade de continuação dos estudos desenvolvidos na formação. Palavras-chave: alfabetização, letramento, prática pedagógica.
04 - SOPPA - Espaço e tempo de formação contínua em alfabetização. Janete Teixeira de Lyra - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro- UNIRIO
Esta comunicação pretende socializar as reflexões de um grupo de professoras da rede municipal de Duque de Caxias, a SOPPA - Sociedade de professores pesquisadores em alfabetização-grupo ao qual faço parte, que se reúne mensalmente, por conta própria, para discutir e ampliar os seus conhecimentos acerca da alfabetização. Como tantos expoentes da educação brasileira têm alertado, consideramos que a escola pública continuará sendo uma máquina de exclusão social enquanto não conseguir alfabetizar todas as crianças que cruzam seus portões. E, ao falarmos em alfabetização, estamos nos referindo à formação de leitores em sentido amplo, pessoas que possam usar a leitura para satisfazer suas necessidades pessoais, profissionais, de formação contínua, de plena participação social.
05 - Ler e escrever na formação de professores alfabetizadores. Fabiane Andréia Haas, Cristina Maria Rosa. Universidade Federal de Pelotas. Pelotas-RS.
A pesquisa tem como objetivo central conhecer, descrever e analisar o processo de aquisição de conceitos sobre a leitura e a escrita em um grupo de 57 acadêmicos que ingressaram no Curso de Pedagogia em 2006. Parte da hipótese de que o curso oferece a oportunidade de reconhecimento da lecto-escrita como objeto conceitual primordial à docência (KRAMER, 1998; Soares, 2000 e Zilberman, 2005). Inserida no campo da análise qualitativa (LÜDKE e ANDRÉ, 1986) a pesquisa é alimentada por coletas semestrais e os resultados iniciais indicam que leitura é sinônimo de Aquisição (mencionada 57 vezes) e/ou Habilidade (32 vezes) e/ou Aprimoramento (30 vezes). Quanto à escrita, é conceituada como Expressão (57 vezes) e/ou Habilidade (38 vezes). A lecto-escrita ainda não é mencionada como objeto conceitual primordial. Palavras-chaves: Leitura, escrita, letramento e formação de professores.
06 - A formação de professores alfabetizadores em uma perspectiva interdisciplinar. Ana Paula de Jesus da Silva, Josiane de Souza Soares e Marlene Dias Pereira Pinto, PROALFA- UERJ.
Esta comunicação apresentará o processo de formação dos bolsistas do Programa de Alfabetização, Documentação e Informação – PROALFA-, alunos dos cursos de Pedagogia, Letras e Matemática que atuam, conjuntamente, como professores em projetos de alfabetização e letramento de crianças, jovens e adultos. Esse trabalho constituir-se-ia como um espaço ímpar de aprendizagem para os professores, visto que os conhecimentos específicos oriundos de seus respectivos cursos de origem são tocados e trocados em todos os momentos que orientam processo de formação: a prática, a reflexão e teorização. Assim, apoiado em um trabalho coletivo, o bolsista tornar-se-ia cada vez mais autônomo e consciente em relação a sua prática docente em formação. Palavras-chaves: Alfabetização, letramento, formação.
07 - Relato de experiência: um trabalho sobre expressão oral e escrita no curso de pedagogia. Kelly Cristina Ducatti da Silva,Doutoranda UNICAMP/Campinas-SP, Professora do Ensino Fundamental (Prefeitura Municipal de Bauru) e Docente UNESP/BAURU.
O presente relato apresenta a experiência vivida, na formação inicial de professores, ao articular o conjunto de conhecimentos teórico-práticos, que dizem respeito à expressão oral e escrita das crianças de zero a seis anos (Cagliari, 1990; Brasil, 1998; Franchi, 2001). O objetivo da proposta foi estimular os futuros professores a construírem um quadro de compreensão sobre os diferentes tipos de linguagem usados por essas crianças (vocalização rítmica, linguagem gestual, corporal) no processo de aprendizagem da fala, bem como, sobre o interesse e a curiosidade pela linguagem escrita. Nesse processo, os graduandos foram convidados, a pesquisar e elaborar atividades lúdicas que envolvessem as crianças da Educação Infantil na construção e ampliação do repertório lingüístico. Sabemos que é por meio da linguagem que as crianças crescem no processo de identificação, diferenciação, comunicação, expressão e socialização. Palavras-chave: Formação Inicial, Expressão oral e escrita, Educação Infantil, Comunicação
08 - A formação do pedagogo para o ensino da língua portuguesa nas séries iniciais. Marta Maria Simionato, Profª EPED/UNICENTRO Irati-PR.
A docência vivenciada no curso de Pedagogia leva a perceber a fragilidade na formação de professores para as séries iniciais do Ensino Fundamental. Assim, a questão que se busca desvelar, está vinculada ao fato de o Pedagogo atuar como professor de Língua Portuguesa nestas séries. O objeto da pesquisa visa problematizar e apresentar possíveis reflexões decorrentes do estudo realizado com alunos do 3º ano do Curso de Pedagogia. Para fundamentar o estudo, utiliza-se das bases teóricas de KÖCH (2003); COSTA VALL (1994); ORLANDI (1997); KÖCH e TRAVAGLIA (2003); GERALDI (2001), entre outros. Com base nos resultados, busca-se repensar o Ensino da Língua Portuguesa, para subsidiar a práxis em sala de aula, e que os pedagogos sintam-se mais preparados para trabalhar com a língua/linguagem. Palavras-chave: formação, Língua Portuguesa, docência, Lingüística Textual.
09 - Alfabetização e letramento: contribuições e armadilhas na formação do pedagogo. Leda Marina Santos da Silva/FME, Celia Claudia Wolf/FME, Silvia Vieira de Oliveira/FME.
Este trabalho visa problematizar o papel do pedagogo diante dos processos de alfabetização e letramento que acontecem no interior da escola de ensino fundamental. O debate acerca dos conceitos de alfabetização e letramento tem como interlocutor a autora Magda Soares. Amalgamado a tal reflexão nos propomos a discutir a formação leitora e escritora do pedagogo, bem como sua inserção na escola, seja enquanto docente, seja enquanto supervisor educacional. O trabalho tem como pano de fundo as diferentes possibilidades de interação com pedagogos da Rede Municipal de Educação de Niterói, durante o ano de 2006.

SESSÃO II
Coordenadora : Lázara Nanci de Barros Amâncio
Dia: 11/07/07 – 9:00 às 12:00 horas

