VII Seminário “Mídia, Educação e Leitura”

SESSÃO I
Coordenação: Lucília Maria Sousa Romão
Dia: 12/07/2007, das 09:00 às 12:00 horas

01 - DISCURSO JORNALÍSTICO E LEITURA NA REDE ELETRÔNICA. Lucília Maria Sousa Romão, FFCLRP/ USP (FAPESP-04/14995-5).
   Esse texto intenta refletir, à luz da Análise de Discurso francesa, como os sentidos e os sujeitos constituem-se no discurso jornalístico impresso e eletrônico, inscrevendo gestos de leitura sempre plurais. A análise do corpus colhido no jornal Folha de S. Paulo e na Folha On Line indicia o modo pelo qual a memória, o arquivo e a ideologia promovem o retorno e a atualização de alguns sentidos e o apagamento de outros.
02 - DEZ ANOS DEPOIS, O DISCURSO JORNALÍSTICO SOBRE ELDORADO DE CARAJÁS. Thaís Harumi Manfré Yado. FFCLRP/ USP e Lucília Maria de Sousa Romão. FFCLRP/ USP (FAPESP-04/14995-5).
Esse projeto tem por objetivo investigar o funcionamento discursivo de trinta manchetes jornalísticas dos principais periódicos nacionais sobre as "comemorações" a respeito do tema os dez anos do massacre de Eldorado de Carajás. Pretendemos observar como a voz da mídia constitui sentidos de autoridade e suposta verdade, fazendo falar uma narrativa sobre um acontecimento já passado em um tempo agora marcado por outras condições de produção e indicando uma diretividade de leitura, fixando um único sentido, a saber, algo estabilizado que não causa estranheza nem indignação. Interessa-nos investigar a maneira como a mídia instala-se no lugar de voz de autoridade e assim formula seus dizeres, inscreve posições-sujeito, recorta redes do interdiscurso, atualizando-as para manter o sentido dominante. A análise indiciária do corpus faz falar o modo como a chamada grande mídia enuncia a respeito dos conflitos sociais no/do campo, silenciando as causas da desigualdade de acessos no país. PALAVRAS-CHAVE: discurso jornalístico; manchete; sujeito; ideologia; memória
03 - O DISCURSO TEXTUALIZADO NAS LEGENDAS DO JORNAL BRASILdeFATO. Jonathan Raphael Bertassi da Silva (AG) FFCLRP / USP - FAPESP IC ( 06/60566-4) e Lucília Maria Sousa Romão (Orientadora) FFCLRP / USP - FAPESP (04/14995-5).
Este trabalho intenta interpretar, a partir dos pressupostos teóricos da Análise do Discurso de matriz francesa, imagens e legendas do jornal BRASILdeFATO, buscando rastrear o modo como a ideologia faz parecer evidentes certos sentidos e a forma como ela inscreve uma diretividade de leitura. O sujeito, entendido aqui como posição discursiva, é interpelado por dois esquecimentos, acreditando que é a fonte de seu dizer e que as suas palavras correspondem a um retrato termo a termo da linguagem com a realidade objetiva. Tais ilusões serão observadas em relação ao dizer das/sobre as fotografias jornalísticas, tomadas como a representação "neutra" dos fatos. A noção de que ´jornalismo é "imparcial" e neutro é muito difundida; no entanto, consideramos que sempre há enquadramentos, ângulos, focos, edição das imagens e legendas de ancoragem, que são determinadas pela posição que o sujeito enunciador ocupa e pelo modo como constrói seus gestos de leitura.
04 - O SUJEITO DISCURSIVO E A LEITURA DO MIDIÁTICO. Ane RibeiroPatti (Unifran) e Lucília Maria Sousa Romão (FFCLRP/USP).
O intento deste trabalho é discutir, a partir dos pressupostos teóricos da Análise do Discurso de filiação francesa e da psicanálise de leitura lacaniana, como o sujeito discursivo promove movimentos de repetição, ruptura e deslocamento a partir da leitura das textualizações midiáticas, especialmente aquelas postas em discurso pela televisão e pela malha eletrônica. Propomos uma reflexão acerca das representações de feminino e masculino do sujeito-criança em fase pré-escolar, que tem acesso ao interdiscurso midiático sobre a globalização como forma de se ancorar em vozes legitimadas para dizer de si, e, com isso, não acessar o que foi silenciado em outras formas de dizer, como, por exemplo os livros, precioso objeto de provoc[ações] e de mudanças sociais. PALAVRAS-CHAVE: Análise do discurso; Psicanálise; sujeito discursivo; mídia.
05 - ARACRUZ e MST: GESTOS DE LEITURA E CONFRONTO DE DISCURSOS. Vivian Lemes Moreira, Universidade de São Paulo- Ribeirão Preto. Fapesp (número- 07/50286-7) e Lucília Maria Sousa Romão, Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto. Fapesp (número-04/14995-5).
   O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre os discursos que circularam, na mídia eletrônica, a respeito do episódio de mobilização das mulheres da Via Campesina, apoiadas pelo MST no Rio Grande do Sul, nos laboratórios da Aracruz em 08/03/2006, investigando os gestos de leitura possíveis do político no contexto da informação. Utilizando o referencial da Analise do Discurso de matriz francesa, a pesquisa busca compreender a historicidade dos discursos que envolvem a questão da terra, a reforma agrária e os povos indígenas no país, marcando com várias vozes, silenciadas em outros contextos sócio-históricos, retornam promovendo rupturas dos sentidos naturalizados e tidos como evidentes. Nosso corpus é constituído por recortes lingüísticos colhidos em blogs eletrônicos, sites da Aracruz e do MST, revistas e jornais eletrônicos. PALAVRAS-CHAVE: leitura, discurso, rede eletrônica, mídia.
06 - ARMADILHAS PARA O CORPO: A LEITURA DOS MODELOS DE BELEZA NO DISCURSO MIDIÁTICO. Cláudia Regina Benedetti, Centro Universitário Barão de Mauá, e Lucília Maria Sousa Romão- FFCLRP/ USP.
Considerando a mídia como lugar privilegiado para a manutenção da ideologia dominante e como ponto de condensação de discursos tidos como evidentes e naturais, buscamos investigar como se organizam os significados sócio-históricos sobre o corpo feminino, preso à armadilha estética, alienado em e por uma discursividade que circula em escala mundial. Para o analista do discurso, quebrar armadilhas significa inscrever gestos de leitura crítica da versão midiática, desnaturalizando o corpo construído por ela, em geral, marcado pelo efeito de beleza perene e de matéria de consumo; significa, por fim, levar em conta a ideologia e a memória. PALAVRAS-CHAVE: análise do discurso; mídia; corpo.
07 - AS REDES DE MEMÓRIA E O DISCURSO DE/SOBRE SUJEITOS HOMOSSEXUAIS. Carla Krauss Lima, FFCLRP-USP - Ribeirão Preto/SP e Lucília Maria Sousa Romão, FFCLRP-USP.
   O presente trabalho pretende discutir como a questão da homossexualidade é discursivizada em uma telenovela veiculada pela Rede Globo em horário nobre e em cadeia nacional. Também busca percorrer e vasculhar, à luz da Análise do Discurso de filiação francesa, a produção dos sentidos de/ sobre as personagens homossexuais, pontuando o modo como o interdiscurso é atualizado e faz retornar sentidos de interdição e silenciamento.PALAVRAS-CHAVE: Discurso, memória, mídia, homossexualidade, silêncio.

08 - A INTERAÇÃO RADIOFÔNICA NA CRÔNICA DE ARNALDO JABOR: MEDIAÇÃO ENTRE DISCURSO, PODER E IDEOLOGIA. Claudia Deliza Jakubowski, USP.
   A partir da análise da crônica "Marcola, um sinal dos tempos", de Arnaldo Jabor, transmitida pela rádio CBN (Central Brasileira de Notícias) objetiva-se descrever os mecanismos argumentativos e as diferentes configurações de contexto e de interação presentes neste tipo de prática discursiva. Tratar-se-á da maneira pela qual autor e ouvinte regulam as trocas sociais, constroem as representações dos valores e crenças ideológicas que subjazem suas práticas, criando e manipulando a linguagem em interação e, por conseguinte, produzindo sentido. PALAVRAS-CHAVE: argumentação, interação, ideologia.
09 - A IDENTIFICAÇÃO DAS ARTIMANHAS DA MÍDIA NO PROCESSO DE PRODUÇÃO DO JORNAL PEDAGOGIA EM NOTÍCIAS. Milka Helena Carrilho Slavez, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS.
   Nesta comunicação pretendo compartilhar a experiência da elaboração do jornal Pedagogia em Notícias, produto do projeto de extensão Jornal Universitário desenvolvido na UEMS – unidade de Paranaíba. O referido projeto apóia-se numa metodologia de pesquisa participante. Envolve ações de ensino, pesquisa e extensão, pois a produção do jornal requer conhecimento da linguagem e recursos próprios do jornalismo que são fundamentados em: Lage (1993); Faria & Zanchetta (2002); Charaudeau (2006); Hernandes (2006). Os integrantes do projeto participam de situações que propiciam um maior entendimento das artimanhas da linguagem jornalística. Espera-se com esse trabalho que os acadêmicos envolvidos consigam reconhecer as armadilhas da mídia, em especial do jornal. PALAVRAS-CHAVE: mídia; educação; jornal universitário; produção de jornal.

SESSÃO II
Coordenação: Flailda Brito Garboggini
Dia: 12/07/2007, das 09:00 às 12:00 horas

