| 01 - As leituras de um moedor de grãos da Idade Média e os indícios de leituras na escola contemporânea. Rodrigo Bastos Cunha, Universidade Estadual de Campinas, IEL, Unicamp. |
| O objetivo deste trabalho é destacar alguns pontos de um estudo específico, realizado pelo historiador italiano Carlo Ginzburg, na década de 1970 - o qual publicou sob o curioso título de O queijo e os vermes -, para apontar, em seguida, pesquisas recentes envolvendo leitura, escrita e ensino que trazem idéias do campo de estudos mais amplo em que essa obra se insere ou se baseiam em contribuições como as que nela destacarei, em particular. Tentarei fazer, antes, um esboço do contexto em que surge essa pesquisa dentro dos estudos da história e, mais especificamente, dentro do campo da história cultural. Por fim, apresentarei uma possibilidade de estudo e abordagem sobre leitura e escrita na escola contemporânea a partir de procedimentos e concepções aqui destacados. (Palavras-chave: leitura, escrita, história, cultura e ensino) |
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| 02 - Escola, palavra e poder: os castigos e a representação literária. Anabelle Loivos Considera Conde Sangenis e Luiz Fernando Conde Sangenis, Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ. |
| O presente texto se propõe a uma incursão pelos paradigmas da ficção brasileira - quer sejam os seminais, quer sejam os contemporâneos - com vistas a compreender a representação literária da ambiência escolar, seus problemas e suas inquietações. Entre Escola, Palavra e Poder, o trabalho buscará averiguar quais leitmotivs literários estiveram a serviço de um discurso sobre a educação e seu aparelho disciplinar, mormente quando tais textos descreviam, poeticamente ou por via da desconstrução, os castigos aplicados pelos mestres a seus discípulos. A comunicação problematizará, assim, a linguagem potencializadora da recriação do cotidiano, contida em um discurso literário que, embora datado entre os séculos XIX e XX, faz-se fonte precípua, a fim de dar vazão a uma estimulante pesquisa sobre as relações de poder no universo escolar. |
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| 03 - Duas abordagens para o estudo da história das instituições escolares. Flora Cardoso da Silva, Universidade de Sorocaba, Uniso e Faculdade de Tecnologia de Sorocaba. |
Esta comunicação visa compartilhar as reflexões sobre como os autores que se situam no campo da cultura escolar estão produzindo a história das instituições. Depois de conceituado o termo 'cultura escolar', foram analisadas as obras de Rosa Fátima de Souza,Luciano Mendes de Faria Filho e Carlos Monarcha, para verificar quais as categorias, fontes e procedimentos estes autores utilizam na pesquisa, enfim, como é fazer história da instituição escolar com este referencial. A seguir também foi analisado como os autores que se situam no campo do materialismo dialético procedem para realizar a pesquisa. Foram abordados os trabalhos de Esther Buffa e Paolo Nosella sobre as escolas de S.Carlos.Como conclusão, podemos dizer que tanto um referencial como outro contribuem para trazer à tona aspectos desconhecidos da realidade, ficando a escolha a cargo de cada pesquisador. É preciso rigor científico para tratar o objeto de pesquisa, a fim de que não se fique em generalizações abstratas e nem em minúcias que se perderão por não representar o todo. (Palavras-chave: história - instituição escolar - cultura escolar - materialismo dialético - referencial teórico-metolodológico)
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| 04 - Leituras do mural: espaço de materialização das culturas escolares. Idelsuite de Sousa Lima, Universidade Federal de Campina Grande, UFCG. |
| Os estudos que privilegiam a cultura escolar como objeto de investigação despontam como possibilidade de realizar uma incursão pelo intramuro da escola, no intuito de colocar em realce as práticas escolares. Neste trabalho procurei indícios do conhecimento escolar e das práticas culturais incorporadas pelas culturas escolares manifestas através de documentos ordinários da escola. Foram utilizados textos e anotações da pasta-arquivo do mural da escola, registros ordinários do cotidiano escolar e agenda da coordenadora pedagógica. A incursão pelos registros ordinários inaugura possibilidades de captar formas de organização do processo de escolarização conferindo às fontes documentais estatuto de reveladoras das culturas escolares. (Palavras-chave: conhecimento escolar - culturas escolares - práticas culturais- escolarização) |
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| 05 - Leituras de si, leituras da escola: tempo, memória e armadilhas da modernidade. - Maria Ângela Borges Salvadori, Universidade São Francisco, USF. |
| Dentre tantas armadilhas da modernidade, a interpretação linear do tempo e sua vinculação com a idéia de progresso aparecem entre as mais ameaçadoras (Benjamin, 1994). Nesta comunicação, interrogar-se-ão os sentidos e percepções do tempo na cultura escolar, particularmente, a partir de depoimentos (auto)biográficos de professores. Trata-se, nesta perspectiva, de compreender tanto a permanência de concepções iluministas de cultura no conjunto das práticas escolares quanto de refletir sobre processos de formação docente que tomam as memórias dos sujeitos professores como seu fundamento. Neste processo, cresce a armadilha da profusão de discursos individualistas e marcadamente narcísicos em detrimento do compartilhar das experiências (Benjamin, 1994). Este projeto de pesquisa conta com o apoio da FAPESP. (Palavras-chave: tempo, memória, modernidade, biografia, autobiografia) |