01 - Gêneros em constituição na escrita de portifólios por professoras alfabetizadoras em formação. Ludmila Thomé de Andrade, Faculdade de Educação UFRJ, Margareth Brainer de Queirós Lima, Faculdade de Educação UFRJ.
Formadoras num curso de extensão sobre alfabetização, voltado para professoras de escolas públicas, buscamos uma atitude reflexiva sobre nossas práticas (Tardif e Gauthier, 2001, Perrenoud, 2001). Durante o curso, tomamos como princípio fundamental a valorização da voz docente, expressa tanto nas interações orais quanto nos diversos textos escritos solicitados (Bakhtin, 1992). Neste trabalho, observamos as apropriações feitas pelos docentes dos conceitos relacionados à alfabetização, mais especificamente à apropriação do sistema de escrita alfabética (Ferreiro e Teberoski), em portifólios apresentados como trabalho de conclusão de curso. Focalizamos as formas de expressão particulares usadas pelos sujeitos-autores docentes nos distintos gêneros discursivos utilizados espontaneamente, muitas vezes ainda em constituição (Bakhtin, 1992 e Marcuschi, 2002). Palavras-chaves: escrita docente, formação continuada, alfabetização
02 - Alfabetizar e Letrar: a formação do professor alfabetizador e os saberes lingüísticos. Iara Rosa Farias – UFBA.
É senso comum a importância da aprendizagem da língua escrita, no entanto, o seu processo de aprendizagem é ato complexo. O aprendente necessita saber a relação entre sons e letras e que tal relação não é unívoca. Cabe ao professor criar condições de aprendizagem do sistema lingüístico, observando o seu caráter sociocultural. Para isso é preciso que o professor compreenda, minimamente, as particularidades do sistema lingüístico. Na Faculdade de Educação/ UFBA, na disciplina de alfabetização, os alunos passaram a ler, discutir e fazer reflexões sobre textos de lingüística (Saussure, Benveniste (1991), Lemle (2004), Cagliari (2005)), relacionando-os com as hipóteses de Ferreiro (2001). Os primeiros resultados dessa“nova” dinâmica será apresentada com relatos/trabalhos dos alunos/as, alguns/mas já professores/as em salas de alfabetização de EJA e séries iniciais do ensino fundamental.
03 – Centro integrado de educação pública: um espaçotempo alfabetizador em questão. Luciane Aparecida de Souza, Instituto de Educação Professor Joel Monnerat Três Rios-RJ.
Esta comunicação tem como objetivo compartilhar o trabalho que foi fruto de uma pesquisa realizada nos três primeiros anos do primeiro ciclo do Ensino Fundamental, no interior do Estado do Rio de Janeiro (que correspondem à Classe de Alfabetização, 1ª e 2ª Séries). Durante cinco meses do ano letivo de 2004, procurei compreender as práticas alfabetizadoras de Professoras que trabalham em um espaçotempo privilegiado, já que se trata de uma Escola de Horário Integral. As práticas alfabetizadoras, realizadas cotidianamente em um CIEP, foram tomadas como objeto de reflexão, tendo como desafio permanente compreender o compreender do outro. Palavras-Chaves: Alfabetização – Espaçotempo- Formação de Professores
04 – A formação do professor alfabetizador e suas práticas. Sônia Érika Kátia do Amaral Tognoli, FAC 3 e FAC 4 – Campinas – SP.
Entre as práticas sociais de letramento, a alfabetização é um dos eventos que mais vem preocupando os cursos de formação do professor. Muitas são as Instituições que trabalham com essa formação, mas questionamentos com relação à qualidade destes cursos são levantados no sentido de saber como vem se efetivando a formação do professor em termos de preparação para o trabalho com a alfabetização e que contribuições à formação na graduação tem dado em termos teóricos e práticos para essa prática. Os estudos do letramento abalizados pelas contribuições dos teóricos da década de 80 que dicotomizaram a relação letramento e cognição Street (1984), Scribner e Cole (1981) e Heath (1983 ), Barton e Hamilton (1989), indicaram caminhos via abordagem etnográfica para fortalecer os projetos sobre a formação do professor na área da leitura ao colocarem em pauta que as formas de letramento tem que ser compreendidas como uma prática social situada.Assim, pretende-se fazer um comentário dessas contribuições. Palavras-chaves: letramento, formação de professor, educação, alfabetização.
05 – A prática da escrita e da leitura na formação docente. Adriana Alves Fernandes Vicentini, Edivaldo Marcondes Leonardo, Eliane Guimarães Mendes, Maria Natalina de Oliveira Farias, Centro de Formação dos Profissionais em Educação “Paulo Freire” Hortolândia-SP.
Esta comunicação visa a compartilhar uma experiência que está em desenvolvimento através do curso: “A prática da escrita e leitura na formação docente”. A proposta é apostar na construção de um curso que visa à formação em serviço dos profissionais que atuam diretamente na tarefa do ensino da escrita e da leitura. Um profissional que se aproprie do seu próprio saber e fazer reflexivo no cotidiano da sala de aula e da escola, que possibilite a formação do professor como autor, protagonista de seu próprio percurso de formação. O trabalho realizado fundamenta-se na tarefa de sistematizar o processo de reflexão que será desencadeado no decorrer do curso, registrados nos portfólios reflexivos, abordados na perspectiva trabalhada por Sá-Chaves (2004). Este trabalho, ainda em desenvolvimento, já tem alguns diálogos interessantes para serem socializados. Palavras-chaves: Formação de Professores, Escrita e Registro
06 – (RE)significando o processo de apropriação da leitura e da escrita no trabalho de formação continuada. Débora Beloni, Heloísa Helena Farias Azevedo, Maria Cristina de Lima, Maria José Pinheiro Figueira de Mello, Teresa Cristina Oliveira Araújo. Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, SME/RJ.
Esta comunicação pretende apresentar algumas reflexões sobre o Curso de Leitura e Escrita desenvolvido com 30 professores responsáveis pelo trabalho de acompanhamento aos regentes das turmas do 1º Ciclo de Formação. A formação continuada em leitura e escrita teve como referência a perspectiva histórico–cultural, discutindo estudos relativos ao desenvolvimento humano, o papel da linguagem enquanto constituidora do sujeito e a importância da apropriação da leitura e da escrita nas discussões relativas ao 1º Ciclo de Formação. O eixo fundamental da formação foi a reflexão sobre a prática pedagógica numa dimensão discursiva, que pressupõe espaço de interlocução para todos os envolvidos nas interações de ensino. Palavras-chaves: alfabetização, formação continuada, dimensão discursiva.
07 – Professores flexíveis às mudanças e professores que resistem em mudar: impacto da formação no trabalho com a leitura. Fabiana Rodrigues; Dagoberto Buim Arena. UNESP-Universidade Estadual Paulista-FFC-Programa de Pós-Graduação em
Educação-Grupo de Pesquisa: Processo de leitura e de escrita: apropriação e objetivação. Marília-SP.
Este trabalho de pesquisa procurou investigar situações e conhecimentos que impedem a produção de leitura no âmbito escolar, discutindo a formação docente em relação a esta atividade. Os resultados obtidos nesta investigação permitiram afirmar que o conhecimento teórico sobre os processos de leitura é fundamental para o trabalho docente, sendo um dos caminhos a trilhar para que as práticas na escola se tornem mais significativas, contribuindo de forma efetiva para a formação de leitores. A pesquisa indicou que, para se alcançarem avanços na prática da leitura, é necessário que os professores compreendam seu processo e a entendam como atribuição de sentido a um sistema de signos. Palavras-chaves: leitura, formação de professores, relação teoria-prática.
08 – Alfabetização: a psicogênese na formação de professores. Ana Cristina Dias Rocha Lima, Professora Formadora da Diretoria de Educação, Esportes e Turismo de Paraibuna-SP.
O trabalho foi desenvolvido em Paraibuna/SP, visando o desenvolvimento de mecanismos e ações eficazes para a capacitação de educadores que trabalham com a formação inicial do aprendiz. O objetivo é o de desenvolver as competências profissionais necessárias a todo professor que ensina a ler e escrever. Levando em consideração suas crenças, as práticas e teorias, procurou-se uma reflexão sobre suas práticas pedagógicas com a idéia da psicogênese da língua escrita. Foram realizados vários encontros ao longo do ano de 2006. O resultado do trabalho foi o esforço das professoras em alfabetizar alunos que ainda não sabiam a ler e nem a escrever convencionalmente, por meio de projetos e estudos constantes com a participação da equipe escolar. Palavras-chaves: alfabetização, formação de professores, psicogênese da língua escrita.
09 – Fala e escrita em questão: a retextualização. Vera Lúcia de A. S. Ferrronato, Assessora Pedagógica do Sistema de Ensino Positivo- PR.
Trata-se de uma comunicação a respeito do trabalho com a formação de professores, no qual se reflete sobre o encaminhamento, em sala de aula, do aprendizado das operações de transformação do texto falado para o escrito a fim de se obter melhor domínio da produção escrita. Embora muito se venha debatendo sobre a importância do ensino da modalidade oral, a língua escrita, na prática, é ainda a "mais digna de fé". Com base na teoria da retextualização proposta por Marcuschi (2006), propõe-se que o aluno, ao fazer uso de seus conhecimentos prévios da língua, aprimora seu próprio texto para conferir sentido adequado conforme o contexto. O trabalho tenciona demonstrar ao professor a aplicabilidade das operações de transformação do texto falado para o escrito, permitindo que os alunos percebam como os textos se constroem e se formulam. Palavras-chaves: texto falado, texto escrito, operações de transformação, retextualização