01 - CONVENÇÕES SIGNIFICATIVAS. A QUESTÃO DO GÊNERO NA PUBLICIDADE. Flailda Brito Garboggini. CLC, PUC-Campinas.
   Esta comunicação procura apresentar o estudo realizado sobre alguns aspectos da forma como o masculino e o feminino são representados e associados aos produtos anunciados no Brasil, retomando as convenções sociais. Foi considerado que os caracteres próprios de cada sexo com suas significações sociais são assumidos pelos anunciantes para a personificação dos produtos. Foi analisada a forma como as linguagens icônicas, compõem as figuras utilizadas nos anúncios publicitários veiculados em revista para determinar diferenciais das marcas de produtos, verificando em que medida esse fenômeno vem ocorrendo na publicidade de revistas. Considerou-se como corpus de estudo alguns anúncios de revistas brasileiras, principalmente VEJA, no período compreendido entre 2001 e 2005. PALAVRAS-CHAVE: representação de gênero, convenções sociais, publicidade, semiótica.
02 - PRÁTICAS SOCIAS DE GÊNERO MEDIADAS PELA LINGUAGEM E PELA CULTURA. Vera Lúcia Pires, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS
   A proposta deste trabalho tem a ver com a questão da leitura e interpretação das desigualdades de gênero nas relações sociais, respaldadas pelos discursos da mídia impressa, que as vê como efeito das relações dialéticas entre os seres humanos. Partimos do pressuposto óbvio das diferenças entre mulheres e homens: há uma cultura feminina própria que fez com que as mulheres ousassem fazer uma proposta de paridade/igualdade com os homens. Essa cultura fundamenta a diferença: nas mulheres, no centro de sua existência, coabitam valores diversos, como a ênfase no relacionamento interpessoal, a atenção e o cuidado com o outro. Sua identidade provém da interação com os outros. Por outro lado, teorizar sobre o masculino significa colocar em xeque o pressuposto do privilégio que os homens sempre tiveram de ser o "sexo forte" e detentor da hegemonia. Sob esses aspectos, este estudo propõe-se a discutir as intersecções de linguagem e cultura intermediadas pela linguagem. PALAVRAS-CHAVE: linguagem, cultura, relações de gênero, práticas sociais.
03 - AS RELAÇÕES SOCIAIS DE GÊNERO CONSTRUÍDAS ATRAVÉS DE DUAS CRÔNICAS DA MARTA MEDEIROS. Luciana Portella Kohlrausch, Maria do Socorro de Almeida Farias, Ana Nelcinda Garcia Vieira e Vera Lúcia Pires (orientadora). UFSM – PPGL, RS.
   Os discursos e seus sentidos, que circulam no meio social concretizam por meio da linguagem as relações sociais, especialmente na mídia, concretizam por meio da linguagem as relações sociais. Nesse sentido as relações de gênero não fogem a esse padrão. Segundo Pires (2001), o discurso de gênero normatiza lingüisticamente a representação das relações sócio-culturais de hierarquia entre os sexos. A linguagem, de uma maneira ou de outra, institucionaliza essa construção cultural empreendida através dos séculos e ainda vigente nos dias atuais. Apesar de hoje o papel do feminino aparecer de maneira diferente tanto nos discursos midiáticos, como nos atos da sociedade, ainda tornam clara a relação hierárquica estabelecida entre mulheres e homens. Neste trabalho temos como objetivo, a partir de uma leitura crítica, analisar como as relações sociais e as relações de poder estão representadas em duas crônicas da escritora Marta Medeiros. Levando em conta as diferenças em contraposição a desigualdade. Este trabalho tem como base os pressupostos teóricos que versam sobre as teorias críticas das relações de gênero, as relações hierárquicas entre os sexos como uma estratégia de poder, a construção do feminino e masculino na mídia. PALAVRAS-CHAVE: relações sociais, gênero, leitura e linguagem.
04 - A MULHER NAS PROPAGANDAS DE LINGERIE: OS EFEITOS DE SENTIDOS VEICULADOS EM REVISTAS FEMININAS. Tânia Maria Augusto Pereira, Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande (PB).
   Considerando que os textos publicitários funcionam como um lugar de representação, e que a linguagem, tanto a verbal quanto a visual, torna-se visível através do trabalho de interpretação e dos efeitos de sentidos construídos pelo leitor/consumidor, este trabalho se propõe a analisar o uso da imagem feminina na construção dos efeitos de sentidos nas propagandas de lingerie veiculadas em revistas femininas de circulação nacional. Para isso, são aplicados princípios teóricos da Análise do Discurso de linha francesa discutidos por Charaudeau & Maingueaneau (2004), Foucault (1999), Gregolin (2004), Orlandi (1999, 2006), Pêcheux (1988), entre outros, com a intenção de investigar os percursos semânticos presentes nas propagandas que conduzem a um discurso sedutor e persuasivo que propaga uma representação feminina pseudo-emancipadora. PALAVRAS-CHAVE: revistas femininas; mulher; efeitos de sentidos; gênero publicitário.
05 - DEIXE A VIDA TE DESPENTEAR: REPRESENTAÇÕES DO FEMININO NA PUBLICIDADE. Michelle Regina Alexandre Cabral, UBC-Mogi das Cruzes-SP e USP-SP.
A presente comunicação visa compartilhar os resultados encontrados com a realização da análise discursiva de uma peça publicitária de grande circulação na televisão brasileira no ano de 2005. Para realizar tal análise, usamos por base as teorias semióticas (Greimas e Pais) e da sociedade do consumo e do espetáculo (Debord). Essa análise faz parte de uma pesquisa maior sobre a representação do feminino de representação do universo feminino, assim como da própria mulher, na publicidade brasileira pelos meios de comunicação de massa. PALAVRAS-CHAVE: Análise do discurso, publicidade, gênero, feminino, semiótica
06 - ARMADILHAS DA PROPAGANDA NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADE(S). Sonia Aparecida Vido Pascolati, UEL, Londrina (PR).
   A construção da identidade é o produto de relações sociais, culturais, econômicas e políticas entre sujeitos, mas é também e antes de tudo criação do discurso, resultado de atos de linguagem. Por meio da linguagem, o homem cria representações de si mesmo, do mundo e do outro. A propaganda, enquanto construção lingüística, é uma das formas de criação de representações sociais. Neste trabalho, propomos a leitura de algumas propagandas de cerveja a fim de verificar como elas criam representações de uma identidade feminina. O trabalho de leitura crítica da propaganda na escola é uma das formas de desarmar as armadilhas que cercam a construção das identidades sociais.
PALAVRAS-CHAVE: construção de identidade; representações; propaganda; linguagem.
07 - MODOS DE LER, MODOS DE VER: UMA LEITURA DAS ESTRATÉGIAS VERBAIS E NÃO-VERBAIS EM PROGRAMAS FEMININOS TELEVISIVOS. Najara Ferrari Pinheiro, UCS/RS; CNPq.
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Filosofia, História, Geografia, Serviço Social, Comunicação Social, Ciências Sociais, Letras, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia, PARECER N.º: CNE/CES 492/2001, os cursos de Letras devem levar em consideração os desafios da educação superior diante das intensas transformações que têm ocorrido na sociedade contemporânea, no mercado de trabalho e nas condições de exercício profissional. Concebe-se a Universidade não apenas como produtora e detentora do conhecimento e do saber, mas, também, como instância voltada para atender às necessidades educativas e tecnológicas da sociedade. Ressalta-se, no entanto, que a Universidade não pode ser vista apenas como instância reflexa da sociedade e do mundo do trabalho. Ela deve ser um espaço de cultura e de imaginação criativa, capaz de intervir na sociedade, transformando-a em termos éticos. Ressalta, como um dos perfis dos formandos, que ele deve ser capaz de refletir teoricamente sobre a linguagem, de fazer uso de novas tecnologias e de compreender sua formação profissional como processo contínuo, autônomo e permanente. Diante desse posicionamente, proponho neste artigo uma discussão sobre os gêneros discursivos/textuais na mídia (Bakhtin, Martín-Barbero, Castro), especificamente, na televisão, para que se possa desenvolver atividades de leitura crítica com base na Análise Crítica de Discurso (Fairclough) de produtos desse meio no ensino fundamental e médio. Focalizo, aqui as estratégias verbais e não-verbais em programas femininos televisivos.
PALAVRAS-CHAVE: leitura; televisão; gêneros discursivos/textuais; estratégias verbais e não-verbais.
08 - O DISCURSO RACISTA NA TV: UMA ANÁLISE DA PROPAGANDA DA CERVEJA SOL. Lise Mary Arruda Dourado, UNEB, Xiquexique (BA).
Esta comunicação visa a analisar o discurso racista na mídia televisiva brasileira, com o intuito de lançar os olhares acadêmicos para a necessidade de se quebrar a armadilha da discriminação racial no universo publicitário. O corpus do trabalho constitui-se na propaganda da cerveja SOL, veiculada em rede nacional, desde fevereiro de 2007. A análise, buscando desvelar tanto os efeitos de sentido que permeiam tal propaganda, quanto os mecanismos empregados na construção dos sentidos ali produzidos, é realizada à luz dos dispositivos da Análise do Discurso de Linha Francesa. Foucault (1999), filósofo pós-estruturalista francês, e Pêcheaux (1990), analista de discurso, neste trabalho dialogam com teóricos da construção da identidade cultural e do combate à discriminação racial, respectivamente, Hall (1997) e Munanga (1996), entre outros. As reflexões acerca dessa análise possibilitaram a produção de um artigo acadêmico, que se encontra no prelo para publicação.
PALAVRAS-CHAVE: discurso racista; propaganda televisiva; discriminação racial; identidade cultural.
09 - MÍDIA IMPRESSA, GÊNERO, PROCESSOS DE REFERENCIAÇÃO. Brunna Cantusio, CLC, PUC-Campinas (SP).
Este trabalho propõe uma reflexão sobre diferentes representações do feminino na mídia impressa. Seu escopo está delimitado ao discurso sobre a mulher profissional veiculado nas revistas Exame e Vida Executiva. A perspectiva teórico-metodológica, de caráter interdisciplinar, segue a proposta da Análise do Discurso Crítica, que analisa o texto em seu contexto de produção. Os processos de referenciação e do uso de metáforas em manchetes de revistas permitem observar mudanças na representação da mulher profissional na mídia impressa. Os resultados preliminares apontam para o seu reposicionamento na sociedade brasileira num processo on line. PALAVRAS-CHAVE: mídia; discurso; gênero.

SESSÃO III
Coordenação: João André Brito Garboggini
Dia: 12/07/2007, das 09:00 às 12:00 horas

