| 01 - REDE GLOBO REVISITA O "DIRETAS JÁ": AUTO CRÍTICA DO PASSADO OU REITERAÇÃO DO JORNALISMO TENDENCIOSO? Márcia M. C. M. Fantinatti, Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas. |
A presente comunicação tem por objetivo a divulgação de resultados de pesquisa acadêmica acerca das recentes transformações no discurso e na imagem social da Rede Globo. Foca, de modo particular, a cobertura jornalística efetuada pela Rede Globo em relação ao movimento "Diretas já" e a respectiva versão atual da emissora, que procura responder às críticas que recebeu ao longo dos anos, por suposta omissão em seu telejornalismo, do movimento popular que se manifestava em favor de eleições diretas para presidente no Brasil, de 1983 a 1984. Tem por base a leitura do livro Jornal Nacional - A notícia faz história, publicado em 2004, pela Zahar editores, em comemoração ao 35º aniversário do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, dentre outras obras relacionadas ao "Diretas já".
PALAVRAS-CHAVE: Rede Globo; TV e redemocratização; Sociedade da Informação. |
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| 02 - NO DISCURSO DA MÍDIA. Marcel J. Cheida, Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas. |
Os termos cidadania e ética têm sido divulgados sistematicamente pelos meios de comunicação, num apelo em favor da formação de crianças e jovens nas instituições educacionais. A escola tem incorporada a terminologia no discurso pedagógico na tentativa de obter a adesão de públicos para programas de formação educacional nem sempre subordinados à profundidade e à precisão dos conceitos manuseados por jornais e jornalistas. Distancia-se deliberadamente a cidadania da política, em discursos moldados mais pela propaganda do que pela informação noticiosa ou pelas narrativas analíticas e pelas dissertações reflexivas (Karam, 1997; Bucci, 2000). Este trabalho é um estudo do noticiário sobre a reprodução noticiosa de termos e expressões dos discursos institucionais que banaliza os sentidos da cidadania e da ética. A produção noticiosa fica comprometida eticamente à medida que os jornais são também recursos didático-pedagógicos.
PALAVRAS-CHAVE: ética da comunicação; deontologia do jornalismo; educação; comunicação social. |
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| 03 - O FAST FOOD DA INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO DE LEITORES. Amarildo Batista Carnicel, CLC, PUC-Campinas |
| Desde abril de 2007, o leitor de Campinas e região conta com mais uma publicação jornalística. Estamos falando do Notícia Já, um veículo popular que chega para abocanhar um nicho de mercado bastante específico: leitores das classes D e E. Elaborado pela Rede Anhanguera de Comunicação, (publicadora dos jornais Correio Popular e Diário do Povo), o novo veículo não surge com o objetivo que rege a maioria dos jornais do país: o de formador de opinião. Seu foco é outro: formar leitores. Para isso adota a estratégia de publicar textos com uma estrutura quase radiofônica, notícias curtas e linguagem praticamente oral. O surgimento do veículo provoca alguns questionamentos: contribuirá para a evocação da cidadania? (MARTINS, 2000a e 2000b); como será a convivência de equipes produzindo veículos distintos numa mesma empresa? (OLIVEIRA, 2003); a utilização de textos semelhantes em veículos diferentes não seria uma fachada (BAHIA, 1990) ou uma forma de tentar iludir o leitor? (CARNICEL, 2005). São essas as questões que procuramos responder no trabalho ora apresentado. |
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| 04 - BANCO DE NOTÍCIAS PARA RÁDIOS COMUNITÁRIAS. Reginaldo Moreira, PUC-Campinas. |
A produção de reportagens para as rádios comunitárias da cidade de Campinas fez com que os alunos do 4º. Ano de Jornalismo da PUC-Campinas, na disciplina Jornalismo Aplicado B, priorizassem as fontes populares e comunitárias, dando voz a uma população nem sempre ouvida nos meios de comunicação social. Esta prática tem propiciado a oportunidade de releitura de reportagens feitas nas rádios comerciais, que na maioria das vezes utilizam uma linguagem adequada ou priorizam a fonte não oficial envolvida no fato. Os alunos têm mergulhado em causas sociais nem sempre se atentaram, e que muitas vezes não fazem parte da sua realidade sócio-econômica. Esta interação tem transformado a leitura da realidade social e da importância dos veículos de comunicação de massa, no caso o rádio, têm para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A cada mês os alunos produzem em torno de 30 reportagens, formando um banco de notícias. Estas reportagens são gravadas em CDs e distribuídas a quatorze rádios comunitárias da cidade. Esse exercício tem despertado a cidadania e de envolvimento com comunidades mais carentes, o que já gerou até em trabalhos voluntários de alunos em organizações não governamentais, estimulando cada vez mais a troca entre os alunos da universidade particular e a comunidade.