SESSÃO III
Coordenadora: Giane Maria Silva
Dia: 11/07/07 – 9:00 às 12:00 horas

01 - Concepções de leitura em práticas de letramento na educação de jovens e adultos do meio rural. Giane Maria da Silva e Marildes Marinho da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais.
O objetivo desta comunicação é apresentar os primeiros dados da pesquisa que tem como proposta central identificar as concepções de leitura de professores que atuam nas séries iniciais, na modalidade Educação de Jovens e Adultos, no meio rural, bem como analisar e compreender suas práticas escolares. Interessa-nos identificar as instâncias de formação das quais participam esses professores, as orientações que são dadas nesses encontros, os temas que são discutidos, os materiais que são disponibilizados, enfim, como se dá esse processo de formação e como se relacionam os profissionais nele envolvidos. Palavras-chaves: Letramento, Leitura e Educação de Jovens e Adultos.
02 – ALFABETIZAÇÃO E LEITURA DO CONTEXTO SOCIAL. Ângela de Oliveira Santos. Funap (Fundação de Amparo ao Preso) Dracena - SP.
O objetivo do presente trabalho é apresentar de forma sucinta, uma visão sobre a importância da Educação no Sistema Prisional e a participação dos Monitores Presos para a concretização de práticas educacionais em sala de aula. O trabalho Educacional é direcionado pela Funap (Fundação de Amparo ao Preso) que oferece mensalmente formações de preparação da Educação de Jovens e Adultos para nós Monitores Orientadores. Desenvolvemos e aplicamos estas formações para os Monitores Presos, estes, desenvolvem práticas e métodos pedagógicos que promovem a alfabetização e leitura do contexto social aos alunos. Assim eles fazem a re-leitura da realidade ao seu redor favorecendo a possível recuperação de conceitos e valores podendo ser incluídos na sociedade. Palavras - chaves: Educação, Sistema Prisional, Monitores Educadores
03 - Um estudo sobre letramento na vida dos alfabetizandos do programa de pesquisa em educação de jovens e adultos – PROEJA. Andréia Aparecida de Souza, Universidade Cruzeiro do Sul, CNPq, São Paulo (SP). Orientadora: Profª Drª Rosemary Aparecida Santiago, Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo (SP).
Esta comunicação visa apresentar uma pesquisa de iniciação científica que investiga a maneira como ocorre o processo de letramento dos alfabetizandos, as práticas e o uso social da leitura e da escrita na sua vida. Além disto, busca identificar como o acesso a diferentes espaços culturais tem contribuído nos processos de alfabetização e letramento destes jovens e adultos e como os mesmos relacionam-se com estes espaços culturais. Foi possível perceber, por meio da pesquisa, que os alfabetizandos realizam práticas de letramento, sendo uma delas nas suas atividades diárias, principalmente no trabalho. Quanto ao acesso aos espaços culturais (teatro, cinema e museu), a pesquisa demonstra que a freqüência a estes espaços promove a ampliação sócio-cultural possibilitando um melhor desempenho escolar.
04 – Jovens e espaços de apropriação da leitura e da escrita. Gisele Gonçalves Isaías. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Educação.
No presente trabalho, buscou-se refletir sobre os usos da linguagem por parte dos jovens em diferentes contextos sociais, tais como na esfera familiar e nos espaços de lazer, uma vez que o trabalho com a linguagem constitui o sujeito (Bakhtin, 1998) e ultrapassa o espaço escolar. Por outro lado, o contexto sócio-cultural em que se inserem as distintas juventudes parece oferecer alternativas de apropriação de práticas de leitura e de escrita que, para eles, podem ser mais significativas e prazerosas do que aquelas oferecidas pela escola. Com base em estudos no âmbito da Sociologia (Groppo, 2000) e em documento governamental (Conselho Nacional de Juventude, 2006), foram analisadas algumas concepções de juventude e os usos da linguagem desse grupo social, com ênfase especial em práticas de leitura e de escrita disseminadas fora do espaço escolar. Palavras-chaves: Juventude, Leitura, Escrita; Espaços Sociais, Apropriação.
05 – As relações entre os eventos sociais de letramento e as práticas de leitura e escrita na EJA. Priscila Angelina Silva da Costa Santos, Andréa Tereza Brito Ferreira. Recife-PE. UFPE.
Jovens e adultos com pouca escolaridade, pertencentes e participantes do ambiente letrado, carregam importantes experiências que não podem ser desperdiçadas pela escola e, em especial, pelo docente. A partir dessa compreensão, buscamos perceber a relação existente entre as práticas sociais e escolares de leitura e escrita, por meio de materiais utilizados em salas de aula de adulto, como também, dos discursos dos alunos e professores. Entrevistamos alunos de três módulos da EJA, em duas escolas municipais do Recife. Como resultado do nosso trabalho, percebemos a importância que os alunos da EJA atribuem às práticas de leitura e escrita e apresentamos como as relações, que estes estabelecem no dia-a-dia, com os mais diversos gêneros textuais, estão presentes nas práticas escolares de letramento. Palavras-chave: Jovens e Adultos - Práticas de Letramento - Gêneros textuais.
06 – Analfabetismo versus alfabetismo: os lugares de construção do sujeito letrado. Iara Silva Lúcio - Ceale / FaE / UFMG.
O estudo apresenta a discussão da base teórica de uma pesquisa em andamento realizada com cinco adultos alfabetizados trabalhadores da Universidade Federal de Minas Gerais. O objetivo é investigar aspectos do processo de letramento destes participantes, no espaço familiar em dois períodos distintos de suas vidas: antes e após a alfabetização e desse modo aprofundar a compreensão sobre o papel da família no processo de letramento. Utilizam-se, para coletar dados, a entrevista e a observação de ambiente, gestos e comportamentos. As relações estabelecidas entre o analfabeto e o alfabetizado são analisadas à luz dos conceitos de proximate illiterate e isolated illiterate (Basu e Foster), sendo o letramento concebido como o estado ou condição de quem exerce as práticas sociais de leitura e de escrita (Soares) e como uma activity located no âmbito das interações estabelecidas entre as pessoas (Barton e Hamilton). Tal discussão é básica na pesquisa para a definição de categorias analíticas que incidem diferentes modos de ser letrado. Palavras-chave: analfabetismo, alfabetização e letramento; leitura e escrita
07 – Práticas de letramento em diferentes disciplinas curriculares: implicações para o processo de domínio da língua escrita. Suzana dos Santos Gomes, Maria Lucia Castanheira, FAE/UFMG.
Apresenta-se uma pesquisa em andamento sobre práticas discursivas e interação em sala de aula nos eventos de letramento, identificando oportunidades de aprendizagem construídas por professores e alunos em diferentes disciplinas. Adotou-se como referencial teórico-metodológico a perspectiva etnográfica interacional em Castanheira, Crawford, Dixon e Green (2001); a sócio-histórica dos processos de aprendizagem e de apropriação dos discursos em Vygostsky (1987 e 1991); como também, a discursiva e dialógica de Bakhtin (1981,1992) que propõe a associação entre interação, discurso e conhecimento. Os resultados preliminares revelam que professores e alunos participam do processo em diferentes dimensões contextuais que informam e constituem a construção do conhecimento. Palavras-chave: leitura e escrita, eventos de letramento, interação, discurso.
08 – A Concepção teórico-conceitual do "erro produtivo" e seu impacto sobre as práticas de letramento em EJA. Paula da Silva Vidal Cid Lopes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
A presente comunicação objetiva partilhar uma pesquisa em desenvolvimento, na qual busca-se a análise fenomenológica do erro na escrita de alunos jovens e adultos em etapa escolar inicial, entendido não como dificuldade gramatical, mas como conseqüência no processo de construção da mesma - "o erro produtivo". Tal categoria encontra-se ainda opaca para muitos de nós, professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para a compreensão dos chamados erros produtivos, consideramos dois aspectos: a) os aspectos gramaticais, nos quais ressaltamos o bilingüismo (gramática da fala e gramática da escrita), interferindo no processo de construção da escrita; b) os aspectos cognitivos, ou seja, o percurso mental que os sujeitos realizam para chegar até a produção escrita, considerando dois modos diferenciados de pensamento (a fala e a escrita). Neste trabalho, pretendemos expor os conhecimentos produzidos até a atual fase da pesquisa. Palavras-chave: Letramento - Erro produtivo – EJA
09 – O papel das habilidades de reflexão fonológica em turmas de educação de jovens e adultos (EJA). Ana Paula Campos Cavalcanti Soares (Ceale / FaE – UFMG).
Desde a década de 80, estão na esteira das discussões sobre a apropriação do Sistema de Notação Alfabética (SNA), três teorias principais, que fundamentarão o presente trabalho: os estudos sobre o Letramento (Soares, 2002), a Psicogênese da escrita (Ferreiro e Teberosky, 1984) e a última perspectiva teórica, ainda muito negligenciada em nosso país: a Consciência Fonológica (Martins, 1991). O presente texto se propõe discutir as possibilidades de apropriação do SNA, a partir das quais se priorizam as três perspectivas teóricas aqui expostas. Participarão desse estudo dois grupos de alunos das camadas populares, que estejam cursando o módulo I, da turma de Educação de Jovens e Adultos. Palavras-chave: Alfabetização, Consciência Fonológica, Educação de Jovens e Adultos.

SESSÃO IV
Coordenadora: Maria Iolanda Ribeiro
Dia: 11/07/07 – 9:00 às 12:00 horas