01 - ELEMENTOS DE PROPAGANDA NA OBRA DE BERTOLT BRECHT. João André Brito Garboggini, CLC, PUC-Campinas.
A dramaturgia de Bertolt Brecht procura criar uma consciência social no ser humano e refletir sobre a situação humana na face da Terra, valorizando o próprio homem enquanto ser imprescindível. Brecht propôs uma estética teatral anti-ilusionista, na qual a quebra da quarta parede, o efeito de estranhamento, as novas tecnologias, os meios de comunicação seriam utilizados como veículos para uma propaganda contra o regime totalitário do III Reich. Influenciado pelo advento de conceitos como aparelho ideológico, propaganda ideológica, cultura de massas, entre outros é possível entender o teatro de Brecht como instrumento de propaganda social contra qualquer ideologia que se proponha dominante e hegemônica?
PALAVRAS-CHAVE: dramaturgia; propaganda; sociedade.
02 - VIAGRA: O DISCURSO FÍLMICO-PUBLICITÁRIO DO PODER E DA ACEITAÇÃO. Alexandre Huady Torres Guimarães, Universidade Presbiteriana Mackenzie UPM/SP e Celso Figueiredo Neto, Universidade Presbiteriana Mackenzie UPM/SP.
O produto Sildenafil, comercialmente conhecido pelo nome de Viagra, foi o ganhador do Leão de Bronze no Festival de Cannes de 2005. Desde seu lançamento, relativamente recente, o produto tornou-se um fenômeno sob o ponto de vista médico, econômico, comercial, histórico e cultural. Evidentemente, os presentes aspectos evidenciam-se na linguagem fílmica publicitária, pois, no intuito de se efetivar a comunicação do produto, o apelo comunicacional grafa as correlações entre o discurso de aceitação social, calcado nas questões de ideologia e poder masculino. O discurso publicitário criado pela agência Taxi-Canada, constrói o seu sentido por meio de um agrupamento de estruturas textuais, que enfatizam a necessidade da procura e manutenção do poder confeccionado pela ideologia dominante, o qual se reflete em várias e diferentes culturas, assim como em diversos contextos históricos e culturais, fato que deve ser evidenciado e analisado no processo de ensino-aprendizagem do curso de redação publicitária.
PALAVRAS-CHAVE: análise do discurso midiático-publicitário; ideologia; contexto histórico cultural.
03 - O TEXTO PUBLICITÁRIO EM SALA DE AULA: UMA PROPOSTA DE LEITURA E ANÁLISE DO SEU DISCURSO. Urbano Cavalcante da Silva Filho, Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC (BA).
O objetivo desta comunicação é apresentar uma proposta de reflexão e trabalho didático-pedagógico com o texto publicitário nas aulas de Língua Materna. Esse gênero textual constitui uma modalidade de leitura persuasiva, pautado num projeto argumentativo (Koch, 1987; Vestergaard e Schroder, 1988), fazendo parte do discurso autoritário (Orlandi, 1987). Dessa forma, usa esquemas básicos a fim de obter o convencimento dos receptores (Brown, 1971), por meio de uma linguagem sedutora (Carvalho, 2004), que é expressão da ideologia dominante (Fiorin, 1988; Sandman, 1997). Nessa proposta de trabalho com o texto publicitário, tomaremos, para ler e analisar o seu discurso, o arcabouço teórico da Análise do Discurso (AD) de orientação francesa, fundada por Pêcheux (1975) pelo fato de esta corrente ser ancorada no materialismo histórico e na ideologia e não perceber o discurso como um fenômeno lingüístico independente e isolado das condições sociais de produção.
PALAVRAS-CHAVE: texto publicitário; leitura; análise do discurso.
04 - PUBLICIDADE POLITICA; UMA ARMADILHA CHAMADA PROPAGANDA. Elaine Martins Rodrigues, Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos - UNIFEOB. São João da Boa Vista (SP).
Com base nos estudos da linguagem da propaganda, esta pesquisa visa a analisar os recursos empregados pela propaganda política, comparando-os aos utilizados pela propaganda comercial ou publicitária, dentro do contexto moderno. Atraves da análise observou-se uma notória proximidade entre ambas as linguagens, levando-nos a questionar o uso, cada vez mais expressivo, da linguagem publicitária dentro do universo da propaganda política. Para embasamento teórico da pesquisa foram utilizados materiais de campanha das eleições 2006 dos partidos: PT e PSDB e propagandas atuais dos governos Federal e Estadual de Minas Gerais.
PALAVRAS-CHAVE: linguagem, propaganda política, discurso, intencionalidade.
05 - O SILÊNCIO E A PRODUÇÃO DE SENTIDOS NA MÍDIA. Luciana Fracasse, UNICENTRO-Guarapuava (PR).
O presente trabalho é embasado pela Análise de Discurso de linha francesa, e tem como objetivo refletir sobre as formas do silêncio encontradas na construção de publicidades bancárias. Segundo Orlandi (2002), o silêncio remete-se ao caráter da incompletude da linguagem, ou seja, à relação que todo dizer estabelece com o não-dizer. Assim sendo, julgamos necessário indagar o que cada anúncio não deixa dizer, considerando as condições de produção,a ideologia que o permeia e o público ao qual se destina.
   PALAVRAS-CHAVE: Análise de Discurso; silêncio; publicidade; sentido.
06 - A INFÂNCIA E A LINGUAGEM AUDIOVISUAL. Simone Cleuse Marconatto, mestranda da Faculdade de Educação da UNICAMP (LANTEC).
Esta é uma proposta de sociabilização do processo de ensino e aprendizagem da linguagem audiovisual com crianças de 3 a 5 anos da rede Pública de Educação que tem suporte teórico em Paulo Freire e Vigotski, onde as educadoras mediatizam a prática pedagógica com a inserção de meios que produzem imagens e sons ludicamente, assim a Infância pode conhecer e utilizar os instrumentos, seus códigos e produzir suas mensagens, brincando, perguntando, criando, inventado e reinventando seu modo de expressar o mundo.
   PALAVRAS-CHAVE: Educação; Comunicação; Infância.
07 - A MODA E A MÍDIA COMO FERRAMENTAS AUTORIZADORAS QUE INTERFEREM NA FORMAÇÃO DE NOVAS PERSONAS. Carlos Pellegrino, FATU/Sorocaba; Eneida Maria Molfi Goya, UNICAMP.
Nesta pesquisa iniciada há dois anos (apresentada no 15º COLE), percebemos que as pessoas se colocam frente à moda como uma forma de ajustarem-se a determinados padrões de valores, estéticos e comportamentais. Não estar adequado a estes esteriótipos recriados incessantemente pela interferência da mídia, faz com que a pluralidade proclamada pela sociedade atual, seja substituída por uma singularização do sujeito, que perde suas particularidades que o diferenciariam enquanto único – se é que isto existe, considerando a formação do sujeito sempre a partir de um EU socialmente construído. Assim, a moda, suas leituras e as “armadilhas” criadas por ela podem, ou não, tornarem-se formas de ruptura, ao sugerir uma proposta subliminar para que o sujeito tenha autorização de escolher ser e discursar uma nova persona, por um tempo determinando.
   PALAVRAS CHAVE: moda, mídia, formação de persona.
08 - JOVENS LEITORES: INTERATIVIDADE E PRODUÇÃO DE SENTIDO. Vania Belli (UNIVERSO-Niterói) e Letícia Maria Boechat Ponciano (UNIVERSO-Niterói).
Partindo da análise das mudanças de como jovens leitores, na contemporaneidade, estruturam conhecimentos, isto é, não somente por livros e aulas, mas, principalmente, pela rede digital, na tela do computador, pretendemos, através da apresentação dos resultados de uma série de entrevistas com adolescentes, contrapor duas formas diferenciadas de ler: a leitura textual e a hipertextual. A quantidade de informações que o leitor da era eletrônica tem à sua disposição é uma das grandes revoluções dos últimos tempos e tem gerado conseqüências sociais, cognitivas e discursivas. Apontamos para a coexistência de uma forma de inteligência que contempla a complexidade, a participação, a colaboração e a multiplicidade de visões de mundo, e um sistema escolar que permanece exigindo um estilo linear e dedutivo de leitura. Concluímos observando o progressivo deslocamento dos espaços sócio-cognitivos de aprendizagem e de produção de sentido.
   PALAVRAS-CHAVE: interatividade; produção de sentido; jovens leitores; cultura digital.
09 - ALÉM DO BEM E DO MAL: AQUILES E SEUS SUCESSORES NA CONTEMPORANEIDADE – DO MITO AO RISCO. Monique Franco - FFP/UERJ; Thalles Ogeny Ferreira - FFP/UERJ; Rita Leal - PUC-RJ.
As diferentes mídias contemporâneas integram o aparato tecnológico que Michel Foucault denominou de sociedades governamentais, moldando identidades e traçando elementos constitutivos de um alargado conceito de currículo cultural. Dialogando com esta perspectiva, este trabalho utiliza-se do vigor do pensamento nietzschiano para identificar traços constitutivos das representações do bem e do mal, do herói e do bandido em diferentes espaços midiáticos, sobretudo aqueles que se apresentam ao espaço escolar como construto identitário. Três instâncias interconectadas são abordadas: o herói mitológico, o herói histórico e o herói performático.
   PALAVRAS-CHAVE: mídia, currículo cultural, identidade, risco.

SESSÃO IV
Coordenação: Cristiane Maria Megid
Dia: 12/07/2007, das 09:00 às 12:00 horas

01 - MAS... O QUE NÃO É POSSÍVEL? – A RELAÇÃO ENTRE LINGUAGEM, HISTÓRIA E IDEOLOGIA EM A VIDA É BELA. Cristiane Maria Megid, IEL/UNICAMP, Campinas (SP).
Uma das cenas do filme A Vida é Bela foi o ponto de partida para o trabalho que será aqui apresentado. A pesquisa, realizada a partir do relato de um problema de matemática, pretende discutir as relação entre a linguagem, a história e a ideologia que permeiam, por um lado, o cinema e, por outro, a sala de aula. O que destacamos em tal relato é a construção de posições discursivas diferentes no discurso de duas professoras, produzindo efeitos de sentido também diferentes, a partir de uma linguagem que, imaginariamente, é tida como objetiva e imparcial: a linguagem matemática. Com esta discussão, pretendemos mostrar que a não-transparência e as falhas da linguagem fazem parte de sua constituição e discutir os efeitos discursivos das tomadas de posições – marcadas ideologicamente – no cotidiano dos professores das mais diversas áreas do conhecimento.
   PALAVRAS-CHAVE: cinema; posições discursivas; ideologia; discurso pedagógico.
02 - O LUGAR DO LIVRO NAS PROPAGANDAS COMERCIAIS. Cássia Cristina Furlan, mestranda em Lingüística Aplicada, UNICAMP, Campinas, SP.
Esta comunicação focaliza a relação entre a mídia e a constituição discursiva do imaginário sobre livros ao longo da história. Ancorados nos pressupostos teóricos da Análise de Discurso de perspectiva materialista (Pêcheux, 1975; Orlandi, 1999), apresentamos a análise de 5 propagandas comerciais impressas veiculadas nos últimos 70 anos, identificando nelas o lugar ocupado pelos livros. Com este estudo, apontamos o deslocamento da posição ideológica ocupada pelo livro nesse período. Demonstraremos que esse deslocamento implica um apagamento/silenciamento de efeitos de sentido. Acreditamos que, indicando uma leitura das propagandas ancorada numa perspectiva histórico-ideológica, estaremos promovendo questionamentos a respeito do lugar do livro em nossa sociedade e de discursos já estabilizados.
PALAVRAS-CHAVE: discurso; propaganda; livro.
03 - O MURO, O PÁTIO E O CORAL OU OS SENTIDOS NO/DO PROFESSOR. Carolina Padilha Fedatto (IEL/UNICAMP) e Carolina de Paula Machado (IEL/UNICAMP).
Partindo de recortes de cenas dos filmes Pink Floyd – The Wall (1982), Sociedade dos Poetas Mortos (1989) e A voz do coração (2004), propomos uma discutição sobre a posição-sujeito-escolar (alunos e professores) e suas injunções históricas. A análise das cenas em questão nos permitiu compreender que a posição-sujeito-professor é atravessada pela polissemia autoridade-autoria, o que nos mostra a importância da linguagem na constituição e no deslocamento dos sentidos de professor. Este trabalho é resultado de práticas realizadas com professores de Ensino Médio e alunos de cursos de licenciatura e se aloca num conjunto mais amplo de pesquisas que consideram o cinema como um espaço importante de produção e circulação da linguagem (língua e imagem, verbal e não-verbal) na atualidade.
   PALAVRAS-CHAVE: posição-sujeito; aluno-professor; cinema; sala de aula.
04 - O (VERDADEIRO) SEGREDO DE "BROKEBACK MOUNTAIN": CINEMA INDUSTRIAL, TABAGISMO E COMUNICAÇÃO PÓS-MODERNA. Lauro José da Cunha, Universidade do Estado de Mato Grosso, Cáceres – MT.
Esta comunicação faz parte das reflexões do projeto de pesquisa intitulado “Sob a inocência do discurso: a linguagem e seu funcionamento”, e tem o objetivo de chamar a atenção do cidadão comum para o uso freqüente que as indústrias de tabaco tem feito das produções cinematográficas para vender seus produtos, ao justapor o hábito de fumar com sentidos de poder, bem estar, sucesso, ou mesmo superação de problemas. Adotamos o conceito de esquecimento, conforme desenvolvido por Pêcheux (1969), para referir o processo de exposição contínua do sujeito a conteúdos e práticas culturais que, por efeito de repetição, acaba por configurar discursos que interpelarão esse sujeito, dando a ele a ilusão de ser a fonte desses discursos, naturalizando e potencializando, assim, as condições e a possibilidade dele se tornar, efetivamente, um consumidor do cigarro.
   PALAVRAS-CHAVE: cinema industrial, tabagismo, materialidades discursivas, efeitos de sentido, esquecimento.
05 - O FILME INFANTIL ENQUANTO RECURSO PEDAGÓGICO PARA O TRABALHO COM PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA JUSTIÇA. Áurea Maria de Oliveira, Mariana Roveroni, UNESP/RC.
Essa comunicação visa a compartilhar os estudos, em andamento, sobre a utilização do filme infantil enquanto meio para a evolução da noção de justiça pela criança, a partir da proposição de dilemas morais, pelo educador, o qual deverá propiciar as condições para que o sujeito se posicione criticamente frente aos discursos propagados pela mídia. Esse trabalho está inserido no projeto de pesquisa sobre Mídia e Moral, vinculado ao Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (GEPEM) do Departamento de Educação da UNESP/RC, que parte do principio de que a construção da capacidade de ouvir e de argumentar possibilita a clarificação de valores contribuindo para evolução de noções cada vez mais elaboradas de solidariedade, igualdade e justiça.    PALAVRAS-CHAVE: valores morais, mídia, diálogo.
6 - A CRIANÇA COMO ALVO DAS ARMADILHAS DA MÍDIA: UMA ANÁLISE DO ENREDO DOS FILMES INFANTIS. Dalila Lamontagna Mouro, UNESP/RC e Áurea Maria de Oliveira, UNESP/RC.
Esta comunicação visa a compartilhar um estudo em andamento sobre a análise do enredo de alguns filmes infantis e tem como objetivos: identificar nos enredos a presença de mensagens que propagam os valores de uma sociedade de consumo; efetuar uma análise, a partir do referencial piagetiano, sobre como essas mensagens podem interferir no processo de construção dos valores morais na criança e discutir a importância de uma alfabetização midiática e o papel da educação no processo de transformação social. Esse trabalho está inserido no projeto de pesquisa sobre Mídia e Moral, vinculado ao Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (GEPEM) do Departamento de Educação da UNESP/RC.
   PALAVRAS-CHAVE: filme infantil, valores morais, educação.
7 - CINEMA E SALA DE AULA: UM REPENSAR DE AÇÕES PEDAGÓGICAS. Beatriz Nunes Santos e Silva.E.M. Afrânio Rodrigues da Cunha,Mestranda do Centro Universitário do Triângulo -UNITRI- Uberlândia-MG.
Este estudo representa uma reflexão sobre a importância do cinema em sala de aula. Sabe-se hoje da grande inquietação que perpassa o ambiente escolar em busca de melhoria da qualidade educacional. Estudiosos têm apontado caminhos de reflexão na intenção de trazer dinamismo e vida para a escola. Neste sentido, o cinema, traz um viés de formação e prazer, pois, como observa Duarte (2004, p.213), hoje a educação a ser oferecida exige novos pressupostos, entre eles, aquele que admite produção e difusão de conhecimentos, por textos compostos em imagem-som e que podem ter a mesma legitimidade, confiabilidade e valor epistemológico, como as outras fontes. Então, por que não pensar em incluir no currículo uma forma de aprendizagem tão prazerosa?    PALAVRAS CHAVE: cinema - sala de aula - formação.
8 - O CINEMA COMO SUPORTE PARA O ENTENDIMENTO DA FILOSOFIA. Armindo Quillici Neto - Centro Universitário do Triângulo - UNITRI - Uberlândia-SP.
Trata-se de proposta sobre o uso do cinema como entendimento da filosofia. O cinema, como lugar das interpretações dos fatos cotidianos da vida humana, que transcende à racionalização é o lócus privilegiado que realiza a transposição entre o real e o imaginário. Analisamos o filme Mar adentro, de Alejandro Amenábar, de 2004, narrativa que conta a história verídica de Ramón Sampedro. Depois de ficar tetraplégico, Sampedro viveu na condição de deficiente por 29 anos, lutando pelo direito de "morrer dignamente". O filme será utilizado como mecanismo de interpretação do livro da República, escrita por Platão no século V a.C. No que tange às reflexões filosóficas em torno da linguagem cinematográfica, o trabalho ancora nas teorias de Cabrera (2006), O Cinema Pensa: uma introdução à Filosofia através dos filmes e Duarte (2002), Cinema e Educação.
   PALAVRAS-CHAVE: Cinema, Pensamento, Educação.
9 - CINEMA E EDUCAÇÃO: UMA LEITURA SEMIÓTICA DE “O ENIGMA DE KASPAR HAUSER”, DE WERNER HERZOG. Luiz Antonio Xavier Dias, Universidade Estadual do    Norte do Paraná - Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Jacarezinho.
Esta comunicação é uma reflexão que apresentamos como membro do Grupo de Pesquisa Leitura e Ensino (CNPq) – Fafija, enfocando uma leitura semiótica da obra cinematográfica “O Enigma de Kaspar Hauser” (1974), de Werner Herzog, com o propósito de aplicação pedagógica a leitores acadêmicos. Nesta obra, Herzog levanta questionamentos sobre o que é realidade? De que modo e até que ponto a linguagem nos permite conhecer o real? Questões como estas são importantes, haja vista o protagonista ser um jovem, abandonado na praça de Nuremberg, sem identificações de seu passado. Por não falar, não conseguia se utilizar dos signos lingüísticos de forma social, como signo ideológico. Seu aprendizado, diferindo dos demais, manifestava-se desprovido de ‘óculos sociais’. Objetivando refletir sobre essas questões, escolhemos a semiótica como ponto de partida deste trabalho, fundamentando-nos em alguns teóricos (Joly, 1997; Eco, 1977; Barthes, 1971) por considerar que esta abordagem pode trazer contribuições ao leitor.    PALAVRAS-CHAVE: Semiótica; signo lingüístico; linguagem; leitura.