PALAVRAS-CHAVE: rádios comunitárias; jornalismo comunitário; cidadania.
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| 05 - A LEITURA DA COMUNICAÇÃO EM UM PROGRAMA LABORATORIAL DE TV. Ivete Cardoso do Carmo-Roldão, Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas e Ana Paula S. Oliveira, Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas. |
Esta comunicação tem por objetivo fazer uma reflexão a respeito da produção jornalística voltada para a leitura crítica da comunicação. Para isso, será analisado um quadro do programa laboratorial Espelho Urbano veiculado pela TV PUC e produzido pelos alunos dos 3º e 4º anos de jornalismo da PUC-Campinas intitulado X da Comunicação. Nele, temas relativos ao assunto são discutidos, tanto com professores da própria universidade, como com outros convidados a partir de questões concretas da sociedade. Pretende-se, por meio de relatos de experiências, mostrar que a discussão e produção desse quadro não apenas possibilita ao aluno uma vivência da prática do telejornalismo, mas também o torna um profissional capaz de refletir criticamente sobre os conteúdos que produz e veicula.
PALAVRAS-CHAVE: Telejornalismo, X da Comunicação, Leitura crítica.
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| 06 - USO DA TECNOLOGIA: ESFERAS DA EDUCAÇÃO. Simone Cecília Pelegrini da Silva, CLC, PUC-Campinas. |
Esta comunicação tem por objetivo compartilhar resultados dos estudos acerca do relacionamento entre a tecnologia da informação e comunicação (TIC´s) e educação, nos parâmetros que dizem respeito a inclusão social e exclusão digital. Os recursos humanos são um dos fatores que afetam essas relações. Ora, a educação pode ser favorecida pela utilização da tecnologia, mas não meramente pelo fornecimento de hardware, software e conexões. Um programa de computador ou um website podem fornecer informações em forma de texto, sons e imagens, todavia não podem prover os tipos de interação social que estão na essência da boa educação. Os programas educacionais eficazes baseados em tecnologia, em centros de estudo como escolas e universidades, integram o domínio ativo da tecnologia em conteúdos especialmente desenvolvidos. Os projetos centrados no aluno são realizados não como fim em si mesmos, mas como processos de aprendizagem para fins relevantes.
PALAVRAS-CHAVE: Educação, TIC´s, mídia, leitura, comunicação. |
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| 07 - A CIÊNCIA NOS LIVROS DIDÁTICOS E NAS MÍDIAS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: ALGUNS APONTAMENTOS. Marcia Reami Pechula. Instituto de Biociências – UNESP - Rio Claro e Lucimara del Pozzo. Rede Pública Estadual. |
O livro didático de ensino de ciências é o material didático mais utilizado em sala de aula. Há teóricos (PRETTO, 1995) que, inclusive, o consideram um veículo midiático. Mas, há também um amplo material de divulgação científica oferecido para complementar o ensino de ciências. O objeto de investigação do trabalho visa a analisar aspectos, a saber: primeiro, mapear a extensão e atendimento do livro didático de ensino de ciências, por meio da análise do projeto de divulgação desse material pelo PNLD; segundo, verificar em que sentido é empregado o conceito de ciências em suas temáticas e verificar as possíveis convergências com as mídias de divulgação científica. Esse segundo aspecto deve-se ao fato de que tanto os teóricos, quanto os PCN, que orientam para o ensino de ciências, estimulam o uso das mídias de divulgação científica enquanto complemento da transmissão do conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: ciência; livro didático; divulgação científica. |
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| 08 - A IMAGEM E A COMUNICAÇÃO: MÍDIA – ALGUMAS REFLEXÕES. Maria Sílvia Barros de Held, CLC, PUC-Campinas. |