01 – A oralidade e argumentação nas práticas de professoras de 4ª série. Rafaela Soares Celestino; Telma Ferraz Leal; Ana Carolina Perrusi Brandão;Renata Maria Barros Lessa de Andrade. Universidade Federal de Pernambuco-UFPE.
No nosso cotidiano participamos de diversas situações em que precisamos expor e defender oralmente nosso ponto de vista. Neste sentido, o presente estudo pretendeu analisar a prática de uma professora da 4ª série do Ensino Fundamental de escolas públicas da cidade do Recife. Foram observadas 15 aulas para investigar o trabalho com a dimensão argumentativa no eixo da oralidade. Os resultados apontados foram que em poucas aulas apareceram atividades dessa categoria e quando aconteceram, foram de forma superficial e sem uma intenção planejada. Palavras-chave: argumentação – prática docente- oralidade.
02 – Alfabetização na escola: práticas docentes em curso. Denise Maria de Carvalho Lopes. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
A presente comunicação trata de investigação desenvolvida com o objetivo de analisar práticas docentes voltadas ao processo de alfabetização de crianças vigentes atualmente em contextos escolares. Através de entrevistas semi-estruturadas junto a setenta professores alfabetizadores atuantes nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental em escolas pública do Rio Grande do Norte (na capital e municípios do interior) construímos um conjunto de dados acerca das modalidades de práticas em curso envolvendo o processo de alfabetização compreendido como o ensino-aprendizado da língua escrita - apropriação do sistema alfabético e desenvolvimento de práticas textuais (Soares, 2001; Lopes, 2003). Os dados revelam uma diversidade de fazeres em que se entrelaçam a tradição e a inovação, apropriados pelos professores em relações socialmente mediadas e condicionados pela cultura escolar. Palavras-chaves: Alfabetização; prática docente; cultura escolar
03 – Concepções de argumentação das professoras de 4ª série. Edla Ferraz Correia, Severina Érika Guerra, Telma Ferraz Leal e Ana Carolina Perrusi Brandão.
Com o objetivo de investigar quais conhecimentos as professoras têm a respeito da temática argumentação e dos exemplos de textos argumentativos conhecidos por elas, elaboramos em nossa pesquisa uma entrevista com cinco professoras da 4ª série da rede municipal de ensino da cidade do Recife. A partir dos resultados, vimos que apesar da maioria das professoras terem associado o termo argumentação com discussão e opinião, muitas se mostraram confusas em relação ao que seria argumentação, manifestando isso no momento em que não conseguiam exemplificar textos que seriam argumentativos ou exemplificavam indicando textos que não eram da ordem do argumentar. Tomamos como base para elaboração e análise da entrevista os pesquisadores Dolz, Schneuwly, Leal, dentre outros. Estas análises e resultados serão relatados nesta comunicação. Palavras-chave: argumentação, concepções, textos argumentativos
04 – Interações subjetivas no contexto escolar numa prática de inclusão, no letramento. Selma Cotta Chauvet Coelho. Programa de Pós-Graduação em Educação-UERJ.
O objetivo deste artigo é apresentar um estudo sobre a interação subjetiva, verificando os impactos deste movimento de interlocução, no cotidiano da escola. Trata-se de discutir um outro modelo de aprender/ensinar, pela interlocução com os outros sujeitos, onde se compartilham modos de aprender. Visa-se a ampliar os conhecimentos sobre o papel desta interlocução na aprendizagem, na mobilização dos interesses, na construção das identidades e no prazer de ensinar e aprender, numa prática de inclusão no letramento. Tem-se como motivação as práticas de formação escolar desenvolvidas em Colégios de Aplicação, em especial, no CAp-UFRJ, cujas mudanças no perfil de aluno introduziram um contexto pedagógico de Educação Inclusiva não reconhecido na cultura escolar do colégio. Palavras-Chaves: Ensino-Aprendizagem, subjetividade, intencionalidade, vínculo e representação.
05 – Os gêneros discursivos usados para práticas de leitura por pais e professores segundo o olhar de alunos das séries iniciais do ensino fundamental. Rosana Mara KOERNER, Universidade da Região de Joinville.
Serão apresentados alguns resultados de uma pesquisa desenvolvida nos anos de 2005 e 2006 na cidade de Joinville-SC, envolvendo a temática dos gêneros discursivos. Serão destacados os dados relacionados às práticas de leitura de professores e pais, de acordo com o olhar de alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental. Os resultados apontam para nítidas distinções, destacando-se a diversidade apontada nas leituras feitas pelos pais e a priorização por gêneros mais comuns ao ambiente escolar por parte dos professores. Os principais autores que dão suporte à pesquisa são: BAKHTIN (2000 [1952, 1953]) e MARCUSCHI (2000). Palavras-chave: Gêneros discursivos; leitura; pais; professores; Ensino Fundamental.
06 – Práticas de leitura e escrita de alfabetizadoras bem sucedidas. Maria Iolanda Monteiro, Universidade Paulista e Universidade Estadual Paulista–Araraquara–SP.
O trabalho visou o estudo das práticas de leitura e escrita de quatro alfabetizadoras bem sucedidas, que exerceram a profissão nas décadas de 50 a 80. Pelo estudo de histórias de vida (Ferrarotti, 1988; Goodson, 1992), os resultados revelaram práticas alfabetizadoras diversificadas e bem sucedidas (Cagliari, 1999; Monteiro, 2006; Soares, 2004), inerentes à formação de cidadãos leitores e escritores, objetivando o alcance dessas capacidades com a contribuição do desenvolvimento de um conjunto de aspectos, como cooperação, concentração, capricho, vontade de aprender e responsabilidade. Foram situações que decorreram da autonomia no trabalho docente e de uma ética profissional comprometida com a aprendizagem de todos os alunos. Palavras-chave: práticas alfabetizadoras, sucesso escolar, autonomia pedagógica, ética profissional.
07 - Prazer em conhecer: uma experiência com alunos e professores de uma escola da rede pública de Ituiutaba – MG. Ekristayne Medeiros de Lima Santos, aluna da Fundação Educacional de Ituiutaba, MG.
Este trabalho visa compartilhar experiências desenvolvidas na disciplina Estágio Supervisionado do 2.º ano do curso de Pedagogia, realizado em 2006, com alunos de 1.ª série de uma escola municipal de Ituiutaba - MG. Para implementar as ações foi elaborado e executado o projeto “Prazer em Conhecer” que objetivava levar os alunos a compreender a utilidade das habilidades de ler e escrever em sua vida social, partindo de sua própria história. A relevância deste trabalho se deve ao fato de que alcançou um objetivo inesperado, o de proporcionar às professoras e supervisora refletirem sobre as estratégias utilizadas no processo de alfabetização e letramento, o que contribuiu para a realização de um trabalho significativo. Palavras-chaves: alfabetização, letramento e Estágio Supervisionado.
08 – Alfabetização e animação: alunos e professores produtores de narrativas. Maria Cristina de Lima, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, SME/RJ.
Esta comunicação pretende apresentar algumas reflexões sobre um curso desenvolvido com 40 professores regentes da rede municipal de educação do Rio de Janeiro que trabalharam, num nível básico, com o software de animação Webpainter. O objetivo do curso foi explorar com os professores o programa de animação e, simultaneamente, levá-los a perceber o uso da animação digital como detonador de processos de criação, buscando articular práticas de narrativas em alfabetização com práticas de narrativas em animação. O que se verificou foi que as atividades envolvendo animação apresentam grande potencial para levar professores e alunos a se colocarem como autores de suas histórias ( icônicas e/ou escritas) e produtores de narrativas. Palavras-chaves: animação, alfabetização, narrativas
09 – Regência compartilhada – uma experiência em alfabetização. Márcia Basília de Araújo - E.M. Maria Silva Lucas - Contagem – MG.
A presente comunicação trata-se de um relato de experiência em regência compartilhada em turma de 25 alunos do 3º ano do Ensino Fundamental, mas que ainda não consolidaram capacidades básicas de leitura e escrita, na Escola Municipal Maria Silva Lucas em Contagem(MG). O trabalho, que iniciou-se em março de 2007 e se estenderá pelo corrente ano letivo, está desenvolvendo a leitura e a escrita concomitantemente, partindo de textos literários e de histórias infantis, incentivando a reescrita, a produção livre e o desejo de ler e escrever com segurança e autonomia. Embora ainda incipientes, os resultados começam a aparecer através da elevação da auto-estima dos alunos e da melhora na ortografia e clareza das produções.

SESSÃO V
Coordenadora: Onaide Schwartz Mendonça
Dia: 11/07/07 – 9:00 às 12:00 horas

01 - Alfabetização ou letramento: como trabalhar na sala de aula? Onaide Schwartz Mendonça Faculdade de Ciências e Tecnologia/ UNESP/ Presidente Prudente.
Nossa pesquisa verificou o conflito entre as concepções de alfabetização e letramento: enquanto Soares (2003) entende alfabetização como domínio de um código e das habilidades de utilizá-lo para ler e escrever e, letramento como o exercício efetivo e competente da leitura e da escrita, Ferreiro (2003) compreende ambas concepções como um só processo ao negar a decodificação prévia da escrita. Demonstramos que, alfabetização e letramento são dois processos diferentes, porém indissociáveis, e que é possível alfabetizar e letrar ao mesmo tempo através do Método Sociolingüístico/ Paulo Freire, de Mendonça, 2007 (Cortez Editora). Palavras-chaves: alfabetização, decodificação, letramento.
02- Concepções de argumentação das professoras de alfabetização. Renata Alves de Souza. Margareth Brainer de Queiroz Lima, Ana Carolina Perrusi Brandão , Telma Ferraz Leal (UFPE)
Há evidências da baixa freqüência de práticas de ensino de língua portuguesa voltadas para o desenvolvimento de habilidades argumentativas (Leal e Morais, 2006). Contudo pesquisas vêm mostrando a importância do ensino sistemático voltados para a produção e compreensão de diferentes gêneros textuais na escola (Schneuwly e Dolz, 2004). Este estudo buscou investigar os conhecimentos que docentes de turmas de alfabetização de escolas públicas do Rio de Janeiro têm sobre argumentação e a importância que atribuem ao ensino da produção e compreensão de textos orais e escritos da ordem do argumentar nesta série (Marcuschi, 2002). Os resultados obtidos, a partir da realização de entrevistas, indicam que as professoras associam argumentação à colocação opinião sobre um assunto debatido, e conferem importância ao ensino dando maior ênfase na oralidade. Palavras-chave: Argumentação, ensino e alfabetização.
03 – Para além da interpretação: leitura, atividade discursiva. Lídia Maria Ferreira de Oliveira, Colégio Estadual David Capistrano, Niterói-RJ.
Este trabalho aborda questões que nascem da seguinte pergunta: que relação pode haver entre concepção (ou concepções) de compreensão e prática docente? Uma vez que o objetivo principal da leitura é a compreensão, buscamos, junto a um grupo de professores de disciplinas diversas do ensino médio, os sentidos que estes atribuem à compreensão, e de que modo esses sentidos se relacionam com suas práticas e as dificuldades que encontram para o desenvolvimento de suas aulas no que diz respeito à leitura de seus alunos. Para tanto, tomamos como base a teoria da enunciação bakhtiniana, e partimos do princípio de que compreender não é uma mera recuperação de significados, mas sim uma atividade discursiva, implicando, portanto, uma relação tensa entre interlocutores. Palavras-chave: leitura, compreensão, enunciação, prática docente.
04 – Texto coletivo, possibilidades e prática. Ester Cardoso Silveira, EMEF “Profa. Anália Ferraz da Costa Couto” Campinas-SP.
Esta comunicação tem como objetivo relatar uma experiência com o uso do texto coletivo com alunos de uma 2ª série do ensino fundamental em 2006. Alunos que chegaram a esta série com sua alfabetização ainda não consolidada , apresentando uma escrita fragmentada e não segmentada. A construção de sentido(s) foi dando-se de uma maneira crescente, na medida em que foram percebendo-se como autores e sujeitos de seus textos, pois o espaço para a exposição de seu pensamento e a escrita da palavra na lousa eram possibilitados por uma prática sistemática dentro do processo de alfabetização/letramento onde estavam inseridos. Necessário é ressaltar a força motriz do coletivo nesta construção de sentidos pois o “outro” não era mais uma “cabeça na frente”, mas tornou-se um importante ator e autor coadjuvante trazendo o elemento ainda não sabido. Saliento os resultados positivos que em pouco tempo foram alcançados com esta turma, devidamente registrados e podem ser disponibilizados. Palavras-chaves: texto coletivo, sentido, prática, alfabetização e letramento.
05 – Há aspectos positivos na escola? Reflexões para além da negatividade. Claudiceia Linhares de Almeida Bezerra, Mestranda do PPE - Universidade Estadual de Maringá -UEM.
Esta comunicação tem por objetivo enfatizar os elementos positivos no interior da instituição escolar, em especial nos Centros de Educação Infantil. No intuito de atender tais objetivos essa pesquisa de natureza bibliográfica amparou-se teórica e metodologicamente, na seleção e na identificação de autores que tratam do assunto, como: Leontiev (2000), Saviani (2000), Freire (2005), dentre outros. É importante evidenciar a educação infantil, pois é nesse período que a criança deve ser desafiada e incentivada a conhecer o novo, pois está mais propensa a um conhecimento diferente, sendo a infância o período da vida, em que a criança descobre aos poucos o mundo ao seu redor, por esta razão, as atividades propostas pelo educador devem, primordialmente, potencializar a aprendizagem do aluno ao invés de limitá-la. A meu ver essa é uma das práticas, que deixam evidentes subsídios de positividade no interior da escola. Palavras Chaves: Educação Infantil, Práticas Educacionais, Ensino, Escola.
06 – No processo de apropriação do sistema de notação alfabética (sna): qual o sentido das atividades escritas na educação infantil? Maria Jaqueline Paes de Carvalho ; Dilian da Rocha Cordeiro – CEEL/UFPE.
Este trabalho se constitui em uma análise envolvendo tarefas de Língua Portuguesa, realizadas nos grupos IV e V da Educação infantil, de uma escola particular do Recife. Nosso intuito foi verificar o quanto esses instrumentos contribuem para a reflexão sobre o sistema de escrita. Nos resultados colhidos observamos que no G-IV ocorria uma predominância de atividades de reconhecimento de letras e palavras estáveis. Já no G-V, a predominância ocorreu em atividades ligadas a correspondência grafofônica. Parece-nos que as atividades escolares, ainda se apresentam como um instrumento desafiador para o professor, à medida que não há uma variedade necessária para que os alunos se apropriem dos princípios do SNA. Além disso, nossas análises apontam a preocupação dos docentes em adequá-las as hipóteses dos alunos. Palavras chave: Educação Infantil, Proposta de atividades, Apropriação do Sistema Escrita.
07 – Vivendo o letramento: práticas cotidianas na educação infantil. Aurora dos Santos Ferreira; Cleide Gomes Ferreira; Inês Lopes Secco Assunção; Laís de Ramos Rechineli. - EMEI “Casinha Feliz”, Campinas – SP e Secretaria Municipal de Educação de Campinas, SP.
Esta comunicação tem por objetivo mostrar de que maneira acontece o letramento na Educação Infantil, uma vez que a Proposta Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Campinas não objetive a alfabetização em si. Ressaltamos que não entendemos o letramento como um período prévio de decodificação, àquele em que a criança passa a perceber a função social do texto. Concordamos que exista sim um processo de aprendizagem único no qual ocorre a compreensão do sistema e também, sua possibilidade de uso. Ao formarmos produtores de textos, potencializamos a escrita através do uso da correspondência, jornal escolar, textos livres (história, poemas) contribuindo para que se tornem cidadãos capazes, livres, críticos e criativos dentro do contexto social em que vivem. Palavras-chaves: decodificação, letramento, aprendizagem, alfabetização
08 – Práticas de letramento do professor. Maria Ignez de Lima Pedroso, Secretaria Municipal da Saúde e da Educação de Votuporanga (SP).
Esta comunicação visa a compartilhar minha experiência profissional com docentes, durante o ano de 2005, em um curso de formação lingüística realizado com grupos de professores do ensino público fundamental do município de Votuporanga. A meta, que considero atingida, foi oferecer a, esse público, oportunidades de leitura e discussão crítica de livros e de textos do campo da Lingüística relacionados ao ensino/aprendizagem da leitura e escrita, sobre as teorias do letramento e as abordagens lingüístico-discursivas de fatos da linguagem priorizando os estudos ligados à relação oral/escrito (Corrêa, 2004; Kleiman, 1995, 1998, 2002; Street, 1994 e Tfouni, 1994); à propriedade dialógica da linguagem (Bakhtin, 2000) e aos estudos relacionados à Sociolingüística (Bagno, 1999, 2000, 2001, 2002 e Soares, 2001, 2002). Palavras-chaves: Linguagem, Letramento, Ensino, Aprendizagem
09 – “O que a gente fala passa, mas o que escreve permanece para sempre” - práticas de escrita de professoras: entre usos e mitos. Ana Lucia Espíndola – Professora Adjunta da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Kelly Cristina Costa Martins– Professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
O objetivo do presente trabalho é apresentar os resultados de uma pesquisa concluída que investigou as práticas de escrita de professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Utilizou-se como fonte para coleta de dados: a)entrevistas semi-estruturadas com 12 professoras de três cidades do interior do Estado de Mato Grosso do Sul e que eram, ao mesmo tempo, alunas de um curso de Pedagogia a Distância oferecido pela UFMS; b) análise de material escrito produzido pelas mesmas professoras. A análise dos dados obtidos no leva a apontar que há entre as professoras usos diversos da língua escrita tanto no trabalho como em sua vida pessoal. Por outro lado as práticas de escrita são marcadas por uma visão grafocêntrica onde prevalecem alguns mitos sobre a superioridade da língua escrita sobre a oralidade. Palavras-chaves: escrita, professoras, Ensino Fundamental