SESSÃO V -
Coordenação: Márcia M. C. M. Fantinatti
Dia: 12/07/2007, das 09:00 às 12:00 horas

01 - REDE GLOBO REVISITA O "DIRETAS JÁ": AUTO CRÍTICA DO PASSADO OU REITERAÇÃO DO JORNALISMO TENDENCIOSO? Márcia M. C. M. Fantinatti, Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas.
A presente comunicação tem por objetivo a divulgação de resultados de pesquisa acadêmica acerca das recentes transformações no discurso e na imagem social da Rede Globo. Foca, de modo particular, a cobertura jornalística efetuada pela Rede Globo em relação ao movimento "Diretas já" e a respectiva versão atual da emissora, que procura responder às críticas que recebeu ao longo dos anos, por suposta omissão em seu telejornalismo, do movimento popular que se manifestava em favor de eleições diretas para presidente no Brasil, de 1983 a 1984. Tem por base a leitura do livro Jornal Nacional - A notícia faz história, publicado em 2004, pela Zahar editores, em comemoração ao 35º aniversário do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, dentre outras obras relacionadas ao "Diretas já".
   PALAVRAS-CHAVE: Rede Globo; TV e redemocratização; Sociedade da Informação.
02 - NO DISCURSO DA MÍDIA. Marcel J. Cheida, Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas.
Os termos cidadania e ética têm sido divulgados sistematicamente pelos meios de comunicação, num apelo em favor da formação de crianças e jovens nas instituições educacionais. A escola tem incorporada a terminologia no discurso pedagógico na tentativa de obter a adesão de públicos para programas de formação educacional nem sempre subordinados à profundidade e à precisão dos conceitos manuseados por jornais e jornalistas. Distancia-se deliberadamente a cidadania da política, em discursos moldados mais pela propaganda do que pela informação noticiosa ou pelas narrativas analíticas e pelas dissertações reflexivas (Karam, 1997; Bucci, 2000). Este trabalho é um estudo do noticiário sobre a reprodução noticiosa de termos e expressões dos discursos institucionais que banaliza os sentidos da cidadania e da ética. A produção noticiosa fica comprometida eticamente à medida que os jornais são também recursos didático-pedagógicos.
PALAVRAS-CHAVE: ética da comunicação; deontologia do jornalismo; educação; comunicação social.
03 - O FAST FOOD DA INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO DE LEITORES. Amarildo Batista Carnicel, CLC, PUC-Campinas
Desde abril de 2007, o leitor de Campinas e região conta com mais uma publicação jornalística. Estamos falando do Notícia Já, um veículo popular que chega para abocanhar um nicho de mercado bastante específico: leitores das classes D e E. Elaborado pela Rede Anhanguera de Comunicação, (publicadora dos jornais Correio Popular e Diário do Povo), o novo veículo não surge com o objetivo que rege a maioria dos jornais do país: o de formador de opinião. Seu foco é outro: formar leitores. Para isso adota a estratégia de publicar textos com uma estrutura quase radiofônica, notícias curtas e linguagem praticamente oral. O surgimento do veículo provoca alguns questionamentos: contribuirá para a evocação da cidadania? (MARTINS, 2000a e 2000b); como será a convivência de equipes produzindo veículos distintos numa mesma empresa? (OLIVEIRA, 2003); a utilização de textos semelhantes em veículos diferentes não seria uma fachada (BAHIA, 1990) ou uma forma de tentar iludir o leitor? (CARNICEL, 2005). São essas as questões que procuramos responder no trabalho ora apresentado.
04 - BANCO DE NOTÍCIAS PARA RÁDIOS COMUNITÁRIAS. Reginaldo Moreira, PUC-Campinas.
A produção de reportagens para as rádios comunitárias da cidade de Campinas fez com que os alunos do 4º. Ano de Jornalismo da PUC-Campinas, na disciplina Jornalismo Aplicado B, priorizassem as fontes populares e comunitárias, dando voz a uma população nem sempre ouvida nos meios de comunicação social. Esta prática tem propiciado a oportunidade de releitura de reportagens feitas nas rádios comerciais, que na maioria das vezes utilizam uma linguagem adequada ou priorizam a fonte não oficial envolvida no fato. Os alunos têm mergulhado em causas sociais nem sempre se atentaram, e que muitas vezes não fazem parte da sua realidade sócio-econômica. Esta interação tem transformado a leitura da realidade social e da importância dos veículos de comunicação de massa, no caso o rádio, têm para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A cada mês os alunos produzem em torno de 30 reportagens, formando um banco de notícias. Estas reportagens são gravadas em CDs e distribuídas a quatorze rádios comunitárias da cidade. Esse exercício tem despertado a cidadania e de envolvimento com comunidades mais carentes, o que já gerou até em trabalhos voluntários de alunos em organizações não governamentais, estimulando cada vez mais a troca entre os alunos da universidade particular e a comunidade.
   PALAVRAS-CHAVE: rádios comunitárias; jornalismo comunitário; cidadania.
05 - A LEITURA DA COMUNICAÇÃO EM UM PROGRAMA LABORATORIAL DE TV. Ivete Cardoso do Carmo-Roldão, Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas e Ana Paula S. Oliveira, Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas.
Esta comunicação tem por objetivo fazer uma reflexão a respeito da produção jornalística voltada para a leitura crítica da comunicação. Para isso, será analisado um quadro do programa laboratorial Espelho Urbano veiculado pela TV PUC e produzido pelos alunos dos 3º e 4º anos de jornalismo da PUC-Campinas intitulado X da Comunicação. Nele, temas relativos ao assunto são discutidos, tanto com professores da própria universidade, como com outros convidados a partir de questões concretas da sociedade. Pretende-se, por meio de relatos de experiências, mostrar que a discussão e produção desse quadro não apenas possibilita ao aluno uma vivência da prática do telejornalismo, mas também o torna um profissional capaz de refletir criticamente sobre os conteúdos que produz e veicula.
   PALAVRAS-CHAVE: Telejornalismo, X da Comunicação, Leitura crítica.
06 - USO DA TECNOLOGIA: ESFERAS DA EDUCAÇÃO. Simone Cecília Pelegrini da Silva, CLC, PUC-Campinas.
Esta comunicação tem por objetivo compartilhar resultados dos estudos acerca do relacionamento entre a tecnologia da informação e comunicação (TIC´s) e educação, nos parâmetros que dizem respeito a inclusão social e exclusão digital. Os recursos humanos são um dos fatores que afetam essas relações. Ora, a educação pode ser favorecida pela utilização da tecnologia, mas não meramente pelo fornecimento de hardware, software e conexões. Um programa de computador ou um website podem fornecer informações em forma de texto, sons e imagens, todavia não podem prover os tipos de interação social que estão na essência da boa educação. Os programas educacionais eficazes baseados em tecnologia, em centros de estudo como escolas e universidades, integram o domínio ativo da tecnologia em conteúdos especialmente desenvolvidos. Os projetos centrados no aluno são realizados não como fim em si mesmos, mas como processos de aprendizagem para fins relevantes.
PALAVRAS-CHAVE: Educação, TIC´s, mídia, leitura, comunicação.
07 - A CIÊNCIA NOS LIVROS DIDÁTICOS E NAS MÍDIAS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: ALGUNS APONTAMENTOS. Marcia Reami Pechula. Instituto de Biociências – UNESP - Rio Claro e Lucimara del Pozzo. Rede Pública Estadual.
O livro didático de ensino de ciências é o material didático mais utilizado em sala de aula. Há teóricos (PRETTO, 1995) que, inclusive, o consideram um veículo midiático. Mas, há também um amplo material de divulgação científica oferecido para complementar o ensino de ciências. O objeto de investigação do trabalho visa a analisar aspectos, a saber: primeiro, mapear a extensão e atendimento do livro didático de ensino de ciências, por meio da análise do projeto de divulgação desse material pelo PNLD; segundo, verificar em que sentido é empregado o conceito de ciências em suas temáticas e verificar as possíveis convergências com as mídias de divulgação científica. Esse segundo aspecto deve-se ao fato de que tanto os teóricos, quanto os PCN, que orientam para o ensino de ciências, estimulam o uso das mídias de divulgação científica enquanto complemento da transmissão do conhecimento.
   PALAVRAS-CHAVE: ciência; livro didático; divulgação científica.
08 - A IMAGEM E A COMUNICAÇÃO: MÍDIA – ALGUMAS REFLEXÕES. Maria Sílvia Barros de Held, CLC, PUC-Campinas.
O trabalho propõe reflexões concernentes à imagem e ao processo de criação, no sentido da comunicação, face à pós-modernidade. Subdivide-se em três aspectos: a imagem e a comunicação: dentro desta ótica, o conhecimento deve ser considerado como um sistema de dispersão, assim como a unificação dos conceitos adquiridos, que não se dá pelo seu objeto, mas, provavelmente pelo seu sujeito Foucault (1977); a imagem e a desconstrução: a desconstrução opta, em geral, elementos antes considerados marginais no esquema clássico, reordenando o discurso, apresentando propostas inusitadas e estabelecendo novos elos, sejam visuais, sejam mentais; a questão presenteísta no processo de criação: estéreis hoje se tornam os combates pela predominância de certos modelos sobre outros, onde a confrontação que se diz científica esconde, a duras penas o combate territorial (Linares in Barberá e Knappe, 1997). Este trabalho também correlaciona a “Escola de Paris”, no que diz respeito à Semiótica Discursiva de Greimas e suas possíveis interfaces na pós-modernidade e faz parte das pesquisas desenvolvidas pela autora dentro do Grupo de Pesquisa “A Imagem: Arte e Design, na linha: ”Aspectos Contemporâneos da Imagem: Teoria e Prática”.
   PALAVRAS-CHAVE: imagem, comunicação, criação, pós-modernidade.
09 - MÍDIA, ESTEREÓTIPO E PRECONCEITO: INTENÇÕES OU DESCUIDOS? Elisete Zanlorenzi. PUC-Campinas.
Nas regiões sul-sudeste, a imagem da preguiça associada à Bahia, foi construída por meio de vários discursos, destacando-se a grande mídia impressa, que, a partir dos anos 50 associou o fluxo migratório nordestino (denominados genericamente por “baianos”) a um conjunto de negatividades - cidadãos de segunda categoria, sujos, feios, analfabetos, despreparados para o trabalho, preguiçosos, indolentes - que se constituíram em poderosa, forma de discriminação sócio-econômica e de racismo, justificando exclusões, que se processam até hoje, sob uma miríade de estereótipos. A preguiça passou a ser vista como traço típico da identidade baiana, com sua população majoritariamente afro-descendente, associada, nos cadernos de turismo, à imagem de permanente descanso e festa. Esse contexto aponta para a premência de uma reflexão sobre o preparo dos profissionais midiáticos no tocante à dinâmica cultural das sociedades contemporâneas. A investigação teve Bourdieu como referência teórica, sobretudo os conceitos de mediação simbólica, campo e discurso performativo. Desenvolveu-se por meio de pesquisa empírica e documental e levantamento, de 1949-1985, em três grandes jornais do sudeste. PALAVRAS-CHAVE: mediação simbólica, preconceito, banalização simbólica, discurso midiático.
10. A propaganda e a compreensão responsiva ativa. Paulo Eduardo Aranha de Sá Barreto Batista. Programa de Pós-graduação em Lingüística – UFPB – João Pessoa, PB. Flaviano Carvalho de Souza. PIBIC/ CNPq – UFPB – João Pessoa, PB.
Discurso cotidiano da sociedade contemporânea, a publicidade é um gênero discursivo em que percebemos mais claramente a co-participação entre sujeito discursivo, o falante, e compreendor responsivo, o ouvinte, tão defendida por Bakhtin (2003). Com efeito, tal discurso é um material privilegiado para o ensino de língua materna, já que seu projeto discursivo visa muito mais a uma atitude responsiva do ouvinte, a concordância com o anunciado, diferentemente dos gêneros literários, que são comumente lidos pelos alunos. Pretendemos, portanto, propor meios de como trabalhar a publicidade em aula, de modo que o aluno possa pensar como real ouvinte do texto, para que possa assumir um posicionamento sobre as idéias e sobre o gênero, que lhe persuadem. PALAVRAS-CHAVE: propaganda, dialogismo, interação.