O trabalho propõe reflexões concernentes à imagem e ao processo de criação, no sentido da comunicação, face à pós-modernidade. Subdivide-se em três aspectos: a imagem e a comunicação: dentro desta ótica, o conhecimento deve ser considerado como um sistema de dispersão, assim como a unificação dos conceitos adquiridos, que não se dá pelo seu objeto, mas, provavelmente pelo seu sujeito Foucault (1977); a imagem e a desconstrução: a desconstrução opta, em geral, elementos antes considerados marginais no esquema clássico, reordenando o discurso, apresentando propostas inusitadas e estabelecendo novos elos, sejam visuais, sejam mentais; a questão presenteísta no processo de criação: estéreis hoje se tornam os combates pela predominância de certos modelos sobre outros, onde a confrontação que se diz científica esconde, a duras penas o combate territorial (Linares in Barberá e Knappe, 1997). Este trabalho também correlaciona a “Escola de Paris”, no que diz respeito à Semiótica Discursiva de Greimas e suas possíveis interfaces na pós-modernidade e faz parte das pesquisas desenvolvidas pela autora dentro do Grupo de Pesquisa “A Imagem: Arte e Design, na linha: ”Aspectos Contemporâneos da Imagem: Teoria e Prática”.
PALAVRAS-CHAVE: imagem, comunicação, criação, pós-modernidade. |
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| 09 - MÍDIA, ESTEREÓTIPO E PRECONCEITO: INTENÇÕES OU DESCUIDOS? Elisete Zanlorenzi. PUC-Campinas. |
| Nas regiões sul-sudeste, a imagem da preguiça associada à Bahia, foi construída por meio de vários discursos, destacando-se a grande mídia impressa, que, a partir dos anos 50 associou o fluxo migratório nordestino (denominados genericamente por “baianos”) a um conjunto de negatividades - cidadãos de segunda categoria, sujos, feios, analfabetos, despreparados para o trabalho, preguiçosos, indolentes - que se constituíram em poderosa, forma de discriminação sócio-econômica e de racismo, justificando exclusões, que se processam até hoje, sob uma miríade de estereótipos. A preguiça passou a ser vista como traço típico da identidade baiana, com sua população majoritariamente afro-descendente, associada, nos cadernos de turismo, à imagem de permanente descanso e festa. Esse contexto aponta para a premência de uma reflexão sobre o preparo dos profissionais midiáticos no tocante à dinâmica cultural das sociedades contemporâneas. A investigação teve Bourdieu como referência teórica, sobretudo os conceitos de mediação simbólica, campo e discurso performativo. Desenvolveu-se por meio de pesquisa empírica e documental e levantamento, de 1949-1985, em três grandes jornais do sudeste.
PALAVRAS-CHAVE: mediação simbólica, preconceito, banalização simbólica, discurso midiático. |
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| 10. A propaganda e a compreensão responsiva ativa. Paulo Eduardo Aranha de Sá Barreto Batista. Programa de Pós-graduação em Lingüística – UFPB – João Pessoa, PB. Flaviano Carvalho de Souza. PIBIC/ CNPq – UFPB – João Pessoa, PB. |
| Discurso cotidiano da sociedade contemporânea, a publicidade é um gênero discursivo em que percebemos mais claramente a co-participação entre sujeito discursivo, o falante, e compreendor responsivo, o ouvinte, tão defendida por Bakhtin (2003). Com efeito, tal discurso é um material privilegiado para o ensino de língua materna, já que seu projeto discursivo visa muito mais a uma atitude responsiva do ouvinte, a concordância com o anunciado, diferentemente dos gêneros literários, que são comumente lidos pelos alunos. Pretendemos, portanto, propor meios de como trabalhar a publicidade em aula, de modo que o aluno possa pensar como real ouvinte do texto, para que possa assumir um posicionamento sobre as idéias e sobre o gênero, que lhe persuadem. PALAVRAS-CHAVE: propaganda, dialogismo, interação. |
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