SESSÃO VI
Coordenadora: Maria Emília Lins
Dia: 11/07/07 – 9:00 às 12:00 horas

01 – Impactos da formação continuada e as estratégias de ensino da escrita do professor. Maria Emília Lins e Silva Margarete Maria da Silva, Roberta Lira dos Santos - Centro de Educação, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE.
O presente trabalho tem como objetivo descrever e analisar uma experiência de formação continuada em linguagem direcionada aos coordenadores e professores das séries iniciais do ensino fundamental da rede municipal de Recife. Estudos vêm apontando os desafios da formação continuada quanto à possibilidade dos professores refletirem sobre suas práticas (SCHÖN, 1992; ZEICHNER,1993) e fornecer meios para a criação de um pensamento mais autônomo. O espaço de formação continuada em linguagem, foco do presente estudo, ofereceu reflexões sobre as práticas sociais de letramento visando ações que gerassem impactos sobre a prática docente. Na prática de sala de aula, as estratégias de ensino da escrita são vinculadas ora à ameaça de castigo ora a uma prática contextualizada da língua escrita. Embora não linear, os impactos percebidos apontam aproximações e distanciamentos do modelo proposto pelo formador. Palavras chaves: formação continuada de professores, estratégias de ensino, letramento e escrita.
02 – Eu ensino, tu ensinas, ele ensina: nós ensinamos gramática?" Paula Porchat de Assis, EE "Elvira de Pardo Meo Muraro" Campinas-SP.
Esta comunicação visa a compartilhar os resultados de uma pesquisa que identificou as práticas pedagógicas dos professores de 1ª à 4ª série e 5ª à 8ª série - neste caso, da disciplina de Língua Portuguesa - do Ensino Fundamental de uma escola pública estadual em relação ao ensino de Língua Portuguesa. Com um olhar mais específico à abordagem do ensino da gramática, a pesquisa demonstra de que forma se estabelece o ensino de conteúdos gramaticais com as práticas e os objetivos de letramento e alfabetização, na escola. Este trabalho tem alguns resultados interessantes para serem socializados. Palavras-chave: Gramática - Estudo e ensino; Língua Portuguesa - Estudo e ensino; Letramento; Alfabetização.
03 – Apropriação da escrita alfabética: é possível alfabetizar letrando aos seis anos? Magna do Carmo Silva Cruz e Eliana Borges Correia de Albuquerque CEEL/UFPE.
Esta pesquisa constitui um estudo de caso que teve por objetivo analisar a relação entre as práticas de alfabetização de uma professora que lecionava no 1º ano do 1º ciclo em uma escola de referência da Secretaria de Educação Municipal do Recife e a aprendizagem dos alunos no que se refere ao ensino do Sistema de Escrita Alfabética. Foram utilizados como procedimentos metodológicos uma entrevista com a professora e a aplicação de uma diagnose com os alunos envolvendo atividades de escrita de palavras e texto. A análise dos resultados apontou que, possivelmente, a prática da professora baseada no “alfabetizar letrando” teria possibilitado a 87% dos alunos concluírem o ano na fase alfabética de escrita, produzindo textos coerentes e legíveis. Palavras-chave: Alfabetização, letramento, ciclo.
04 – O letramento para as práticas alfabetizadoras. Neuza Inácio da Silva, Departamento Pedagógico de Educação – Três Lagoas - MS e SEMEC - Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
Esta comunicação visa participar o trabalho desenvolvido em nosso município sobre o impacto dos estudos sobre o letramento para as práticas alfabetizadoras. As pessoas se alfabetizam, aprendem a ler e a escrever, mas não necessariamente adquirem competência para usar a leitura e a escrita. Letramento é um estado, uma condição de quem interage com diferentes portadores de leitura e de escrita, com diferentes gêneros e tipos de leitura e de escrita, com as diferentes funções que a estas desempenham na nossa vida. Os educadores são modelos de referência e precisam apropriar-se dessa prática, por isso desenvolvemos esse trabalho com grupos de educadores e queremos socializar os resultados já alcançados. Palavras-chave: práticas alfabetizadoras, professor formador, gêneros textuais, diferentes funções.
05 – Projetos temáticos no ensino fundamental: reflexões sobre a contribuição para o letramento. Jordana Thadei, UNIESP – SP; PUC-Cogeae.
Esta comunicação apresenta uma análise da contribuição do desenvolvimento de projetos temáticos situados para a construção/ampliação do letramento na 4ª série do Ensino Fundamental. Utilizando uma metodologia descritivo-interpretativa, investigamos a abordagem da língua/linguagem/gêneros nos projetos, considerando as práticas e eventos de letramento, os gêneros que circularam nos projetos e como foram abordados em eventos de leitura, escrita e oralidade. A pesquisa fundamentou-se nas teorias de letramento e em estudos referentes a práticas culturalmente sensíveis, especialmente a pedagogia de projetos. A análise aponta avanços em relação a práticas tradicionais, mas também armadilhas e dificuldades a serem superadas para a construção/ampliação do letramento. Palavras-chave: Letramento, leitura, escrita, projetos, gênero.
06 - Letramento e pluralidade: em busca do sujeito no discurso. Nair F. Gurgel do Amaral. UNIR. Porto Velho-RO.
Esta comunicação visa a compartilhar uma experiência feita com alunos de escolas ribeirinhas, do 1º ao 5º ano, proporcionando-lhes o acesso aos diferentes gêneros textuais, a fim de encontrar as marcas do sujeito no discurso. Por meio das atividades de letramento, procuramos desenvolver a produção textual na modalidade escrita. De acordo com Marcuschi (2003, p.21), “O letramento é um processo de aprendizagem social e histórica da leitura e da escrita em contextos informais e para usos utilitários, por isso é um conjunto de práticas, ou seja, letramentos.” Os textos orais ou escritos, de acordo com sua função, têm inúmeras finalidades que determinam sua organização, sua estrutura e seu estilo. Os estilos podem ser observados a partir dos gêneros textuais, onde é possível observar as marcas individuais e a subjetividade dos alunos. Palavras-chaves: letramento, subjetividade, gêneros textuais, cultura.
07 – Formação docente e realidade escolar: caminhos da transposição didática para a prática da alfabetização. Silvia M. Gasparian Colello (FEUSP/GEAL).
Os índices de analfabetismo, baixo letramento e fracasso escolar no país reforçam a necessidade de capacitar educadores. A despeito disso, as iniciativas de formação continuada pouco consideram os aspectos interferentes na (re) constituição do profissional e na transformação da escola. Tomando esses dois eixos como foco de análise, o objetivo da comunicação é apresentar uma pesquisa realizada com professores e coordenadores pedagógicos do município de São Paulo. Registros feitos ao longo de um curso permitiram a avaliação qualitativa dos fatores envolvidos na formação, a partir dos referenciais Vygostkyano e Bakhtiniano. As conclusões apontam para o difícil equilíbrio entre o aprender, refletir e fazer e para a relevância de se promover a capacitação nas dimensões científica, pedagógica, metodológica e humanizadora. Palavras-chaves: formação: alfabetização, dialogismo, relações interpessoais.
08 – Explorando o ensino da argumentação: como as professoras analisam a sua prática e a prática de suas colegas? Ana Carolina Perrusi Brandão, Telma Ferraz Leal e Maria Carolina Fernandes de Araújo. UFPE.
Neste estudo, apresentamos à análise que cinco professoras de Alfabetização (ou 1o ano do 1o ciclo) fizeram de aulas ministradas por elas próprias e por outras professoras atuando no mesmo nível de ensino. Os fragmentos de aulas analisados, extraídos a partir da observação de 15 aulas de cada professora, descreviam a atividade proposta e registravam, literalmente, falas das crianças e professora, gravadas no momento da aula e transcritas posteriormente. Todas as situações selecionadas para análise possibilitavam, em princípio, o desenvolvimento de habilidades argumentativas por parte das crianças. Discutiremos as reações, os comentários e os pontos levantados pelas professoras diante da leitura dos fragmentos de aula, buscando, assim, algumas pistas para o trabalho de formação de professores quanto ao ensino das habilidades argumentativas. Palavras-chave: argumentação, prática pedagógica, formação de professores
09 – Alfabetização e letramento: todos aprendem. Patrícia Regina Infanger Campos. Orientadora Pedagógica da Prefeitura Municipal de Campinas
A análise dos dilemas do cotidiano de uma escola da rede municipal de Campinas levou a equipe gestora e o corpo docente de 1º ano à 4ª série a uma reestruturação em seu trabalho pedagógico. Partindo do pressuposto de que a aprendizagem é um processo contínuo e da crença de que todos os alunos podem aprender, os professores têm se colocado o desafio de olhar para o que cada aluno sabe e o que precisa aprender para dar continuidade ao processo de alfabetização e letramento. A avaliação das produções escritas pelos alunos resulta em novos planejamentos pelos professores, que, coletivamente, definem objetivos a serem atingidos progressivamente para cada aluno/grupo de alunos. Leituras diárias e produções escritas constituem o fazer pedagógico. Palavras-chave: Letramento; Alfabetização, Trabalho diversificado.