SESSÃO VI -
Coordenação: Valmir de Souza
Dia: 12/07/2007, das 09:00 às 12:00 horas

01 - CULTURA E LEITURA. Valmir de Souza, Universidade de Guarulhos (SP).
No campo da cultura habitam as contradições da vida brasileira. Armadilhas que estão no mundo do consumo conspícuo. O sonho de consumo de uma classe média são as quinquilharias e máquinas disso-e-daquilo. No mundo do consumo, a leitura toma papel determinante, ainda que sem mudanças substanciais, não possa ter grandes efeitos. Mas não consumimos só coisas. Também compramos imagens, letras, textos, livros, e às vezes adotamos esses "produtos" como modelo de vida. Mas o que a leitura de um Harry Potter acrescenta ao nosso paideuma cultural? Os professores podem trabalhar com best-sellers? Como? Há um tipo de leitura que podemos chamar de emancipatória ou libertadora? Ou a leitura é só uma repetição do mesmo, um déja vu eterno? Onde estão as armadilhas no cotidiano das leituras? A leitura, especialmente pela leitura de poesia, exerce papel fundamental ao desfazer os imaginários midiáticos. Para desativarmos as arapucas armadas não podemos deixar de ler as marcas, os rastros e os sinais deixados ao longo dos caminhos da cultura contemporânea. PALAVRAS-CHAVE: cultura; leitura; literatura; poesia; mídia; cultura de massa.
02 - OS SENTIDOS DA FALTA DE LEITURA NO BRASIL. Fábia dos Santos Marucci, doutoranda Universidade Federal Fluminense (UFF) e docente Unisuam e ABEU.
A leitura, no seio da sociedade brasileira, melhor, sua ausência, tem sido motivo de debate no meio educacional. Iniciativas voltadas para a inclusão pela letra por parte de governos federais são implementadas desde antes da inscrição do Brasil no rol das Repúblicas. Mas em que se sustenta a crença em que o brasileiro não lê? Através de um dispositivo teórico-metodológico baseado na análise de discurso de vertente francesa, idealizada por Michel Pêcheux (1975), considero que a produção de sentidos pela linguagem é determinada por fatores sócio-históricos, afetados pelo ideológico: na relação entre a linguagem e o mundo, a ideologia é condição inscrita no trabalho simbólico (Ferreira, 2000: 24). Proponho uma reflexão acerca dos processos de inscrição de sentidos que construíram o referente "leitura" como o reconhecemos e sobre os sentidos que envolvem o discurso da falta de leitura e a expressão "hábito de leitura" e suas paráfrases como "ato de ler", "hábito de ler", "gosto por ler"... PALAVRAS-CHAVE: análise de discurso; leitura; discurso jurídico; discurso jornalístico impresso; legislação sobre leitura.
03 - AS IMAGENS MIDIÁTICAS EM SALA DE AULA: POR UM DESENVOLVIMENTO CRÍTICO DA LEITURA. José Augusto Soares Lima e Erika Fernandes de Souza, Universidade Estadual da Paraíba UEPB.
Os objetivos do presente trabalho consistem em selecionar e analisar imagens que circulam nas mídias, caracterizar o processo de leitura destas imagens, e ainda, propor abordagens pedagógicas inclusivas de trabalho com as imagens em sala de aula, a partir de experiências concretas, por meio de atividades de leituras, realizadas entre estudantes de um curso pré-vestibular solidário da cidade de Campina Grande (PB), com a finalidade de discutir os novos caminhos tecnológicos para a comunicação entre sujeitos que interagem na construção de sentidos na leitura, à luz das teorias de Charaudeau (2006), Foucault (1979), entre outros. PALAVRAS-CHAVE: imagens midiáticas, tecnologia, leitura, sala de aula.
04 - MÍDIA, EDUCAÇÃO E ADOLESCÊNCIA. Carmen Deborah Dias Bragança, Irineu da Cunha Vargas e Palmira Silva. Fundação Municipal de Educação de Niterói-RJ.
Sendo a mídia o conjunto dos meios de comunicação social utilizado em nossos dias e colaborando na formação de uma cultura de consumo que invade o mundo atual, entendemos que há uma ligação íntima entre a influência que ela exerce sobre os adolescentes e a Educação. A proposta do trabalho baseia-se nas (re)leituras de alunos sobre as diversas formas de apelos da mídia - rede impreganada de criatividade que informa, alerta, previne, ensina, forma e difunde idéias - desenvolvidas a partir de uma visão que explora a reflexão e a criticidade dos jovens acerca das armadilhas criadas por teia tão poderosa. As (re)criações dos alunos foram discutidas e elaboradas nas aulas de Arte, Ciências e História de diferentes ciclos e escolas. PALAVRAS-CHAVE: mídia; educação; adolescentes; criticidade; criatividade.
05 - A MÍDIA E A ESCOLA – INSTRUMENTOS DE CONSTRUÇÃO E/OU CONSOLIDAÇÃO DE REPRESENTAÇÕES SOCIAIS ACERCA DE CIENTISTA. Eneida Maria Molfi Goya, Faculdade de Educação/UNICAMP.
Este trabalho é o resultado de um estudo feito sobre representações de cientista e como a mídia – por meio de gibis, desenhos animados, filmes, jornais e propagandas – e a escola contribuem para a construção e/ou consolidação dessas representações sociais. Para tanto, foram realizadas entrevistas com crianças estudantes do Ensino Fundamental, professoras e estudantes do último semestre do Curso de Pedagogia. A partir do resgate dessas representações e da reflexão sobre o que se entende por Ciência podemos investigar como essas representações se difundem no senso comum, além de refletirmos principalmente sobre a maneira que essas representações tornam-se hegemônicas entre um determinado grupo social. PALAVRAS-CHAVE: representações sociais, conceito de Ciência, mídia, escola.
06 - O EFEITO-LEITOR DE CIÊNCIA NUMA SOCIEDADE COMO A NOSSA. Mariana Brasil Ramos; Gabriela Finco Maidame; Givanildo J. de Oliveira; Valdete Ramos de Oliveira Melo; Terezinha C. C. Pessoa; Daiane M. Galvão; Henrique César da Silva. Programa de Pós-Graduação em Ensino e História de Ciências da Terra/IG/UNICAMP.
   Refletindo sobre as relações entre produção, formulação e circulação de discursos da e sobre a produção científico-tecnológica, incluindo aí a mídia, e o papel da escola na formação do leitor de ciência, foram analisados folders sobre alimentos transgênicos produzidos por uma empresa de tecnologia em agricultura. Trabalhando a partir de pressupostos da Análise de Discurso francesa, identificaram-se aspectos do funcionamento discursivo dos folders, em particular, o efeito-leitor de ciência por eles produzido, ou seja, uma forma de sujeito-leitor de ciência numa sociedade que estabelece determinadas relações entre ciência, cidadania e consumo. Discute-se a importância da compreensão dos modos como a ciência tem circulado para a elaboração de estratégias de ensino voltadas para a formação de leitores de ciência numa sociedade como a nossa. PALAVRAS-CHAVE: discurso, leitor, ciência
07 - RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA COM USO DE TEXTOS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA. Luiz Clement, Departamento de Física da Universidade do Estado de Santa Catarina/UDESC e Tânia Marlene Costa Menegat – UNIFRA – Santa Maria (RS).
No presente trabalho propomos e descrevemos uma estratégia didática para o uso de Textos de Divulgação Científica (TDC) em aulas de Física. Partimos do pressuposto que os TDC se constituem em recursos alternativos interessantes para as aulas de Física. Acreditamos nisso, pois, eles apresentam uma estrutura, foco e redação diferentes daquela apresentada pelos livros didáticos. Também tomamos como pressuposto que esses TDC não podem ser apenas lidos em sala de aula, mas que deva haver uma forma que propicie, por exemplo, a análise textual; a realização de questionamentos; a troca de idéias e a elaboração de sínteses. Para contemplar esses aspectos propomos o desenvolvimento das atividades didáticas com uso de TDC numa perspectiva investigativa, partindo de situações-problema. PALAVRAS-CHAVE: Resolução de Problemas, Textos de Divulgação Científica; Ensino de Física, Ensino Médio.
08 - PARA ENTENDER "O QUE NÃO É POSSÍVEL". Ana Paula Lemos Capellani, IEL/UNICAMP, Campinas (SP).
Com este trabalho, procuraremos apresentar o dispositivo teórico que utilizamos para a análise da cena em que um problema de matemática é exposto no filme "A vida é bela" de Roberto Benigni. Discutiremos como a perspectiva discursiva e materialista à qual nos filiamos concebe a linguagem em sua relação com a ideologia, o(s) sujeito(s) e os efeitos de sentido. Trabalharemos também as noções de gestos de interpretação, interdiscurso, formações discursivas e condições de produção para compreender o funcionamento do equívoco da/na língua(gem). Relacionaremos estes conceitos à reflexão sobre a escola como um lugar de confronto e negociação pelas possibilidades de sentido e também como um espaço de estabilização, homogeneização e reprodução de efeitos de sentido. PALAVRAS-CHAVE: análise do discurso materialista; ideologia; equívoco; linguagem.
09 - A LEITURA COMO PONTE PARA A CRÍTICA. Maria Emilia Oliveira de Santana Rodrigues, Mestranda em Educação. PPGE/FACED/UFBA, SSA/BA.
Pretendemos discutir, neste trabalho, conceitos de leitura e de crítica, propondo uma articulação entre os mesmos, expandindo-os para uma outra significação - leitura crítica. Apresentaremos algumas acepções de leitura, Orlandi (1993), Paulo Freire (2005), Silva, (2003) e de crítica, (KANT apud ROHDEN, 1992), Japiassu (1991) e do processo decorrente dessa articulação. Destacaremos ainda algumas questões sobre o uso da palavra crítica, examinando fragmentos de situações comunicativas, tanto na mídia impressa, quanto na virtual, nos quais o uso dessa palavra acontece e ilustra o potencial dessa junção. Traremos também sobre a incompletude dos processos de leitura e crítica, indicando a (re) significação da associação dos mesmos. PALAVRAS-CHAVE: leitura; crítica; leitura crítica; sujeitos leitores; produção de sentido.