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| 06 - Estudos: Murilo Mendes/Goya – A palavra/a imagem em interação – Lições de Espanha. Maria Bernardete da Nóbrega, Universidade Federal da Paraíba, UFPB. |
| O presente estudo discorre sobre a interação entre a palavra/a imagem, o poema/o quadro, o poeta/o pintor, Murilo Mendes/Goya no limite da construção do discurso estético em que o ato performativo delimita o percurso dos sentidos (Eco) no exercício intensivo de múltiplas leituras. Esse gesto de leitura orienta o ritual científico das reflexões teóricas formuladas por Bakhtin/Volochinov(1981), Bakhtin(1981,1997,1998), Roudaut(1988), Cumming(1998), Genette(1972), Greimas(1976, 1979, 1981), Geninasca(1975), Leiris(2001), (Santaella(1995) Santaella e Nöth(2001), Székely(1972). Delimitamos como corpus a Série Pictórica da obra Tempo Espanhol, de Murilo Mendes (1959), pela seleção de signos que indexaram o código pictórico. As leituras gestáltica e semiótica do poema "Goya", Murilo Mendes(1959) e da tela "Os Fuzilamentos de Moncloa" (3 de Maio de 1808), Goya(1814), deverão demonstrar como são modulados os discursos estéticos na densidade intersemiótica poesia/pintura. Essas leituras funcionam enquanto mecanismo instrumental para exercitar a capacidade de perceber/ver/ler a repercussão poética de outras artes (Sena, 1963), em que a palavra/a imagem compõe um sistema heterossemiótico na composição hierárquica de linguagens em interação. A nossa proposição é destruir/construir/traduzir esses movimentos discursivos que se enredam na interação autor/leitor/texto/contexto a construir percursos definidores do conjunto - de estudos, esboços, exercícios, séries. Espanha afiada pelas lições do idioleto muriliano-goyesco a traduzir o substrato hispânico - "De passar a vida ao fio da espada". Museu de tudo. Lições inscritas/escritas no horizonte do discurso poético. (Palavras-chave: discurso estético, interação, poepicturalidades) |
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| 07 - Leitura e uso das fontes no ensino de história. Paulo César Tomaz, Universidade Estadual de Maringá, UEM. |
Esta comunicação tem por objetivo analisar as principais correntes historiográficas no estudo de História, tais como o Positivismo, o Marxismo e a História Nova, buscando compreender como essas correntes historiográficas trataram a leitura, a interpretação e o uso das fontes para a compreensão dos acontecimentos históricos. Objetiva igualmente analisar o enfoque dado a esse assunto no ensino de História no Brasil, tendo como base de análise os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de 5ª a 8ª Séries, cuja finalidade é também capacitar o aluno a "dominar procedimentos de pesquisa escolar e produção de textos, aprendendo a observar e colher informações de diferentes paisagens e registros escritos, iconográficos, sonoros e materiais." (PCN,1998). (Palavras-chaves: correntes historiográficas, leitura e uso das fontes, ensino de História)
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| 08 - As armadilhas da relação família-escola no processo de institucionalização do modelo escolar. Robson Borges Maia, Unidade de Ensino Superior Ingá, Uningá, Maringá, e João Luiz Gasparin, Universidade Estadual de Maringá, UEM. |
| Esta comunicação é uma leitura da realidade que visa discutir o modelo cultural advindo da relação estabelecida na atualidade entre a família e a escola. Tedesco (2002) discute o déficit de socialização que essas duas importantes instituições vêm sofrendo nas últimas décadas. Anísio Teixeira (1975), já na década de 1930, defendia a necessidade de a escola tomar para si grande parte das funções que, até então, eram desempenhadas exclusivamente pela família. Esta pesquisa, de caráter teórico-descritivo, foi realizada na perspectiva do materialismo histórico-dialético. Constatou-se que a transferência de responsabilidades da família para a escola vem, de certo modo, dificultando o processo de transmissão dos saberes escolares, função precípua da escola. No entanto, ainda não se pode afirmar que estamos diante de uma nova cultura escolar, fruto da nova relação família e escola. Ou seria mais uma armadilha social a impedir a socialização do saber? De todo modo, há fortes indícios de que tal cultura esteja em processo de elaboração. (Palavras-chaves: Nova leitura da relação família-escola, transferência de responsabilidades, processo de socialização) |
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| 09 - Memória da escola: investigando as práticas educativas em “História da Minha Infância” de Gilberto Amado. Solyane Silveira Lima e Geane Corrêa dos Santos, Universidade Federal de Sergipe, UFS. |
| Diferentes práticas de formação e de estrutura escolar nas últimas décadas do século XIX estão presentes na narrativa de Gilberto Amado. Esse trabalho tem a pretensão de investigar e refletir sobre essas práticas com o objetivo de elucidar a memória escolar. Ancoradas nos pressupostos teóricos da Nova História Cultural, que possibilitou a utilização de novas fontes na pesquisa histórica, buscaremos fazer uma leitura da obra autobiográfica desse intelectual sergipano. (Palavras-chave: História da Educação, Leitura, Escola, Memória, Literatura) |
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