SESSÃO VII
Coordenadora : Norma Sandra de Almeida Ferreira
Dia: 11/07/07 – 9:00 às 12:00 horas

01 - Lições de Alfabetização: o que acontece na sala de aula? AUTORES: Norma Sandra de Almeida Ferreira - pesquisadora do ALLE e professora da FE – Unicamp e Maíra Signorelli - graduanda de Pedagogia e membro do Grupo de Pesquisa ALLE-Unicamp, bolsista de IC - FAPESP.
Este texto tem como objetivo conhecer, de forma investigativa, como os professores, da cidade de Vinhedo (SP) estão alfabetizando, após as novas orientações teórico-metodológicas, que ganharam espaço nos últimos 20 anos, nos cursos de formação inicial e continuada. Nesta primeira fase da pesquisa, as respostas dadas ao questionário distribuído aos professores foram organizadas indicando mudanças, permanências, deslocamentos, rupturas, invenções e desinvenções, especialmente em relação aos seguintes aspectos: práticas pedagógicas, tipos e usos de materiais didáticos, opções teórico-metodológicas, entre outros. Num esforço interpretativo, de caráter mais geral, os dados coletados permitiram também construir algumas concepções que os professores expressam em seus discursos sobre a linguagem e alfabetização e sobre suas práticas.
02 - A formação de alunos alfabetizados e letrados: o que fazem as professoras da 1ª etapa do 1º ciclo de Pernambuco. Daisinalva Amorim de Moraes. UFPE
Esta comunicação visa a socializar os resultados da pesquisa de mestrado realizada com professoras da 1ª série do Ensino Fundamental da Rede Estadual de PE, com o objetivo de investigar o que as professoras faziam para formar crianças alfabetizadas e letradas. A Pesquisa tomou como referência os estudos de Ferreiro e Teberosky (1985), Soares (2003), Kleiman (1995), Morais e Albuquerque ( 2004 ). Utilizamos como procedimento metodológico à observação das práticas e entrevistas. Tomamos como categorias de análise, as rotinas diárias, as atividades desenvolvidas na sala de aula para o ensino da leitura e da escrita e os materiais utilizados pelas professoras e alunos. Serão apresentados os resultados das análises. Palavras-chaves: alfabetização, letramento, práticas de ensino, Sistema de escrita alfabética
03 – Alfabetização escolar na perspectiva da transversalidade. Cristina Satiê de Oliveira Pátaro, DME/UFSCar e FE/USP e Ricardo Fernandes Pátaro, FE/Unicamp
O trabalho discute a alfabetização nas séries iniciais, partindo do princípio de que a escrita é uma produção humana, cuja aprendizagem pressupõe a compreensão de seu significado e relevância. Tal perspectiva contrapõe-se a métodos de ensino que encaram leitura e escrita como processos mecânicos de decodificação e reprodução. Tem-se, como ponto de partida, o princípio da transversalidade (Araújo, 2003; Moreno, 1998), que articula o ensino dos conteúdos escolares à formação para a ética e cidadania. O intuito é mostrar as possibilidades que a transversalidade, na concepção aqui adotada, traz para o ensino da leitura e, sobretudo, da escrita, que passam a ser vistas não com fim em si mesmas, mas como meios para a formação ética e a construção de uma sociedade mais justa. Palavras-chave: alfabetização, transversalidade, formação ética
04 - Atividades de letramento em salas de educação infantil. Elisabete Carvalho de Melo - Universidade Federal do Acre
Esta comunicação visa apresentar o resultado de um estudo sobre as atividades de leitura e escrita realizadas por professoras de Educação Infantil de escolas públicas do Estado do Acre. Trata-se de um estudo qualitativo, de natureza analítica, que utilizou como instrumento prioritário de coleta de dados, a entrevista semi-estruturada, individual, com as professoras participantes e observação de suas salas de aula. Ferreiro, Kleiman, Kramer, Soares, Teberosky e Weisz, foram autores privilegiados para a análise dos dados. Os principais aspectos encontrados e analisados dizem respeito às contribuições dos pressupostos teóricos da psicogênese da língua escrita, para a ação docente das professoras, especialmente, no que diz respeito à elaboração de atividades numa perspectiva de letramento. Palavras-chaves: Alfabetização, Letramento, Leitura e Escrita, Prática Pedagógica
05 – Concepções pedagógicas e lingüísticas existentes nos softwares educativos destinados à alfabetização . Rosiane dos Santos Paiva, Universidade Federal do Espírito Santo/ES.
Esta comunicação visa apresentar algumas concepções de linguagem subjacentes em softwares educativos destinados à alfabetização, analisando como pressupostos existentes nos estudos de Saussure (1969), Chomsky (2005), Jakobson (1970), Fávero e Koch (1994) e Bakthin (2003) dialogam com esses contextos informatizados. Assim, torna-se essencial refletirmos sobre o conceito de software educativo e as concepções pedagógicas que podem permear o seu processo de produção, para que possa ser investigado de uma forma mais apropriada e inserido em um contexto real se esses softwares propiciam a formação de leitores ou de meros decodificadores da língua escrita. Palavras-chaves: Software educativo, concepções pedagógicas e lingüísticas, alfabetização.
06 – Práticas pedagógicas e apropriação da linguagem escrita em salas de recursos. Nerli Nonato Ribeiro Mori, Universidade Estadual de Maringá
As Salas de Recursos (SR) têm se constituído, desde 2002, no Estado do Paraná, numa das principais formas de atendimento aos alunos com dificuldades escolares. A partir de conceitos como linguagem e mediação, conforme definidos pela teoria Histórico-Cultural, no presente trabalho apresentamos e discutimos dados observados em seis SR. São confrontados episódios e resultados indicadores de sucesso e fracasso na apropriação da linguagem escrita. Destacamos que os melhores resultados não estão determinados por conhecimentos especializados, mas sim ao ensino organizado de forma a tornar consciente ao aluno questões relativas ao sentido, significado e grafia das palavras e do próprio texto. Palavras-chaves: prática pedagógica, linguagem escrita, aprendizagem conceitual, Salas de Recursos
07 – A prática pedagógica e a linguagem escrita nas séries iniciais do ensino fundamental. Marta Sueli de Faria Sforni ; Maria Terezinha Bellanda Galuch - Silvana Ferreira da Costa - bolsista PIBIC/ CNPq/ Universidade Estadual de Maringá
No desenvolvimento da pesquisa “O ensino da linguagem escrita nas séries iniciais do ensino fundamental”, fundamentada na perspectiva Histórico-Cultural, foram coletados textos de alunos de 2ª a 4ª séries do ensino fundamental. Observou-se nesses textos uma grande distância entre a escrita dos estudantes e o domínio da linguagem padrão. Posteriormente, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com os professores, procurando identificar práticas desenvolvidas em sala de aula. Os professores revelam um ensino centrado, quase exclusivamente, na produção de textos, e a inexistência de momentos de intervenção pedagógica no que se refere à sistematização do ensino dos conteúdos específicos da língua portuguesa. Concluímos que tal prática pode explicar o baixo desempenho dos estudantes como usuários da linguagem escrita. Palavras-chaves: linguagem escrita; ensino; aprendizagem.
08 – As práticas de ensino da leitura e escrita dos professores que participaram do ciclo de alfabetização (1986-1988) da secretaria de educação da cidade do recife: algumas reflexões. Juliana Maria Lima Coelho e Eliana Borges Correia de Albuquerque – CEEL/UFPE
O presente trabalho teve como objetivos analisar as contribuições das formações dos Ciclos de Alfabetização da Prefeitura da Cidade do Recife (1986- 1988) na prática dos professores alfabetizadores. Nos utilizamos de dois procedimentos metodológicos para a coleta de dados: a análise documental e a entrevista. Analisamos alguns textos que subsidiaram o trabalho de formação na área de alfabetização e as entrevistas foram realizadas com duas professoras que lecionam na referida rede desde a década de 1980. Percebemos que houve uma articulação entre os aspectos teórico-metodológicos presentes nos textos analisados e os depoimentos das professoras acerca de suas práticas de ensino da leitura e escrita, que envolvem, atualmente, exercícios propostos naquele período, como a produção de texto coletivo e as atividades de consciência fonológica para alfabetizar. Palavras- chave: alfabetização, Ciclos de Alfabetização, leitura, escrita.
09 – Mediação e criação de elos mediadores no desenvolvimento da leitura e da escrita: a experiência de um 2º ano do ensino fundamental. Ingrid da Silva Ricomini e Cyntía G.G. Simões Girotto. Unesp- Marília, SP.
A pesquisa, em andamento, tem como objetivo estudar como ocorre o aprendizado e desenvolvimento dos conceitos lingüísticos, discursivos e textuais, dos alunos de um 2º ano da rede pública, evidenciando o papel do professor, como aquele que, a partir de ações intencionais, não só medeia, como também cria os elos mediadores necessários a esse processo.Durante as observações considera-se o desenvolvimento humano da criança e como essa educação está sendo potencializadora para a aprendizagem e desenvolvimento da leitura e da escrita. Palavras chaves: mediação , aprendizagem e desenvolvimento da leitura e da escrita.