SESSÃO VII
Coordenação: Karina Maria Dezotti
Dia: 12/07/2007, das 09:00 às 12:00 horas

01 - LEITURA CRÍTICA DA MÍDIA SE APRENDE NA SALA DE AULA? Karina Maria Dezotti, USF.
Este é um estudo que age no encontro entre Mídia e Educação, um dos campos de pesquisa mais desafiadores da contemporaneidade. Busca refletir sobre a qualidade do uso da mídia em sala de aula, seja na utilização de seus veículos originais ou em suas versões para escola. O fenômeno da mídia não pode deixar de ser discutido em sala de aula, pois a indústria cultural faz parte do imaginário de alunos, professores e pais, enfim da sociedade. Pretendemos refletir se a crescente utilização de tal discurso na escola contribui, de fato, para uma leitura crítica de mundo.    PALAVRAS-CHAVE: escola; mídia; leitura crítica.
02 - MÍDIA IMPRESSA, GÊNERO, PROCESSOS DE REFERENCIAÇÃO. Cássia Leite Ferreira Pinto, CLC, PUC-Campinas (SP)
Este trabalho propõe uma reflexão sobre diferentes representações do feminino na mídia impressa. Seu escopo está delimitado ao discurso sobre a mulher profissional veiculado nas revistas Veja e Vida Executiva. A perspectiva teórico-metodológica, de caráter interdisciplinar, segue a proposta da Análise do Discurso Crítica, que analisa o texto em seu contexto de produção. Os processos de referenciação e do uso de metáforas em manchetes de revistas permitem observar mudanças na representação da mulher profissional na mídia impressa. Os resultados preliminares apontam para o seu reposicionamento na sociedade brasileira num processo on line. PALAVRAS-CHAVE: mídia; discurso; gênero.
03 - CULTURA AFRICANA NO CINEMA: LEITURA CRÍTICA DA IMAGEM DO RACISMO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES. Delton Aparecido FELIPE, Mestrando em Educação e Teresa Kazuko TERUYA, docente do Mestrado e Doutorado em Educação da UEM, Maringá (PR).
Este trabalho apresenta uma leitura crítica do conteúdo de um filme que trata do preconceito racial. Busca responder a seguinte questão: de que maneira o cinema, ao mostrar os conflitos sociais gerados pelas leis raciais, pode contribuir para formar professores mais preparados e capazes de lidar com o racismo e o preconceito na sala de aula? Neste sentido, foi selecionado o filme: “Sarafina o som da liberdade”, como fonte de pesquisa, com o objetivo de investigar os aspectos culturais, econômicos, sociais e políticos da África, a fim de propor uma metodologia de análise fílmica, com base nos Estudos Culturais (Kellner, Foucault e Stuart Hall). A utilização do filme na escola, nesta perspectiva, pode ampliar a nossa compreensão da lógica da dominação pela segregação racial e contribuir para mobilizar ações de valorização e de reconhecimento da história e cultura africana e afro-descendente. PALAVRAS-CHAVE: formação de professores; mídia na educação; preconceito racial; Estudos Culturais.
04 - O CURRÍCULO PRATICADO NA EFETIVAÇÃO DE UM CURSO DE PEDAGOGIA NA MODALIDADE DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO CONTEXTO DE MATO GROSSO DO SUL: ENTRE A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DOCENTE E A EMANCIPAÇÃO. Lucrécia Stringhetta Mello - UFMS/CPTL (MS).
Apresentamos um estudo do curso de Pedagogia (EAD-UFMS), modalidade semi-presencial, sua representação na vida cotidiana dos alunos mediante o trabalho pedagógico e identidade profissional relacionada ao currículo vivenciado. Durante quatro anos, acompanhamos o processo de efetivação em quatro cidades do interior de Mato Grosso do Sul na condição de professora e pesquisadora. Por meio de memoriais produzidos junto às turmas iniciais, questionários, entrevistas aplicadas pelas orientandas de iniciação científicas nos anos subseqüentes compilamos dados sendo escolhidas categorias explicativas na consecução dos objetivos desejados. Os memoriais mostraram-se instrumentos efetivos para conscientização dos saberes e não saberes com os quais os acadêmicos chegaram ao curso e sinalizaram os avanços no processo curricular vivenciado. Os demais instrumentos mostram o perfil, dificuldades, conhecimento alcançado, bem como, os desafios que o uso da tecnologia acarretou. PALAVRAS-CHAVE: formação de professor; educação a distância; tecnologia educacional; processo identitário.
05 - APRENDER A DISTÂNCIA E ENSINAR: O USO DO RECURSO MIDIÁTICO (COMPUTADOR) COMO INSTRUMENTO EDUCACIONAL EM CENÁRIO DE TERCEIRO MUNDO. Jozicléia Henrique Porfírio e Lucrécia Stringhetta Mello (orientadora) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas (MS).
Este trabalho pretende investigar os desafios que os acadêmicos/docentes do programa de Educação a Distância do curso de Pedagogia (UFMS) enfrenta quanto à tarefa de aprender a distância em um paradigma de ensino mediado pelas tecnologias (computador); objetiva-se também, verificar se os alunos estão preparados para aderi-las em sua prática pedagógica. A pesquisa teve cunho qualitativo e foi baseada em teóricos como Kenski (2002), Perrenoud (2000), Preti (2000) e outros. O recurso utilizado para coleta (questionário) possibilitou organizar dados e analisá-los e as informações colhidas demonstraram que as tecnologias ainda não se consolidaram na EAD como recurso didático para o processo de ensino/aprendizagem e os alunos não se sentem aptos para trabalhar com elas em sua prática pedagógica, embora a maioria afirme usar as mídias em seu processo de formação.    PALAVRAS-CHAVE: formação de professor; educação a distância; tecnologia educacional.
06 - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E IDENTIDADE: SUAS MARCAS, POSSIBILIDADES E SEUS REFLEXOS NAS HISTÓRIAS DE VIDA E NA FORMAÇÃO DE PEDAGOGOS. Jocilene Cristina da Silva e Lucrécia Stringhetta Mello (orientadora) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas (MS).
Este trabalho busca compreender como ocorre o processo de construção identitária dos alunos do curso de Pedagogia, oferecido a distância pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul / UFMS e refletir sobre os reflexos das histórias de vida na formação pessoal e profissional dos educadores. Utilizamos uma investigação qualitativa que recorreu à fenomenologia e à análise de conteúdo e nosso trabalho se efetivou com leituras teóricas baseadas em Nóvoa (1995-1997), Soares (2000), Miranda (1998) e outros autores; com análise de relatos de histórias de vida - memoriais e questionários aplicados aos discentes. Como resultado, o trabalho indicou o quanto a experiência acadêmica influenciou e transformou as concepções de mundo e também a formação profissional, evidenciando a existência de uma consciência crítica da cultura, do contexto social e econômico que envolve todos os discentes.   PALAVRAS-CHAVE: formação de professor; educação a distância; processo identitário.
07 - APRENDER A DISTÂNCIA E ENSINAR: O USO DO RECURSO MIDIÁTICO (COMPUTADOR) COMO INSTRUMENTO EDUCACIONAL EM CENÁRIO DE FORMAÇÃO DOCENTE. Jozicléia Henrique Porfírio e Lucrécia Stringhetta Mello (orientadora) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Três Lagoas (MS).
Este trabalho pretende investigar os desafios que os acadêmicos/docentes do programa de Educação a Distância do curso de Pedagogia (UFMS) enfrenta quanto à tarefa de aprender a distância em um paradigma de ensino mediado pelas tecnologias (computador); objetiva-se também, verificar se os alunos estão preparados para aderí-las em sua prática pedagógica. A pesquisa teve cunho qualitativo e foi baseada em teóricos como Kenski (2002), Perrenoud (2000), Preti (2000) e outros. O recurso utilizado para coleta (questionário) possibilitou organizar dados e analisá-los, as informações colhidas demonstraram que as tecnologias ainda não se consolidaram na EAD como recurso didático para o processo de ensino/aprendizagem e os alunos não se sentem aptos para trabalhar com elas em sua prática pedagógica, embora, a maioria, afirme usar as mídias em seu processo de formação. PALAVRAS-CHAVE: Formação de professor, Educação a Distância, Tecnologia Educacional.
08 - EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E IDENTIDADE: ESPAÇO DE FORMAÇÃO, REFLEXÃO E TRANSFORMAÇÃO NAS HISTÓRIAS DE VIDA. Jocilene Cristina da Silva e Lucrécia Stringhetta Mello (orientadora). Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - Três Lagoas (MS).
Este trabalho busca compreender como ocorre o processo de construção identitária dos alunos do curso de Pedagogia, oferecido a distância pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul / UFMS e refletir sobre os reflexos das histórias de vida na formação pessoal e profissional dos educadores. Utilizamos uma investigação qualitativa que recorreu à fenomenologia e à análise de conteúdo e nosso trabalho se efetivou com leituras teóricas baseadas em Nóvoa (1995-1997), Soares (2000), Miranda (1998) e outros autores; com análise de relatos de histórias de vida - memoriais e questionários aplicados aos discentes. Como resultado, o trabalho indicou o quanto a experiência acadêmica influenciou e transformou as concepções de mundo e também a formação profissional, evidenciando a existência de uma consciência crítica da cultura, do contexto social e econômico que envolve todos os discentes. PALAVRAS-CHAVE: Formação de professor, Educação a Distância, Processo Identitário.
09 - O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO EM AMBIENTES VIRTUAIS. Edeval Aparecido Zaghetti, Secretaria Municipal da Educação, Santa Bárbara d'Oeste (SP).
A alfabetização utilizando ambientes virtuais atualmente supera o estado de utopia e tabu tornando-se realidade e ao mesmo tempo cria um ideário distorcido de seu uso na educação. As idéias mais comuns são: a prática educativa torna-se modernizada, "ensina-se" melhor, é praticada a inclusão digital ou social, a tecnologia é neutra, o aluno interage com o computador, não é necessário planejar, o computador ensina o aluno. Este ideário não passa de um conjunto de armadilhas que somente são reconhecidas e superadas quando submetidas à reflexão crítica, característica encontrada nos autores Bruno Pucci, Francisco Fontanela e Simone Wolff. Sem a consciência crítica e reflexiva a escola torna-se o palco do sistema de produção capitalista e autuar este conhecimento é o objetivo desta comunicação. PALAVRAS-CHAVE: alfabetização; tecnologia; armadilhas; utopia; consciência reflexiva.

SESSÃO COORDENADA VIII
Coordenação: Amarildo Pinheiro Magalhães
Dia: 12/07/2007, das 09:00 às 12:00 horas

01 - AS CHARGES ELETRÔNICAS E AS ARMADILHAS DA POLÍTICA: A LEITURA E A CIDADANIA EM UMA PERSPECTIVA DISCURSIVA. Amarildo Pinheiro Magalhães, Secretaria de Estado da Educação do Paraná/ Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá-PR.
O trabalho aborda as charges eletrônicas a partir de uma perspectiva discursiva. Tendo como referência a Análise do Discurso de linha francesa e os estudos de Silva a respeito da formação do leitor crítico e considerando a articulação entre os mecanismos de formulação e constituição do discurso, procura-se discutir de que maneira a relação entre, sentido, história e memória perpassa o processo de leitura desses objetos midiáticos e, por meio do desvelamento da aparente transparência do sentido, possibilita a formação de leitores efetivamente críticos, menos susceptíveis às armadilhas da política. Os referidos procedimentos teóricos e metodológicos são desenvolvidos a partir da análise de uma charge a respeito do Presidente Lula veiculada pelo chargista Maurício Ricardo no site "charges.com.br". PALAVRAS-CHAVE: charges eletrônicas, discurso, cidadania, política.
02 - A INTERTEXTUALIDADE E A LEITURA DO TEXTO CHÁRGICO NO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO. Leonice Aparecida Braga Húngaro, Universidade Estadual de Maringá (PLE-UEM).
O objeto de análise de nossa comunicação é uma unidade chárgica de autoria do chargista e cartunista paulistano Angeli, intitulada: Além do horizonte, e veiculada na revista Veja de 26 de julho de 2006. Nossa proposição é realizar análise do corpus sob à luz das teorias sociointeracionistas de linguagem, com a intenção de suscitar discussões a respeito da necessidade de implantar a leitura desse gênero na sala de aula dos ensinos Fundamental e Médio. Concluímos que, com vontade e dedicação, os professores podem assumir a função de orientadores e mediadores de leituras atraentes, mas complexas, como a leitura do corpus analisado, no qual o chargista explora o recurso da intertextualidade com o objetivo de criar um efeito humorístico e uma interessante mudança de perspectiva que desloca os sentidos dos textos isolados e aponta para uma nova construção de sentidos no todo chárgico.   PALAVRAS-CHAVE: ensino-aprendizagem; leitura; charge; intertextualidade.
03 - CONTEXTUALIZAÇÃO: FATOR DETERMINANTE NA CONSTITUIÇÃO DA CRÍTICA, DA IRONIA E DO HUMOR EM CHARGES. Glória Dias Soares Vitorino. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUC/MINAS e profª de Língua Portuguesa no UNILESTEMG.
Nesta comunicação, pretende-se discutir o papel da contextualização como um dos fatores determinantes na constituição da crítica, da ironia e do humor em charges veiculadas no Caderno Opinião, do jornal Folha de São Paulo. Para essa discussão, parto da hipótese de que, para ser mais produtiva, a leitura de uma charge pressupõe um leitor que dê conta da complexidade do processo enunciativo-discursivo, isto é, das “armadilhas” em que esse gênero discursivo pode estar envolvido. Também, considera-se que as relações dialógicas que a charge estabelece com outros meios midiáticos devem ser levadas em conta pelo sujeito-leitor, por serem um dos elementos-chave para a constituição dos efeitos de sentido desse gênero. Para este estudo, nos basearemos em teóricos, tais como Kerbrat-Oreccioni (1996), Bakhtin (1999/1929), Authier-Revuz (1982), entre outros. PALAVRAS-CHAVE: contextualização, charge, processo enunciativo-discursivo, efeitos de sentido.
04 - A UTILIZAÇÃO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS EM SALA DE AULA COMO RECURSO DIDÁTICO-CRIATIVO. Joana D´Arc Mariano, Redes Estadual e Municipal de Moji Mirim (SP).
Trabalho de Conclusão de Curso para a Especialização em Educação, Criatividade (Metrocamp), cuja finalidade é estudar a atual utilização das Histórias em Quadrinhos em sala de aula, tanto no âmbito dos docentes quanto na receptividade dos discentes. Faz uma breve retomada histórica no surgimento desse meio de comunicação de massa tanto no ocidente (comics) quanto no oriente (mangás), além de analisar a difusão das HQs em solo brasileiro e a polêmica em torno do tema censura X HQs X educadores. Também analisa dados coletados em entrevista com professores do Ensino Fundamental Ciclo II (5ª a 8ª séries) da Escola Estadual Antônio José Peres Marques sobre a utilização das HQs em sala de aula, bem como a opinião dos alunos, além de trazer algumas sugestões de utilização desse recurso presentes em livros didáticos de diferentes disciplinas. PALAVRAS-CHAVE: Histórias em Quadrinhos; Criatividade; Metodologia de Ensino; Mídia e Educação; Educomunicação.
05 - A TURMA DA MÔNICA: UMA ALTERNATIVA TEXTUAL PARA O TRABALHO COM A CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE CIDADANIA. Fátima Aparecida Soares, Josiane Bueno de Oliveira, Áurea Maria de Oliveira, UNESP/RC.
Esta comunicação visa a compartilhar um estudo em andamento sobre o gibi da Turma da Mônica, entendido neste trabalho como um novo tipo de texto que possibilita discutir as armadilhas sociais, culturais, políticas e educacionais no processo de construção da cidadania, por meio da criação de dilemas cognitivo-morais sobre as questões referentes às desigualdades e as injustiças que permeiam as relações sociais. Esse trabalho está inserido no projeto de pesquisa sobre A Formação do EU Individual, Social e Universal, vinculado ao Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (GEPEM) do Departamento de Educação da UNESP/RC, que possui como objetivo trabalhar com a construção com o conceito de cidadania, visando a formação do individuo questionador e transformador da realidade social, a partir do referencial piagetiano. PALAVRAS-CHAVE: gibis, valores morais, educação.
06 - REPRESENTAÇÕES DE PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NAS HQS DO CHICO BENTO. Daniela Amaral Silva Freitas, FAE/UFMG – Belo Horizonte/MG e FAE/UEMG – Belo Horizonte/MG e Marlucy Alves Paraíso, FAE/UFMG – Belo Horizonte/MG.
Este trabalho analisa as representações de práticas de leitura e escrita divulgadas pelas HQs do Chico Bento. Nos 150 gibis analisados, são apresentadas variadas práticas que se passam nos mais diversos cenários da pequena Vila Abobrinha (rua, campo, casa, escola, igreja) e que envolvem práticas sociais particulares. Com base nos Estudos Culturais e em estudos foucaultianos, compreendem-se as HQs do Chico Bento como uma pedagogia cultural que ensina a seus leitores diferentes modos de pensar, de se comportar e de vivenciar a leitura e a escrita. O argumento aqui desenvolvido é o de que, ao apresentarem tais práticas, as HQs contribuem para a construção e a divulgação de significados a respeito da cultura escrita. PALAVRAS-CHAVE: representação, práticas de leitura e escrita, HQs, Estudos Culturais.
07 - HISTÓRIA EM QUADRINHOS E LITERATURA: LEVEZA E DRAMA NA FORMAÇÃO DO LEITOR.MARLY AMARILHA, UFRN, Natal (RN)
Estudo resultado da pesquisa quase experimental "O ensino de leitura: a contribuição das histórias em quadrinhos e da literatura infantil na formação do leitor" (CNPq, 2007). Corpus composto de três turmas do 4º. ano de escola pública de Natal-RN. Realizaram-se 10 sessões de leitura de histórias da Turma da Mônica que mantêm relação intertextual com narrativas de fadas. Cada sujeito teve acesso às revistas e livros enquanto o texto era lido em voz alta pela professora. Enfoca-se a sessão em que foram lidos "A gata borralheira" (Grimm, 2003) e "Cascão - O porquinho borralheiro" (Sousa, 2002). Observou-se que a passagem da leveza da HQ para o drama do conto resultou em aprendizado sobre os ritos de cada gênero, sobre a mudança de foco sobre o mesmo enredo e desenvolvimento de competência intertextual e semiótica. PALAVRAS-CHAVE: Leitura, Turma da Mônica, Contos de Fadas.
08 - UMA CEIA NADA SANTA: VISÃO SACRÍLEGA DO BANQUETE DO PODER, CAPTURADA PELAS CORES BERRANTES DA PARÓDIA. Jefferson Adriano de SOUZA, PLE-UEM e FACINOR-Loanda-PR.
Esta comunicação busca compreender como a mídia organiza e manipula o poder heterogêneo da paródia para descaracterizar as imagens e falas evocadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante as eleições de 2006. Calcados na perspectiva teórica da lingüística textual, visualizamos a paródia como desvio total, embasados em Sant'Anna (2000) e abordamos o discurso relatado direto e suas funções, pautados em Maingueneau (1976) e Benites (2002). O corpus configura-se na reportagem intitulada Uma ceia nada santa, que discorre sobre os escândalos que envolveram o governo do presidente Lula, veiculada pela Veja às vésperas do primeiro turno das eleições. A análise revela que, por meio da aliança da paródia com recortes da fala do presidente, a revista busca minar a tese de traição, defendida pelo presidente e evidenciar a imagem do populismo, ignorância e corrupção. Este estudo contribui para ampliar a consciência da influência que a mídia exerce na construção das imagens coletivas e direcionamento da opinião pública. PALAVRAS-CHAVE: mídia; heterogeneidade enunciativa; discurso relatado; paródia.
09 - O ATO DE LER NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. Ana Paula Martins, Fundação Educacional de Divinópolis – FUNEDI/UEMG, Divinópolis (MG).
A forma de disseminação do saber na contemporaneidade tem tido transformações consideráveis. Se antes o conhecimento era um saber centralizado e associado a determinadas figuras sociais, na contemporaneidade ele escapa a essas fronteiras. Sobre estas mudanças Martín-Barbero (2006) enfatiza que nas novas gerações a cumplicidade entre a oralidade e visualidade opera fortemente, não porque os jovens não saibam ler ou leiam pouco, mas, sim, porque sua leitura já não tem o livro como eixo e centro da cultura. Posto isto se torna necessário refletirmos a (des)ordem estética que as escritas eletrônicas e a experiência audiovisual introduzem, pois a visualidade eletrônica passou a fazer parte constitutiva da visibilidade cultural, essa que é ao mesmo tempo meio tecnológico e novo imaginário capaz de falar culturalmente e não só de manipular tecnologicamente. PALAVRAS-CHAVE: educação; leitura; meios de comunicação; cultura.