SESSÃO VIII
Coordenadora: Renata Junqueira de Souza
Dia: 11/07/07 – 9:00 às 12:00 horas

01 - A literatura e produção de textos em sala de aula: as metodologias de docentes de uma escola do ensino fundamental de presidente prudente. Pedro Adalberto Top Junior; Suelen Santos Monteiro; Renata Junqueira de Souza (orientadora). CELLIJ, Faculdade de Ciências e Tecnologia/UNESP/Presidente Prudente, PIBIC/ CNPq.
O “Programa de Leitura Fundamentado na Literatura” é um desdobramento de três pesquisas desenvolvidas pela Prof.ª Dr.ª Renata Junqueira e que vem agora sendo desenvolvida através de pesquisas de iniciação científica. Esta apresentação é um recorte de parte desta pesquisa. Pesquisas anteriores (Souza, 2005, Sousa, 2006) mostram que o livro didático não permite ao aluno um contato com material diversificado de leitura, e que docentes das séries iniciais se declaram inseguros e mal formados para o trabalho com os textos literários. A partir disso, analisamos uma entrevista realizada com os professores de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental, com o intuito de verificarmos o perfil teórico-metodológico destes antes de iniciarmos com a aplicação inserida no referido Programa. Assim, embora a pesquisa esteja em andamento, pretendemos mostrar os resultados parciais e as metodologias destes docentes com relação ao ensino da produção de textos e as relações com a literatura. Palavras-chaves: leitura, literatura, produção de textos e ensino, formação.
02 – De leitor a escritor: um estudo de caso. Vilma Pellegrino (UNIVERSO-Niterói) e Vania Belli (UNIVERSO-Niterói).
Neste trabalho são analisadas as relações entre a alfabetização precoce e a paixão pela leitura e escrita na memória/história de um sujeito identificado como portador de Altas Habilidades (PAH). A identificação ocorreu com os seguintes indicadores: início da fala aos 6 meses; leitura de palavras aos 10 meses; aos 5 anos lia livros de Monteiro Lobato; aos 10 devorava textos da literatura universal, e, aos 16, obteve dois prêmios literários nacionais. O gosto apurado pela literatura levou-o ao doutoramento na área. Este estudo de caso é um desdobramento de uma pesquisa sobre o papel desempenhado pela estrutura familiar e suporte escolar no desenvolvimento do PAH (Renzulli,1986; Colangelo,199;Silvernam,1993). Analisando este percurso heterodoxo, através de um auto-relato, é possível apontar os dispositivos nos âmbitos sociais que suportam diferentes práticas de letramento. Palavras-chaves: Leitura literária, Altas Habilidades, Estrutura familiar, Educação escolar.
03 – Alfabetização e letramento: leitura das idéias e das imagens. Fernanda Figueira Marquezan e Maria Talita Fleig. Universidade da Região da Campanha/RS, Centro Universitário Franciscano de Santa Maria/RS e EMEI Gralha Azul - Itaara/RS.
Partilhar um relato de experiência é o objetivo desta comunicação, configurado a partir de resenhas críticas de acadêmicas do Curso de Pedagogia de uma Instituição de Ensino Superior/RS, na disciplina de Metodologia da Alfabetização I. Com o propósito de contextualizar e visualizar os conteúdos e referenciais teóricos: Mortatti (2006), Soares (2004), Ferreiro (1995), utilizou-se como recurso didático o documentário “Que letra é essa?”, trajetória de Patrick, de 2002/2004 na primeira série do EF. O que chamou atenção no documentário é o entendimento que os envolvidos - família e escola- têm do que significa alfabetização. Acreditam que ser usuário proficiente da escrita é suficiente, minimizando a função social da leitura e da escrita. A abordagem da realidade educacional repleta de significados permite visualizar habilidades e limitações expressas pelos envolvidos, por meio da análise e a discussão das imagens e das idéias do documentário. Palavras-chave: alfabetização e letramento; formação docente, recurso audiovisual.
04 – Alfabetização e letramento: formação do leitor no ensino fundamental. Juliana Bueno da Silva e Mary Kelly Rissotti Ribeiro, Prefeitura Municipal de Limeira, Limeira-SP
Esta comunicação visa confrontar conceitos sobre leitura, alfabetização e letramento com a problemática do déficit de leitura no quadro educacional brasileiro e de como esta leitura pode intervir na vida acadêmica e social do aluno. Compartilharemos as experiência de leituras feita de vários autores como TFOUNI, FERREIRO, KLEIMAN, PCN, etc. As questões abordadas nesse trabalho abrange aspectos ligados à família, ao governo e à escola, pois há a necessidade de uma integração entre essas instituições, já que todas são responsáveis pela formação do sujeito. Sendo o problema também social, vê-se a grande necessidade de se resgatar o real papel de cada uma das instituições anteriormente citadas através de muitas ações e discussões, sendo esta última, nossa proposta dentro deste seminário. Palavras-chaves: leitura - letramento – alfabetização
05 – Leitura e produção de textos em uma turma em processo de alfabetização: relato de uma experiência. Maria Elisa de Araújo Grossi, E. M. Nossa Senhora do Amparo e Ceale/FaE/UFMG
Esta comunicação visa relatar uma experiência de acompanhamento de uma "Turma-Projeto" de 2º Ciclo em processo de alfabetização. Práticas de leitura e de produção de textos foram vivenciadas pelo grupo de alunos, em virtude do desenvolvimento de um Projeto de Trabalho. Os alunos interagiam com textos autênticos, utilizando o conhecimento que já possuíam sobre o assunto abordado no projeto. As atividades de leitura e de produção de textos eram significadas pelos objetivos do grupo. Palavras-chaves: Gêneros Textuais, Alfabetização, Letramento
06 – A construção de si como um herdeiro: Pedro Nava e os episódios de Baú de Ossos. Juliana Ferreira de Melo. Escola Estadual Luiz de Bessa e Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais.
O artigo apresenta alguns dos resultados da pesquisa sobre os modos e as condições de inserção nas culturas do escrito por um herdeiro. A investigação, que tem como fonte principal as memórias de Pedro Nava (1903-1984), fundamenta-se nas teorias da Análise do Discurso, da História Cultural, como também nos estudos da Sociologia da Educação. Com o objetivo de lançar luz sobre a relação estabelecida entre o locutor, seu enunciado e o mundo, realizou-se a análise da posição sócio-histórica do autor-narrador, encenada em suas memórias, a fim de se compreender como Pedro Nava, em Baú de Ossos, constrói uma imagem de si mesmo como um herdeiro. Com efeito, evidenciou-se que o mundo criado e recriado pelo escritor na esfera memorialística, pelo fato mesmo de se caracterizar pela tênue relação entre autobiografia e ficção, encena histórias de vida e percursos de formação. Palavras-chave: escrita memorialística – Pedro Nava – história de vida – formação de um herdeiro
07 – Os novos desafios propostos à educação: a escolarização da leitura nas aulas de geografia. Maria Aparecida dos Santos Moutinho - Programa de Pós-Graduação em Educação – FCT – UNESP – Presidente Prudente. Orientadora:Ana Maria Costa Santos Menin.
Esta pesquisa tem por objetivo conhecer as habilidades de leitura desenvolvidas nas aulas de geografia. Vivemos em uma sociedade em que o uso da leitura é cada vez maior, ao mesmo tempo em que nas avaliações externas nacionais e internacionais, grandes contingentes de estudantes brasileiros apresentam um desempenho insatisfatório. A pesquisa fundamenta-se em teorias sobre a leitura de Goulemot (1996), Smith (1999), Cosson (2006), Silva (1993), Solé (1998),Souza (1992) e outros. Parte da idéia de leitura como produção de sentido cujo significado é dado pelo leitor utilizando conhecimento prévio do assunto e da linguagem do texto, sendo um processo interno, mas que pode ser ensinado. E esta é a função da escola. A competência leitora deve ser vista como um conteúdo transversal do currículo a ser trabalhado em todas as disciplinas. A pesquisa será desenvolvida com um grupo de professores e alunos de duas escolas estaduais da Diretoria de Ensino de Birigui, estando na fase de aplicação de questionário. Palavras-chave: competência leitora; avaliações externas; geografia.
08 – Literatura e alfabetização: o que surge quando o texto literário ocupa a centralidade da prática pedagógica? Luciana Pires Alves, Universidade Federal Fluminense. Niterói-RJ.
A proposta de comunicação traz algumas questões discutidas em minha dissertação: Passeios e Narrativas: Histórias que Habitam o Ciclo de Alfabetização em Duque de Caxias. A pesquisa procurou pensar a trajetória do Ciclo de Alfabetização através das práticas pedagógicas, investigando as tensões, as relações de poder e saber; as trajetórias das crianças e suas formas de tecer os espaçostempos cotidianos. O estudo foi desenvolvido entre 2004 e 2006, com crianças da Baixada Fluminense, região periférica no Estado do Rio de Janeiro. Trazer a literatura para a centralidade da prática pedagógica representou uma subversão da lógica escolar que procura uma linearidade, ao partir de esquemas simples ou mais “fáceis” para o complexo percebido como difícil. A subversão se inscreve ao propor: por que não alfabetizar com textos literários? Por que não aprender a escrever escrevendo a própria história? Nesta tensão, vivenciamos a leitura como experiência, definida por Benjamin, como o que incita e promove ressonâncias. A obra escolhida foi Haroun e o mar de histórias de Salman Rushie, a força das suas possibilidades da leitura nos invadiu criando artes de dizer as diferentes histórias de sonho e de vida que habitam o cotidiano. Palavras-chaves: Alfabetização, literatura, processos enunciativos, narrativa e experiência.