SESSÃO IX
Coordenação: Sérgio Ferreira do Amaral
Dia: 12/07/2007, das 09:00 às 12:00 horas

01 - LINGUAGEM DO VÍDEO DIGITAL INTERATIVA NA EDUCAÇÃO. Sérgio Ferreira do Amaral, LANTEC - FE – UNICAMP, Campinas (SP).
Este trabalho faz parte de pesquisas realizadas pelo LANTEC - Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas na Educação, da Faculdade de Educação da UNICAMP. Busca apresentar e discutir como pode ser a introdução da linguagem digital em sala de aula. PALAVRAS-CHAVE: vídeo digital; roteiro; PCN.
02 - VÍDEO DIGITAL E EDUCAÇÃO - A APLICAÇÃO DE VÍDEO DIGITAL COMO FERRAMENTA PARA INTERDISCIPLINARIEDADE. Karla Isabel de Souza (LANTEC - FE - UNICAMP), Sérgio Ferreira do Amaral (LANTEC - FE - UNICAMP), Cristiane Degrecci Turrine (LANTEC - FE - UNICAMP), Claiton Alexandre da Silva (LANTEC - FE - UNICAMP), Sílvia Helena Moro R. Freitas (EMEF Dulce Bento Nascimento), Ana Maria Oliveira Tellaroli (EMEF Dulce Bento Nascimento), Maria Aparecida Lopes (EMEF Dulce Bento Nascimento).
   Este trabalho faz parte de pesquisas realizadas
Este trabalho faz parte de pesquisas realizadas pelo LANTEC - Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas na Educação, da Faculdade de Educação da UNICAMP na EMEF Dulce Bento Nascimento. Busca apresentar como pode ser a introdução de vídeo digital em sala de aula e discutir a aplicação, quais as vantagens e desvantagens para educadores e estudantes. Um dos pontos mais importantes para ser discutido é a questão interdisciplinar. Diferentes experiências são apresentadas e contadas pelas próprias professoras que baseadas nos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacional) trabalham as questões de gênero textuais. Várias ferramentas possibilitadas pelo vídeo digital são usadas, inclusive animações. PALAVRAS-CHAVE: vídeo digital; roteiro; PCN; gênero; animação.
03 - MÍDIA DIGITAL E ESCOLA: UMA JANELA ABERTA PARA O ENSINO E APRENDIZADO DOS GÊNEROS DIGITAIS. Samir Mustapha Ghaziri, Unesp/Marília, Mestrando (bolsista CNPq).
O surgimento de qualquer forma de mídia no local e momento em que nasce gera dilemas. A iniciação do homem tribal na tecnologia da escrita, do alfabeto fonético, inaugurou um processo, intensificado pela tipografia, no qual o homem ordinário, comum, tornou-se cidadão, isto é, capaz por si mesmo de ler uma lei. Alguns foram favoráveis a este processo e outros o condenaram. Não foi diferente com o surgimento de outras mídias, como: o correio, o telégrafo, o telefone, o rádio, o cinema e a televisão. Todas geraram discursos discordantes e, mais, influenciaram todas as esferas da vida social. Nessa perspectiva, os estudos acerca dos impactos sociais da mídia, sobretudo da televisão, eram ainda incipientes quando surgiu uma forma de mídia inteiramente nova, digital, ancorada no computador. Este último, por sua vez, estava ainda em desenvolvimento quando o ciberespaço surgiu como a mais nova novidade. A relação entre a escola e a mídia digital, também chamada de hipermídia, é delicada, marcada, como em outros momentos históricos, por discursos entusiastas e fatalistas. Nesta apresentação, pretendo realizar uma discussão que se distancie dos dilemas, tratando mídia digital e escola conjuntamente. Ademais, trago um terceiro elemento a esta discussão, a leitura. Pautado na teoria dos gêneros discursivos de Mikhail Bakhtin, proponho para discussão um ensino de leitura que incorpore a mídia digital, fornecendo, desse modo, aos alunos um espectro amplo que compreenda as condições de produção e interação com textos orais, escritos e eletrônicos.
04 - A ESCOLA E SEU(S) OLHAR(ES)SOBRE A LÍNGUA LINGUAGEM ON-LINE: O MSN EM FOCO. Geralda Macedo, UFPB, Campus III.
A produção da língua/linguagem em dispositivos de interface da internet (MSN). por ser um suporte que expande a manifestação e exploração de gêneros textuais verbais e linguagem não verbal caracteriza-se como espaço de pura semiotização implicando a produção humana de linguagens de tipos diversas, que criam novos efeitos e contornos na subjetividade humana. Por outro lado, os efeitos destas subjetivações interferem na criação da produção da língua/linguagem neste suporte textual. Ancoradas em resultados ainda incompletos de uma pesquisa qualitativa de abordagem sócio-histórica objetivamos discutir e analisar os efeitos que as produções da língua/linguagem provocam na organização psicológica e lingüística dos jovens usuários do MSN.
05 - PRÁTICAS DISCURSIVAS E DE LEITURA NA MÍDIA DIGITAL. Alaíse Maria Carrijo Ramos e Andrade, Universidade de Franca.
Com o avanço das novas tecnologias da informação e do conhecimento, a interação e a comunicação entre as pessoas sofreram várias alterações, como por exemplo,o surgimento da mídia digital, que veio a propiciar novas práticas discursivas e de leitura tanto em relação ao suporte quanto à circulação e recepção dos discursos e seus efeitos de sentido. Diante do exposto, este trabalho objetiva analisar um desses meios de comunicação emergentes da era digital: o blog jornalístico. Adota-se como perspectiva teórica a Análise de Discurso de linha francesa e as idéias foucaultianas quanto às práticas discursivas e de leitura dentro dos blogs, para averiguar, assim, se novos efeitos de sentido são produzidos pelos leitores a partir do texto do blogueiro.
06 - LENDO WEBSITES: NAVEGANDO PELO GÊNERO EM BUSCA DE UM PORTO SEGURO. Carlos Augusto Baptista de Andrade, Universidade Cruzeiro do Sul.
Incluir digitalmente hoje exige uma série de outras inclusões. Uma delas, que discutiremos em nossa comunicação, é a importância de desenvolver conhecimentos prévios lingüísticos e paralingüísticos (paralinguagem entendida como tudo que acompanha a linguagem e traz alguma contribuição ao desenvolvimento de sentido do enunciado – Trager, 1964) no leitor que permitam à leitura do gênero websites, além de observar quais as estratégias que esse leitor deve ativar para navegar com mais facilidade nesses ambientes. Faremos uma análise de dois websites, observando sua superestrutura e verificando as possibilidades de leitura que eles nos oferecem, com base nos fundamentos da Lingüística Textual, da Teoria da Enunciação, Semiologia e dos princípios de usabilidade.
PALAVRAS-CHAVE: gêneros textuais; discursividade; paralinguagem; hipertexto; usabilidade; websites.
07 - TECNOLOGIA EDUCACIONAL E O USO DA INTERNET POR PROFESSORES E ALUNOS DO ENSINO SUPERIOR NA ERA DA INFORMAÇÃO. Fabiana Lumi Kikuchi, UNOPAR - Universidade Norte do Paraná - Londrina-Pr e Diene Eire de Mello Bortotti de Oliveira, UEL, Londrina (PR).
Esta comunicação propõe analisar e discutir o uso da Internet por docentes e discentes do Ensino Superior, na atual perspectiva tecnológica. Utilizou-se para este estudo, uma abordagem quantitativa de caráter exploratório, sendo um questionário com questões abertas e fechadas, aplicado a 14 docentes do Ensino Superior de uma instituição privada, nos cursos de Pedagogia, Letras e Jornalismo. Pelos dados obtidos, os docentes compreendem a importância do uso da rede, porém ainda encontram dificuldades em orientar os alunos em relação ao acesso de documentos on line, se deparando com trabalhos nem sempre satisfatórios. O tipo de formação também pode ser um indicativo do tipo de mediação pedagógica que o professor pode ter em relação à orientação do aluno para o uso da rede. PALAVRAS-CHAVE: Internet. Trabalho Docente. Tecnologia. Ensino Superior.
08 - UM ESTUDO SOBRE O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE LETRADOS EM MEIO DIGITAL. Daniela Perri Bandeira de Albuquerque, Faculdade de Educação da UFMG.
O trabalho procura sublinhar a importância de se levarem em consideração situações de uso da internet como uma nova tecnologia de produção, transmissão e preservação de conhecimentos e informações. Para isso, busca analisar se há indícios de constituição de uma cultura digital em meio à cultura oral e escrita e instaurar uma discussão a respeito dos sujeitos de meios populares que se vêem forçados pelas circunstâncias a participarem dessa incipiente cultura.O referencial teórico será baseado em autores que pesquisam questões ligadas à oralidade e à escrita (Ong, Havelock), autores que investigam a influência das novas tecnologias na sociedade (Lévy, Chartier), além de Magda Soares que investiga o fenômeno do letramento. PALAVRAS-CHAVE: Internet; cultura escrita, oral e digital.
09 - A IMPORTÂNCIA DA LEITURA DE IMAGENS EM AMBIENTES HIPERTEXTUAIS. Maria Claudia de Oliveira Pan, Colégio Pedro II - Rio de Janeiro - RJ e Consórcio UERJ/CEDERJ - Rio de Janeiro - RJ.
O objetivo de nossa comunicação é o de fomentar o debate sobre a "nova" forma de leitura imposta pelo hipertexto e propor algumas sugestões para o desenvolvimento do leitor "hipertextual". Apresentaremos os resultados de uma pesquisa desenvolvida com alunos em um curso de graduação à distância. O curso oferece material hipertextual e, como sabemos, ler é muito mais do que decifrar códigos; é, principalmente, estabelecer conexões. As imagens são elementos que falam e ocultam muita coisa, pois a arte gráfica faz parte da estrutura interna das idéias. Não se trata de uma apologia à imagem, mas na verdade, a tentativa é de apenas observar o quanto ela pode colaborar para o fervilhar de idéias e sensações que irão estimular a leitura. PALAVRAS-CHAVE: leitura; imagens; ambiente hipertextual.

SESSÃO X
Coordenação: Cátia Solange Fornaziero Celeste de Alencar
Dia: 11/07/2007, das 14:00 às 17:00 horas

01 - CULTURA ELETRÔNICA E FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA. Cátia Solange Fornaziero Celeste de Alencar, Universidade de Sorocaba.
Este trabalho surgiu a partir de uma série de reflexões presentes em nossa sociedade, como a questão da universidade pública e particular, o estudante universitário hoje, o conhecimento que se produz e a WEB. A partir desse panorama, tentamos caracterizar, por meio de uma base teórica, o conceito de universidade, suas várias ram