SESSÃO IX
Coordenador: Dagoberto Buim Arena
Dia: 11/07/07 – 9:00 às 12:00 horas

01 – Relações entre ler e fazer locução no ensino fundamental. Dagoberto Buim Arena UNESP Marilia/Núcleo de Ensino/Pró-Reitoria de Graduação. Grupo de Pesquisa: Processos de leitura e de escrita: apropriação e objetivação.
O trabalho analisa uma situação de locução de um texto, por uma aluna de primeira série de uma escola municipal de Marília, SP, com o objetivo de apontar as relações entre oralidade, escrita, leitura e locução. Para isso, foram adotados os princípios da teoria da enunciação, com destaque para as relações históricas e culturais da língua. As conclusões indicam que a escola fundamental ensina e treina a locução como se ensinasse o ato de ler. Esse distanciamento entre correspondências letras, fonemas e significação, durante a locução, expõe as dificuldades do aluno na apropriação do sentido, porque ocupa a função de locutor, mas não a de leitor de palavras durante um ato público, na própria sala de aula. Palavras-chave: leitura; locução; apropriação de sentido
02 – A apropriação dos conceitos de alfabetização e letramento: o discurso e a pratica de professoras alfabetizadoras em uma escola municipal de Belo Horizonte. Kely Cristina Nogueira Souto e Marildes Marinho / Ceale/FaE/UFMG.
Esta pesquisa de natureza qualitativa caracteriza-se como um estudo de caso desenvolvido com duas professoras alfabetizadoras que atuam na rede municipal de Belo Horizonte. Tem como objetivos compreender os pressupostos teóricos e metodológicos que fundamentam as práticas de alfabetização com letramento; conhecer o modo como os professores se apropriam dos conceitos de alfabetização e de letramento; analisar o discurso sobre o processo de alfabetização com letramento identificando o que os professores falam e o que fazem nesse processo. A fundamentação teórica se sustenta nos estudos voltados à aquisição do sistema de escrita, psicogênese, letramento, formação dos professores e discursos, especialmente os estudos de Bakhtin, Ferreiro, Soares e Tardif. A metodologia compreende entrevistas com as professoras, observações e filmagens em sala de aula.
03 – Alfabetização e letramento na escola: práticas possíveis? Kelly Cristina Costa Martins ¹ & Ana Lucia Espíndola 2 - Departamento de Educação da UFMS.
Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa de cunho qualitativo, realizada em uma sala de primeira série, de uma escola municipal da cidade de Três Lagoas - MS, onde analisamos o processo de inserção da criança no mundo da leitura e da escrita, e as práticas de alfabetização e letramento dentro e fora da sala de aula, pois, segundo Soares (1998), é necessário envolver-se com as práticas sociais de leitura e escrita. Verificamos que, apesar das dificuldades em se alfabetizar em um ambiente que muitas vezes não favorece a aprendizagem em uma realidade social, ainda assim, a professora desenvolve um trabalho importante com seus alunos levando-os a enxergarem essas tecnologias também com uso e função extra-escolar. Palavras-chaves: alfabetização, letramento e escola.
04 – Palavras proibidas, palavras omitidas, palavras da vida. o que fazemos com elas na escola? Margarida dos Santos Costa. Instituto de Educação do Rio de Janeiro.
Quais palavras temos permitido entrar na escola? Palavras são pedaços de vida! Precisamos aprender a tocá-las. Um grande desafio a ser enfrentado por nós, professores, que temos assumido a necessidade de vivenciar com os alunos, dos anos iniciais do Ensino Fundamental, práticas sociais de leitura e escrita. Nesta comunicação, compartilharei e discutirei como venho aprendendo com alunos, marcados pelo fracasso escolar, a"tocar"em suas palavras e a ajudá-los a descobrir outras. Nessa experiência (LAROSSA,2001) os atos de leitura e escrita têm sido orientados pelas seguintes perguntas: Falar, ler e escrever, para quê? Para quem? Quando? O que gostamos de falar, ler e escrever na escola? Assim vamos encontrando uma possibilidade de enfrentarmos o fracasso escolar. Palavras-chaves: práticas sociais de leitura e escrita, fracasso escolar, desafio.
05 – Práticas discursivas escolares: borrando as fronteiras entre alfabetização e letramento. Luís Henrique Sommer, PPGEDU-ULBRA.
O trabalho apresenta resultados de pesquisa que examinou práticas discursivas escolares, aqui entendidas como produções da escola (GVIRTZ, 1999). O corpus de análise da pesquisa foi composto a partir da aplicação de questionários qualitativos (n=128) junto a professoras atuantes no ensino fundamental gaúcho. Nesta comunicação, inspirado na teorização foucaultiana, centro-me na análise dos sentidos que a alfabetização assume nas práticas discursivas escolares. Ao longo do texto, demonstro e analiso a presença de regularidades enunciativas sobre a alfabetização, especialmente aquelas que ritualizam uma união entre a tradição freireana e o discurso construtivista, além de sinalizar o borramento das fronteiras entre alfabetização e letramento, que Soares (2004) refere como a desinvenção da alfabetização. Palavras-chave: práticas discursivas escolares, alfabetização, letramento
06 – Os discursos sobre alfabetização nos planos de estudos: construções interdiscursivas. Patrícia Moura Pinho, Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Canoas – RS e PPGEdu/UFRGS.
Este estudo contempla análises sobre os conhecimentos de leitura e escrita que são selecionados, classificados e seqüenciados para a prática pedagógica alfabetizadora nos planos de estudos. A análise dos Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa (1997) foi necessária para se compreender e delinear as tramas intertextuais e interdiscursivas que marcam os planos de estudos das escolas municipais de Canoas. Considerando os Estudos Culturais como campo teórico que sustentou esta dissertação, a intenção era problematizar os modos como os conhecimentos ou os discursos sobre alfabetização vinham sendo incorporados ao planejamento das séries ou classes de alfabetização do município de Canoas. Palavras-chaves: alfabetização, discursos, interdiscursividade, currículo.
07 – Uma visão humanizadora na formação de professores alfabetizadores. Martha Sirlene da Silva - GEAL/ FEUSP (Grupo de Estudos sobre Alfabetização e Letramento);UNIb; FATI.
O objetivo desta comunicação é socializar a pesquisa realizada com professoras da rede municipal de São Paulo sobre formação de Alfabetizadores que teve como eixo as questões. Os cursos de formação estão favorecendo a transposição da teoria à prática pedagógica? Como acontec